11 de jun de 2014

Bomba! NASA detecta explosão gigante em nossa galáxia vizinha


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Enquanto você deita sua cabeça no travesseiro e embarca em um sono tranquilo achando que o universo todo está prestes a se desligar por algumas horas, as coisas podem acabar ficando bem agitadas lá fora. E quando digo lá fora, é lá fora mesmo. Fora do nosso planeta, e até da nossa querida galáxia Via Láctea. Prova disso é a explosão gigantesca que os astrofísicos da NASA detectaram há alguns dias, através da sonda espacial Swift, na nossa vizinha galáxia M31 – também conhecida como galáxia de Andrômeda. Para você ter uma ideia de como esse evento foi realmente significativo, os astrônomos chegaram a suspeitar que poderia ter sido um dos eventos mais violentos do universo: uma explosão de raios gama que, em apenas alguns segundos, poderia ter lançado a mesma (ou mais) energia que o nosso sol lançou durante toda sua existência. Se essa hipótese fosse confirmada, esta seria a explosão de raios gama mais próxima da Terra já detectada. E, claro, também iria ajudar os cientistas a entenderem melhor o que são, como e porque acontecem esses misteriosos pulsos de energia.

A hipótese das explosões de raios gama


A notícia de que essa explosão teria acontecido relativamente perto da Terra, em uma galáxia vizinha, e ainda havia sido captada por equipamentos da NASA, foi recebida com bastante entusiasmo por parte de toda a comunidade científica. Tudo isso porque as explosões de raios gama são tão poderosas que, se acontecessem aqui dentro da nossa galáxia, poderiam desencadear um processo de destruição em massa e extinção da vida na Terra, como explica o Dr. Alan Duffy em tom apocalíptico e verdadeiro. Mas, felizmente, para nossa alegria, essa (suposta) explosão aconteceu a uma distância suficiente para não causar nenhum tipo de danos ao nossa querido planeta.

Na verdade, olha só que loucura: o evento real teria acontecido há algo em torno de dois MILHÕES E MEIO de anos, e sua energia estava apenas voando perto da Terra só alguns dias atrás. A energia demorou esse tantão de tempo para chegar até nós porque o caminho era realmente muito longo – dado que a grandiosa galáxia de Andrômeda fica a aproximadamente 2,5 milhões de anos-luz da Terra. Sorte nossa. E em vários sentidos. Primeiro que, obviamente, a distância dessa explosão não nos representa nenhum risco. Segundo, se essa energia tivesse chegado antes às proximidades no nosso planeta, talvez não teríamos tecnologia o suficiente para detectá-la, muito menos material para coletar essas informações e poder estudar mais a fundo esse fenômeno tão intrigante do universo.

O que nos faz pensar: quantas outras informações já perdemos por não ter tecnologia desenvolvida o suficiente para captá-las? Ou ainda quantas informações perdemos todos os dias, por conta desse mesmo “problema”? Enfim. Divagações. O que sabemos agora é que o mundo inteiro ficou na expectativa para ver quais seriam os próximos capítulos dessa história. De acordo com o mesmo Dr. Duffy, os telescópios da NASA espalhados ao redor de todo o nosso planeta estavam voltados para Andrômeda e à procura de outras evidências da suposta explosão de raios gama em todos os comprimentos de onda de luz. O objetivo era, obviamente, tentar coletar mais material para saber mais sobre esse evento único – que provavelmente não se repetirá tão cedo. Mas antes de descobrir o que os cientistas já confirmaram, vamos aprender um pouco mais com esse fato.

Você sabe por que as explosões de raios gama acontecem?

Os astrônomos acreditam que a maioria das explosões de raios gama acontecem quando estrelas gigantescas entram em colapso. Mas essa explosão de que falamos foi extremamente curta e pode ter sido causada por um evento ainda mais raro: a colisão de duas estrelas de nêutrons – que são os restos mortais de supernovas.

O que foi confirmado?

Depois de uma onda de expectativa por estar provavelmente registrando um momento único e histórico, principalmente no que diz respeito aos estudos sobre o universo, a NASA confirmou no final da semana passada que a explosão trata-se de um “alarme falso”. A equipe de astrônomos envolvida no estudo confirmou que o sinal inusitado captado era de apenas uma estrela de nêutrons em órbita de uma estrela normal, que acabou brilhando mais do que o normal devido a uma análise errada dos dados coletados. Ou seja: ao invés das estrelas terem entrado em colapso, como os cientistas imaginaram em um primeiro momento, elas só estavam orbitando, normalmente. Um balde de água fria para os entusiastas. Mas, cá entre nós, podemos dormir em paz novamente, como se nada tivesse acontecido. Afinal, nada realmente aconteceu.
Fonte: Hypescience.com

O nascimento das Vias Lácteas

Imagem do Campo Ultraprofundo do Hubble 2014, que teve participação brasileira.
Uma astrônoma brasileira radicada nos Estados Unidos está usando o Telescópio Espacial Hubble para desvendar a origem de galáxias como a Via Láctea, que abriga o nosso Sistema Solar. “Eu estou trabalhando na formação dos discos espirais parecidos com o da Via Láctea”, explica Duilia de Mello, pesquisadora da Universidade Católica da América e do Centro Goddard de Voo Espacial, da Nasa. “Nós estamos tentando estabelecer exatamente a época em que os discos se formaram. Ou seja, a ideia é descobrir em que época dos 13,8 bilhões de anos de existência do Universo começaram a surgir as galáxias espirais com as formas atuais. Para isso, Duilia e seus colegas trabalham sobre uma imagem que revela os segredos do passado cósmico. Seu trabalho consiste em basicamente usar o Hubble como uma máquina do tempo. Essa é uma coisa que sempre confunde as pessoas. Por que olhar para longe que vale a olhar para trás no tempo? A chave do mistério é a velocidade da luz. Imagine, para efeito de simplificação, que as partículas luminosas viajassem a modestos 10 km/h. Ou seja, um raio de luz atravessaria 10 quilômetros a cada hora de viagem. Aí você vê um avião passar pelo céu a 10 quilômetros de altura.

A luz que partiu da aeronave levou uma hora para sair de lá do céu e chegar no chão, certo? Isso significa que o avião que você está vendo como se fosse agora na verdade passou por cima de você uma hora atrás, e esse foi o tempo que levou para que a luz saísse dele e chegasse nos seus olhos. Você estaria vendo o passado, o que aconteceu no céu 60 minutos atrás. Claro, a luz na verdade viaja muito mais depressa que isso. Ela avança pelo vácuo do espaço a espetaculares 300 mil km/s. Ou seja, a cada segundo, um raio luminoso atravessa 300 mil quilômetros.

Isso significa que, para eventos terrenos (a Terra tem modestos 12 mil quilômetros de diâmetro), a luz parece viajar instantaneamente, sem causar essa confusão de tempo. Mas isso começa a mudar quando falamos de distâncias cada vez maiores. Olhar para a Lua, que está a 380 mil quilômetros da Terra, equivale a ver pouco mais de um segundo no passado. Ao olhar para o Sol, estamos vendo como ele era oito minutos atrás. Por consequência, quando olhamos para as profundezas mais distantes do espaço, vemos como o Universo era vários bilhões de anos atrás.

Campo profundo - Em 1995, o astrofísico americano Robert Williams se deu conta de que o Telescópio Espacial Hubble era o instrumento ideal para esse tipo de viagem no tempo. Apontado numa direção do espaço onde aparentemente nada se via durante vários dias, na esperança de capturar os raios de luz vindos de objetos muito distantes. Em lugar do nada, o Hubble registrou quase 3.000 galáxias distantes num pedacinho de céu equivalente ao tamanho de uma bola de tênis observada a cem metros de distância. Nascia assim o “Campo Profundo do Hubble”. Ele foi apenas o primeiro esforço nesse sentido.

Nove anos depois, veio o Campo Ultraprofundo do Hubble, obtido pelo mesmo método, mas com uma câmera mais poderosa. No ano retrasado, foi obtido o Campo Profundo Extremo do Hubble, que representa um pedacinho do Campo Ultraprofundo e revelou 5.500 novas galáxias, que remontam a até 13,2 bilhões de anos atrás. A novidade da imagem obtida agora pelo grupo do qual Duilia de Mello faz parte é que ela combina o Campo Ultraprofundo do Hubble (já velho de guerra), captado em luz visível, com novas observações feitas em ultravioleta — um tipo de luz que nossos olhos não são capazes de ver.

Berçário em foco“A imagem ultravioleta revela os berços estelares, ou seja, o local onde nascem as estrelas nas galáxias”, diz Mello. “Esses berços possuem estrelas até 100 vezes mais massivas que o nosso Sol, que são muito quentes e por isso emitem no ultravioleta. As imagens anteriores [de campo profundo] não mostravam esses berços estelares que estão a uma distância de 5 bilhões a 8 bilhões de anos-luz. Sem os filtros ultravioletas que usamos agora não era possível vê-los. Como se pode imaginar, imagens como essa contêm tanta informação que os astrônomos passam muitos anos analisando-as. Duilia está trabalhando com uma estudante de doutorado, Emmaris Soto, no aspecto específico da formação das galáxias espirais, mas a dupla ainda não chegou a uma resposta definitiva sobre a questão. “Porém já temos bons indícios de que por volta de 7 bilhões de anos atrás houve um decréscimo na produção de estrelas e galáxias como a Via Láctea adquiriram o formato que têm hoje naquela época.”
Fonte: Mensageiro Sideral

Plutão e Caronte podem partilhar atmosfera

Impressão de artista da superfície de Plutão, com uma neblina atmosférica, e Caronte e o Sol no céu. Crédito: ESO/L. Calçada

Aconchega-te, Plutão. O planeta anão, frio e distante, pode partilhar uma fina manta atmosférica com a sua maior lua. As simulações mostram que a atmosfera de azoto (ou nitrogénio) de Plutão pode fluir sobre a sua lua, Caronte. Se isto for confirmado, Plutão e Caronte serão o primeiro exemplo conhecido de um planeta e lua que partilham uma atmosfera. Caronte tem quase metade do tamanho de Plutão e orbita muito mais próximo do planeta anão do que a nossa Lua orbita a Terra. Estudos feitos na década de 1980 sugeriram que os dois corpos podiam ser capazes de trocar gases, mas essa investigação assumiu que a atmosfera de Plutão era composta principalmente por metano, e que o gás escapava a velocidades relativamente altas.

Usando telescópios terrestres, os astrónomos estudaram mais detalhadamente a luz reflectida por Plutão à procura de pistas da composição do planeta. A atmosfera de Plutão consiste principalmente de azoto, um gás mais pesado que o metano, e esta taxa de escape é mais baixa. "As pessoas pensavam que mesmo que Caronte ganhasse uma atmosfera graças a este processo, era demasiado fina para ser detectada," afirma Robert Johnson da Universidade da Virgínia em Charlottesville, EUA.

Agora, Johnson e a sua equipa actualizaram os modelos da atmosfera superior de Plutão, tendo em conta o modo como as moléculas de azoto movem-se e colidem umas com as outras. As suas simulações mostram que a atmosfera do planeta anão pode ser mais quente do que se pensa, e assim poderá ser até três vezes mais espessa do que se previa anteriormente. Isto significa que pode estender-se longe o suficiente no espaço para algum deste gás ser puxado pela gravidade de Caronte, dando-lhe uma cobertura ténue. A sonda New Horizons da NASA tem passagem prevista para o sistema plutoniano em Julho de 2015.

Segundo Alan Stern, o líder da missão no Instituto de Pesquisa do Sudoeste, em Boulder, no estado americano do Colorado, ela transporta instrumentos que podem detectar qualquer atmosfera presente em torno de Caronte e determinar a sua composição. O conhecimento das identidades e concentrações dos gases em torno de Caronte será essencial para a determinar se a atmosfera da lua é "emprestada" por Plutão ou criada por outros meios. Também é possível que gás do interior de Caronte esteja a escapar através de geysers ou aberturas para criar uma atmosfera fina. E o estudo mais recente de Stern sugere que impactos de cometas na superfície da lua podem libertar nuvens de gás e criar uma atmosfera transitória.

Mas caso Plutão e Caronte realmente partilhem uma atmosfera, o sistema pode fornecer um exemplo real de transferência gasosa entre dois corpos, ajudando a refinar modelos do fenómeno em outras partes da Galáxia. "Pensa-se que seja muito comum na astronomia, como no caso de estrelas binárias ou exoplanetas localizados muito perto das suas estrelas," afirma Johnson. "Os cálculos e modelos de computador são uma coisa. Mas temos uma sonda que vai passar por lá e testar directamente as nossas simulações, o que é muito emocionante."
Fonte: Astronomia OnLine

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