12 de set de 2014

Tempestades solares se dirigem para Terra

tempestade solar (© Nasa)

Duas tempestades solares, uma ocorrida na noite de quinta e outra nesta sexta-feira, não devem causar grandes perturbações na Terra, informou o centro americano de Previsão do Clima Espacial. Dado ao nível de intensidade geomagnética esperado, estas tempestades "poderão provocar alguns problemas nas comunicações por rádio e sinal de GPS, assim como irregularidades na voltagem da rede de distribuição elétrica nas latitudes norte dos Estados Unidos", disse Thomas Berger, diretor do centro. Os efeitos "não devem produzir perturbações maiores na rede elétrica", acrescentou o funcionário em entrevista coletiva.

As tempestades solares são resultado de erupções da massa coronal da superfície do Sol, a primeira ocorrida na noite de segunda-feira e a segunda, de maior intensidade, na tarde de quarta-feira. Estas erupções projetam plasma ionizado para o espaço em grande velocidade, o que produz uma  interferência no campo magnético terrestre, provocando tormentas magnéticas. As duas erupções foram muito próximas em espaço de tempo e ocorreram na mesma zona do Sol, no centro do disco, em direção à Terra, destacou Berger. Por esta razão, "não podemos excluir (a possibilidade de) uma maior intensidade destas tormentas solares, especialmente nas regiões polares, onde as interações com o campo magnético terrestre são mais fortes".

Estas duas tempestades também deverão produzir auroras boreais espetaculares no norte dos Estados Unidos e no Canadá na noite de sexta-feira. Em 2012, uma forte tempestade solar quase atingiu a Terra, colocando em sério risco todo o sistema de redes elétricas e ameaçando "reenviar a civilização contemporânea ao século XVIII", revelou a Nasa em julho passado. A Nasa estima que o impacto de uma tempestade solar como a de 1859 - conhecida como "evento Carrington" - custaria a economia mundial dois trilhões de dólares e provocaria danos sem  precedentes em um mundo inteiramente dependente da eletricidade e da eletrônica.
Fonte: MSN Noticias

Hubble encontra companheira de supernova depois de duas dècadas de buscas

Impressão de artista da supernova 1993J, que explodiu na galáxia M81. Usando o Telescópio Espacial Hubble, astrónomos identificaram a estrela companheira azul e que queima hélio, vista no centro da nebulosa de detritos em expansão, produzida pela supernova. Crédito: NASA, ESA e G. Bacon (STScI)

Com o Telescópio Espacial Hubble, astrónomos descobriram uma companheira estelar de um tipo raro de supernova. A descoberta confirma a teoria de longa data de que a supernova, baptizada SN 1993J, ocorreu dentro de um sistema binário, onde duas estrelas em interacção provocaram uma explosão cósmica. "É como uma cena de um crime onde finalmente identificamos o ladrão," afirma Alex Filippenko, professor de astronomia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA. "A estrela companheira roubou um monte de hidrogénio antes da estrela primária explodir. SN 1993J é um exemplo de supernova do Tipo IIb, explosões estelares invulgares que contêm muito menos hidrogénio do que aquele encontrado numa típica supernova.
Ilustração que mostra os passos principais na evolução de uma supernova do Tipo IIb: - Painel 1: duas estrelas muito quentes orbitam-se uma à outra num sistema binário;  - Painel 2: a estrela ligeiramente mais massiva evolui para uma gigante vermelha e "derrama" o hidrogénio do seu invólucro exterior na companheira;  - Painel 3: a estrela mais massiva explode como supernova; - Painel 4: a estrela companheira sobrevive à explosão. Dado que guardou a maioria do hidrogénio no sistema, é maior e mais quente do que era quando nasceu. A supernova desvanece.  Crédito: NASA, ESA e A. Feild (STScI)

 Os astrónomos acreditam que a estrela companheira roubou a maior parte do hidrogénio antes da estrela principal explodir e que continuou a queimar combustível mas como uma estrela superquente de hélio. É provavelmente necessário um sistema binário para que a estrela principal perca a maioria do seu invólucro de hidrogénio antes da explosão. O problema é que, até à data, têm sido difíceis de obter observações directas da companheira, uma vez que é tão ténue relativamente à própria supernova," afirma Ori Fox, investigador da mesma universidade. SN 1993J reside na galáxia Messier 81, a cerca de 11 milhões de anos-luz de distância na direcção da constelação de Ursa Maior.

Imagem do Hubble que mostra a posição da supernova SN 1993J dentro da galáxia espiral M81. Embora os astrónomos tenham visto a estrela explodir como supernova há 21 anos atrás, o brilho dessa explosão está ainda presente, como visto na secção ampliada. A supernova desvaneceu até a um ponto em que os astrónomos estão confiantes que avistaram o brilho ultravioleta da estrela companheira. Crédito: NASA, ESA, A. Zezas (Cfa) e A. Filippenko (UC Berkeley)

Desde a sua descoberta há 21 anos atrás, que os cientistas procuram a estrela companheira. As observações com o Observatório W. M. Keck em Mauna Kea, no Hawaii, sugeriram que a companheira desaparecida irradiava grandes quantidades de radiação ultravioleta, mas a área da supernova estão tão lotada que os cientistas não podiam ter a certeza que estavam a medir a estrela certa. A equipa combinou dados ópticos com imagens ultravioleta do Hubble para construir um espectro que combinava com o brilho previsto da estrela companheira, também conhecido como emissão contínua. Os cientistas só recentemente foram capazes de detectar esta radiação directamente.

"Nós fomos capazes de obter esse espectro UV com o Hubble. Este mostra conclusivamente que temos um excesso de emissão contínua no ultravioleta, mesmo após a luz das estrelas ter sido subtraída," afirma Azalee Bostroem do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado americano de Maryland. Os astrónomos estimam que ocorre uma supernova a cada segundo algures no Universo, mas ainda não entendem completamente como as estrelas explodem. Serão precisas mais pesquisas para melhor compreender as propriedades desta estrela companheira e os diferentes tipos de supernovas.

Os resultados deste estudo foram publicados na edição de 20 de Julho da revista The Astrophysical Journal.
Fonte: Astronomia Online - Portugal

Tempo no megatelescópio

Representação gráfica do GMT, que começará a ser construído em 2015

Representação gráfica do GMT, que começará a ser construído em 2015

Um dos principais telescópios do mundo terá a participação de pesquisadores do estado de São Paulo em suas operações, resultado da integração da FAPESP ao consórcio internacional do Giant Magellan Telescope (GMT), que começará a ser construído em 2015, no Chile. O GMT entrará em funcionamento em 2021 e ampliará em cerca de 30 vezes o volume de informações acessíveis aos telescópios atualmente em operação. A FAPESP investirá US$ 40 milhões no projeto, o equivalente a cerca de 4% do custo total estimado. O investimento garantirá 4% do tempo de operação do GMT para trabalhos realizados por pesquisadores de São Paulo, além de assento no conselho do consórcio, que atualmente é composto por 10 parceiros, entre eles instituições dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Austrália. Hernan Chaimovich, membro da Coordenação Adjunta de Programas Especiais e coordenador dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP, disse à Agência FAPESP que estão sendo conduzidas negociações com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para cofinanciamento e ampliação da participação de instituições de todo o Brasil. O GMT permitirá investigar a formação de estrelas e galáxias logo após o Big Bang, medir a massa de buracos negros e mapear o ambiente imediato em torno deles. Também poderá detectar exoplanetas semelhantes à Terra.
Fonte: Pesquisa Fapesp

Remanescente de supernova Puppis A

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Créditos da imagem: Raio X: NASA/CXC/IAFE/G. Dubner et al., ESA/XMM-Newton
Infravermelho: NASA/ESA/JPL-Caltech/GSFC/R. Arendt et al.

Impulsionada pela explosão de uma estrela massiva, o remanescente de supernova Puppis A está colidindo com o meio interestelar circundante a cerca de 7.000 anos-luz de distância. A essa distância, esta notável exploração de cores falsas de sua complexa expansão tem de cerca de 180 anos-luz de largura. Baseia-se em dados mais completos de raios X definidos até agora, a partir das observações do Chandra e do XMM/Newton, e dos dados em infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer. Em tons de azul, o brilho filamentar em raios X vem do gás aquecido por ondas de choque da supernova, enquanto a emissão de infravermelho mostrada em vermelho e verde é vem da poeira quente. Os tons pasteis brilhantes traçam as regiões onde o gás chocado e a poeira aquecida se misturam. A luz da própria supernova inicial, desencadeada pelo colapso do núcleo da massiva da estrela, teria atingido a Terra cerca de 3.700 anos atrás, embora o remanescente de supernova Puppis A continue a ser uma forte fonte de raios X no céu.
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