5 de mai de 2014

A espetacular constelação de escorpião

scorpio_guisard_constellation_960Se Escorpião se parecesse dessa maneira a olho nu, os humanos poderiam se lembrar melhor dele. A constelação de Escorpião aparece nos céus somente com suas estrelas mais brilhantes, numa constelação zodiacal bem conhecida. Para se obter uma imagem espetacular como essa mostrada acima, você precisa de uma boa câmera, filtros coloridos e um processador de imagens. Para revelar os belos detalhes da imagem acima, além de fotos de longa exposição, é necessário exposições feitas numa cor vermelha específica emitida pelo hidrogênio. A imagem resultante mostra detalhes de tirar o fôlego. Verticalmente cruzando a imagem, está parte do plano da Via Láctea. Visível ali, estão vastas nuvens de estrelas brilhantes e longos filamentos escuros de poeira. Cruzando diagonalmente a partir da Via Láctea, na parte central da imagem estão as bandas escuras de poeira conhecidas como o Rio Negro. Esse rio conecta algumas estrelas brilhantes na parte direita da imagem que são parte da cabeça do Escorpião, e das patas, incluindo a brilhante estrela Antares. Acima e a direita de Antares está o brilhante planeta Júpiter. Numerosas nebulosas de emissão vermelhas e nebulosas de reflexão azuis são visíveis através da imagem. A constelação de Escorpião aparece de forma proeminente nos céus do hemisfério sul depois do pôr-do-Sol durante a metade do ano.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap140504.html

A escala do Universo




potw1418aEsse conjunto de estrelas brilhantes e de poeira escura, é, na verdade, uma galáxia espiral anã, conhecida como NGC 4605, localizada a cerca de 16 milhões de anos-luz de distância, na constelação da Ursa Major (O Grande Urso). Essa estrutura espiral da galáxia, não é óbvia nessa imagem, mas a NGC 4605 é classificada como uma galáxia do tipo SBc – significando que ela possui braços soltos e espalhados, e uma barra central de estrelas cortando o seu centro. A NGC 4605 é um membro do grupo de galáxias Messier 81, um agrupamento de galáxias brilhantes incluindo a própria Messier 81 e a bem conhecida Messier 82. Grupos de galáxias como esse, normalmente contêm cerca de 50 galáxias, todas elas unidas pela gravidade. Esse grupo é famoso por seus membros incomuns, muitos dos quais formados pela colisão entre galáxias. Com uma forma incomum, a NGC 4605, se ajusta muito bem com a família de galáxias perturbadas no grupo M 81, embora a origem dessa feição anormal não é clara ainda.

O grupo Messier 81 é um dos grupos mais próximos, do nosso Grupo Local, que abriga a Via Láctea e alguns de seus vizinhos bem conhecidos, inclukndo a Galáxia de Andrômeda e as Nuvens de Magalhães. Os grupos de galáxias fornecem ambientes onde as galáxias podem desenvolver por meio interações como colisões e fusões. Esses grupos de galáxias são, por sua vez, reunidos em agrupamentos ainda maiores conhecidos como aglomerados e superaglomerados de galáxias. Os grupos Local e Messier 81, ambos pertencem ao Superaglomerado de Virgem, uma grande e massiva coleção de cerca de 100 grupos ou aglomerados de galáxias. Com tantas galáxias ao redor, a NGC 4605, pode parecer insignificantes. Contudo, os astrônomos estão usando essa galáxia para testar o nosso conhecimento da evolução estelar.

As estrelas recém-formadas na NGC 4605 estão sendo usadas para investigar como as interações entre as galáxias afetam a formação, evolução e o comportamento das estrelas em seu interior, como brilhantes berçários estelares se juntam para formar aglomerados de estrelas e associações de estrelas e como essas estrelas se desenvolvem com o tempo. E isso não é tudo – a NGC 4605 está também fornecendo um bom local para teste da matéria escura. Nossas teorias sobre esse hipotético tipo de matéria têm tido bom sucesso em descrever como o universo se parece e se comporta em grandes escalas – por exemplo, no nível de superaglomerados de galáxias – mas quando olhamos galáxias individuais, elas têm apresentado alguns problemas. Observações da NGC 4605 mostram que a maneira com a qual a matéria escura está espalhada pelo se halo não é tranquila como predizem os modelos. Enquanto são intrigantes, as observações nessa área ainda são inconclusivas, deixando os astrônomos pensativos sobre os conteúdos do universo.


T Tauri e a nebulosa Variável de Hind

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A estrela amarelada perto do centro dessa paisagem celeste telescópica empoeirada é a T Tauri, um protótipo da classe de estrelas variáveis T Tauri. Logo na sua vizinhança está a nuvem cósmica amarela historicamente conhecida como Nebulosa Variável de Hind (NGC 1555). A mais de 400 anos-luz de distância, na borda de uma nuvem molecular outrora invisível, tanto a estrela como a nebulosa variam de forma significante de brilho, mas não necessariamente ao mesmo tempo, adicionando mais um mistério para essa intrigante região. As estrelas T Tauri são agora reconhecidas geralmente como jovens, com menos de poucos milhões de anos de vida, estrelas parecidas com o Sol que ainda estão nos seus estágios iniciais de formação. Para compkicar mais ainda essa imagem, observações em infravermelho indicam que a própria T Tauri é parte de um sistema múltiplo e sugere que a Nebulosa de Hind, associada deve também conter um objeto estelar bem jovem em seu interior. A imagem representada aqui com cores naturais se espalha por cerca de 7 anos-luz, considerando a distância estimada da T Tauri.

Uma galáxia de explosões estelares


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Essa nova imagem do Hubble é a imagem mais nítida já feita do núcleo da galáxia espiral Messier 61. Obtida usando o High Resolution Channel da Advanced Camera for Surveys do Hubble, a parte central da galáxia é mostrada em detalhe surpreendente. Também conhecida como NGC 4303, essa galáxia tem aproximadamente 100000 anos-luz de diâmetro, comparável em tamanho à Via Láctea. Tanto a Messier 61 como a nossa galáxia pertencem a um grupo de galáxias conhecido como Superaglomerado de Virgem, na constelação de Virgem – um grupo de aglomerados de galáxias mais de 2000 galáxias elípticas e espirais no total. A Messier 61 é um tipo de galáxia conhecida como galáxia de explosão de estrelas. Galáxias de explosão de estrelas experimentam uma taxa incrivelmente alta de formação de estrelas, usando furiosamente seus reservatórios de gás num curto período de tempo (em termos astronômicos). Mas essa não é a única atividade que ocorre dentro da galáxia; profundamente em seu núcleo existe o que se acredita seja um buraco negro supermassivo que violentamente expele radiação. Apesar da sua inclusão no catálogo Messier, a messier 61 foi na verdade descobeta pelo astrônomo italiano Barnabus Oriani em 1779. Charles Messier também notou essa galáxia no mesmo dia que Oriani, mas a perdeu para a passagem de um cometa – o cometa de 1779.  Uma versão dessa imagem foi submetida para a competição de processamento de imagens Hubble’s Hidden Treasures, pelo competidor que é o usuário Det58 no Flickr.

Uma visão de raios-X do campo cósmico

An_X-ray_view_of_the_COSMOS_field

Quando nós observamos o céu noturno, nós somente observamos parte da história. Infelizmente, alguns dos mais poderosos e energéticos eventos no universo são invisíveis aos nossos olhos – e invisíveis até para os melhores telescópios ópticos.  Com sorte, esses eventos não são perdidos, eles parecem brilhantes no céu de alta energia, fazendo-os visíveis para telescópios espaciais como XMM-Newton, que observa o universo na parte raios-X do espectro. Essa imagem mostra uma parte do céu da pesquisa COSMOS, como visto pelo XMM-Newton. O COSMOS é um projeto que estuda como as galáxias se formam e se desenvolvem, agrupando observações usando uma variedade de telescópios espaciais e de solo. Essa imagem sozinha, apresenta cerca de dois mil buracos nevros supermassivos, e mais de uma centena de aglomerados de galáxias.

Pequenas fontes pontuais através do frame mostram buracos nefros supermassivos que estão furiosamente devorando a matéria ao seu redor. Todas as galáxias massivas abrigam um buraco negro em seu núcleo, mas nem todos estão crescendo ativamente dragando matéria ao redor e lançando radiação de alta energia e poderosos jatos no processo. Como eles são muito energéticos, uma das melhores maneiras de caçar esses corpos extremos é usando telescópios de raios-X. As bolhas maiores nessa imagem, principalmente as em amarelo e em vermelho, revelam outra classe de monstros cósmicos: os aglomerados de galáxias. Contendo milhares de galáxias, os aglomerados de galáxias são as maiores estruturas cósmicas a serem unidas pela gravidade.

As galáxias dentro desses aglomerados são envelopadas pelo gás quente, que lança um brilho difuso de raios-X que podem ser detectados pelos telescópios como o XMM-Newton. A imagem acima combina dados coletados pelo instrumento EPIC a bordo do XMM-Newton em energias de 0.5 a 2 keV (em vermelho), de 2 a 4.5 keV (em verde) e de 4.5 a 10 keV (em azul). As observações foram feitas entre 2003 e 2005, e a imagem se espalha por cerca de q.4 graus em cada lado, correspondendo a quase três vezes o diâmetro da Lua.  Essa imagem foi publicada pela primeira vez no artigo “The XMM-Newton Wide-Field Survey in the COSMOS Field. I. Survey Description” de G. Hasinger et al. em 2007.
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