8 de abr de 2014

M42 – Por dentro da nebulosa de Orion

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A Grande Nebulosa de Orion, uma imensa, e próxima, região de nascimento de estrelas, é provavelmente a nebulosa astronômica mais famosa. Aqui, o gás brilhante, ao redor de estrelas jovens e quentes na borda da imensa nuvem molecular interestelar localizada a somente 1500 anos-luz de distância da Terra. Na imagem profunda acima, composta, em cores assinaladas pelo Telescópio Espacial Hubble filamentos e lençóis de poeira e gás são particularmente evidentes. A Grande Nebulosa de Orion pode ser encontrada a olho nu perto do cinturão de três estrelas na popular constelação de Orion. Além de abrigar um brilhante aglomerado aberto de estrelas conhecido como o Trapézio, a Nebulosa de Orion contém muitos berçários estelares. Esses berçários contém muito gás hidrogênio, estrelas jovens quentes e jatos estelares expelindo material a altas velocidades. Também conhecida como M42, a Nebulosa de Orion se espalha por cerca de 40 anos-luz e está localizada no mesmo braço espiral da Via Láctea que está localizado o nosso Sistema Solar.

Como é um eclipse solar visto da Lua?

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Um eclipse solar já foi observado da Lua? Sim, primeiro em 1967 – mas ele pode acontecer novamente na próxima semana. A missão robótica Surveyor 3 fez milhares de imagens de grande angular de televisão da Terra, em 1967, sendo que algumas dessas imagens capturaram a Terra se movendo em frente ao Sol. Algumas dessas imagens foram recuperadas dos arquivos da NASA e foram compiladas no vídeo apresentado acima. Embora as imagens sejam bem granuladas, a atmosfera da Terra claramente refrata a luz do Sol ao redor e pode-se ver o famoso Efeito Beading, quando algumas trajetórias da luz do Sol foram bloqueadas pelas nuvens.

Dois anos depois, em 1969, a tripulação da Apollo 12 viu também um eclipse de um ponto de vista diferente quando eles estavam voltando da Lua. Em 2009, a sonda robô Kaguuya, fez imagens de alta resolução de um eclipse similar enquanto orbitava a Lua (imagem e vídeo abaixo). Na próxima semana, contudo, a missão Chang’e 3 da China, incluindo o rover Yutu, pode testemunhar um novo eclipse do Sol pela Terra, desde a superfície da Lua. Simultaneamente, da órbita lunar, a missão LADEE da NASA pode também capturar o evento incomum do dia 15 de Abril de 2014. Outro ângulo desse mesmo evento certamente será visível pelas pessoas na superfície da Terra, ou seja, um eclipse total da Lua.

Lua de Saturno pode ter oceano sob o gelo

Encélado: lua de Saturno pode ter oceano sob o gelo


O provável oceano estaria escondido sob uma grossa camada de gelo no hemisfério sul da lua Encélado de Saturno. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Oceano na lua de Saturno


Cientistas acreditam ter encontrado indícios importantes de que Encélado, uma das menores luas de Saturno, abriga um oceano de água abaixo de uma camada de gelo de 30 ou 40 quilômetros de espessura. Luciano Iess e seus colegas da Universidade Sapienza de Roma, na Itália, chegaram a essa conclusão analisando novos dados da sonda espacial Cassini, que vem estudando as luas de Saturno nos últimos 10 anos. Eles determinaram a intensidade do campo gravitacional de Encélado usando dados Doppler coletados em três sobrevoos da Cassini, que levaram a sonda espacial a meros 100 km da superfície da lua.

Os resultados indicaram uma forte assimetria entre a gravidade nos hemisférios norte e sul. Com base nessa análise, os pesquisadores sugerem que a região do pólo sul de Encélado não possui massa suficiente em sua superfície para explicar o campo gravitacional do hemisfério, e que, portanto, deve algo denso sob a superfície da Lua para compensar - água em estado líquido é uma boa aposta. Mesmo porque há outros indícios de água líquida na lua, como gêiseres, descobertos em 2005, que chegam a fazer chover em Saturno. Alguns estudiosos também afirmam que Encélado pode ter um oceano tão salgado quanto os da Terra.

Energia da vida

Neste novo estudo, a equipe sugere a existência de um oceano subsuperficial, concentrado no hemisfério sul da Lua, estendendo-se até cerca de 50 graus de latitude sul. "Este oceano de água pode se estender a metade ou mais em direção ao equador em todas as direções," afirmou David Stevenson, membro da equipe. "Isso significa que ele é tão grande ou maior do que o Lago Superior [nos Estados Unidos]. Para comparação, Encélado tem uma área de 800.000 quilômetros quadrados, enquanto o Lago Superior tem uma área de 82.000 quilômetros quadrados.

Mais do que isso, a equipe acredita ter elementos suficientes para afirmar que este oceano subsuperficial tem gelo por cima, mas rochas de silicato por baixo, o que significa que o ambiente é propício para reações químicas complexas, incluindo algumas que poderiam criar condições similares às da Terra primitiva - embora, para isso, fosse necessário existir alguma fonte desconhecida de energia lá embaixo. A equipe também sugere que Encélado é uma lua diferenciada, com um núcleo de baixa densidade e um manto e uma crosta separados.
Fonte: Inovação Tecnológica

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