20 de ago de 2014

Marte se aproxima da Terra e ficará maior que a Lua cheia. Será?


Gráfico compara os tamanhos aparentes de Marte e da Lua cheia. Créditos: Apolo11.com.

Todos os anos circula pela internet um boato afirmando que no dia 27 de agosto o Planeta Vermelho vai se aproximar tanto da Terra que seu tamanho será comparável ao da Lua Cheia. Será que isso é verdade ou não passa de mais uma pegadinha de internet?

Naturalmente, isso não é verdade.

Há bilhões de anos, Marte e Terra giram ao redor do Sol. Marte em uma orbita ligeiramente mais achatada e a Terra em uma trajetória praticamente circular. A cada 26 meses os dois planetas se aproximam um pouco mais um do outro, sendo que as distâncias envolvidas não são constantes. Durante os momentos da máxima aproximação, as distâncias entre Marte e Terra podem ficar realmente pequenas, da ordem de até 70 milhões de quilômetros. Ninguém sabe exatamente como essa história começou, mas o fato é que sempre que o dia 27 de agosto se aproxima, o mesmo boato da aproximação máxima se repete, dando conta que a distância entre os dois planetas será de apenas 54 milhões de quilômetros.
Carta Celeste Marte 27 de agosto de 2014
Carta celeste retrata o céu do quadrante oeste em 27 de agosto de 2014 as 21 horas. Créditos: Apolo11.com.

A maior aproximação entre Marte e Terra ocorreu em 27 de agosto de 2003, quando a distância mínima entre os dois planetas foi de apenas 56 milhões de km, a maior aproximação desde o Homem de Neandertal, há 60 mil anos. Uma aproximação como essa só ocorrerá novamente em 2287! Mesmo durante a aproximação de 2003, Marte não passou de uma mini bolinha quando comparada ao tamanho da Lua.

Como será o céu?

Agora que você já sabe que Marte não ficará nunca do tamanho da Lua cheia, relaxe. O céu reserva diversas atrações verdadeiras. No dia 27 de agosto de 2014, quarta-feira, Marte estará visível, alto no céu, a partir do momento em que o Sol se pôr. Como mostra a carta celeste das 21 horas desse dia, o Planeta Vermelho estará super bem acompanhado de Saturno no quadrante oeste e vê-los tão próximos renderá boas fotos. Acima da dupla, a gigantesca estrela Antares presente no centro da constelação do Escorpião, domina o cenário. Olhando em direção ao sul o Cruzeiro é a grande vedete e será facilmente localizado logo abaixo das duas estrelas mais brilhantes da constelação do Centauro. Um espetáculo verdadeiro, de encher os olhos. E sem Lua Cheia!
Fonte: Apolo11.com - http://www.apolo11.com/

Bóson de Higgs também poderia explicar a primeira expansão do Universo

boson de higgs

Desde que o bóson de Higgs foi flagrado em ação pela primeira vez, muitas especulações foram feitas a seu respeito. A mais recente delas está sendo proposta pelos pesquisadores Fedor Bezrukov, do Centro de Pesquisa Riken-BNL, e Mikhail Shaposhnikov, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne. Segundo eles, o bóson de Higgs, que foi recentemente confirmado como a origem da massa, também pode ser responsável pela expansão e pela forma que o universo tomou logo após o Big Bang. De acordo com Bezruko, “há uma conexão intrigante entre o mundo explorado em aceleradores de partículas de hoje e os primeiros momentos de existência do universo”.


Bóson de Higgs e a expansão do Universo

O universo começou com a famosa e gigante explosão conhecida como Big Bang, e vem se expandindo progressivamente desde então. Essa expansão é equilibrada de tal maneira que a sua forma é plana e não inclinada, o que, segundo os pesquisadores do assunto, só pode ser o caso de uma distribuição muito específica da densidade da matéria. O acoplamento entre o bóson de Higgs e outras partículas fundamentais fornece massa. Nos primeiros momentos do universo, no entanto, esse acoplamento entre o campo de Higgs e a gravidade acelerou o processo de expansão do mesmo.

Um parâmetro importante para entendermos esse acoplamento é a massa do Bóson de Higgs.

Experiências realizadas no acelerador de partículas do CERN (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear) mostraram que a massa do bóson de Higgs é muito próxima de um valor crítico que separa dois tipos possíveis de universo: o estável, que nós conhecemos, ou um potencialmente instável. Bezrukov e Shaposhnikov já estudaram as implicações decorrentes da massa de Higgs estar perto desse limite crítico e o impacto que isso tem sobre a expansão do universo. Através de argumentos teóricos, eles concluíram que, como a massa do bóson de Higgs se aproxima do valor crítico, as ondas gravitacionais do Big Bang tornam-se fortemente reforçadas.

Sob este ponto de vista, o Big Bang é visto como o criador de muitas ondas gravitacionais que atuam como ondas no espaço e no tempo, e são justamente essas ondas que são amplificadas por um Higgs de massa quase crítica. Experimentalmente falando, a influência do bóson de Higgs poderia ter implicações significativas para a observação de ondas gravitacionais – aspecto este que havia escapado dos físicos até recentemente, quando uma análise de dados obtidos pelo telescópio BICEP2 perto do Pólo Sul sugeriu os primeiros sinais de ondas gravitacionais na radiação cósmica de fundo que preenche o universo.

O resultado da análise dos dados fornecidos pelo BICEP2, no entanto, está longe de ser absoluto, já que levanta o debate eterno sobre se o sinal extremamente fraco de ondas gravitacionais poderia realmente ser detectado desta forma. Os efeitos de uma massa quase crítica de Higgs, contudo, poderiam colocar um fim nesta discussão. “A massa de Higgs no limite crítico poderia explicar o resultado do BICEP2“, explica Bezrukov. Poderia. Mas, por enquanto, permanecemos com a cabeça cheia de perguntas, poucas respostas e muitas possibilidades.
Fonte: HypeScience.com
[Phys]

Uma paisagem espetacular de formação estelar

NGC 3603 e NGC 3576 Créditos:ESO/G. Beccari
Esta imagem obtida pelo instrumento Wide Field Imager, no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, mostra duas regiões de formação estelar na Via Láctea austral. A primeira destas regiões, à esquerda, é dominada pelo enxame estelar NGC 3603 e situa-se a 20 000 anos-luz de distância, no braço em espiral Carina-Sagitário da nossa Via Láctea. A segunda, à direita, trata-se de uma coleção de nuvens de gás brilhante conhecida pelo nome de NGC 3576 e situa-se a apenas metade da distância a que primeira região se encontra da Terra. O NGC 3603 é um enxame estelar muito brilhante, famoso por ter a mais alta concentração de estrelas massivas descobertas na nossa Galáxia até agora.

No seu centro situa-se um sistema estelar múltiplo Wolf-Rayet, conhecido por HD 97950. As estrelas Wolf-Rayet encontram-se num estado avançado de evolução e apresentam massas a partir de 20 vezes a massa solar. No entanto, apesar da sua elevada massa, estas estrelas libertam uma quantidade considerável de matéria, devido a intensos ventos estelares, que enviam o material da superfície estelar para o espaço a velocidades de vários milhões de quilómetros por hora, no que pode ser considerado uma dieta drástica de proporções cósmicas.

O NGC 3603 situa-se numa região de formação estelar muito ativa. As estrelas nascem em regiões do espaço escuras e poeirentas, escondidas da vista. À medida que as estrelas muito jovens começam a brilhar e limpam os casulos de material que as rodeiam, tornam-se visíveis e dão origem a brilhantes nuvens de material circundante, conhecidas por
regiões HII. As regiões HII brilham devido à interação entre a radiação ultravioleta emitida pelas estrelas jovens quentes brilhantes e as nuvens de gás de hidrogénio. As regiões HII podem ter um diâmetro de várias centenas de anos-luz e a região HII que rodeia a NGC 3603 tem a particularidade de ser a mais massiva da nossa Galáxia.

Este enxame foi observado pela primeira vez por John Herschel a 14 de março de 1834 perto da Cidade do Cabo, durante a sua expedição de três anos para mapear o céu austral de forma sistemática. Este astrónomo descreveu o objeto como extraordinário e pensou que poderia tratar-se de um
enxame estelar globular. Estudos posteriores mostraram que não se trata de um enxame globular velho, mas sim de um jovem enxame aberto, um dos mais ricos conhecidos. A nebulosa NGC 3576, situada no lado direito da imagem, encontra-se igualmente no braço em espiral de Carina-Sagitário da Via Láctea, no entanto está apenas a 9000 anos-luz de distância da Terra - muito mais perto que o NGC 3603, mas aparece próximo deste no céu.

A NGC 3576 apresenta dois enormes objetos curvos que parecem os chifres de um bode. Estes estranhos filamentos são o resultado de ventos estelares emitidos por estrelas quentes e jovens que se situam nas regiões centrais da nebulosa e que lançam gás e poeira para o exterior a centenas de anos-luz de distância. Duas regiões escuras, conhecidas por
glóbulos de Bok, são também visíveis neste vasto complexo de nebulosas. As nuvens pretas próximo do topo da nebulosa são igualmente potenciais locais de futura formação estelar.  A NGC 3576 foi também descoberta por John Herschel em 1834, fazendo com que este fosse um ano particularmente produtivo e visualmente recompensador para o astrónomo inglês.

Terrenos contrastantes no cometa CHURYUMOV-GERASIMENKO



rosetta02_esa_960
Créditos da imagem: ESA, Rosetta, MPS for OSIRIS Team; MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA

Onde Philae deve pousar? Enquanto a sonda robótica da ESA Rosetta circula em torno do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, uma decisão deve, eventualmente, ser feita a respeito de onde seu aterrissador mecânico deve tentar atracar. Alcançando o cometa no início deste mês, a Rosetta está enviando de volta imagens detalhadas de núcleo incomum deste copro a partir do qual um local de pouso suave será selecionado.

Na foto acima, perto da parte superior da imagem, a “cabeça” do núcleo do cometa mostra sulcos escarpados, enquanto na parte inferior da imagem, o “corpo” mostra uma manta de áreas em forma de retalhos, por vezes separados por montes irregulares. Algumas das áreas de retalhos evidentes sobre a cabeça e o corpo parecem ter campos de relevo relativamente suaves.

No entanto, na área de ligação da chamada de “o pescoço”, visível através do centro da imagem, uma parte relativamente grande com terreno liso e de cor clara aparece, pontuado ocasionalmente por grandes pedregulhos. A Rosetta está programada para liberar Philae ao núcleo do cometa escuro, do tamanho de uma montanha, com uma data de desembarque prevista para novembro.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...