18 de ago de 2014

Asteroide que desafia as leis da Física pode destruir a Terra em 2880

Fonte: Shutterstock

Um asteroide visto pela primeira vez na década de 1950, o 1950 DA, pode acabar com a Terra daqui a 866 anos, no dia 16 de março de 2880. A chance de colisão é pequena – apenas 0,3%  –, mas o que chama mesmo atenção são as características do corpo celeste, que parece desafiar as leis da Física. De acordo com uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tennesse, nos EUA, o asteroide monstro mede cerca de 1.000 metros de diâmetro e possui uma velocidade de rotação absurda: ele dá uma volta completa ao redor de si mesmo a cada duas horas e seis minutos, suficiente para que ele se desintegrasse. Inclusive, o 1950 DA gira tão rápido que chega a apresentar gravidade negativa na altura de seu equador.

 Se por acaso um astronauta desavisado tentasse chegar até sua superfície, ele seria arremessado para o espaço. Mas como o asteroide permanece intacto e não se desintegra, como seria o esperado? Segundo os cientistas, estudos para determinar a temperatura e a densidade do 1950 DA levaram à conclusão de que ele apresenta forças coesivas – conhecidas como “forças de van der Waals” –, as quais possibilitam que suas moléculas fiquem unidas.

“Se apenas a gravidade estivesse segurando esse monte de pedras juntas, como geralmente acontece, elas iriam sair voando cada uma para um lado. Portanto, forças coesivas interpartículas devem estar mantendo a união”, explicou o pesquisador Ben Rozitis. Esse tipo de forças coesivas já foi estimado matematicamente em asteroides pequenos, mas ainda não há uma prova definitiva de que elas realmente existam. “Entender o que segura esse asteroide intacto pode ajudar a desenvolver estratégias para evitar futuros impactos”, completou o cientista.
Fonte: Reprodução/SciNotions
A pesquisa também mostra que algumas técnicas para tentar destruir o asteroide podem causar efeitos ainda piores. Por exemplo, colocar um objeto de grandes proporções no caminho do 1950 DA interferiria nas forças coesivas, fazendo com que o corpo celeste se dividisse em vários asteroides menores que também poderiam se chocar contra a Terra. Estima-se que o asteroide cairia por aqui com uma velocidade de 60 mil quilômetros por hora, causando uma explosão com força de 44,8 mil megatoneladas de TNT – quase 2 milhões de vezes mais do que a bomba atômica de Nagasaki.

Embora a probabilidade de choque contra a Terra seja de apenas 0,3%, isso significa que o corpo possui um risco de impacto 50% maior do que os outros asteroides. Apesar dos números espantosos, os cientistas afirmam que não há por que se preocupar. Caso se mostre necessário desviar a trajetória do 1950 DA, temos tempo suficiente para utilizar um método simples como cobrir a superfície com pó de carvão ou giz – isso mudaria sua refletividade e permitiria que a luz do sol tirasse o corpo celeste do caminho da Terra.

Chandra da NASA busca pela causa da explosão da supernova SN 2014J na M82

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Novos dados obtidos pelo Observatório de Raios-X Chandra, da NASA têm fornecido informações cruciais sobre o ambiente ao redor de uma das supernovas mais próximas da Terra, descoberta em décadas. Os resultados do Chandra fornecem ideias sobre a possível causa da explosão. No dia 21 de Janeiro de 2014, os astrônomos testemunharam uma supernova logo depois dela ter explodido na galáxia Messier 82, a M82. Os telescópios através do globo e no espaço viraram sua atenção para estudar essa estrela recém explodida, incluindo o Chandra. Os astrônomos determinaram que essa supernova, chamada de SN 2014J, pertence a uma classe de explosão  chamada de Supernovas do Tipo Ia.

Essas supernovas são usadas como marcadores de distância e têm um papel fundamental na descoberta da expansão acelerada do universo, que tem sido atribuída aos efeitos da energia escura. Os cientistas acreditam que todas as supernovas do Tipo Ia envolvem a detonação de uma anã branca. Uma importante questão é se a fusão na explosão acontecem quando a anã branca puxa muito material de sua estrela companheira, parecida com o Sol, ou quando duas anãs brancas se fundem. A imagem principal desse post contém dados do Chandra, onde os raios-X de baixa, média e alta energia, são mostrados em vermelho, verde e azul, respectivamente. As caixas na parte inferior da imagem mostram visões detalhadas da região ao redor da supernova nos dados obtidos, antes da explosão (esquerda) bem como nos dados obtidos em 3 de Fevereiro de 2014, depois da explosão (direita).

 A ausência de raios-X detectados pelo Chandra é uma importante pista para os astrônomos procurarem pelo mecanismo exato de como essa estrela explodiu. A não detecção de raios-X, revela que a região ao redor do local da explosão da supernova é relativamente desprovida de material. Os astrônomos esperam que se uma supernova explode devido a isso ela tem constantemente coletado material de uma estrela companheira antes de explodir, o processo de transferência de massa não seria 100% eficiente, e a anã branca mergulharia numa nuvem de gás. Se uma quantidade significante de material estivesse ao redor da estrela moribunda, a onda de explosão gerada pela supernova teria sido observada quando o Chandra foi apontado para ela, produzindo uma brilhante fonte de raios-X.

Como eles não detectaram qualquer raio-X, os pesquisadores determinaram que a região ao redor da SN 2014J é excepcionalmente limpa. Uma candidata viável para a causa da SN 2014J precisa explicar o ambiente relativamente livre de gás ao redor da estrela antes da explosão. Uma possibilidade é a fusão de duas estrelas do tipo anãs brancas, onde, nesse caso, haveria pouca transferência de massa e poluição do ambiente antes da explosão. Outra é que algumas erupções menores na superfície da anã branca limpou a região antes da supernova. Observações futuras, poucos dias depois da explosão poderiam mostrar a quantidade de gás em um volume maior, e ajudar a decidir entre esses e outros cenários.

Cientistas começam a identificar poeira exótica de estrelas

O material foi obtido em uma região conhecida como espaço interestelar - que fica entre estrelas - e é repleta de partículas microscópicas
As amostras foram obtidas pela espaçonave Starust Foto: BBC


Cientistas podem ter identificado as primeiras partículas conhecidas de poeira de fora do Sistema Solar. As amostras foram obtidas pela espaçonave Starust e trazidas à Terra por uma missão espacial da Nasa em 2006. Uma equipe de pesquisadores identificou nesse material sete grãos exóticos, com a ajuda de 30 mil pessoas ao redor do mundo. O material foi obtido em uma região conhecida como espaço interestelar - que fica entre estrelas - e é repleta de partículas microscópicas. Essa poeira interestelar é um produto do nascimento de estrelas, sua evolução e morte. As moléculas que a formam foram originadas no interior de estrelas formadas antes do Sol e expelidas no espaço na forma de pedras muito pequenas à medida que estas estrelas esfriavam. Agora, os cientistas podem analisar essas partículas de forma inédita. A composição e estrutura das amostras coletadas podem ajudar a explicar a origem e evolução da poeira espacial.

Análise preliminar

 Andrew Westphal, do Laboratório de Ciências Espaciais da Universidade da Califórnia, em Berkeley, diz à BBC que "os resultados (desta análise) estão permitindo entender a complexidade e a diversidade das partículas da poeira interestelar".
Uma análise preliminar realizada por Westphal e outros cientistas, publicada na revista Science, mostrou que estas particulas variam mais em tamanho, estrutura e composição química do que se pensava anteriormente com base em teorias e observações astronômicas. "Essa análise poderia facilmente ter mostrado que as partículas de poeira interestelar são similares, mas não encontramos nada disso. Elas são todas diferentes entre si." Em comparação, a poeira de cometas é mais recente. O material que forma o nosso Sistema Solar foi aquecido, misturado e transformado conforme o Sol e os planetas assumiram suas formas.


Duas missões

 A Stardust era formada por duas missões diferentes. Apesar de ser mais conhecida por seu contato com o Cometa Wild 2, a espaçonave também capturou amostras de poeira que circulavam na corrente do espaço interestelar. Essa corrente carrega partículas muito antigas e anteriores à formação do nosso Sol, de diferentes partes da nossa galáxia.
A Stardust estava equipada com um aparelho conhecido como Coletor de Poeira Interestelar, um mosaico formado por 132 partes do tamanho de uma raquete de tênis e feito de um material conhecido como aerogel, o mais leve sólido produzido pelo homem. Esse material feito a partir de silício é composto 99% de espaços vazios. As partículas de poeira podem viajar a uma hipervelocidade de mais de 5km/s. Como uma rede, o aerogel captura as partículas sem vaporizá-las ao reduzir sua velocidade gradualmente. Mais de 30 mil voluntários se inscreveram no projeto Stardust@home para examinar as imagens de aerogel na busca por rastros deixados pelas partículas, que têm um diâmetro de cerca de dois milionésimos de metro.

Origem
 
Mas nem todas as partículas encontradas no aerogel têm origem interestelar. Os pesquisadores determinaram que quase todos os rastros haviam sido deixados por minúsculos pedaços da espaçonave, com exceção de três. Quatro outras possíveis partículas interestelares, com um tamanho de 0,4 milionésimos de metro, foram encontradas em buracos do alumínio que reveste as peças do mosaico de aerogel. As sete partículas são compostas de diferentes materiais, o que significa que cada uma delas tem sua própria história.
Fonte: TERRA





Júpiter e Vênus vistos da Terra

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Créditos da imagem: Marek Nikodem (PPSAE)

Era visível em todo o mundo. A conjunção após o pôr do Sol entre Júpiter e Vênus em 2012 era visível em quase todos os lugares que você estivesse na Terra. Qualquer pessoa no planeta com um horizonte oeste livre ao pôr do Sol podia vê-los. Nesta foto feita em 2012, um fotógrafo criativo viajou para longe das luzes da cidade de Szubin, Polônia, para tomar uma imagem da maior aproximação aparente entre os dois planetas. Os planetas brilhantes estavam separados apenas por três graus, enquanto sua filha fazia uma pose cômica para a foto. Um pôr do Sol avermelhado e fraco ainda brilhava ao fundo. Amanhã cedo (segunda-feira), no alvorecer, os dois planetas passarão ainda mais perto – em alguns locais a separação entre eles será de apenas 0,2 graus – um pouco antes do nascer do Sol.

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