9 de jun de 2014

NASA precisa reformular projeto de missão tripulada a Marte, diz relatório

Documento apresentado pelo Governo dos EUA sugere que a agência espacial revise estratégia atual caso queira enviar astronautas ao Planeta Vermelho
NASA precisa reformular projeto de missão tripulada a Marte, diz relatório
Segundo o Daily Mail, um relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA lançou um alerta para que a NASA revise sua estratégia atual caso queira enviar uma missão tripulada a Marte. O documento — encomendado pelo Congresso dos EUA em 2010 — também recomenda que a agência espacial faça parcerias com outros países, além de sugerir que a proibição de colaboração internacional com a China seja reavaliada. Segundo a NASA, existe um consenso que sua próxima meta deveria ser uma missão humana com destino a Marte. Uma das opções consideradas inclui o projeto já em andamento da agência espacial de capturar um asteroide com a ajuda de um dispositivo robótico, redirecioná-lo de forma que ele fique em órbita ao redor da Lua e, então, enviar astronautas até lá para explorar a rocha espacial.

Opções de viagem
A partir do asteroide, o próximo passo seria seguir viagem até as luas de Marte, depois até uma órbita estável do Planeta Vermelho e, por último, chegar à superfície marciana. No entanto, ainda existem outras duas opções menos desafiadoras tecnologicamente. Uma delas seria usar a Estação Espacial Internacional como ponto de apoio e, de lá seguir até a Lua e, então, diretamente até Marte. A última opção considerada, embora seja a que envolve o maior número de “escalas” até o Planeta Vermelho, é a menos complicada, pois os componentes necessários para completar a viagem seriam construídos ao longo do caminho. Assim, a viagem começaria na Terra com destino à Estação Espacial Internacional e, de lá, até uma órbita estável da Lua. Depois os astronautas seguiriam para um asteroide em sua rota nativa — e não um que tenha sido previamente “rebocado” pela NASA — e, então, até a superfície lunar. Uma vez no satélite, uma base seria instalada ali e, a partir desse ponto, os astronautas seguiriam até as luas de Marte, a órbita marciana e, por último, a superfície do planeta.


Parcerias
Contudo, qualquer que seja a opção escolhida para levar os astronautas até Marte, a NASA terá que contar com o apoio de organizações públicas e privadas, assim como com a colaboração de outras agências espaciais. É aqui que a China entra na jogada — e que as coisas se complicam. Para começar, o país ainda não é membro de um grupo composto por 15 nações que participam do programa relacionado com a Estação Espacial Internacional. Isso sem falar em uma lei aprovada pelo Congresso norte-americano em 2011, que proíbe qualquer tipo de cooperação entre os EUA e a China, incluindo parcerias com companhias daquele país.

No entanto, considerando o rápido desenvolvimento chinês com respeito à exploração espacial, o relatório sugere que a proibição seja revogada e que os chineses sejam incluídos no grupo dos 15 países para futuras parcerias. Com respeito aos prazos, a NASA calcula que o homem poderia pisar em solo marciano até 2035, embora algumas organizações privadas, apoiadas em levantamentos recentes, apontem que isso seria possível até 2025. O painel ainda não divulgou nenhuma estimativa sobre o custo da missão, mas com base em missões anteriores, é certo que o público aprovará a iniciativa. Afinal, esta poderia ser a maior conquista da humanidade. 
Fonte: Megacurioso




Escudo de matéria escura pode proteger galáxia-anã de colisão com a Via Láctea

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De acordo com análises do Green Bank Telescope (GBT), da Fundação Nacional de Ciência (EUA), uma nuvem de hidrogênio de alta velocidade vindo na direção da Via Láctea parece estar envolta por uma cápsula de matéria escura. Os astrônomos acreditam que sem este escudo protetor, a nuvem de alta velocidade (NAV), conhecida como Smith Cloud, teria se desintegrado há muito tempo quando colidiu com o primeiro disco da nossa galáxia. Caso isso seja confirmado em observações posteriores, poderia significar que a Smith Cloud é, na verdade, uma galáxia-anã que falhou. Tal objeto teria todos os materiais necessários para formar uma verdadeira galáxia, apenas não o suficiente para produzir estrelas. A Smith Cloud é realmente única. É rápida, bastante extensa e está perto o suficiente para ser estudada detalhadamente”, disse Matthew Nichols, do Observatório Sauverny, na Suíça, autor principal do artigo, que foi aceito para publicação na revista “Monthly Notices” da Real Sociedade de Astronomia (Reino Unido). “Ela também é um pouco misteriosa, já que um objeto como este simplesmente não deveria sobreviver a uma viagem através da Via Láctea, mas todas as evidências apontam para o fato de que ele resistiu”. Estudos anteriores sobre a Smith Cloud revelaram que a nuvem passou pela primeira vez pela nossa galáxia muitos milhões de anos atrás.

Ao reexaminar e remodelar cuidadosamente o objeto celeste, os astrônomos agora acreditam que a Smith Cloud contém e está realmente envolvida em um “halo” substancial de matéria escura – o material gravitacionalmente significativo e invisível que representa cerca de 80% de toda a matéria no universo. Com base na órbita prevista atualmente, nós mostramos que uma nuvem de matéria escura livre provavelmente não sobreviveria esta travessia do disco, enquanto uma nuvem com matéria escura facilmente sobrevive a passagem e produz um objeto que se parece com a Smith Cloud”, observou Jay Lockman, astrônomo do Observatório Nacional de Radioastronomia em Green Bank, nos Estados Unidos, e um dos coautores do artigo.

A Via Láctea é cercada de centenas de nuve ns de alta velocidade, compostas principalmente de gás hidrogênio, que é muito rarefeito para formar estrelas em qualquer quantidade detectável. A única maneira de observar esses objetos, portanto, é com radiotelescópios extremamente sensíveis, como o GBT, que podem detectar a fraca emissão do hidrogênio neutro. Se fosse visível a olho nu, a Smith Cloud cobriria quase tanto do céu quanto a constelação de Orion. A maioria das nuvens de alta velocidade compartilham uma origem comum com a Via Láctea – ou como blocos de construção que sobraram da formação da galáxia ou como aglomerados de materiais lançados por supernovas no disco da galáxia. No entanto, algumas vêm de mais longe no espaço, com sua própria “raça” distinta.

Um halo de matéria escura fortaleceria o argumento de que a Smith Cloud seria uma dessas raras exceções. Atualmente, a Smith Cloud está a cerca de 8.000 anos-luz de distância do disco da nossa galáxia. Ela está se movendo em direção à Via Láctea a mais de 150 quilômetros por segundo e deve se chocar conosco novamente em aproximadamente 30 milhões de anos. Nichols explica que, caso seja confirmado que este corpo celeste é uma galáxia-anã falhada, a descoberta poderia definir novos limites para o quão pequenas as galáxias podem ser. Além disso, os pesquisadores acreditam que isso também poderia melhorar a nossa compreensão da formação estelar mais antiga da Via Láctea.
Fonte: HypeScience

Grandes redemoinhos numa galáxia espiral

Grand swirls

Essa nova imagem do Hubble mostra a NGC 1566, uma bela galáxia localizada a aproximadamente 40 milhões de anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação de Dorado (O Golfinho). A NGC 1566 é uma galáxia espiral intermediária, significando que enquanto ela não tem uma região em forma de barra bem definida no seu centro – como as espirais barradas – ela não é uma uma espiral totalmente sem barra. O pequeno, porém extremamente brilhante núcleo da NGC 1566 é claramente visível nessa imagem, um sinal marcante dela ser um membro das galáxias da classe Seyfert. O centro dessas galáxias são muito ativos e luminosos, emitindo fortes explosões de radiação e potencialmente abrigando buracos negros supermassivos que são milhões de vezes mais massivos que o Sol.

A NGC 1566 não é uma galáxia Seyfert qualquer, ela é a segunda mais brilhante galáxia Seyfert conhecida. Ela também é a galáxia mais brilhante e o membro dominante do Grupo Dorado, uma concentração espalhada de galáxias que juntas compõem um dos grupos mais ricos de galáxias do hemisfério sul. Essa imagem destaca a natureza bela e inspiradora desse grupo único de galáxias, com a NGC 1566 brilhando intensamente, seu núcleo brilhante aparece enquadrado por braços simétricos e espirais. Essa imagem foi feita pela Wide Field Camera 3 (WFC 3) do Hubble na parte do infravermelho próximo do espectro. Uma versão dessa imagem foi inserida na competição de processamento de imagens conhecida como Hubble’s Hidden Treasures pelo competidor e usuário do Flickr conhecido como Det58 (https://www.flickr.com/photos/76780020@N07/).

Aglomerado estelar M16 e a nebulosa da águia

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Um aglomerado estelar com cerca de 2 milhões de anos, o M16 é circundado por suas nuvens natais de poeira e gás, também conhecidas, na sua coletividade como Nebulosa da Águia. Essa bela e detalhada imagem da região, inclui as esculturas cósmicas que ficaram famosas nas imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble do complexo de formação de estrelas. Descritas como Trombas de Elefantes, ou de maneira mais poética os Pilares da Criação, as colunas empoeiradas e densas, surgem perto do centro da imagem, possuem anos-luz de comprimento mas são gravitacionalmente contraidas para formarem estrelas. A radiação energética, proveniente do aglomerado de estrelas erode o material perto das pontas, eventualmente expondo as novas estrelas ali mergulhadas. Extendendo desde a borda esquerda do frame está outra coluna empoeirada de formação de estrelas conhecida como a Fada da Nebulosa da Águia. O M16 e a nebulosa da Águia, localizam-se a cerca de 7000 anos-luz de distância, e ambos os objetos são alvos fáceis para binóculos e para pequenos telescópios, quando apontados numa parte do céu rica em nebulosa na direção da constelação Serpens Cauda (a cauda da cobra).

O Aglomerado aberto NGC 290: Uma caixa de joias estelar


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Joias não brilham desse jeito – somente as estrelas. Como gemas em uma caixa de joias, as estrelas do aglomerado estelar aberto, NGC 290, se apresentam de forma espetacular numa exibição de brilho e cor. O fotogênico aglomerado, mostrado acima, foi capturado recentemente pelo Telescópio Espacial Hubble. Aglomerados abertos de estrelas são mais jovens, contêm menos estrelas, e possuem uma fração muito maior de estrelas azuis do que os aglomerados globulares de estrelas. O NGC 290 localiza-se a cerca de 200000 anos-luz de distância na galáxia vizinha à Via Láctea, conhecida como Pequena Nuvem de Magalhães. O aglomerado aberto, mostrado acima, possui centenas de estrelas e se espalha por cerca de 65 anos-luz de diâmetro. O NGC 290 e outros aglomerados abertos são considerados bons laboratórios para se estudar como as estrelas de diferentes massas se desenvolvem, já que todas as estrelas de um aglomerado aberto nasceram ao mesmo tempo.

Astrónomos descobrem primeiro objecto Thorne-Żytkow, uma bizarra estrela híbrida

Numa descoberta que levou décadas a ser feita, os cientistas detectaram a primeira de uma classe "teórica" de estrelas proposta pela primeira vez em 1975 pelo físico Kip Thorne e pela astrónoma Anna Żytkow. Os objectos Thorne-Żytkow (OTŻs) são híbridos de supergigantes vermelhas e estrelas de neutrões que fazem lembrar, superficialmente, supergigantes vermelhas normais, como Betelgeuse na constelação de Orionte. Diferem, no entanto, na sua assinatura química distinta que resulta da actividade única dos seus interiores estelares.  Pensa-se que os OTŻs sejam formados pela interacção entre duas estrelas massivas - uma supergigante vermelha e uma estrela de neutrões formada durante uma explosão de supernova - num sistema binário íntimo.

Embora o mecanismo exacto seja incerto, a teoria mais aceite sugere que, durante a interacção evolucionária das duas estrelas, a supergigante vermelha muito mais massiva essencialmente engole a estrela de neutrões, que espirala até ao núcleo da supergigante.  Embora as supergigantes vermelhas normais derivem a sua energia da fusão nuclear nos seus núcleos, os OTŻs são alimentados pela actividade invulgar das estrelas de neutrões absorvidas nos seus núcleos. A descoberta deste OTŻ fornece, assim, a evidência de um modelo de interior estelar previamente não detectado pelos astrónomos.

A líder do projecto, Emily Levesque da
Universidade do Colorado em Boulder, EUA, que no início deste ano recebeu o Prémio Annie Jump Cannon da Sociedade Astronómica Americana, afirma: "o estudo destes objectos é emocionante porque representa um modelo completamente novo de como os interiores estelares podem trabalhar. Nestes interiores também temos um novo método de produzir elementos pesados no nosso Universo. Já ouvimos dizer que tudo é feito de 'material das estrelas' - dentro destas estrelas podemos ter agora uma nova maneira de fazer este material.  O estudo, aceite para publicação na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society Letters, tem a co-autoria de Philip Massey, do Observatório Lowell em Flagstaff, no estado americano do Arizona; Anna Żytkow da Universidade de Cambridge no Reino Unido; e Nidia Morrell dos Observatórios Carnegie em La Serena, Chile. 

Os astrónomos fizeram a sua descoberta com o Telescópio Clay (parte dos Telescópios Magalhães) de 6,5 metros em Las Campanas, no Chile. Examinaram o espectro de luz emitida por, aparentemente, supergigantes vermelhas, que lhes diz quais os elementos presentes. Quando observaram o espectro de uma estrela em particular - HV 2112, na Pequena Nuvem de Magalhães -, os astrónomos ficaram bastante surpresos com algumas características invulgares. Morrell explica: "Eu não sei o que é isto, mas sei que gosto!"

Quando Levesque e colegas observaram mais detalhadamente as linhas subtis no espectro, descobriram que continha um excesso de rubídio, lítio e molibdénio. As pesquisas anteriores mostraram que os processos estelares normais conseguem criar cada um destes elementos. Mas as altas abundâncias destes três elementos químicos às temperaturas típicas das supergigantes vermelhas são uma assinatura única de OTŻs.  Estou muito feliz que a confirmação observacional da nossa previsão teórica começou a surgir," afirma Żytkow. "Desde que Kip Thorne e eu propusemos os nossos
modelos de estrelas com núcleos de neutrões, as pessoas não foram capazes de refutar o nosso trabalho.

Se a teoria é boa, a confirmação observacional aparece mais cedo ou mais tarde. Por isso foi uma questão de identificação para um grupo promissor de estrelas, de obtenção de tempo de telescópio e de prosseguir com o projecto.  A equipa tem o cuidado de salientar que HV 2112 apresenta algumas características químicas que não combinam muito bem com os modelos teóricos. Massey realça: "Poderíamos, é claro, estar errados. Existem certas pequenas inconsistências entre alguns dos detalhes que encontrámos e o que a teoria prevê. Mas as previsões teóricas são bastante antigas, e tem havida uma série de melhorias na teoria desde então. Esperemos que a nossa descoberta estimule agora trabalhos adicionais no lado teórico."
Fonte: Astronomia On Line
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