22 de ago de 2014

Entre a alma e o coração, o belo cometa Jacques

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No dia 13 de Julho de 2014, um bom lugar para observar o Cometa Jacques, foi o planeta Vênus. O então recém descoberto visitante (C/2014 E2) ao sistema solar interno passou a uma distância de 14.5 milhões de quilômetros do nosso planeta irmão. Quando estiver de saído do sistema solar interno o cometa passará a 84 milhões de quilômetros do planeta Terra, no dia 28 de Agosto de 2014, mas mesmo assim, já é um alvo interessante para binóculos e telescópios. A dois dias atrás, a coma esverdeada do Jacques e a reta e fina cauda de íons foram capturadas nessa bela imagem telescópica, uma simples imagem de longa exposição de 2 minutos com uma câmera digital modificada. O cometa é visto ladeado pela IC 1805 e pela IC 1848, também conhecidas como as Nebulosas do Coração e da Alma da Cassiopeia.

Se você estiver no planeta Terra nesse final de semana, pode tentar procurar o cometa Jacques no céu noturno, ou observar Vênus, Júpiter e a Lua crescente que formarão um belo triângulo no céu antes do amanhecer. Para quem não sabe o cometa Jacques foi descoberto pelo Cristóvão Jacques, astrônomo brasileiro que junto com seus colegas fez essa e outra descoberta de cometa utilizando o já famoso Observatório SONEAR, localizado no interior de Minas Gerais. Esse observatório é totalmente brasileiro, desde o instrumento, até o software que registra o céu. O Cristóvão é um dos belos exemplos de que se o governo não se interessa nenhum pouco por ciência, nós não podemos desistir. Todo o observatório foi construído com recursos próprios e vem fazendo um belo trabalho. Esse ano, já descobriu dois cometas e uma série de NEOs, ou Near Earth Objects, os asteróides que ameaçam a nossa segurança no nosso tranquilo pálido ponto azul.

Telescópio capta nuvem de cores na explosão de supernova

Imagem feita a partir de uma supernova captada pela Nasa e pela Agência Espacial Europeia mostra nuvem de poeira colorida. Informação em infravermelho do fotômetro de imagem do telescópio Spitzer, da Nasa, em ondas de 24 e 70 microns surgem em vermelho e verde e raios X do XMM-Newton em um alcance de 0.3 a 8 kiloelectron volts em azul.  Os resultados destrutivos da explosão de uma poderosa supernova aparecem revelados nesta mistura delicada de raios infravermelhos e raios X.

A imagem divulgada pela Nasa (Agência especial americana) nesta quinta-feira (21) foi feita pelo telescópio espacial Spitzer em conjunto com o Observatório de Raios X Chandra e pelo Centro de Operações XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia.  Em sua descrição, a Nasa referiu-se à nuvem como "uma onda de choque irregular, gerada por uma supernova que teria ocorrido há 3.700 anos na Terra. O material restante, chamado Puppis A, está a aproximadamente 7.000 anos-luz daqui e a onda de choque a dez anos-luz.  As partículas de poeira são responsáveis pela maior parte das ondas de raio infra-vermelho, que aparece em verde e vermelho na imagem.  Os materiais aquecidos pela onda de choque da supernova emitem raios X, que são vistos na cor azul.

As regiões onde as emissões de raios infravermelhos e raios X se misturam surgem em tons pasteis mais claros.  Segundo os pesquisadores da Nasa, pelo brilho infravermelho, os astrônomos encontraram uma quantidade de poeira na região equivalente a um quarto da massa do nosso sol. Pelos dados coletados pelo espectrômetro do Spitzer, é possível ver como a onda de choque quebra os grãos de poeira que preenchem o espaço ao redor.  As explosões de supernovas oferecem muitos elementos para que as gerações futuras de estrelas e planetas que vão se formar. Ao estudar como o material resultante da supernova se expande em uma galáxia e interage com outros materiais também oferece pistas sobre a origem do nosso universo.
Fonte: UOL

Novo mapa de Tritão, e estranha lua de Netuno

A sonda Voyager 2 passou por Tritão, uma lua de Neptuno, no Verão de 1989.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Instituto Lunar e Planetário

A sonda Voyager 2 da NASA deu-nos o primeiro olhar de perto de Neptuno e da sua lua, Tritão, no Verão de 1989. Como um filme antigo, as imagens históricas de Tritão pela Voyager foram "restauradas" e usadas para construir o melhor mapa de sempre desta lua estranha. O mapa, produzido por Paul Schenk, cientista do Instituto Lunar e Planetário em Houston, EUA, também foi usado para fazer um vídeo que recria o encontro histórico da Voyager, que ocorreu há 25 anos, no dia 25 de Agosto de 1989. O novo mapa de Tritão tem uma resolução de 600 metros por pixel. Aumentaram o contraste mas as cores são uma boa aproximação das cores naturais de Tritão. Os "olhos" da Voyager vêm cores ligeiramente diferentes das do olho humano, e este mapa foi produzido usando imagens obtidas em filtros laranja, verde e azul.

Em 1989, a maior parte do hemisfério norte estava na escuridão e por isso não foi visto pela Voyager. Devido à velocidade da visita da sonda e da lenta rotação de Tritão, apenas um hemisfério foi visto claramente a curtas distâncias. O resto da superfície ou estava na escuridão ou foi visto de modo desfocado. A produção do novo mapa de Tritão foi inspirado em antecipação do encontro da sonda New Horizons da NASA com Plutão, daqui a pouco menos de um ano. Entre as melhorias do mapa estão actualizações da precisão de características locais, o melhoramento da definição de detalhes à superfície ao remover alguns dos efeitos de esbatimento da câmara, e melhor processamento de cores.

Embora Tritão seja uma lua de um planeta e Plutão seja um planeta anão, Tritão serve como uma espécie de previsão para o encontro com Plutão. Embora ambos os corpos tenham origem no Sistema Solar exterior, Tritão foi capturado por Neptuno e passou por uma fase térmica radicalmente diferente da de Plutão. O aquecimento de marés provavelmente derreteu o interior de Tritão, produzindo os vulcões, fracturas e outras características geológicas que a Voyager viu na sua superfície gelada.

É improvável que Plutão seja uma cópia de Tritão, mas algumas das mesmas características podem estar presentes. Tritão é ligeiramente maior que Plutão, tem uma densidade interna e composição muito semelhantes, e tem os mesmos elementos voláteis a baixa temperatura na sua superfície gelada. A composição da superfície de ambos os corpos inclui monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano e gelos de azoto.

A Voyager também descobriu plumas atmosféricas em Tritão, o que a torna num dos corpos activos conhecidos do Sistema Solar exterior, juntamente com as luas Io, de Júpiter, e Encelado em Saturno. Os cientistas vão observar Plutão no ano que vem para ver se se junta a esta lista. Vão também comparar o contraste de Plutão com Tritão, e como as suas histórias diferentes moldaram as superfícies que vemos. Embora seja uma rápida passagem rasante, o encontro da New Horizons com Plutão, previsto para o dia 14 de Julho de 2015, não será uma repetição do "flyby" da Voyager mas mais uma espécie de sequela e "reboot", com uma nave espacial nova e tecnologicamente mais avançada e, ainda mais importante, um novo elenco de personagens.

Essas personagens são Plutão e a sua família de cinco luas conhecidas, todas as quais serão observadas de perto pela primeira vez no próximo Verão. Tritão pode não ser uma pré-visualização perfeita do que está por vir, mas serve como uma prequela para o "blockbuster" cósmico esperado por parte da New Horizons, quando chegar a Plutão no próximo ano.Em mais um marco histórico para a missão Voyager, o dia 25 de Agosto também assinala o segundo aniversário da entrada da Voyager 1 no espaço interestelar.
Fonte: Astronomia Online - Portugal

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