6 de ago de 2014

Nuvens rodopiantes de Saturno

PIA14946SaturnNPcassini
Créditos da imagem: Equipe de Imagens da Cassini, SSI, JPL, ESA, NASA.
Adquirindo as suas primeiras observações iluminadas do extremo norte de Saturno no final de 2012, a câmara de grande angular da sonda Cassini registrou esta imagem impressionante, em falsa cor, do polo norte do planeta dos anéis. A composição no infravermelho próximo resulta de dados de imagem em tons de vermelho para nuvens mais baixas e verde para as mais altas, dando as nuvens Saturno uma aparência vívida. Enorme para os padrões terrestres, a tempestade similar a um furacão no polo norte de Saturno é profunda, vermelha e tem cerca de 2.000 quilômetros de largura. Nuvens em sua borda exterior viajam a mais de 500 quilômetros por hora. Outros vórtices atmosféricos também giram dentro da grande corrente de jatos verde-amarelada com seis lados conhecido como o hexágono. Além dos topos das nuvens no canto superior direito, os arcos dos atraentes anéis do planeta aparecem em azul brilhante.

Planetas “companheiros” podem ser a chave para encontrar vida extraterrestre ou estender nossa existência

Alguns planetas possuem ‘companheiros’ que situam-se muito próximos a eles.
 Pesquisadores acreditam que este fenômeno ‘amigável’ entre planetas, pode aumentar, e muito, as chances de encontrar vida alienígena. Esses planetas tendem a ser mais propensos à ‘hospitalidade’ em suas condições.  Planetas, ao envelhecer, esfriam, pois seus núcleos fundidos se solidificam, diminuindo o calor interno. Dessa forma, o mundo vai se tornando menos habitável, pois há uma regulação de dióxido de carbono para evitar um descontrole de aquecimento ou resfriamento.  Porém, astrônomos da Universidade de Washington e da Universidade do Arizona descobriram que, em determinados planetas que possuem tamanhos semelhantes ao da Terra, a atração gravitacional de um planeta ‘companheiro’ pode gerar calor suficiente por meio de um processo chamado aquecimento de maré.

O processo serve para impedir a refrigeração interna, aumentando a possibilidade de ambiente propício à vida. O mesmo efeito acontece nas luas de Júpiter, nominadas Io e Europa.  Os pesquisadores mostraram que esse fenômeno também pode ocorrer em exoplanetas - aqueles que estão fora do sistema solar.  A esses planetas de massa semelhante à Terra, é preciso que estejam situados na zona habitável, que é a faixa de espaço em torno de uma estrela, permitindo que um planeta rochoso em órbita possa ter chance de vida por possuir água.

“Quando o planeta está mais próximo da estrela, o
campo gravitacional é forte e o planeta é deformado, assumindo a forma de uma bola de futebol americano. Quando está mais longe da estrela, o campo é mais fraco e o planeta é mais esférico. Esta flexão constante causa um atrito das camadas internas do planeta, produzindo aquecimento por fricção”, explicou o astrônomo Rory Barnes, da Universidade de Washington.  Barnes afirma que o planeta exterior é necessário para manter a órbita não circular do planeta, potencialmente habitável.

Quando a órbita de um planeta é circular, a força gravitacional de sua estrela hospedeira é constante, por isso, a sua forma nunca muda e não há aquecimento de maré.  Por conta disso, pesquisadores acreditam que, ao descobrirem planetas do tamanho da Terra na zona habitável, deve-se procurar qual deles possuem um planeta ‘companheiro’, para que as chances de hospedar vida sejam maiores.  De acordo com Barnes, esses planetas podem ser a solução para uma vida longa no universo. "Talvez, em um futuro distante, após a morte do nosso Sol, nossos descendentes possam viver em mundos como estes", projetou o astrônomo.

Há 4 bilhões de anos – Uma terra bombardeada por asteroides


HadeanEarth_swri_1500


Nenhum lugar na Terra era seguro. A quatro bilhões de anos atrás, durante a Era Hadeana, nosso Sistema Solar era uma perigosa galeria de grandes pedaços de gelo e rocha que eram atirados para todos os lados. Uma pesquisa recente (artigo no final do post) dos dados de bombardeamento da Terra e da Lua indicam que toda a superfície da Terra sofreu convulsões parciais, escondendo a antiga história geológica do nosso globo, criando um mundo alterado sem nenhuma massa de terra familiar remanescente. A chuva de devastação fez com que fosse difícil que qualquer vida sobrevivesse, embora bactérias que podem aguentar altas temperaturas tinham uma grande chance. Acredita-se que os oceanos se formaram durante essa época, evaporando depois de impactos particularmente pesados, somente para reforma-los novamente. A ilustração artística acima mostra como a Terra se pareceria naquela época, com feições de impacto circulares pontuando o lado do dia, e com fluxos de lava quente visíveis no lado noturno do planeta. Um bilhão de anos depois, num Sistema Solar mais calmo, o primeiro super continente da Terra se formou.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...