15 de mai de 2014

A visita da sonda Voyager 2 ao planeta Netuno

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Passando pelo Sistema Solar externo, a sonda Voyager 2 fez sua maior aproximação de Netuno, em 25 de Agosto de 1989, a única sonda a visitar o mais distante dos gigantes gasosos. Com base nas imagens registradas durante essa aproximação e com os dados obtidos nos dias subsequentes, foi possível gerar essa inspiradora cena que cobre o planeta externo apagado, a sua maior lua, Tritão, e seu sistema apagado de anéis. Logo além da órbita de Netuno, a perspectiva interplanetária foi feita com a sonda olhando de volta para o Sol, capturando o planeta e Tritão como esferas crescentes. Nuvens do tipo cirrus e uma faixa escura, circula a região polar sul de Netuno, com um vórtice nublado acima do polo. Partes do sistema de anel apagado juntamente com os três arcos de anéis brilhantes, foram imageados pela primeira vez com a Voyager, durante seu sobrevoo, apesar dos segmentos mais apagados terem sido computacionalmente modelados na imagem acima. Se espalhando por 7.5 graus, o campo estrelado de fundo é composto de dados de pesquisa do céu centrados na constelação de Camelopardalis, correspondente à visão da Voyager do magnífico sistema netuniano.

Resolvido o mistério da formação de estrelas magnéticas?


Esta impressão artística mostra a estrela magnética no enxame estelar  jovem Westerlund 1. Este enxame contém centenas de estrelas de massa muito elevada, algumas das quais resplandecendo com o brilho equivalente a quase um milhão de sóis. Astrónomos europeus demonstraram, pela primeira vez, que esta estrela magnética - um tipo invulgar de estrela de neutrões com um campo magnético extremamente poderoso - se formou, muito provavelmente, num sistema estelar binário. A descoberta da anterior companheira da estrela magnética num local diferente do enxame, ajuda a resolver o mistério de como é que uma estrela que começou por possuir uma massa tão elevada pôde dar origem a uma estrela magnética, em vez de colapsar sob a forma de um buraco negro. Créditos:ESO

Astrónomos anunciaram hoje que poderão ter descoberto a resposta para o mistério cósmico das 'estrelas magnéticas', tão densas que apenas uma colher de chá da sua matéria teria uma massa de mil milhões de toneladas.  As estrelas magnéticas, denominadas 'magnetares', são fenómenos misteriosos cujos campos magnéticos são milhões de vezes superiores ao da Terra e que têm erupções de radiação gama quando a sua crosta sofre modificações súbitas.  A forma como estes fenómenos se formam tem, no entanto, permanecido incerto.  São consideradas um tipo de estrela de neutrões, um dos dois potenciais resultados de quando uma estrela massiva colapsa sob a sua própria gravidade e se transforma numa supernova.

Das cerca de duas dezenas de estrelas magnéticas conhecidas na Via Láctea, um dos alvos preferidos dos astrónomos é a CXOU JI64710.2, localizada num aglomerado de estrelas a cerca de 16 mil anos-luz de distância da Terra.
Trabalhos anteriores tinham determinado que esta 'magnetar' teria nascido da supernova de uma estrela com uma massa 40 vezes superior à do Sol, mas essa descoberta criou ela própria um quebra-cabeças para os cientistas. Não compreendíamos como poderia ter-se tornado uma magnetar. Normalmente espera-se que estrelas tão massivas como esta colapsem para formarem buracos negros, e não estrelas de neutrões", disse Simon Clark, do Observatório Europeu do Sul (ESO), que realizou a última investigação sobre a CXOU J164710.2.

Utilizando o telescópio VLT (Very Large Telescope) da ESO, localizado no deserto de Atacama, no Chile, a equipa de Clark encontrou uma pista para o enigma numa estrela chamada Westerlund 1-5, no mesmo aglomerado de estrelas.  Esta estrela viaja a uma velocidade ultra elevada em direção ao exterior do aglomerado, expelida pela força da supernova.  A sua trajetória e velocidade parecem provar que a Westerlund 1-5 teve um papel na criação da magnetar CXOU J164710.2, dizem os astrónomos.  Segundo a sua simulação, a Westerlund 1-5 foi em tempos companheira próxima de outra estrela massiva, embora ligeiramente menor. 

A maior das duas estrelas começou a perder o seu combustível interno e transferiu as suas camadas exteriores para a outra -- a futura 'magnetar' -- levando-a a rodar velozmente e a desenvolver um poderoso campo magnético, acabando por explodir, tornando-se uma estrela de neutrões do tipo 'magnetar' e empurrando a Westerlund 1-5 para o exterior do aglomerado, sugere a simulação.  O astrofísico espanhol Francisco Najarro descreveu o processo como um "jogo estelar da batata quente com consequências cósmicas".  É um processo de troca de material estelar que transmitiu a assinatura química única à Westerlund 1-5 e permitiu que a massa da sua companheira diminuísse o suficiente para criar uma magnetar em vez de um buraco negro", explicou.  Segundo a ESO, esta explicação poderá aplicar-se a todas as magnetares.  O estudo será publicado na revista Astronomy and Astrophysics.
Fonte: ESO
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