31 de out de 2014

A primeira missão para Marte deveria ser feita só por mulheres



Quantas astronautas mulheres você já teve a oportunidade de presenciar em grandes feitos da humanidade em expedições espaciais? Com certeza, elas existem, mas em muito menos quantidade do que os homens. E, pasme, até mesmo a agência do governo dos Estados Unidos da América acha que elas se saem muito melhor. No ano de 2013, a NASA anunciou sua nova equipe com oito novos recrutas e, pela primeira vez, o número de mulheres astronautas se igualou à quantidade de homens. Agora, são quatro de cada sexo. Esse foi um grande avanço frente a essa profissão antes dominada quase que exclusivamente pelo sexo masculino.

A história das mulheres no espaço

Esta não é a primeira vez que a NASA teve a oportunidade de enviar um grupo de mulheres para o espaço. Na década de 60, quando os pilotos do programa espacial ainda estavam se preparando, 13 astronautas do sexo feminino passaram pelos mesmos testes físicos e psicológicos que os homens tiveram que passar. Mas antes que qualquer uma delas pudesse se empolgar com a possibilidade de uma viagem espacial, todas as 13 mulheres receberam telegramas da NASA informando-as de que não seria possível deixar a Terra. Elas foram para Washington defender o seu caso, mas, de qualquer forma, foram rejeitadas pela agência.

A diretoria da NASA e os outros astronautas decidiram que isso seria culturalmente problemático. Como relatado no livro “The Mercury 13” de Martha Ackmann, de 2003, o influente astronauta John Gleen disse: “Os homens podem sair, lutar em guerras, voar em aviões e ainda assim voltar e ajudar a projetar e construir espaçonaves. Ele ainda complementou: “O fato de que as mulheres estão nesse campo não é da nossa ordem social. Isso pode ser bem indesejável por todos”. Gleen testemunhou perante o Subcomitê da Câmara de Ciência e Astronáutica. Scott Carpenter fez o mesmo, testemunhando contra as mulheres, mas se arrependeu mais tarde.

E então elas conseguiram

Em 1963, Valentina Tereshkova foi a primeira mulher a ir para o espaço, mas somente 20 anos depois é que uma mulher americana teve a chance de seguir para uma viagem espacial. Em 1983, Sally Ride quebrou essa barreira. E em 1999, a primeira mulher a comandar uma missão espacial foi Eileen Collins. Das 13 mulheres iniciais, a instrutora de voo Wally Funk — que, segundo relatos, quando foi testada, se saiu melhor que muitos homens, inclusive melhor que John Gleen — ainda sonha em fazer um voo espacial. Na época, ela contou sobre a sua decepção em ser descriminada: “Já acabou o tempo em que as mulheres tinham que estar na cozinha”.

Mas se as mulheres não forem tão boas quanto os homens, mas sim melhores do que eles?

Kate Greene contou a sua experiência nos testes para o programa HI-SEAS (Hawaii Space Exploration Analog and Simulation) da NASA. Ela argumenta que o gasto com as mulheres é menor e elas são mais adequadas para as viagens interestelares. A razão dada é que as mulheres comem menos e ocupam menos espaço. Ela detalhou um teste de corrida feito que mostrou que três tripulantes do sexo feminino gastam menos da metade das calorias de três homens. “Estávamos todos exercendo os mesmos minutos de exercícios, cerca de 45 por dia, durante 5 dias consecutivos, mas nossos metabolismos foram calibrados de formas radicalmente diferentes”. “Durante uma semana, um homem metabolicamente ativo consumia cerca de 3.450 calorias por dia, enquanto uma mulher nas mesmas condições precisa de mais ou menos 1.475 calorias por dia. Era raro para nós termos mais de 2 mil calorias diariamente, enquanto para os membros do sexo masculino de nossa tripulação era normal passar dos 3 mil”, ela concluiu.

Analisando todos os fatos

Essa simulação permite que a NASA tenha dados precisos sobre pessoas reais em circunstâncias que poderiam realmente acontecer em uma missão espacial. Greene não apenas fez o seu argumento a partir dessas informações, como também verificou os relatórios enviados para a agência por Alan Drysdale. Ele comparou uma mulher pequena com um homem grande em termos de necessidades energéticas. “Drysdale descobriu que uma mulher pequena usaria menos da metade dos recursos de um homem grande”, Greene disse, cheia de esperança, e espera que logo possamos ter uma mulher assim na equipe. As mulheres pequenas não são mais burras do que as mulheres grandes ou os homens grandes, por isso não há razão para escolherem as pessoas maiores para uma tripulação de voo quando é o poder do cérebro que conta. A única coisa lógica a se fazer é enviar as mulheres pequenas para voar e entrar para as estatísticas”.

Quem sabe um dia

Se as mulheres se saem bem nos testes físicos e psicológicos necessários para um voo espacial — e existem evidências de que elas se saem melhor com as tensões de se trabalhar em um espaço pequeno e com uma equipe limitada — e se elas usam menos recursos, poupam dinheiro e combustível, por que é que não temos mais astronautas do sexo feminino? Porém, não é surpreendente quando se considera pressupostos culturais e estereótipos de longa data colocados sobre as mulheres. Essas coisas têm sido o que realmente estão segurando as astronautas do sexo feminino, especialmente quando se trata de uma exploração espacial. Mas quem sabe um dia, não é mesmo?
Fonte: Mega Curioso

O que o Philae fará durante a descida até o cometa

O que o Philae fará durante a descida até o cometa



Pouso no cometa


Este infográfico resume o trabalho científico que será realizado pelo módulo Philae, que se desprenderá da sonda espacial Rosetta e pousará no cometa 67P. O pouso histórico está previsto para ocorrer às 6h35 da manhã (horário de Brasília) do próximo dia 12 de novembro.

Os horários foram fornecidos no fuso internacional GMT - duas horas a mais em relação a Brasília.[Imagem: ESA]

A descida do robô Philae deverá durar sete horas, e as medições serão realizadas durante todo o percurso, e continuarão imediatamente após tocar no cometa. Devido à distância, o sinal de confirmação da separação do robô deverá chegar à Terra cerca de 28 minutos mais tarde (7h03).

A confirmação da aterragem deverá chegar às 14h00. Se o robô conseguir se firmar corretamente na superfície do cometa, as medições seguirão de forma contínua, com os dados sendo transmitidos para a sonda Rosetta e, de lá, para a Terra.

Fonte: Inovação Tecnológica


15 Anos do observatório de raios-X Chandra da NASA

A cluster of galaxies in the constellation Hydra.

Essa imagem do Observatório de Raios-X Chandra do aglomerado de galáxias Hydra A foi feita no dia 30 de Outubro de 1999, com o instrumento chamado Advanced CCD Imaging Spectrometer (ACIS) em uma observação que durou cerca de seis horas. Hydra A é um aglomerado de galáxias que está localizado a cerca de 840 milhões de anos-luz de distância da Terra. O aglomerado tem esse nome devido à forte fonte de rádio, Hydra A, que se origina de uma galáxia perto do centro do aglomerado. Observações ópticas mostram algumas centenas de galáxias no aglomerado. As observações em raios-X feitas pelo Chandra revelaram uma grande nuvem de gás quente que se estende através do aglomerado. A nuvem de gás tem alguns milhões de anos-luz de diâmetro e tem uma temperatura de cerca de 40 milhões de graus nas partes mais externas caindo para cerca de 35 milhões de graus na região mais interna.

O Observatório de Raios-X Chandra, da NASA foi lançado ao espaço a 15 anos atrás a bordo do Ônibus Espacial Columbia. Desde que foi colocado no espaço em 23 de Julho de 1999 o Chandra tem ajudado a revolucionar o entendimento que temos do universo através da sua visão de raio-X. O Chandra, é um dos atuais “Grandes Observatórios” da NASA, juntamente com o Telescópio Espacial Hubble, e com o Telescópio Espacial Spitzer, e é especialmente desenhado para detectar a emissão de raios-X das regiões quentes e energéticas do universo. Os vídeos abaixo mostram um pouco dessa história. O primeiro vídeo é um curto documentário mostrando as principais descobertas do Chandra nesses 15 anos de atividade, e o segundo vídeo mostra como o Columbia soltou e colocou em órbita esse grande observatório.
Fonte: NASA

Hubble observa "LUZ FANTASMA" de galáxias mortas

O gigantesco enxame galáctico Abell 2744, também chamado de Enxame de Pandora, fica com uma parecença fantasmagórica quando a luz estelar total é artificialmente colorida em azul nesta imagem do Hubble. Crédito: NASA/ESA/IAC/Equipa do HFF, STScI

O Telescópio Hubble da NASA/ESA detectou o brilho ténue e fantasmagórico de estrelas expelidas de galáxias antigas que foram gravitacionalmente rasgadas há vários milhares de milhões de anos atrás. O caos aconteceu a 4 mil milhões de anos-luz de distância, dentro de uma grande colecção de quase 500 galáxias apelidada de "Enxame de Pandora", também conhecido como Abell 2744. As estrelas espalhadas já não estão vinculadas a qualquer uma galáxia, derivam livremente entre galáxias no enxame. Ao observar a luz destas estrelas "órfãs", os astrónomos do Hubble reuniram provas forenses que sugerem que até seis galáxias foram rasgadas em pedaços dentro do enxame ao longo de 6 mil milhões de anos.

Os modelos computacionais da dinâmica gravitacional entre galáxias num enxame sugerem que galáxias tão grandes como a nossa Via Láctea são as prováveis candidatas à origem das estrelas. As galáxias condenadas teriam sido despedaçadas se mergulhadas através do centro de um aglomerado galáctico onde as forças gravitacionais de maré são mais fortes. Os astrónomos há muito que teorizam que a luz destas estrelas espalhadas podia ser detectável após a desagregação destas galáxias. No entanto, o brilho previsto das estrelas no "intra-enxame" é muito ténue e foi, portanto, um desafio para identificar.

"Os dados do Hubble que revelaram a luz fantasmagórica são passos importantes para a compreensão da evolução dos enxames de galáxias," afirma Ignacio Trujillo, do Instituto de Astrofísica das Canárias, em Santa de Cruz de Tenerife, Espanha. "Também é incrivelmente importante porque encontrámos o brilho usando as capacidades únicas do Hubble."

A equipe estima que a luz combinada de aproximadamente 200 milhões de estrelas marginalizadas contribui com aproximadamente 10% do brilho do enxame. "Os resultados estão de acordo com o que foi previsto acontecer dentro de gigantescos aglomerados de galáxias," afirma Mireia Montes, também do mesmo instituto, autora principal do artigo publicado na edição de 1 de Outubro da revista The Astrophysical Journal. Porque estas estrelas extremamente ténues são mais brilhantes nos comprimentos de onda do infravermelho próximo, a equipa enfatizou que este tipo de observação só poderia ser alcançado com a sensibilidade infravermelha do Hubble para radiação extraordinariamente ténue.

As medições do Hubble determinaram que as estrelas "fantasmas" são ricas em elementos mais pesados como o oxigénio, o carbono e o azoto. Isto significa que as estrelas espalhadas devem ser estrelas de segunda ou terceira geração enriquecidas com os elementos fabricados nos corações de estrelas de primeira geração do Universo. As galáxias espirais - como as que se acredita terem sido dilaceradas - podem sustentar a formação de estrelas quimicamente enriquecidas. Com uma massa superior a 4 biliões de sóis, Abell 2744 é um dos alvos do programa Frontier Fields. Este ambicioso esforço de três anos junta o Hubble com outros Grandes Observatórios da NASA para observar enxames galácticos e ajudar os astrónomos a estudar o Universo remoto.

Os enxames de galáxias são tão massivos que a sua gravidade desvia a luz que passa através deles, ampliando, aumentando e distorcendo a luz num fenómeno chamado lente gravitacional. Os astrónomos exploram esta propriedade do espaço e usam os enxames como uma lupa para ampliar as imagens de galáxias ainda mais distantes que de outra forma seriam demasiado fracas para observação. A equipa de Montes usou dados do Hubble para examinar o ambiente do próprio enxame. Existem outros cinco enxames no programa Frontier Fields, e a equipa planeia procurar a misteriosa "luz fantasma" também nesses aglomerados.
Fonte: Astronomia Online - Portugal

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