3 de dez de 2014

Impactos de asteroides na Terra não são tão aleatórios

Impactos de asteroides na Terra não são aleatórios

Os asteroides provavelmente se formaram nos mesmos eventos passados e continuam viajando próximos uns dos outros. [Imagem: Fuente Marcos/Fuente Marcos - 10.1093/mnrasl/slu144]

Aleatoriedade espacial e aleatoriedade temporal

A NASA apresentou há poucos dias um mapa dos impactos de asteroides na Terra que revela que os meteoros espalham-se de forma tipicamente aleatória ao redor de todo o globo - espacialmente falando. Mas essa análise ligeira deixa de lado uma dimensão crucial: o tempo. Acontece que, quando as ocorrências são analisadas temporalmente, os impactos estão longe de serem aleatórios. Carlos e Raul de la Fuente, da Universidade Complutense de Madri, na Espanha, descobriram que os impactos de asteroides contra a Terra concentram-se em determinados dias.

Nos eventos estudados, a dupla identificou 18 ocorrendo aos pares, no máximo um dia depois do outro. Há menos de 2% de probabilidade de que nove pares ocorram em uma amostra verdadeiramente aleatória. Outros 16 pares (32 meteoros) ocorreram em janelas de três dias ou menos, o que teria uma chance de apenas 2,2% de ocorrer em uma amostra aleatória. Os astrônomos defendem que é um número de coincidências elevado demais para se dever meramente ao acaso.

Ameaças à Terra

Mas a explicação mais provável para isso não tem nada de cabalístico. Os eventos associados podem indicar que os asteroides não viajam sozinhos, e a Terra é frequentemente atingida por grupos deles, que provavelmente se formaram nos mesmos eventos passados e continuam viajando próximos uns dos outros. Segundo a dupla, essa informação é importante para a identificação de possíveis ameaças à Terra, e o conselho parece ser: encontrou um asteroide, procure por outros nas proximidades.
Fonte: Inovação Tecnológica

Trânsito planetário a 40 anos-luz é visto por telescópio terrestre

Planeta extra solar 55 cancri e
A imagem mostra uma concepção artística de 55 Cancri e, comparando seu tamanho ao da terra. Crédito: Apolo11.com.

Pela primeira vez, uma equipe internacional de cientistas conseguiu registrar com telescópio terrestre a passagem de um planeta extra solar na frente de sua estrela a mais de 40 anos-luz de distância. Até agora, essa detecção só havia sido feita a partir de telescópios espaciais. A detecção ocorreu durante sessão de observação da estrela 55 Cancri, feita por um grupo de cientistas liderados pelo astrônomo Ernst de Mooij, ligado à universidade de Queen's, na Irlanda. Localizada a 41 anos-luz (390 trilhões de km) na direção da constelação de câncer, a estrela é visível a olho nu e abriga 5 planetas que giram ao seu redor.

Quatro deles têm massa similar à de Júpiter (55 Cancri b, 55 Cancri c, 55 Cancri d e 55 Cancri f) e o quinto com massa semelhante à de Netuno (55 Cancri e). O trânsito ocorreu durante a passagem de "55 Cancri e" na frente estrela, o que fez seu brilho diminuir 0.05% por cerca de duas horas. Embora o planeta "55 Cancri e" seja conhecido desde 2007, o que chama a atenção é o fato de o trânsito ter sido observado a partir de telescópios terrestres, o que abre novas possibilidade de detecção e sensoriamento remoto de planetas situados fora do Sistema Solar. Até agora, o trânsito de "55 Cancri e" só havia sido observado por telescópios espaciais.

Planeta Extra Solar

55 Cancri e é cerca de duas vezes maior e tem oito vezes a massa da Terra. Com um período orbital de 18 horas, é o mais interno dos cinco planetas do sistema e devido a sua proximidade com a estrela hospedeira a temperatura durante o dia chega a atingir mais de 1700 graus Celsius. Isso é quente o suficiente para derreter metais, o que torna extremamente inóspita as condições para abrigar vida.  Identificado há uma década através de medições de velocidade radial, foi mais tarde confirmado por meio de observações de trânsito pelo telescópio espacial Spitzer.  Até agora, o único transito que havia sido observado por telescópios terrestres era o da super-terra Gj 1214b, que circula uma estrela do tipo anã vermelha.
Fonte: APOLO11.COM - http://www.apolo11.com/



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