2 de set de 2014

Descoberto fóssil estelar que mostra como eram as primeiras estrelas

primeiras estrelas

Sabe aquele mito que envolve estrelas do rock que fazem um sucesso tremendo e morrem muito jovens (geralmente com 27 anos)? O termo “estrelas” dessa história pode estar mais certo do que nunca. As primeiras delas podem ter sido, assim como seus parceiros figurativos, astros que saíram de cena muito rápido e em seus momentos de glória. Um fóssil estelar revelou novas informações sobre uma espécie há muito tempo extinta de estrelas primordiais. Este grupo, às vezes chamado de estrelas de população III, foi o primeiro a se formar no início do universo. Eles forjaram os primeiros elementos mais pesados ​​que o hidrogênio e o hélio, formados no Big Bang. Em seguida, as estrelas explodiram como supernovas, expelindo estes elementos em seu entorno, para serem incorporados à próxima geração de estrelas. Mas os detalhes dependem das massas dessas primeiras estrelas. Modelos de computador sugerem que elas poderiam ter 100 vezes a massa do nosso sol, o que significa que morreram cedo demais para construir qualquer coisa mais pesada do que ferro. Mas também poderiam ser tão leves quanto 10 vezes a massa do sol e viver mais tempo. Sem estarem por aí hoje em dia, é difícil saber como as estrelas da população III eram.

Mas agora nós temos algumas pistas, vindas de uma estrela chamada SDSS J0018-0939 que parece ter sido criada a partir da poeira deixada para trás da explosão de uma estrela primordial. Uma equipe liderada por Wako Aoki, do Observatório Astronômico Nacional (NAO) do Japão, analisou os diferentes elementos na casca exterior da estrela, que dão pistas sobre como a misteriosa população III viveu e morreu.

“É um pouco como uma impressão digital de DNA”, diz Volker Bromm, da Universidade do Texas, nos EUA. “Este estudo responde à questão geral de como a idade das trevas cósmicas terminou”. A estrela fóssil, que foi descoberta através do telescópio Subaru da NAO no Havaí, parece conter uma boa quantidade de ferro, mas pouca quantidade de metais mais pesados, como estrôncio e bário. Ela também tem muito mais elementos pares do que ímpares. Ambas estas características indicam que as estrelas da população III tiveram curta duração, pois a construção de elementos mais pesados ​​e ímpares é um processo mais lento. Isso significa que elas eram, provavelmente, ainda maiores do que pensávamos – centenas de vezes mais massivas do que o sol. O “pai” da estrela SDSS J0018-0939 tinha cerca de 140 vezes a massa do sol.

O enorme tamanho significa que a estrela provavelmente teve uma explosão termonuclear 10 a 100 vezes mais poderosa do que as supernovas típicas que vemos hoje. Bromm imagina que esta explosão pode ter sido brilhante o suficiente para que suas cinzas sejam vistas pelo Telescópio Espacial James Webb, que deve ser lançado em 2018. Mas não é uma certeza absoluta que a estrela fóssil tenha sido formada a partir dos restos de uma única supernova, diz John Wise, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, em Atlanta, nos EUA. Ao invés disso, ela poderia conter a poeira de algumas supernovas. “É interessante porque é diferente de qualquer uma das outras estrelas pobres em metais que temos descoberto na Via Láctea”, exalta.
Fonte: HypeScience.com
New Scientist

Uma proposta para encontrar vida extraterrestre

Cientistas sugerem busca em várias etapas na atmosfera de planetas extrassolares: primeiro por água, depois por oxigênio e, por último, por clorofila
Os futuros telescópios espaciais lançados com o objetivo de encontrar e estudar planetas extrassolares devem obedecer a parâmetros mínimos de resolução de forma a conseguirem detectar sinais de vida neles. A recomendação é de proposta para encontrar vida extraterrestre feita por Timothy D. Brandt e David S. Spiegel, pesquisadores do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, nos EUA, e publicada na edição desta semana do periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

Com base em modelos atmosféricos criados por eles, Brandt e Spiegel dizem que as observações à procura de
organismos alienígenas devem primeiro se concentrar em encontrar sinais de água na atmosfera de planetas extrassolares parecidos com o nosso, já que a substância é considerada fundamental para que a vida surja e se desenvolva. Encontrada a água, os telescópios devem então ser capazes de detectar e medir a quantidade de oxigênio no ar destes planetas. Como o oxigênio é um gás altamente reativo, associando-se facilmente com outros elementos, sua presença de forma livre na atmosfera destes mundos é vista como um forte indicativo da existência de vida neles, pois ele teria que ser constantemente reposto por processos biológicos, a exemplo do que fazem as plantas em nosso planeta.

Com água e oxigênio livre encontrados, chegaria então a hora de buscar por sinais de clorofila, molécula responsável pela produção de energia e liberação de oxigênio pelas plantas na Terra, ou outras substâncias do tipo nos planetas extrassolares. A tarefa, no entanto, seria bem mais difícil, já que estas moléculas são muito mais complexas do que água ou oxigênio. Assim, os autores propõem que as futuras missões de telescópios espaciais possam no mínimo detectar estas duas substâncias mais simples para que, se elas estiverem presentes, seja feito um esforço de observação para encontrar as últimas.
Fonte: O GLOBO

Telescópio flagra choque de asteroides

Telescópio Spitzer flagra choque de asteroides

Ilustração artística do que parece ter acontecido ao redor da estrela NGC 2547-ID8.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]


Choque de asteroides

O telescópio espacial Spitzer detectou uma explosão de poeira em torno de uma estrela jovem, possivelmente o resultado de um choque direto entre dois grandes asteroides. Os astrônomos acreditam que esse tipo de colisão faz parte do processo de formação de planetas rochosos como a Terra. A estrela NGC 2547-ID8 vinha sendo rastreada regularmente quando surgiu uma enorme quantidade de poeira no seu entorno.

Nós achamos que dois grandes asteroides colidiram um com o outro, criando uma enorme nuvem de grãos do tamanho de areia muito fina, que agora estão se quebrando em pedaços menores e lentamente escapando para longe da estrela," disse Huan Meng, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Embora sinais de poeira que se suspeita terem resultado de colisões de asteroides já tenham sido observados antes, esta é a primeira vez que os astrônomos coletaram dados antes e depois do que eles chamam de uma "colisão de sistema planetário".

Formação planetária

A teoria mais aceita atualmente sustenta que os planetas rochosos surgem a partir de material empoeirado circulando em torno de estrelas jovens. O material se aglomera para formar asteroides, que se chocam e se destroem, retornando ao pó. Apesar disso, os cientistas propõem que alguns deles escapam da destruição, crescendo ao longo do tempo e se transformando em protoplanetas. Depois de cerca de 100 milhões de anos eles chegariam ao tamanho de planetas terrestres maduros.
Fonte: Inovação Tecnológica

Hubble observa luz e trevas no Universo


Light and dark


Essa nova imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA mostra uma grande variedade de fenômenos cósmicos. Circundada por estrelas brilhantes, na parte central superior do frame é possível ver um pequeno jovem objeto estelar, ou YSO, conhecido como SSTC2D J033038.2+303212. Localizada na constelação de Perseus, essa estrela está nos estágios iniciais de sua vida e ainda está se formando em uma estrela totalmente crescida. Nessa imagem feita pela Adanced Camera for Surveys do Hubble, ou ACS, parece que se tem uma fumaça de material emanando para fora e para baixo, enquadrada por explosões brilhantes de gás fluindo da própria estrela.

Essa estrela está na verdade circundada por um disco brilhante de material que faz movimentos de turbilhão ao redor enquanto ela se forma – um disco que nós observamos de lado a partir da nossa perspectiva. Contudo, esse pequeno ponto brilhante é ofuscado pelo seu vizinho cósmico em direção à parte inferior do quadro, um aglomerado de luz, filetes de gás fino ao redor enquanto parece expelir material escuro para o espaço. A nuvem brilhante é uma nebulosa de reflexão conhecida como [B77]63, uma nuvem de gás interestelar que está refletindo a luz das estrelas embebidas  dentro dela. Existe na verdade um grande número de estrelas dentro da [B77]63, sendo que as mais notáveis sãos linha de emissão da estrela LkHA 326, e da sua vizinha próxima LZK 18.

Essas estrelas estão iluminando o gás ao redor e esculpindo as formas vistas nessa imagem. No entanto a parte mais dramática da imagem parece ser um fluxo escuro de fumaça saindo da [B77]63 e de suas estrelas – uma nebulosa escura conhecida como Dobashi 4173. Nebulosas escuras são nuvens incrivelmente densas de material escuro que obscurece o pedaço do céu atrás delas, criando rasgos e pedaços do céu estranhamente vazios. As estrelas que brilham na parte superior dessa região extremamente escura localiza-se entre nós e o objeto Dobashi 4173.
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