8 de ago de 2014

Cientistas descobrem planeta que está sendo engolido por sua estrela

O mesmo processo ocorrerá com a Terra em relação ao Sol daqui a 4,5 bilhões de anos
 Já imaginou a Terra sendo devorada pelo Sol, que se expande vorazmente e engloba todos os planetas do Sistema Solar? É isso o que está acontecendo em uma galáxia a 3.500 anos-luz de nós, onde a gigante estrela vermelha chamada KIC 8219268 passa por sua fase final de vida.  A descoberta foi feita por uma equipe do Observatório Astronômico Alemão-Espanhol de Calar Alto, na Espanha. Eles utilizaram dados do telescópio espacial Kepler, da Nasa, que durante anos acompanhou o espaço em busca de vestígios que indicassem a possível presença de planetas. Os cientistas ressaltam ainda que este é um dos raros casos já constatados onde uma estrela devora seus planetas.

O planeta ameaçado de sumir do mapa foi batizado de Kepler-91b. Ele é um gigante gasoso, com tamanho 30% maior do que Júpiter. Este “mundo infernal” seria ainda equivalente a cerca de 15 Terras. Astrônomos estimam que ele já teria gasto cerca de 99% de sua vida útil máxima, de cerca de 55 milhões de anos.

Já as estrelas passam a maior parte de suas vidas na idade adulta, “idade” atual do nosso Sol. É uma fase tranquila longo, onde o
corpo celeste quase não sofre alterações de tamanho e temperatura. Mas o problema começa quando ela fica sem o hidrogênio em seu interior, gás considerado como combustível, a estrela começa a queimar hélio. Seu núcleo vai se contrair, enquanto as camadas mais externas se expandem de forma descontrolada.  Este processo também acontecerá com em nosso Sistema Solar, com a Terra sendo engolida pelo Sol. Mas só daqui a cerca de 4,5 bilhões de anos.
Fonte: O Globo

Como os buracos negros supermassivos se tornaram Tão grandes, Tão Rapidamente?


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Os buracos negros podem ter crescido de maneira incrivelmente rápida no universo recém nascido, talvez ajudando a explicar por que eles aparecem tão cedo na história cósmica, dizem os pesquisadores. Os buracos negros possuem uma força gravitacional tão forte que nem mesmo a luz pode escapar de suas garras. Normalmente acredita-se que eles se formem depois que estrelas massivas morram em explosões violentas conhecidas como supernovas, que esmagam os núcleos remanescentes, formando objetos extremamente densos. Buracos negros supermassivos com milhões a bilhões de vezes a massa do Sol ocorrem no núcleo da maioria, mas não de todas, as galáxias. Esses buracos negros monstruosamente grandes têm existidos desde a infância do universo, a aproximadamente 800 milhões de anos depois do Big Bang. Contudo, permanece ainda um mistério, como esses gigantes poderiam crescer tanto num período relativamente curto de tempo. Em buracos negros modernos, feições chamadas de discos de crescimento limitam a velocidade de crescimento. Esses discos de gás e poeira que circulam os buracos negros, podem evitar que eles cresçam rapidamente de duas maneiras diferentes, dizem os pesquisadores.

A primeira maneira, à medida que a matéria no disco de crescimento fica cada vez mais próximo do buraco negro, ocorre um engarrafamento que reduz a velocidade de qualquer material que caia na direção do buraco negro. A segunda maneira, enquanto a matéria colide dentro desses engarrafamentos, ela é aquecida, gerando radiação energética que guia o gás e a poeira para fora do buraco negro. Os buracos negros não sugam matéria ativamente – eles não são como aspiradores de pó”, disse o principal autor do estudo Tal Alexander, um astrofísico do Weizmann Institute of Science em Rehovot, Israel.

“Uma estrela ou uma corrente de gás pode estar numa órbita estável ao redor de um buraco negro, exatamente como a Terra circunda o Sol, sem cair em sua direção”, disse Alexander. “É na verdade algo desafiante pensar nas maneiras eficientes de se guiar o gás dentro do buraco negro a uma taxa alta o suficiente que pode levar ao seu rápido crescimento”. Alexander e seu colega Priyamvada Natarajan podem ter encontrado uma maneira de como os primeiros buracos negros poderiam ter crescido a proporções supermassivas – em parte, operando sem as restrições do disco de crescimento. Os cientistas começaram com um modelo de um buraco negro com 10 vezes a massa do Sol mergulhado num aglomerado de milhares de estrelas. Eles alimentaram o buraco negro simulado continuamente com fluxos de gás denso, opaco e frio.

“O universo inicial era muito menor e então mais denso na média, do que ele é”, disse Alexander. Esse gás frio e denso teria obscurecido uma quantidade substancial da radiação energética gerada pela matéria caindo no buraco negro. Além disso, a força gravitacional de muitas estrelas ao redor do buraco negro “causam um zigzag aleatório, e seu movimento errático evita a formação de um disco de crescimento de drenagem, vagaroso”, disse Alexander. Isso significa que a matéria cai no buraco negro de todos os lados ao invés de ser forçada em um disco ao redor do buraco negro, de onde ele cairia muito mais lentamente.

O chamado “crescimento supra-exponencial” observado no modelo de buraco negro, sugere que um buraco negro com 10 vezes a massa do Sol poderia ter crescido chegando a ter 10 bilhões de vezes a massa do Sol em 1 bilhão de anos depois do Big Bang, disseram os pesquisadores. “Os resultados teóricos mostram uma rota plausível para a formação de buracos negros supermassivos logo depois do Big Bang”, disse Alexander.

Pesquisas futuras poderiam examinar se o crescimento supra-exponencial dos buracos negros ocorreria também em tempos modernos. A alta densidade e a alta massa dos fluxos frios vistos no antigo universo podem existir “para curtos períodos de tempo em aglomerados instáveis, densos e com formação de estrelas, ou em discos de crescimento densos ao redor de buracos negros supermassivos já existentes”, disse Alexander.

A galáxia espiral NGC 6744

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Grande e bela, a galáxia espiral NGC 6744 tem aproximadamente 175000 anos-luz de diâmetro, sendo assim, maior do que a nossa Via Láctea. Ela está localizada a cerca de 30 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação do céus do sul de Pavo. Nós observamos o disco dessa ilha do universo, próxima de nós, inclinado com relação a linha de visada. A orientação e a composição nos dão uma forte sensação da profundidade para esse retrato colorido da galáxia que cobre uma área no céu com aproximadamente o mesmo tamanho angular da Lua Cheia. O gigantesco núcleo amarelado da galáxia é dominado pela luz de estrelas velhas e frias. Além do núcleo, os braços espirais preenchidos com aglomerados de estrelas jovens e azuis e regiões rosadas de formação de estrelas  varrem uma galáxia satélite menor, localizada na parte inferior esquerda da imagem, uma galáxia que lembra a galáxia satélite da Via Láctea da Grande Nuvem de Magalhães.

Como será nossa galáxia após colidir com Andrômeda



A foto acima, divulgada pela NASA e feita pela câmera infravermelha do telescópio espacial Spitzer e da luz visível do telescópio Hubble, mostra a NGC 6240, uma colisão entre duas galáxias ricas em gás, que se fundiram a 330 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Ofiúco. A galáxia está passando por intensos períodos de formação inicial, o que indica que duas galáxias menores sofreram uma fusão que começou a cerca de 30 milhões de anos atrás, e só vai terminar daqui algumas centenas de milhões de anos.  O fenômeno em si já é interessante, mas fica mais fascinante porque nos permite ter uma ideia de como a fusão de nossa galáxia vai parecer para um observador em outro ponto do universo. A galáxia Andrômeda está se deslocando constantemente em nossa direção, e deve nos alcançar em cerca de 5 bilhões de anos.  Conforme se fundir com a Via Láctea, os buracos negros supermassivos que se encontram no centro de cada uma das galáxias também vão se unir.

O mesmo aconteceu com a NGC 6240. No centro da galáxia, há dois buracos negros supermassivos que estão a meros 3.000 anos-luz de distância um do outro. Este é um fenômeno interessante para os físicos observarem, já que a colisão de buracos negros deve produzir grandes ondulações no espaço-tempo, chamadas de ondas gravitacionais. Essas ondas gravitacionais são difíceis de detectar e figuram no topo da lista de “mais procurados” dos cientistas, ao lado da matéria escura e da energia escura. Encontrá-las e compreender suas propriedades pode dar algumas pistas sobre a formação de buracos negros supermassivos, além de confirmar aspectos importantes da teoria da relatividade geral de Einstein que descreve como o espaço-tempo é afetado pela massa.


Passado, presente, futuro


A luz viaja a uma velocidade finita. Isso significa que, quando observamos o universo, estamos constantemente observando o passado. Dependendo da distância de certos objetos da Terra, mais longe no passado nós os observamos. Por exemplo, agora, nós estamos vendo como o sol era 8 minutos atrás. Alpha Centauri (a estrela mais próxima do nosso sol) aparece para nós como era mais de 4 anos atrás. A NGC 6240, por sua vez, é observada na sua forma mais de 400 milhões de anos atrás. Sendo assim, o que aconteceu com a  NGC 6240, em relação ao tempo da Terra, foi que: 450 milhões de anos atrás, as galáxias se fundiram; 400 milhões de anos atrás, os buracos negros supermassivos se aproximaram a 3.000 anos-luz de distância um do outro; 250 milhões de anos atrás, os buracos negros se fundiram. Do tempo da Terra, as galáxias se fundiram há 50 milhões de anos, os buracos negros supermassivos estão a 3.000 anos-luz de distância um do outro nesse momento, e só daqui a 150 milhões de anos vão se fundir.
Fonte:  HypeScience.com

Galáxia recém-descoberta é tão grande que funciona como lente de aumento

aglomerado de galáxias IRC 0128
O Telescópio Espacial Hubble da NASA acaba de encontrar a mais distante “galáxia lente de aumento” (um tipo grande o suficiente para agir como seu próprio microscópio intergaláctico) já observada. E, graças a um raro alinhamento, ela pode nos dar uma amostra de como nossa galáxia foi formada, bilhões de anos atrás. Estas “galáxias lupa” são tão grandes que sua gravidade dobra, amplia e distorce a luz de objetos localizados atrás dela, um fenômeno chamado de lente gravitacional. Encontrar tal sistema em uma área do céu tão pequena é tão raro que normalmente seria necessário examinar uma região centenas de vezes maior para encontrar apenas um exemplar deste tipo.

A galáxia está tão longe que nós, na verdade, a estamos vendo como era mais de 9,6 bilhões de anos atrás, sendo que o objeto localizado atrás da lente cósmica é uma pequena galáxia espiral passando por uma rápida explosão de formação de estrelas. A luz desta pequena galáxia chega até nós vinda de 10,7 bilhões de anos no passado. De acordo com o pesquisador Kim-Vy Tran, da Universidade Texas A & M, esta descoberta é completamente inesperada. 

“É muito difícil ver um alinhamento entre duas galáxias no início do universo”, afirma. “Imagine que esteja segurando uma lupa perto de você e, em seguida, a mova para muito mais longe. Quando você olha através de uma lente de aumento que está sendo segurada a um braço de distância, as chances de ver um objeto aumentado são elevadas. Porém, se você mover a lupa até o outro lado da sala, suas chances de ver a lupa quase perfeitamente alinhada com outro objeto além dela diminuem”, exemplifica o estudioso. Mas, como nós cruzamos com este alinhamento oportuno, somos capazes de usar os efeitos de distorção desta galáxia para determinar sua massa total (incluindo a matéria escura) ao “medir a intensidade de seus efeitos de aumento na luz da galáxia de fundo”.

 Então, quanto é que uma galáxia lente de aumento recordista pesa? Mais de 180 bilhões de vezes mais do que o nosso sol. A galáxia recentemente descoberta faz parte do aglomerado de galáxias IRC 0218, e ela supera a distância da galáxia lupa anterior em 200 milhões de anos. Esta galáxia, junto a outras como ela, poderia oferecer grandes insights sobre como as galáxias do início do universo se tornaram as enormes galáxias dominadas por matéria escura que vemos hoje.
Fonte: HypeScience.com
 [Gizmodo, NASA]



Explosão em sistema estelar dá origem a 'estrela zumbi'

Usando o telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), uma equipe de astrônomos detectou um sistema estelar que pode ter deixado para trás uma 'estrela zumbi', isto é, uma estrela fraca de forma anormal, resultado de uma explosão. A descoberta está na edição da revista Nature desta quinta - feira (7).  A supernova, nome dado aos corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas, geralmente elimina a estrela anã branca, que explode ou morre.

Nesse caso, porém, os cientistas acreditam que esta estrela fraca pode ter deixado para trás uma parte da estrela anã, uma espécie de 'estrela de zumbi'.  Ao examinar imagens do telescópio tiradas anos antes da explosão estelar, os astrônomos identificaram uma estrela companheira azul, alimentando a anã branca, um processo que desencadeou a reação nuclear. Esta supernova, tipo IAX, é menos comum do que seu primo mais brilhante, tipo Ia. Astrônomos identificaram mais de 30 destas 'mini-supernovas' que podem deixar para trás uma anã branca.

'Os astrônomos têm procurado por décadas sistemas estelares que produzem explosões de supernovas Tipo Ia', disse o cientista Saurabh Jha, da
Universidade de Rutgers, em Piscataway, New Jersey. 'Supernovas Tipo Ia são importantes porque são usadas para medir grandes distâncias cósmicas e a expansão do universo. Esta descoberta nos mostra como você pode obter uma explosão de anã branca'.  A 'estrela zumbi', apelidada de SN 2012Z, reside na galáxia NGC 1309, que fica a 110 milhões de anos-luz de distância da Terra.
Fonte: UOL
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