4 de nov de 2014

VLTI detecta luz exozodiacal








Novo desafio para obter imagens diretas de exo-Terras
Esta concepção artística mostra um planeta imaginário em órbita de uma estrela próxima com a brilhante luz exozodiacal que se estende pelo céu ofuscando a Via Láctea. Trata-se de radiação estelar refletida por poeira criada a partir de colisões entre asteroides e evaporação de cometas. A presença de tais nuvens espessas de poeira nas regiões internas em torno de algumas estrelas poderá dificultar a obtenção de imagens diretas de planetas do tipo terrestre. Crédito:ESO/L. Calçada


Com o auxílio do Interferômetro do Very Large Telescope, uma equipe internacional de astrônomos detectou luz exozodiacal perto das zonas habitáveis de nove estrelas próximas. Esta luz trata-se da radiação estelar refletida por poeira criada a partir de colisões entre asteroides e evaporação de cometas. A presença de tais quantidades de poeira nas regiões internas em torno de algumas estrelas poderá ser um obstáculo à obtenção de imagens diretas de planetas do tipo terrestre. Com o auxílio do Interferômetro do Very LargeTelescope (VLTI) operando no infravermelho próximo,  uma equipe de astrônomos observou 92 estrelas próximas para investigar a luz exozodiacal originada por poeira quente perto das suas zonas habitáveis e combinou estes novos dados com observações anteriores. Descobriu-se esta radiação brilhante - criada por grãos de poeira exozodiacal quente resplandecentes ou pela reflexão da radiação estelar nestes grãos - em torno de nove das estrelas observadas.

A luz zodiacal pode ser observada a partir de locais escuros e límpidos na Terra, apresentando-se como uma
luz branca difusa e tênue no céu noturno, logo após o pôr do Sol ou antes do amanhecer. É criada pela luz solar refletida por pequenas partículas e parece estender-se até à vizinhança do Sol. Esta radiação refletida não é apenas observada a partir da Terra mas pode ser vista de qualquer ponto do Sistema Solar. O brilho que se observou neste novo estudo é uma versão muito mais extrema do mesmo fenômeno. Apesar desta luz exozodiacal - luz zodiacal em torno de outros sistemas estelares - ter sido já observada, este é o primeiro grande estudo sistemático deste fenômeno noutras estrelas.

Contrariamente a observações anteriores, a equipe não observou poeira que dará mais tarde origem a planetas, mas sim poeira criada nas colisões entre pequenos planetas com alguns quilômetros de tamanho - os chamados
planetesimais, que são objetos semelhantes a asteroides e cometas do Sistema Solar. É precisamente poeira desta natureza que está igualmente associada à luz zodiacal no Sistema Solar. “Se queremos estudar a evolução de planetas do tipo terrestre próximo das suas zonas habitáveis, temos que observar a poeira zodiacal nessa região em torno de outras estrelas”, diz Steve Ertel, do ESO e Universidade de Grenoble, França, autor principal do artigo científico que descreve os resultados. “Detectar e caracterizar este tipo de poeira em torno de outras estrelas é uma maneira de estudar a arquitetura e evolução de sistemas planetários”.

Para conseguirmos detectar poeira muito tênue próximo da estrela central ofuscante são necessárias observações de alta resolução com alto contraste. A interferometria - que combina a radiação coletada por diferentes telescópios ao mesmo tempo - feita no infravermelho é, até agora, a única técnica que permite que este tipo de sistemas seja descoberto e estudado. Ao utilizar o poder do VLTI, levando os instrumentos até ao seu limite máximo de eficácia e precisão, a equipe conseguiu atingir um nível de desempenho cerca de dez vezes melhor que com outros instrumentos existentes.

Para cada uma das estrelas, a equipe utilizou os
Telescópios Auxiliares de 1,8 metros para coletar a radiação para o VLTI. Para os objetos que apresentavam luz exozodiacal foi possível resolver por completo os discos extensos de poeira e separar o seu fraco brilho da radiação estelar dominante. Ao analisar as propriedades das estrelas rodeadas por um disco de poeira exozodiacal, a equipe descobriu que a maior parte da poeira é detectada em torno de estrelas mais velhas. Este resultado é bastante surpreendente e levanta algumas questões relativas aos sistemas planetários. Qualquer produção de poeira que conhecemos, causada por colisões de planetesimais, deveria diminuir com o tempo, uma vez que o número destes objetos vai reduzindo à medida que estes vão sendo destruídos.

A amostra dos objetos observados inclui também 14 estrelas para as quais houve já  detecção de
exoplanetas. Todos estes planetas encontram-se na mesma região onde a poeira dos sistemas mostra luz exozodiacal. A presença de luz exozodiacal em sistemas com planetas poderá, por isso, dificultar os estudos astronômicos de exoplanetas. A emissão da poeira exozodiacal, mesmo a baixos níveis, torna muito mais difícil a detecção de planetas do tipo terrestre a partir de imagens diretas. A luz exozodiacal detectada deste rastreio é cerca de um fator 1000 mais brilhante do que a luz zodiacal observada em torno do Sol. O número de estrelas que contêm luz zodiacal ao nível da do Sistema Solar é provavelmente muito maior do que os números encontrados neste rastreio. Estas observações são assim um primeiro passo em estudos mais detalhados de luz exozodiacal.

A elevada taxa de detecção encontrada a este nível de brilho sugere que deve haver um número significativo de sistemas que contêm poeira mais tênue que não foi detectada no nosso rastreio, mas que, ainda assim, é mais brilhante que a poeira zodiacal presente no Sistema Solar”, explica Olivier Absil, Universidade de Liège, co-autor do artigo. “A presença de tal poeira em tantos sistemas poderá por isso tornar-se um obstáculo a observações futuras, que pretendam obter imagens diretas de exoplanetas do tipo terrestre”.
Fonte: ESO

O lado assustador do sol

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Nossa amigável estrela, o Sol tem um lado sombrio. Um lado sinistro e aterrorizador que poucos podem ver. Olhe além da máscara visível e sorridente que nos banha com calor e luz, e você também poderá ver a face distorcida do Sol. Uma face que pode gerar tempestades e flares a qualquer momento. O Sol está agora perto do máximo de sua loucura, um ciclo que ocorre a cada 11 anos e que é repleto de fenômenos marcantes: monstruosas manchas, loops gigantescos de energia, filamentos que rasgam a face do Sol como serpentes e erupções que poderiam acabar com civilizações inteiras. A imagem acima do Sol, foi feita na luz ultravioleta extrema, através do Solar Dynamics Observatory e mostra essas regiões particularmente estranhas do Sol que brilham intensamente nessa luz de alta energia. Essas são regiões onde o magnetismo do Sol se torna fora de controle, criando loops magnéticos localmente intensos, que rasgam a pele solar. O gás quente é confinado por esses loops e se agita como uma tormenta. Assim, no próximo dia tranquilo e ensolarado que você presenciar, lembre-se de quão estranho e até mesmo assustador podem ser os fenômenos que localizam-se abaixo da superfície do Sol.
Fonte: Cienctec .com.br

Pesquisadores encontram exoplaneta que possui problemas de pontualidade

A pesquisa é dos cientistas de Yale. Ao que tudo indica, o exoplaneta de baixa densidade tem sérios problemas de pontualidade”.
Suas principais características são a pouco massa, a atmosfera riquíssima em hélio e hidrogênio. Ele está a 2,3 mil anos-luz de distância de nós e foi batizado de PH3c.  Ele foi descoberto graças à parceria com o Planet Hunter – uma rede de colaboradores onde qualquer astrônomo amador ou entusiasta pode ajudar os pesquisadores a encontrar “novos mundos.  Mais de 300 mil participantes ajudaram nos estudos que foi encabeçado pelas Universidades de Yale e Oxford. Os dados foram colhidos pelo telescópio espacial Kepler e, até o momento, mais de 60 exoplanetas encontrados em conjunto estão sendo analisados. PH3c, segundo Anthony Wood, possui problemas significativos de pontualidade.

 Isso ocorre, basicamente, pelo período orbital ser muito inconsistente. Essa variação é provocada por uma grande influência da gravidade de outros planetas que estão no mesmo sistema que ele, o que impediu o astro de ser encontrado por técnicas convencionais da astronomia.  Apesar do fato, isso não é nenhuma bizarrice cósmica. A própria Terra é afetada pela gravidade de planetas como Marte e Júpiter, o que distorce levemente o período orbital do nosso planeta em aproximadamente 1 segundo em cada órbita que faz em torno do Sol.  Mas, ao contrário do que ocorre na Terra, que é algo muito sutil, PH3c sofre muito com as fortes influências, deixando seu período orbital com diferença de 10,5 horas a cada 10 órbitas.
Fonte: Jornal Ciência

Hubble faz imagem da Galáxia NGC 4762 vista de lado desde a Terra


A galaxy on the edge


Essa imagem espetacular foi capturada pela Advanced Camera for Surveys, a ACS do Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA. A brilhante faixa que corta o frame é uma galáxia, a NGC 4762 que é vista de lado desde a Terra, além dela, que domina a imagem, um grande número de outras galáxias também podem ser observadas nessa imagem. A NGC 4762 localiza-se a cerca de 58 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação de Virgo, a Virgem. Ela faz parte do Aglomerado de Galáxias Virgo, e ainda pode ser chamada de VCC 2095, como é conhecida no Virgo Cluster Catalogue. Esse catálogo lista mais de 2000 galáxias encontradas na área do Aglomerado de Virgo.

O Aglomerado de Virgo é na verdade muito bem localizado, ele está no centro do Superagloemrado de Virgo, que é bem maior, e do qual o nosso aglomerado, o chamado Grupo Local também faz parte.Acreditava-se anteriormente que a NGC 4762 fosse uma galáxia espiral barrada, mas na verdade ela é um tipo de galáxia lenticular, uma galáxia que tem uma forma intermediária entre uma galáxia elíptica e uma galáxia espiral. A visão lateral que nós temos dessa galáxia em particular torna difícil determinar a sua forma verdadeira, mas os astrônomos encontraram nessa galáxia os quatro componentes principais para poderem fazer a classificação – um bulbo central, uma barra, um disco espesso e um anel externo.

O disco da galáxia é assimétrico e torcido, o que poderia ser potencialmente explicado pelo violento canibalismo galáctico que a NGC 4762 exerceu sobre uma galáxia menor, no passado. As partes remanescentes dessa companheira podem então terem sido incorporadas dentro do disco da NGC 4762, redistribuindo assim o gás e as estrelas e mudando a morfologia e a simetria do disco. A NGC 4762 também contém o que chamamos de um Núcleo Galáctico Ativo do Tipo Liner, ou seja, uma região central altamente energética. Esse núcleo é detectável devido à sua linha espectral particular de emissão, que age como um tipo de impressão digital atômica, permitindo assim que os astrônomos possam medir a composição da região.

Estamos sozinhos na Via Láctea?

sozinhos na via lacteaO físico Brian Cox, da Grã-Bretanha, está convencido de que, sim, estamos sozinhos – pelo menos na Via Láctea.

“Há apenas uma civilização tecnologicamente avançada nesta galáxia e sempre foi assim – nós”, afirmou Cox, no último episódio de sua série “Human Universe”, levada ao ar pela BBC. Seu argumento é que, dos caminhos evolutivos que a vida poderia tomar, a maioria não leva à inteligência. Para provar isso, ele cita dois eventos centrais. Um deles é o desenvolvimento de organismos multicelulares. Estamos tão acostumados com plantas e animais complexos que é fácil pensar que a natureza já dominou sua criação. Mas a vida de uma única célula, como a das bactérias, prosperou por 2,6 bilhões anos antes do primeiro organismo multicelular evoluir. A vida multicelular estava longe de ser inevitável. Foi, segundo ele, um golpe de sorte. Estamos confiantes de que isso só aconteceu uma vez nos oceanos da Terra primordial”, diz. O segundo evento crucial é a extinção dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás. Foi esse fenômeno que abriu o caminho para os mamíferos se tornarem os predadores de topo e principais animais da Terra. Os dinossauros dominaram o planeta por cerca de 190 milhões anos, tempo 900 vezes maior do que os seres humanos modernos existem, sem mostrar quaisquer sinais de se tornarem seres inteligentes como somos. E eles poderiam governar a Terra até hoje se uma série de circunstâncias infelizes não  os tivesse deixado vulneráveis a uma colisão cósmica rara com um asteroide.

Conclusão?
A vida inteligente é tão improvável que não poderia ter acontecido duas vezes.

Na contra mão (mas nem tanto)

A opinião de Cox vai na contramão da maioria dos outros cientistas. Com a descoberta de mais de 1.800 exoplanetas lá fora, muitos pesquisadores acham que é questão de tempo até encontrarmos vida extraterrestre – embora essa vida possa ser totalmente diferente da que imaginamos. “Atrevo-me a dizer que a maioria dos meus colegas hoje acham improvável que, na vastidão ilimitada do universo, que estejamos sozinhos”, disse Charles Bolden, ex-astronauta e administrador da NASA. Cox, por outro lado, disse que não crê que estejamos sozinhos no universo, mas sim na nossa galáxia – na Via Láctea, ele sugere, somos supremos.
Fonte: HypeScience.com


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