28 de nov de 2014

Terra tem "escudo invisível" contra radiação cósmica


Ilustração mostra o ‘escudo invísivel’ entre os dois Cinturões de Van Allen
Foto: Andy Kale/Universidade de Alberta


Barreira encontrada entre os dois Cinturões de Van Allen impede que "elétrons assassinos" atinjam o planeta
Um “escudo invisível”, formado por processos de natureza ainda não totalmente compreendida pelos cientistas, ajuda a proteger a Terra de uma perigosa radiação vinda do espaço. Identificado entre os dois Cinturões de Van Allen — faixas que concentram partículas eletricamente carregadas ao redor do planeta devido à atuação do seu campo magnético —, o escudo bloqueia elétrons em alta velocidade (e, portanto, de alta energia) a cerca de 11 mil quilômetros da superfície. A exposição a esses elétrons é capaz de “fritar” os circuitos eletrônicos de satélites e representa também uma séria ameaça à saúde de astronautas. Caso bombardeassem a superfície do nosso planeta, tais partículas praticamente inviabilizariam o desenvolvimento da vida nele. A descoberta do escudo, que os cientistas compararam aos campos de força que protegem as naves da série de ficção “Jornada nas estrelas”, foi possível graças a dados acumulados durante os 20 primeiros meses de operação das sondas gêmeas Van Allen.

Elas foram lançadas pela Nasa em agosto de 2012 justamente para estudar os cinturões de mesmo nome e, particularmente, a maneira como eles são afetados pelo chamado clima espacial  o constante vento solar e as eventuais tempestades geomagnéticas provocadas por erupções de nossa estrela. O que não se previa é que as sondas detectariam um “limite” para a ocorrência dos elétrons de alta energia que compõem grande parte do cinturão externo, localizado a aproximadamente 2,8 vezes o raio da Terra, ou cerca de 11 mil quilômetros de altitude.

É como se esses elétrons estivessem se chocando com uma parede de vidro no espaço compara Daniel Baker, diretor do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA, e principal autor de artigo sobre o achado, publicado na edição desta semana da revista “Nature”.  Como os escudos criados pelos campos de força em “Jornada nas estrelas” e usados para repelir as armas de alienígenas, o que estamos observando é um escudo invisível que bloqueia esses elétrons. É um fenômeno extremamente intrigante.

Cientistas procuram explicação


Até agora, os cientistas achavam que esses elétrons de alta energia, que circulam em torno do nosso planeta a mais de 160 mil quilômetros por segundo  ou mais da metade da velocidade da luz, fossem lentamente atraídos em direção às camadas mais altas da atmosfera da Terra, onde então seriam gradualmente absorvidos pelas moléculas do ar. Mas a barreira aparentemente impenetrável detectada pelas sondas impede até que eles cheguem tão perto. Diante disso, os pesquisadores analisaram uma série de cenários que poderiam explicar como este escudo foi criado e se mantém. O primeiro suspeito foi o próprio campo magnético da Terra, cujas linhas de força aprisionam os elétrons e prótons capturados do vento solar e de outros processos astrofísicos nos Cinturões de Van Allen, fazendo com que eles “quiquem” de um polo ao outro.

Essa explicação, porém, foi descartada diante do fato de que, mesmo sobre a chamada Anomalia do Atlântico Sul um “buraco” no campo magnético perto da costa oriental da América do Sul onde ele é cerca de 30 vezes mais fraco do que em qualquer outra região de nosso planeta e poderia servir como passagem para que os elétrons de alta energia atingissem a atmosfera, essas partículas mantiveram a respeitosa distância limite de cerca de 11 mil quilômetros. Já outra explicação envolveria a ação de transmissões de rádio de longo alcance e baixa frequência feitas pela própria Humanidade e que alguns cientistas propuseram serem capazes de “expulsar” grande parte dos elétrons de alta energia das proximidades do nosso planeta.

Mas, embora essas transmissões tenham se mostrado realmente capazes de “vazar” até alta atmosfera, os dados das sondas da Nasa revelaram que as ondas de rádio só afetam elétrons com energias moderadas, e não os que viajam a velocidades mais próximas à da luz. Assim, os pesquisadores se voltaram para a chamada plasmasfera, a gigantesca e tênue nuvem de gases frios e ionizados que se espalha em torno da Terra a partir de uma altitude de cerca de mil quilômetros até algumas dezenas de milhares, para além do Cinturão de Van Allen externo. Segundo os cientistas, ondas magnéticas de baixa frequência produzidas pela plasmasfera, tal como o “chiado” em uma transmissão de rádio, seriam as responsáveis por desviar os elétrons de alta energia, “erguendo” o escudo.

Barreira poderia ser rompida

Ainda assim, Baker acredita que o “chiado” da plasmasfera é apenas parte da explicação, e seria preciso ver como essa barreira vai se comportar quando atingida por tempestades geomagnéticas mais intensas. Creio que o fundamental aqui é continuar a observar essa região em grandes detalhes, o que agora podemos fazer graças aos poderosos instrumentos a bordo das sondas Van Allen — diz. — Se o Sol eventualmente bombardear a magnetosfera terrestre com uma ejeção de massa coronal, suspeito que ela será capaz de romper o escudo por um período de tempo.
Fonte: O GLOBO

Retrato de NGC 281

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Olhando através dessa nuvem cósmica, catalogada como NGC 281, você talvez não perceberá as estrelas do aglomerado aberto IC 1590. Porém, formadas dentro da nebulosa, as estrelas jovens e massivas do aglomerado alimentam em última instância o brilho nebular difuso. As formas atraentes que aparecem neste retrato de NGC 281 são colunas esculpidas e silhuetas dos densos glóbulos de poeira, erodidas pelo ventos energéticos e intensos e pela radiação das estrelas quentes do aglomerado. Se sobreviverem por tempo suficiente, as estruturas empoeiradas também podem ser locais de futura formação estelar. Comicamente chamada de Nebulosa Pacman, porque seu formato geral lembra o boneco do joguinho “Pacman”, NGC 281 está a cerca de 10.000 anos-luz de distância na direção da constelação de Cassiopeia. Esta nítida imagem composta foi feita através de filtros de banda estreita, que combina a emissão dos átomos de hidrogênio, enxofre e oxigênio da nebulosa em tons de verde, vermelho e azul. Ela abrange pouco mais de 80 anos-luz à distância estimada de NGC 281.

Fusão de estrelas

Concepção artística, fornecida pelo IAC (Instituto de Astrofísica das Ilhas Canarias), mostra duas estrelas prestes a se fundir em uma estrela supermassiva. A união das duas estrelas revela o que vários centros de pesquisas espanhóis já haviam observado: que as estrelas mais massivas são formadas pela fusão de estrelas menores. A concepção foi produzida durante o estudo binário MY Camelopardalis e publicado na revista Astronomy & Astrophysics.
Fonte: UOL

ONDE DIABOS POUSOU O PHILAE?

Área de aterragem do Philae, estimada pelo CONSERT. Crédito: ESA/Rosetta/Philae/CONSERT

passaram duas semanas desde que o módulo Philae pousou no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, mas a ESA ainda não sabe se conseguiu perfurar com sucesso a superfície do astro. Nem sequer ainda se sabe o seu local de aterragem final. Entretanto, a companheira Rosetta continua a sua missão. As leituras do CONSERT, um instrumento de radar que ligou o Philae com a Rosetta antes do "lander" ter ficado sem energia, reduziram os potenciais pontos de aterragem até uma faixa de 350 por 30 metros na cabeça do cometa. A determinação da zona de aterragem está dependente do modelo da forma do cometa, razão pela qual existem duas regiões candidatas.

Os cientistas da ESA estão agora à procura do Philae em imagens capturadas pelas câmaras da Rosetta, mas se este se encontra em zonas à sombra é apenas susceptível de aparecer quando a luz for reflectida pelos seus painéis solares. Quanto à broca do Philae, foi um dos últimos instrumentos a ser activado antes do módulo ter ficado sem energia. Os gestores da missão sabem que a broca funcionou como o esperado, mas tendo em conta que o "lander" aterrou numa posição inclinada, não sabem se entregou amostras ao instrumento COSAC. Este foi desenhado para estudar moléculas do cometa ao aquecer material num forno e ao medir os gases resultantes.

Os dados do COSAC são inconclusivos. Pode não ter havido uma amostra, ou a amostra pode ter sido muito seca, ou seja, apenas podem ter sido libertadas pequeníssimas quantidades de gás. "Teria gostado de ver um sinal claro de uma amostra," afirma Fred Goesmann, líder da equipa do COSAC. "A minha opinião pessimista é que nunca saberemos. Tal resultado pode permanecer mesmo que a ESA consiga contactar novamente com o Philae, caso este consiga acordar quando mais luz incidir nos seus painéis solares. A broca do módulo não tem nenhuma maneira directa de confirmar se obteve uma amostra e não existe nenhuma câmara no forno que recebe a amostra.

Goesmann diz que os cientistas discutiram outros sensores para confirmar uma amostra durante o planeamento da missão, mas que descartaram a ideia por causa dos rigorosos limites de peso do módulo Philae. Não são esperados mais dados do Philae, a não ser que acorde em 2015, mas depois de libertar o "lander", a Rosetta está agora a dedicar-se exclusivamente à sua missão científica. A ESA colocou a sonda novamente numa órbita mais elevada, 30 km acima do cometa, mas vai descer até aos 20 km no dia 3 de Dezembro e durante 10 dias para recolher dados sobre o aumento de poeira e gás expelidos pelo cometa à medida que este se aproxima do Sol. O plano é ficar o mais próximo possível do cometa sem colocar a sonda em risco devido à actividade crescente do 67P/C-G.
Fonte: Astronomia Online - Portugal

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