21 de nov de 2014

Mapa da NASA mostra impactos de asteroides na Terra


NASA mostra mapa de impacto de asteroides na Terra
Os pontos em laranja são eventos registrados durante o dia, enquanto os pontos azuis são eventos registrados à noite. [Imagem: Planetary Science]

PAIS DA SORTE

A NASA divulgou um mapa mostrando o impacto de asteroides na Terra. A quase totalidade deles era de pequeno porte, entre 1 e 20 metros de diâmetro, desintegrando-se ao entrar em contato com a atmosfera, gerando apenas um meteoro (o fenômeno luminoso, também conhecido como estrela cadente) sem que nenhum meteorito chegasse ao solo. O mapa contém os dados disponíveis de 1994 a 2013, somando 556 eventos - o mapa não cobre todos os impactos de asteroides contra a atmosfera da Terra, mas apenas aqueles detectados pelos sistemas de rastreamento. Os dados revelam que os impactos distribuem-se aleatoriamente ao redor de todo o globo, com poucas áreas menos atingidas - como o Brasil.

ENERGIA DE IMPACTO

Os pontos em laranja são eventos registrados durante o dia, enquanto os pontos azuis são eventos registrados à noite. Em cada um dos casos a dimensão do ponto é proporcional ao brilho do meteoro, a energia óptica irradiada, medida em bilhões de Joules, que é então convertida em energia total do impacto. Por exemplo, o menor ponto representado no mapa equivale a 1 bilhão de Joules (1 GJ), que pode ser expressa em termos de uma energia de impacto de 5 toneladas de dinamite. Da mesma forma, os pontos representando 100, 10.000 e 100.000 GJ correspondem a energias de impacto de 300, 18.000 e 1.000.000 de toneladas de dinamite, respectivamente. O maior evento registrado em todo o período corresponde ao meteoro de Chelyabinsk, que explodiu sobre a Rússia em 15 de Fevereiro de 2013, com uma energia calculada entre 440.000 e 500.000 toneladas de dinamite - calcula-se que o asteroide tinha cerca de 20 metros de diâmetro, sendo o maior registrado no mapa.
Fonte: Inovação Tecnológica



LDN 988: Uma nebulosa escura em Cygnus

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Escurecendo o rico campo de estrelas na parte norte da constelação de Cygnus, a nebulosa escura LDN 988 localiza-se perto do centro dessa bela paisagem cósmica mostrada acima. A cena acima foi registrada por meio de um telescópio e de uma câmera, e tem cerca de 2 graus de diâmetro. Isso corresponde a 70 anos-luz, na distância estimada de 2000 anos-luz da LDN 988. Estrelas estão se formando dentro da LDN 988, parte de nuvens moleculares complexas empoeiradas maiores ao longo do plano da nossa Via Láctea é algumas vezes chamada de Saco de Carvão do Norte. De fato, as nebulosidades associadas com as estrelas jovens abundam nessa região, incluindo a estrela variável V1331 Cygni, mostrada no detalhe da imagem. Na ponta de um longo filamento empoeirado e parcialmente circundada por uma nebulosa de reflexão curva, acredita-se que a V1331 seja uma estrela T Tauri, uma estrela parecida com o Sol, mas ainda em seus estágios iniciais de formação.
Fonte: http://apod.nasa.gov

Alinhamento misterioso de quasares ao longo de bilhões de anos-luz

VLT revela alinhamento entre eixos de buraco negros supermassivos e estrutura em grande escala
Esta concepção artística mostra esquematicamente os misteriosos alinhamentos entre os eixos de rotação de quasares e as estruturas em larga escala onde residem. Estes alinhamentos ocorrem ao longo de bilhões de anos-luz, sendo os maiores conhecidos no Universo, e foram revelados por observações obtidas com o Very Large Telescope do ESO. A estrutura em larga escala está desenhada em azul e os quasares encontram-se assinalados em branco com os eixos de rotação dos seus buracos negros indicados através de uma linha. Esta imagem é meramente ilustrativa, não apresentando a distribuição real das galáxias e dos quasares.Crédito:ESO/M. Kornmesser

Novas observações obtidas com o Very Large Telescope do ESO (VLT), no Chile, revelaram alinhamentos nas maiores estruturas descobertas no Universo até hoje. Uma equipe de pesquisa europeia descobriu que os eixos de rotação dos buracos negros centrais supermassivos numa amostra de quasares encontram-se paralelos entre si ao longo de distâncias de bilhões de anos-luz. A equipe descobriu também que os eixos de rotação destes quasares tendem a alinhar-se com as enormes estruturas da rede cósmica onde residem. Os quasares são núcleos de galáxias onde existem buracos negros supermassivos muito ativos.

Estes buracos negros encontram-se rodeados de discos de matéria em rotação extremamente quente, que é muitas vezes ejetada na direção dos seus eixos de rotação. Os quasares podem brilhar mais intensamente que todas as estrelas da galáxia onde se encontram. Uma equipe liderada por Damien Hutsemékers da Universidade de Liège, na Bélgica, utilizou o instrumento FORS, montado no VLT, para estudar 93 quasares que se sabia formarem enormes grupos espalhados ao longo de bilhões de anos-luz, e que são observados quando o Universo tinha cerca de um terço da sua idade atual.
A primeira coisa estranha em que reparamos foi que alguns dos eixos de rotação dos quasares estavam alinhados uns com os outros - apesar destes quasares se encontrarem separados de bilhões de anos-luz”, disse Hutsemékers.
A equipe foi mais longe e investigou se estes eixos de rotação estariam de algum modo ligados, não apenas entre si, mas também com a estrutura em larga escala do Universo nessa época. Quando os astrônomos observaram a distribuição de galáxias em escalas de bilhões de anos-luz, descobriram que estes objetos não se encontram uniformemente distribuídos, mas formam uma rede cósmica de filamentos e nós em torno de enormes vazios onde as galáxias são mais escassas. Este intrigante arranjo de matéria é conhecido por
estrutura em larga escala. Os novos resultados do VLT indicam que os eixos de rotação dos quasares tendem a posicionar-se paralelamente às estruturas de larga escala, nas quais se encontram, ou seja, se os quasares se encontram num filamento comprido, os spins dos seus buracos negros centrais apontarão na direção do filamento. Os pesquisadores estimam que a probabilidade destes alinhamentos serem simplesmente um resultado aleatório é menor que 1%.

A correlação entre a orientação dos quasares e a estrutura a que pertencem é uma importante previsão dos modelos numéricos de evolução do Universo. Estes dados nos fornecem a primeira confirmação observacional deste efeito, em escalas muito maiores do que o que tem sido observado até hoje em galáxias normais”, acrescenta Dominique Sluse do Argelander-Institut für Astronomie em Bona, Alemanha, e Universidade de Liège. 

A equipe não conseguiu observar de forma direta os eixos de rotação  ou os jatos dos quasares. Em vez disso, foi medida a
polarização da radiação emitida por cada quasar e, para 19 deles, encontrou-se um sinal polarizado significativo. A direção desta polarização, combinada com outras informações, pôde ser utilizada para deduzir o ângulo do disco de acreção e consequentemente a direção do eixo de rotação do quasar.

O alinhamento nos novos dados, em escalas ainda maiores do que as atuais previsões das simulações, poderá indicar que ainda falta um ingrediente nos nossos modelos do cosmos atuais”, conclui Dominique Sluse.
Fonte: ESO
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