7 de ago de 2014

ALMA localiza Plutão de modo muito preciso no intuito de ajudar a orientar a sonda New Horizons

Com o auxílio do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) os astrónomos estão a fazer medições de alta precisão da localização de Plutão e da sua órbita em torno do Sol, no intuito de ajudarem a sonda da NASA New Horizons a atingir o seu alvo, quando esta se aproximar de Plutão e das suas cinco luas conhecidas, em julho de 2015. Apesar de se observar Plutão desde há décadas com telescópios situados tanto na Terra como no espaço, os astrónomos ainda estão a trabalhar na sua exata órbita em torno do Sol. Esta incerteza que permanece deve-se ao facto de Plutão se encontrar a grande distância do Sol (aproximadamente 40 vezes mais afastado do que a Terra) e à sua órbita estar a ser estudada há apenas tempo suficiente para se ter observado pouco mais de um terço da órbita total.

O planeta anão foi descoberto em 1930 e demora 248 anos a completar uma órbita em torno do Sol. Com estes dados observacionais limitados, o nosso conhecimento da posição de Plutão pode estar incorreto em vários milhares de quilómetros, o que compromete a nossa capacidade de calcular manobras de posicionamento eficientes para a sonda New Horizons,” disse Hal Weaver, cientista de projeto da New Horizons e membro da equipa de investigação do John Hopkins University Applied Physics Laboratory em Laurel, Maryland, EUA.

A equipe da New Horizons utilizou os dados de posicionamento do ALMA, juntamente com medições em luz visível analisadas de novo, que vão quase até à altura da descoberta de Plutão, para determinar a melhor maneira de fazer a primeira correção de trajetória da sonda, planeada para julho. Para se prepararem para este importante marco, os astrónomos têm que localizar de modo preciso a posição de Plutão, usando os mais distantes e estáveis pontos de referência possíveis. Encontrar um tal ponto de referência para calcular de maneira precisa trajetórias de objetos tão pequenos a distâncias tão grandes torna-se uma tarefa assaz complicada.

Normalmente, os telescópios ópticos utilizam estrelas distantes, já que estes objetos mudam muito pouco de posição ao longo de muitos anos. No entanto, para a New Horizons foi necessário fazer medições ainda mais precisas de modo a garantir-se que o seu encontro com Plutão seja tão certeiro quanto possível. Os objetos mais distantes e aparentemente mais estáveis no Universo são quasares - galáxias muito remotas com núcleos muito brilhantes. No entanto, os quasares são muito ténues quando observados por telescópios ópticos, o que torna difícil a execução de medições precisas.

Mas, devido aos buracos negros supermassivos que se encontram no seus centros e à emissão da poeira, estes objetos brilham nos comprimentos de onda do rádio, particularmente nos comprimentos de onda do milímetro que o ALMA observa. A astrometria ALMA utilizou um quasar brilhante chamado J1911-2006 com o intuito de diminuir para metade a incerteza da posição de Plutão,” disse Ed Formalont, astrónomo no National Radio Astronomy Observatory em Charlottesville, Virginia, EUA, a trabalhar atualmente no Local de Apoio às Operações do ALMA, no Chile.

O ALMA estudou Plutão e Caronte através da emissão rádio das suas superfícies frias, as quais se encontram a cerca de -230 graus Celsius. A equipa observou inicialmente estes dois mundos gelados em novembro de 2013 e depois mais três vezes em 2014 - uma vez em abril e duas vezes em julho. Estão previstas observações adicionais para outubro de 2014.

“Estamos muito entusiasmados com as capacidades de vanguarda que o ALMA nos proporciona e que nos ajudam a melhorar a nossa exploração histórica do sistema de Plutão,” disse o investigador principal da missão Alan Stern, do Southwest Research Institute, em Boulder, Colorado, EUA. “Queremos agradecer a toda a equipa ALMA pelo seu apoio e pelos magníficos dados que estão a ser recolhidos para a New Horizons.”

O VST fotografa a Galáxia do Triângulo

O VLT Survey Telescope (VST) situado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, capturou uma bonita imagem detalhada da galáxia Messier 33. Esta galáxia espiral, que é a segunda galáxia de grandes dimensões mais próxima da nossa, a Via Láctea, encontra-se povoada de aglomerados estelares brilhantes e nuvens de gás e poeira. A nova imagem encontra-se entre as imagens de grande angular mais detalhadas obtidas para este objeto e mostra-nos, com uma nitidez particular, muitas nuvens vermelhas de gás resplandecente situadas nos braços espirais da galáxia. Messier 33, também conhecida por NGC 598, situa-se a cerca de três milhões de anos-luz de distância na pequena constelação setentrional do Triângulo.

Conhecida também por Galáxia do Triângulo, foi observada pelo caçador de cometas francês Charles Messier em agosto de 1764, que a listou com o número 33 no seu famoso catálogo de nebulosas e aglomerados estelares proeminentes. No entanto, Messier não foi o primeiro a observar esta galáxia espiral, a qual foi muito provavelmente inicialmente documentada pelo astrônomo siciliano Giovanni Battista Hodierna cerca de 100 anos antes.

Apesar de se situar no céu setentrional, a Galáxia do Triângulo pode ser vista a sul a partir do privilegiado local de observação do ESO, o Observatório do Paranal, no Chile, embora não suba muito no céu. Esta imagem foi obtida pelo VLT Survey Telescope (VST), um telescópio de rastreio de vanguarda de 2,6 metros que possui um campo de visão duas vezes maior que a Lua Cheia. A imagem foi criada a partir de muitas exposições individuais, incluindo algumas obtidas através de um filtro que deixa apenas passar a radiação emitida pelo hidrogênio brilhante, o que faz com que as nuvens de gás vermelho nos braços em espiral se tornem especialmente proeminentes.

Entre as muitas regiões de formação estelar existentes nos braços em espiral da Messier 33, a nebulosa gigante
NGC 604 salta à vista. Com um diâmetro de quase 1500 anos-luz, esta é uma das maiores nebulosas de emissão conhecidas, estendendo-se ao longo de uma área 40 vezes maior que o tamanho da parte visível da muito mais famosa - e muito mais próxima - Nebulosa de Orion.

A Galáxia do Triângulo é o terceiro maior membro do
Grupo Local de galáxias, o qual inclui a Via Láctea, a galáxia de Andromeda e cerca de 50 galáxias mais pequenas. Numa noite extremamente límpida e escura, esta galáxia pode ser vista a olho nu sendo, na realidade, o objeto celeste mais distante que pode ser visto no céu sem a ajuda de instrumentos. As condições de observação para os mais pacientes tendem a melhorar a longo termo, uma vez que esta galáxia está a aproximar-se da nossa a uma velocidade de cerca de 100 000 quilômetros por hora.

Uma observação detalhada desta bela fotografia dá-nos, não apenas uma visão muito pormenorizada dos braços em espiral da galáxia, onde se estão a formar estrelas, mas também revela um cenário muito rico de galáxias mais distantes espalhadas por detrás das miríades de estrelas e nuvens brilhantes da Messier 33.

Acontece no proximo domingo mais uma Super Lua


Mais um grande evento no céu se aproxima e vale a pena observar! A Lua cheia de 10 de agosto será uma Super Lua. O evento acontece quando o satélite está no ponto de sua órbita mais próximo da Terra e aparenta ser maior e mais brilhante do que as outras luas cheias do ano. O termo científico para o fenômeno é perigeu lunar. A Lua estará a 363.395,93km de distância do nosso pálido ponto azul.  Segundo o site da Nasa, a Agência Espacial Americana, a Lua segue uma trajetória elíptica em volta da Terra. O ponto mais próximo é chamado de perigeu e se localiza cerca de 50 mil quilômetros mais perto do nosso planeta do que o apogeu (ponto mais distante). Por isso, as luas cheias que acontecem no perigeu parecem ser maiores e mais brilhantes.
Fonte: Mistérios do Espaço

Sonda Rosetta chega ao cometa e prepara-se para pousar



Sonda Rosetta chega ao cometa e prepara-se para pousar


Este é o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, fotografado pela Rosetta a uma distância de 285 km. [Imagem: ESA]


Em órbita do cometa
Depois de uma jornada de mais de 10 anos - ela foi lançada em Fevereiro de 2004 -, a sonda espacial Rosetta entrou em órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Embora outras sondas já tenham perseguido e até se chocado com cometas, esta será a primeira vez que um cometa será orbitado de várias altitudes, estudado por um longo período e, mais aguardado ainda, uma sonda irá pousar suavemente sobre ele. Depois de dez anos, cinco meses e quatro dias viajando em direção ao nosso destino, circulando em torno do sol cinco vezes e com o marcador registrando 6.400 milhões de quilômetros, estamos muito satisfeitos em anunciar finalmente 'Estamos aqui'," comemorou Jean-Jacques Dordain, diretor geral da Agência Espacial Europeia (ESA).

Como as emissões do cometa são desconhecidas e imprevisíveis, a sonda Rosetta começará a estudá-lo de uma distância segura, em uma órbita triangular a cerca de 100 km de distância. Conforme o controle da missão sinta que o "terreno" é seguro, essa órbita irá sendo reduzida ao longo das próximas semanas, primeiro para 50 km e depois para cerca de 10 quilômetros de distância, assumindo então uma órbita ligeiramente elíptica mantida apenas pela gravidade do 67P.

Finalmente, em Setembro, um pequeno módulo independente, chamado Philae, se soltará da sonda Rosetta e tentará pousar no cometa, obtendo dados científicos sem precedentes. A sonda ficará em órbita do cometa por mais de um ano, conforme o 67P mergulha em sua trajetória rumo ao Sol, o que permitirá estudar todo o seu "ciclo de vida", incluindo o período mais agitado da emissão de jatos de gelo e poeira conforme ele é aquecido pelo Sol. A dupla agora está a cerca de 400 milhões de quilômetros da Terra, a meio caminho das órbitas de Júpiter e Marte, viajando a 55.000 quilômetros por hora.

Temperatura do cometa
De acordo com medições realizadas na semana passada, a temperatura média da superfície do cometa é de cerca de -70 ºC - de 20 a 30 graus mais elevada do que se esperava. Isso indica que provavelmente o 67P não é coberto de gelo, e sim revestido por uma crosta escura e empoeirada. O cometa estava a cerca de 555 milhões de quilômetros do Sol naquele momento - mais de três vezes mais longe do que a Terra, o que significa que a luz do Sol tem apenas um décimo do brilho. As medições de temperatura indicam que boa parte da sua superfície deve estar coberta de pó, porque o material escuro aquece e emite calor mais rapidamente do que o gelo quando exposto à luz solar.
Fonte: Inovação Tecnológica
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