10 de set de 2014

Cientistas encontram evidências do "MERGULHO" de placas tectónicas em Europa


Cientistas encontraram evidências de placas tectónicas na lua de Júpiter, Europa. São o primeiro sinal deste tipo de actividade geológica actual num mundo que não a Terra.

Cientistas descobriram evidências de placas tectónicas na lua de Júpiter, Europa. Esta impressão de artista do processo de subducção (onde uma placa é forçada sob a outra) mostra como uma área exterior, fria e frágil com 20-30 km se move para o interior mais quente e, em última instância, é englobado. A banda de baixo relevo foi criada na superfície e na placa dominante, de onde podem ter surgido criolavas. Crédito: Noah Kroese, I.NK

Os investigadores têm evidências visuais claras da expansão da crosta gelada de Europa. No entanto, não conseguiam encontrar áreas onde a antiga crosta era destruída para dar espaço à nova. Enquanto examinavam imagens de Europa capturadas pela sonda Galileu da NASA no início da década de 2000, os geólogos planetários Simon Katternhorn, da Universidade de Idaho, e Louise Prockter, do Laboratório de Física Aplicada de Johns Hopkins em Laurel, no estado de Maryland, descobriram algumas fronteiras geológicas incomuns. "A forma como este terreno novo se formou deixou-nos intrigados durante anos, e não conseguíamos descobrir como foi acomodado," afirma Prockter. "Nós pensamos que finalmente encontrámos a resposta."

A tectónica de placas é a teoria científica que afirma que a camada exterior da Terra é composta por placas ou blocos que se movem, que explicam o porquê da formação de montanhas e vulcões e a existência de sismos. A superfície de Europa - uma das quatro maiores luas de Júpiter e ligeiramente mais pequena que a Lua da Terra - está repleta de fendas e sulcos. Sabe-se que os blocos à superfície mudam do mesmo modo como os blocos da Terra. Muitas partes da superfície de Europa mostram evidências de extensão, onde se formaram grandes bandas com quilómetros de comprimento à medida que a superfície era rasgada e o material gelado e fresco da camada inferior movia-se para a abertura recém-criada - um processo semelhante à expansão dos fundos oceânicos na Terra.

Na Terra, à medida que o novo material de superfície se forma nas cristas oceânicas, o material antigo é destruído por subducção, regiões onde duas placas tectónicas convergem, sobrepõem e onde uma é forçada sob a outra. No entanto, apesar do grau de extensão evidente à superfície de Europa, os cientistas não tinham sido capazes de determinar como a superfície conseguia acomodar todo este material novo. Os investigadores que estudam Europa muitas vezes reconstroem os blocos superficiais da lua na sua configuração original - como um puzzle - para ter uma ideia do aspecto anterior da superfície antes da ruptura. Quando Kattenhorn e Prockter reorganizaram o terreno gelado nas imagens, descobriram que quase 20.000 quilómetros quadrados da superfície estavam em falta nas latitudes altas do norte da lua.

Outra evidência sugeriu que o terreno em falta havia-se movido para baixo de uma segunda placa à superfície - um cenário visto com frequência nos limites das placas tectónicas. Kattenhorn e Prockter viram criovulcões na placa dominante, possivelmente formados por meio de fusão e absorção da placa à medida que mergulhava para baixo da superfície, e uma ausência de montanhas na zona de subducção, implicando que o material era empurrado para o interior em vez de se "amarrotar" à medida que as duas placas chocavam uma com a outra.

Os cientistas acreditam que a área subductada foi absorvida pela concha gelada de Europa, que pode ter até 30 km de espessura, em vez de romper para o oceano subterrâneo por baixo. Na superfície relativamente jovem de Europa - com cerca de 40-90 milhões de anos, em média - os cientistas viram evidências de material que se move do interior para a superfície mas, até agora, não tinha sido encontrado nenhum mecanismo para mover o material novamente para baixo da superfície e, possivelmente, para o grande oceano abaixo do gelo.

"Europa pode ser mais parecida com a Terra do que imaginávamos, caso tenha um sistema global de placas tectónicas," afirma Kattenhorn. "Não só esta descoberta a torna num dos corpos mais geologicamente interessantes do Sistema Solar, também implica uma comunicação bidireccional entre o exterior e o interior - uma maneira de mover o material da superfície para o oceano - um processo que tem implicações significativas para o potencial de Europa como mundo habitável."

Os resultados da equipa aparecem na edição online de Domingo da revista Nature Geoscience. Em Julho, a NASA anunciou que pretendia recolher propostas para instrumentos científicos a serem incorporados numa missão futura a Europa. "Europa continua a revelar-se como um mundo dinâmico com semelhanças convincentes com o nosso próprio planeta Terra," afirma Curt Niebur, cientista do programa Outer Planets na sede da NASA em Washington. "O estudo de Europa aborda questões fundamentais acerca da lua gelada potencialmente habitável e da busca de vida para lá da Terra."

Descobertas científicas anteriores apontam para a existência de um oceano de água líquida por baixo da crosta gelada de Europa. Este oceano abrange totalmente Europa e contém mais água líquida que todos os oceanos da Terra juntos. A sonda Galileu da NASA, lançada em 1989, foi a única missão espacial a fazer várias visitas a Europa, passando perto da lua cerca de uma dúzia de vezes. A Galileu descobriu evidências de um oceano de água salgada por baixo da crosta gelada de Europa. A missão terminou oficialmente em Setembro de 2003, quando a Galileu mergulhou na atmosfera de Júpiter para prevenir um impacto com Europa.
Fonte: Astronomia Online - Portugal


Onde estamos no Universo?


universo

O que os cientistas sabem é que a nossa galáxia, a Via Láctea, é apenas uma das 100 bilhões de galáxias existentes no universo observável que nossos instrumentos conseguem detectar. A nossa vizinhança, que você confere nestas páginas, é o chamado Grupo Local, uma região do Cosmo com pouco mais de 30 galáxias (sistemas com milhões, bilhões ou trilhões de estrelas). Esse quadrado do espaço têm cerca de 3 milhões de anos-luz de "lado", algo como 28 quintilhões de quilômetros - o número 28 seguido de 18 zeros! Parece muito, mas esse pedaço é ridiculamente pequeno comparado com a imensidão do Universo. Se o universo conhecido pelo homem fosse um campo de futebol, o Grupo Local teria míseros 2 centímetros de extensão. Não daria nem para atravessar a faixa de cal! As maiores galáxias da região são Andrômeda, a nossa Via Láctea e a M33. As outras são satélites de uma das três.

Nosso bairro na cidade Vizinhança da Via Láctea - um micropedaço do Universo - tem cerca de 30 galáxias

SCULPTOR
Satélite da Via Láctea, a Sculptor foi a primeira galáxia do tipo anã esferoidal (galáxia pequena em formato circular) a ser descoberta, em 1938. O americano Harlow Shapley foi o responsável pelo achado

FORNAX
Irmã gêmea de Sculptor, ela tem o mesmo formato esferoidal e também é um satélite da Via Láctea. A diferença é que ela está quase duas vezes mais longe. Assim como Sculptor, Fornax também é visível com qualquer telescópio amador

NUVENS DE MAGALHÃES
Estas duas galáxias irregulares que orbitam a Via Láctea podem ser vistas a olho nu, como duas nuvens brancas no céu. Quem primeiro as observou foram os persas, mas o nome homenageia o português Fernão de Magalhães, que trouxe a descoberta para o Ocidente

VIA LÁCTEA
Nossa casa no Universo, a Via Láctea foi identificada como galáxia pela primeira vez pelo grego Demócrito (450 a.C. - 370 a.C.). Ela é a segunda maior do Grupo Local e acredita-se que pode ter sido maior: alguns astrônomos especulam que as Nuvens de Magalhães podem ter se desgarrado dela

TRIANGULUM (M 33)
Apesar de ser a terceira maior galáxia do Grupo Local (atrás de Andrômeda e da Via Láctea), pode ser que ela esteja se movendo ao redor de Andrômeda, o que faria dela mais um satélite. Tem possivelmente uma pequena galáxia- satélite, a Peixes

NGC 185
Esta galáxia anã é considerada a "irmã menor" da NGC 147, pois ambas se movimentam ao mesmo tempo ao redor de Andrômeda. Assim como a NGC 147, a 185 é visível da Terra com o auxílio apenas de telescópios amadores. As duas são as galáxias mais brilhantes dentre as dezenas que orbitam Andrômeda

NGC 147
É a galáxia-satélite mais brilhante de Andrômeda, o que não é suficiente para tirá-la da categoria das galáxias anãs - a classificação leva em conta o brilho e a distância da galáxia. Ela foi descoberta pelo britânico John Herschel, em 1829, por meio de observações com telescópio

ANDRÔMEDA
Esta galáxia tem a mesma forma que a Via Láctea, mas o dobro do tamanho (conta com 1 trilhão de estrelas), o que faz dela a maior da nossa vizinhança. Pela conta dos astrônomos, pode ser que ela e a Via Láctea entrem em colisão. Mas não se preocupe: isso só deve acontecer daqui a 3 bilhões de anos...

E NO FIM DO MUNDO...
Objetos de extrema luminiosidade, os quasares estão situados nos confins do universo conhecido pelo homem. Os mais distantes estãoa 15 bilhões de anos-luz de nós. Este da imagem, o 3C 273, é o mais brilhante já observado e está mais pertinho, a "apenas" 2 bilhões de anos-luz. Até hoje, ninguém sabe ao certo o que esses corpos celestes são. Os cientistas levantam algumas suspeitas: um quasar pode ser uma estrela, galáxia ou buraco negro.
Fonte: Mundo Estranho
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