8 de set de 2014

Estudos mostram que atmosfera solar (corona) é maior que imaginado

Os cientistas usaram estas observações da atmosfera do sol (a luz brilhante do próprio sol é bloqueada pelo círculo preto no meio) do Observatório de Relações Solar Terrestrial da NASA, em 05 de agosto de 2007, para definir os limites exteriores da atmosfera solar, a corona.
Os cientistas usaram estas observações da atmosfera do sol (a luz brilhante do próprio sol é bloqueada pelo círculo preto no meio) do Observatório de Relações Solar Terrestrial da NASA, em 05 de agosto de 2007, para definir os limites exteriores da atmosfera solar, a corona.

Em torno do sol há uma grande atmosfera de partículas solares, através da qual os campos magnéticos orbitam, a medida que erupções solares se formam, colunas gigantescas de material ascendem, caem e empurram umas as outros ao redor. Essas informações tem implicações diretas para a próxima missão da NASA a Solar Probe Plus, com lançamento previsto para 2018, com o objetivo de chegar o mais perto do Sol do que qualquer tecnologia feita pelo homem já conseguiu.

A atmosfera solar se estende além do imaginado

Recentemente, com o auxílio do Observatório de Relações Terrestres Solar da NASA, os cientistas descobriram que essa atmosfera, chamada de corona, é ainda maior do que se pensava, estendendo-se cerca de 5 milhões milhas acima da superfície do sol – o equivalente a 12 raios solares. Estas observações fornecem as primeiras medições diretas do limite interno da heliosfera – a bolha gigante escassamente preenchida com partículas solares que circunda o nosso sol e todos os planetas do seu sistema. Combinadas com as medidas da Voyager 1 do limite exterior da heliosfera, agora temos definido a extensão de toda esta “bolha local”. “Nós temos monitorado por meio de ondas de som a corona exterior e mapeado sua atmosfera”, disse Craig DeForest do Southwest Research Institute em Boulder, Colorado. “Nós não podemos ouvir os sons diretamente através do vácuo do espaço, mas com uma análise cuidadosa podemos vê-los ondulando através da coroa.”

Os resultados foram publicados no The Astrophysical Journal em 12 de maio de 2014. Os pesquisadores estudaram ondas conhecidas, como as ondas magnetossônicas, que são um híbrido de ondas sonoras e ondas magnéticas chamadas ondas de Alfvén. Ao contrário de ondas sonoras observadas na Terra, que oscilam várias centenas de vezes por segundo, estas ondas oscilam cerca de uma vez a cada quatro horas – e possuem cerca de 10 vezes o comprimento da Terra. O rastreamento das ondas magnetossônicas mostrou que o material ao longo deste espaço alargado, permaneceu ligado ao material solar mais distante. Isso quer dizer que, mesmo além de 5 milhões de quilômetros do sol, as tempestades solares gigantes ou ejeções de massa coronal podem criar ondulações sentidas através da corona. Além desse limite, no entanto, os córregos de material solar se afastam num fluxo constante chamado de vento solar – lá fora, o material se separa da estrela e seu movimento não pode mais afetar a corona.

A importância da da pesquisa na Solar Probe

A percepção de que a coroa se estende muito além do que se pensava tem consequências importantes para a Solar Probe, porque a missão vai viajar por distâncias de cerca de 4.000 mil milhas do sol. Os cientistas sabiam apenas que a missão seria a coleta de informações do Sol, de um distância nunca antes atingida, mas não podiam ter certeza de que iriam viajar através da corona. “Esta pesquisa fornece a confiança que a Solar Probe Plus como foi projetada, será capaz explorar o sistema magnético solar interno”, disse Marco Velli, um cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia. “A missão vai medir diretamente a densidade, velocidade e campo magnético do material solar lá, o que nos permite compreender os movimentos, calor e ventos solares da corona são gerados. Com acesso direto à atmosfera do Sol, a Solar Probe Plus irá fornecer informações sem precedentes sobre a forma como a coroa solar é aquecida e irá revolucionar nosso conhecimento sobre a origem e evolução dos ventos solares.
Fonte: Ciências e Tecnologia .com


Super-LUA vs. micro-LUA

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Créditos da imagem: Catalin Paduraru

O que é que tem de tão “super” sobre a Super-Lua de hoje? Ocorre que hoje a Lua cheia aparecerá um pouco maior e mais brilhante do que o habitual. O motivo é que a fase totalmente iluminada da Lua ocorre dentro de um curto período de tempo próximo do perigeu – quando a Lua está mais próxima da Terra em sua órbita elíptica.  Embora as condições precisas que definem uma Super-Lua variem, dada a definição, hoje será a terceira Super-Lua do ano – e o terceiro mês consecutivo em que a Super-Lua ocorre. Uma razão para as Super-Luas serem populares é porque elas são tão fáceis de se ver – basta ir lá fora ao pôr do Sol e observar uma Lua cheia impressionante nascendo! Uma vez que o perigeu ocorre de fato hoje, o nascer da Lua desta noite, no momento do pôr do Sol, também deverá ser impressionante. Na foto acima, uma Super-Lua de 2012 é comparada a uma Micro-Lua – quando a Lua cheia ocorre no ponto mais distante de sua órbita elíptica –, quando ela aparece menor e menos brilhante do que o habitual. Dadas muitas definições, pelo menos uma Super-Lua ocorre a cada ano, com a próxima para ocorrer em 30 de agosto de 2015.

Cometa é mais escuro que carvão - e sem água

Cometa é mais escuro que carvão - e sem água
Métrica rápida

Existem inúmeras técnicas concebidas para tentar medir o sucesso de uma empreitada científica. Mas parece que nenhuma se compara a uma métrica bem do tipo senso comum: o quão boquiabertos os cientistas ficam quando veem os resultados de seus esforços.

Os primeiros resultados mostram que sempre vale a pena fazer grandes empreitadas científicas, como enviar uma sonda para pousar em um cometa. 
[Imagem: ESA/ATG Medialab]

E, por essa avaliação, os primeiros resultados obtidos pela sonda espacial Rosetta representam um sucesso inegável: os cientistas ainda não encontraram nada do que esperavam ao ver um cometa de perto. "À primeira vista" porque a missão Rosetta está apenas no começo, olhando o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko ainda a meia distância, aproximando-se para enviar um módulo de pouso e depois persegui-lo por um ano durante sua aproximação do Sol. Desde que as primeiras imagens do cometa 67P chegaram, os cientistas ficaram meio sem saber o que fazer com suas teorias, que defendem que os cometas são essencialmente "pedras de gelo sujo". A "sujeira" está lá, mas o gelo, que se acreditava responder pela larga maioria de sua massa, ainda não deu o ar da graça.

Cometa escuro como carvão

Agora, mais um instrumento a bordo da sonda Rosetta fez a sua primeira coleta de dados, e colocou em números o que as primeiras imagens já deixavam desconfiar. O instrumento, chamado Alice, começou a mapear a superfície do 67P, registrando o primeiro espectro de luz emitida por ele na faixa do ultravioleta extremo. A partir dos dados, a equipe do Alice constatou que o cometa é extraordinariamente escuro - mais escuro que carvão - quando visto nesses comprimentos de onda. O aparelho detectou hidrogênio e oxigênio na "atmosfera" do cometa, conhecida como coma, mas não moléculas de H2O. O instrumento confirmou ainda que, ao contrário do que se esperava inicialmente, a superfície do cometa não possui sinais de gelo.

"Estamos um pouco surpresos com o quão pouco reflexiva é a superfície do cometa e com quão pouca evidência há de gelo de água exposto," disse Alan Stern, principal cientista do Alice, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, nos Estados Unidos, que construiu o instrumento com financiamento da NASA. Ainda é muito cedo para dizer que o cometa 67P não tem água. O que dá para garantir é que ele não a tem na quantidade esperada, o que levanta grandes expectativas sobre os jatos emitidos em sua aproximação do Sol - que serão filmados de perto pela Rosetta.

Teorias por agua abaixo

A observação do cometa foi idealizada para ajudar os cientistas a entender mais sobre a origem e a evolução do nosso Sistema Solar, partindo do pressuposto de que os cometas seriam verdadeiras cápsulas do tempo desse processo de formação. Além disso, com a dificuldade de explicar a origem da vida, vinha ganhando força a ideia de que a vida teria-se originado no espaço e vindo para a Terra a bordo dos cometas, congelada nesses hipotéticos blocos de gelo cósmicos.

E, até antes do que isso, com a dificuldade de explicar a origem da água na Terra, alguns cientistas já argumentavam que os oceanos da Terra foram enchidos com água trazida por cometas que se chocaram com nosso planeta. Mais uma vez, a realidade está se mostrando um pouco mais complicada do que as teorias gostariam - e isto sim, é o que sempre faz valer a pena grandes empreitadas científicas como as da sonda espacial Rosetta.
Fonte: Inovação Tecnologica

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