6 de out de 2014

Nasa planeja mover asteroide para próximo da Terra até 2020

Mesma tecnologia utilizada para trazer o asteroide para próximo da Terra servirá para desviar qualquer asteróide que esteja vindo na direção do nosso planeta
 A Nasa divulgou, nesta quinta-feira, detalhes de uma missão que promete ser crucial para o futuro da humanidade: a Missão de Redirecionamento de Asteroide (em inglês, Asteroid Redirect Mission). Nessa missão, a agência espacial dos EUA planeja trazer um asteroide de cerca de 12 metros de diâmetro para próximo da Terra, definir sua nova órbita e enviar astronautas para estudá-lo. As informações são do blog Gizmodo. Segundo a publicação, o redirecionamento do asteroide deve acontecer até o final desta década. O envio de astronautas em uma nave espacial deve acontecer a partir de 2020.

A ideia é colocar o asteróide em uma órbita segura em torno da Lua. A missão deve servir como um importante teste para novas tecnologias. Por exemplo, a mesma tecnologia utilizada para trazer o asteroide para próximo da Terra servirá para desviar qualquer asteróide que esteja vindo na direção do nosso planeta. Além disso, a análise do asteroide servirá para dar informações detalhadas do corpo celeste à Nasa. Com o mapeamento de sua superfície, os astronautas pretendem definir se será possível dar início a novas técnicas de mineração em asteroides, o que seria inovador para o campo de pesquisa científicas espaciais.
Fonte: TERRA

Uma trombada cósmica

Colisão

A melhor teoria para a formação do Sistema Solar e, por extensão, de outros sistemas planetários, diz que os restos da formação do Sol acabaram se condensando para formar os planetas, o disco protoplanetário – uma fina poeira interestelar que aos poucos foi se aglutinando em corpos cada vez maiores e mais massivos, chamados de planetesimais. Esse crescimento produziu corpos do tamanho de asteroides que, pelo mesmo processo de colisão e aglutinamento, deu origem aos planetas. Assim que o Sol começou a brilhar, sua radiação acabou expulsando (ou evaporando) as partículas de gelos, tais como grão de metano, gás carbônico e até mesmo de água, os chamados materiais voláteis.

Isso resultou em planetesimais secos, que são mais difíceis de se aglutinar, pois os materiais voláteis agem como cola. Como efeito, os planetas mais próximos do Sol são pequenos e rochosos: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Nas regiões mais distantes, o material volátil foi preservado e os planetesimais cresceram mais rápido e mais facilmente. O resultado desse processo foi a formação dos planetas gigantes gasosos: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Mas nem todo material do disco protoplanetário virou planeta – o que sobrou ficou na forma de asteroides e cometas, viajando pelo Sistema Solar. Viajando e trombando. Nessa época, havia muitos objetos desses soltos por aí e as colisões eram constantes.

Houve um período em que essas colisões eram muito frequentes, com asteroides monstruosos se chocando entre eles e com os planetas ainda em formação. Essa época é conhecida como o “grande bombardeio” e até já falei nele aqui no blog. As crateras que cobrem a superfície de Mercúrio e da Lua até hoje são a prova de que estas colisões realmente aconteceram. Bom, essa é a teoria. Para a nossa sorte, essas colisões são raríssimas no nosso Sistema Solar, pois já temos aí uns 4,5 bilhões de anos de vida. Mas não devem ser raras em sistemas mais novos, ainda em formação. E não é que uma equipe de astrônomos liderados por Huang Meng, um estudante de doutorado da Universidade do Arizona flagrou “ao vivo” uma colisão entre dois asteroides em outro sistema planetário?

Em um artigo publicado na revista Science nesta quinta feira dia 28, os astrônomos da equipe de Meng juntaram dados do telescópio Spitzer que mostravam variações da emissão infravermelha da estrela NGC 2547 ID8. O infravermelho é a região de emissão preferencial para se estudar a poeira, já que ela absorve a radiação da estrela e a reemite no infravermelho. Com observações diárias e o registro das variações de emissão, os astrônomos deduziram que estavam detectando na verdade o choque de asteroides gigantescos no sistema planetário da estrela ID8, que tem apenas 30 milhões de anos!

Monitorando as trombadas desde março de 2012, Meng e colaboradores perceberam que a quantidade de poeira inicialmente aumentou abruptamente, como fruto das colisões, mas foi diminuindo gradativamente ao longo do tempo. Muito provavelmente, a poeira produzida está sendo tragada pela própria estrela. Uma observação como essa é realmente impressionante, tanto por confirmar uma teoria proposta e verificada por enquanto apenas por modelos de computador, mas também por ser uma observação “ao vivo” dos processos de formação de planetas. Bom, “ao vivo” entre aspas porque a estrela está a 1.200 anos-luz de distância, ou seja, tudo isso aconteceu há 1.200 anos atrás.
Fonte: Cássio Barbosa - G1 Observatório

Satélite SDO da NASA observa gigantesco filamento em frente ao disco do Sol

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O extenso filamento de material solar, localiza-se atualmente em frente ao disco do Sol, e medindo cerca de 1 milhão de milhas do seu início até o seu fim. Filamentos são nuvens de material solar suspensas sobre o Sol por poderosas forças magnéticas. Apesar de notoriamente instáveis, os filamentos podem durar dias ou até mesmo semanas. O Solar Dynamics Observatory da NASA, ou SDO, que observa o Sol 24 horas por dia, tem observado esse gigantesco filamento por alguns dias à medida que ele rotacional juntamente com o Sol. Se fosse esticado, o filamento poderia quase que dar a volta completa no Sol, com 1 milhão de milhas de comprimento, ou 100 vezes o tamanho da Terra.

O SDO capturou imagens do filamento em vários comprimentos de onda, cada um deles nos ajuda a identificar material de diferentes temperaturas no Sol. Olhando cada feição solar em diferentes comprimentos de onda e temperatura, os cientistas podem aprender sobre o que gera tais estruturas, bem como o que gera suas ocasionais erupções no espaço. Observe as imagens e veja como o filamento aparece em diferentes comprimentos de onda. A imagem em marrom foi produzida pela mistura de dois comprimentos de onda da luz ultravioleta com comprimentos de onda de 193 e 335 Angstroms. A imagem vermelha mostra o comprimento de onda de 304 Angstrom da luz ultravioleta extrema.
Fonte: CIENTEC
NASA
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