4 de set de 2014

Ciêntistas da USP investigam estrelas em busca planetas


Astrônomos da USP descobriram que a química das estrelas denuncia a presença de planetas ao seu redor. Isso foi constatado depois que eles analisaram a composição de um par de estrelas próximas, e a conclusão pode ajudar a resolver um velho mistério: como se formam planetas gigantes gasosos, similares a Júpiter. Conhecidas respectivamente como 16 Cygni A e B, as duas estrelas estão a apenas 69 anos-luz de distância da Terra, uma ninharia em termos astronômicos (um ano-luz é cerca de 9,5 trilhões de quilômetros).
Elas são muito similares ao Sol e fazem parte de um sistema trinário, ou seja, com três estrelas. Além de A e B girando em torno de um centro de massa comum, existe uma estrela bem menor que o Sol, 16 Cygni C, girando em torno de A. Sabe-se que 16 Cygni B possui um planeta gigante gasoso com pouco mais de 2,3 vezes a massa de Júpiter, numa órbita elíptica. Como as três estrelas pertencem ao mesmo sistema, devem ter se formado a partir da mesma nuvem de gás e poeira, o que em tese lhes conferiria composição química praticamente igual.

COMPOSIÇÃO
O astrônomo peruano Jorge Meléndez, da USP, defendia há anos a hipótese de que a presença (ou ausência) de certos elementos químicos na composição das estrelas tem relação com a formação de planetas ao seu redor. Em colaboração com seu estudante de doutorado, Marcelo Tucci Maia, e com Iván Ramirez, da Universidade do Texas em Austin, nos EUA, Meléndez usou o Telescópio Canadá-França-Havaí para colher e analisar luz emanada de 16 Cygni A e B. Essa luz permite determinar quais elementos químicos existem nas estrelas –e em quais quantidades. Então eles viram certos elementos metálicos eram menos presentes em 16 Cygni B, a estrela com planeta. Curiosamente, esse material que está "faltando" no astro é justamente o necessário para formar o núcleo de um planeta gigante gasoso como o que há em torno da estrela. A descoberta abre novas possibilidades de pesquisa de planetas em sistemas com mais de uma estrela. Mas ela tem relevância ainda maior para explicar um enigma da astronomia: como se formam planetas gigantes gasosos.

Existem hoje dois modelos para a formação dos planetas gigantes gasosos. O mais tradicional é o da acreção, que sugere que o que nasce primeiro é o núcleo. Uma vez que o núcleo atinge um tamanho suficientemente grande, ele começa a atrair o gás para si e se transforma num planeta gasoso. Uma ideia alternativa sugere que esses mundos gigantes poderiam se formar por uma rota parecida com a que leva à formação de estrelas –pelo colapso gravitacional rápido de uma grande quantidade de gás e poeira. Os astrônomos acham que ambos os processos são válidos. Mas como distinguir entre um e outro em planetas já formados e refinar a compreensão do processo?

O achado de Meléndez e seus colegas, aceito para publicação pelo periódico "Astrophysical Research Letters", parece ser a resposta. Ao encontrar uma correspondência entre diferenças químicas na estrela e a presença de um gigante gasoso, o resultado reforça a ideia de que 16 Cygni Bb se formou por acreção, e não por colapso. Se tivesse sido colapso, a composição química média seria similar entre as estrelas A e B, pois o planeta seria formado com material da mesma nuvem que formou as estrelas", diz Meléndez.
Fonte: FOLHA

Cientistas podem ter encontrado exoplaneta mais próximo da Terra

Planeta extrassolar fica a cerca de 12 anos-luz de distância da Terra
Um planeta pode ter sido identificado a menos de uma dúzia de anos-luz da Terra. Embora sua existência ainda não tenha sido confirmada, se for verdade, o planeta pode ser o mais próximo de nós conhecido fora do sistema solar.  O Gliese 15, também conhecido como Groombridge 34, é um par de estrelas anãs vermelhas a apenas 11,7 anos-luz de distância de nós e é visível com binóculos. As estrelas são separadas por um distância de quase cinco vezes a que separa Netuno do Sol. O espaço é suficiente para que planetas orbitem qualquer uma das estrelas sem ser afetado pela outra.  A mais brilhante das duas estrelas, conhecidas como GI 15A, tem sido relatada pelo The Astrophysical Journal como sendo orbitada por um planeta que tem cinco vezes a massa da Terra, já sendo considerada uma "Superterra". O planeta é rochoso, assim como o nosso.

Entretanto, tudo indica que o planeta não seja habitável. Com um período orbital de 11 dias, mesmo em torno de uma estrela "fraca", acredita-se que a
temperatura em sua superfície seja acima de 100 ºC. Além disso, a GI 15A é classificado como uma estrela "variável", ou seja, mesmo que sua temperatura média seja confortável, erupções frequentes porovavelmente podem esterilizar a superfície do planeta. Ainda assim, a descoberta empolga cientistas porque o planeta parece estar próximo o suficiente para ser analisado mais detalhadamente.

Supostos exoplanetas, também chamados de planetas extrassolares, já foram relatados em várias estrelas próximas do sistema solar. No entanto, ainda não há confirmação de sua existência. Por isso, é possível que o
novo planeta seja considerado o mais próximo da Terra conhecido fora do sistema solar, mas é bem provável que ele não seja o mais próximo existente.  O GI 15AB foi identificado por uma equipe liderada por Andrew Howard, da Universidade do Havaí. Ele quer produzir um censo de planetas em torno de estrelas dentro de uma distância de 80 anos-luz, incluindo as que já foram negligenciadas em estudos anteriores. A equipe observa oscilações no movimento da estrela-mãe causada pela gravidade de seu planeta.
Fonte: R7

Nuvem, Aglomerados e o Cometa SIDING SPRING

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Créditos da imagem: Rolando Ligustri (CARA Project, CAST).

Em 19 de outubro, um bom lugar para ver o cometa Siding Spring será de Marte. Nessa ocasião, este visitante de entrada (C/2013 A1) para o interior do Sistema Solar, descoberto em janeiro de 2013 por Robert McNaught no Observatório Siding Spring na Austrália, vai passar a menos de 132 mil quilômetros do Planeta Vermelho. Isso é um quase impacto, o equivalente a pouco mais de 1/3 da distância Terra-Lua.  Não obstante, excelentes vistas do cometa para os habitantes do hemisfério sul do planeta Terra são possíveis agora. Esta foto telescópica de 29 de agosto capturou a coma esbranquiçada do cometa e os arcos da cauda empoeirada varrendo os céus do sul. O fabuloso campo de visão inclui a Pequena Nuvem de Magalhães e os aglomerados estelares globulares 47 Tucanae (direita) e NGC 362 (superior esquerdo). Preocupado com todas aquelas naves espaciais na órbita marciana? Faixas com partículas de poeira do cometa podem representar um perigo e os controladores planejam posicionar as sondas marcianas no lado oposto do planeta durante a passagem do cometa.
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