10 de dez de 2014

10 bilhões de anos atrás nossa galáxia era assim




via lactea


Se você conseguisse tirar uma foto da nossa Via Láctea hoje, a imagem iria mostrar uma galáxia espiral com um barra central brilhante, cheia de densas populações estelares. O sol estaria localizado fora desta barra, perto de um dos braços espirais compostos de estrelas e poeira interestelar; além da galáxia visível, estaria uma auréola de matéria escura. Mas será que foi sempre assim? Não. 10 bilhões de anos no tempo, as coisas provavelmente seriam irreconhecíveis – como a foto acima mostra.  A imagem abaixo, por outro lado, mostra a galáxia hoje. Teríamos que esperar cerca de 5 bilhões de anos depois do nascimento da Via Láctea para testemunhar a formação do nosso sistema solar. Porém, neste ponto, 4,6 bilhões de anos atrás, a galáxia já iria ser quase como é hoje. Usando dois supercomputadores do Oak Ridge National Laboratory, nos EUA, e do Swiss National Supercomputing Center, na Suíça, um grupo de pesquisadores liderado pelo Dr. Simon Portegies Zwart do Observatório Leiden, na Holanda, simulou a evolução a longo prazo da Via Láctea nesse período de grandes mudanças – de 10 a 4 bilhões de anos atrás. “Nós realmente não sabemos como a estrutura da galáxia surgiu. O que percebemos é que podemos usar as posições, velocidades e massas de estrelas no espaço tridimensional para permitir que a estrutura emerja da gravidade própria do sistema”, explica o Dr. Zwart. A equipe tem como objetivo comparar os resultados da simulação com as novas observações provenientes do satélite Gaia, da Agência Espacial Européia, lançado em 2013.
Fonte: HypeScience.com

O que são os Buracos Negros?

Alguém que lê esse blog, já assistiu o filme Interestelar? Acredito que sim. Bem, o filme fala muito sobre buracos negros e até apresenta um para os espectadores, bem de perto. A imagem acima, contudo, é como a NASA apresenta um buraco negro para todos nós com base nos mais recentes estudos sobre esse que é um dos objetos mais espetaculares de todo o universo. A imagem acima, é o que chamamos de uma ilustração artística, e mostra ventos turbulentos de gás girando na forma de espiral ao redor de um buraco negro. Parte do gás está espiralando na direção do buraco negro, mas outra parte está sendo expelida para fora do monstro. Um buraco negro é um lugar no espaço onde a gravidade é tão intensa que nem mesmo a luz consegue escapar.

A gravidade é muito forte devido à matéria que foi comprimida numa pequena parte do espaço. Isso pode acontecer, por exemplo, quando uma estrela morre. Pelo fato da luz não poder escapar desses objetos, é impossível ver um buraco negro. Eles são invisíveis. Telescópios espaciais com ferramentas especiais podem ajudar a encontrar os buracos negros. Essas ferramentas especiais podem ver como as estrelas que estão muito perto do buraco negro agem de maneira diferente das outras estrelas. Mas qual o tamanho dos buracos negros? Os buracos negros podem ser grandes ou pequenos. Os cientistas acreditam que os menores buracos negros sejam do tamanho de um átomo. Esses buracos negros são muito pequenos, mas possuem a massa de uma grande montanha. A massa é quantidade de matéria de um objeto.

Se você quiser mais informações sobre os buracos negros, visite esse site da NASA, especializado no assuntohttp://www.nasa.gov/audience/forstudents/k-4/stories/what-is-a-black-hole-k4.html#.VITYV1SCOrW


Fonte: http://blog.cienctec.com.br/
NASA.GOV

Hubble: Eta Carinae e a expansão da Nebulosa do Homúnculo

170 anos, uma gigantesca explosão lançou ao espaço uma nuvem de poeira 500 vezes maior que o sistema solar. Por alguns anos reluziu majestosamente como um dos objetos mais brilhantes no céu, até enfraquecer e deixar para trás as sobras em expansão.  Eta Carinae é um sistema estelar situado a 7500 anos-luz da Terra e é composto por duas estrelas que orbitam entre si. A principal e maior é Eta Carinae A, de aproximadamente 90 massas solares e a segunda é Eta Carinae-B, bem menor, com cerca de 36 massas solares e dez vezes menos brilhante.

Ambas as estrelas se localizam dentro da gigantesca nuvem de poeira que foi ejetada há cerca 170 anos, mas até agora não se sabe ao certo qual das estrelas produziu a grande explosão.  Conhecida como nebulosa do "Homúnculo", após a explosão a nuvem de fragmentos formou dois lóbulos de gases que se deslocam a mais de 670 km/s, como podemos ver nesta sequência de
imagens registradas pelo telescópio espacial Hubble em 1995, 2001 e 2008.  Por serem muito grandes e extremamente luminosos, sistemas como Eta Carinae esgotam muito rapidamente seu combustível e podem explodir como uma supernova ou hipernova dentro nos próximos milhões de anos.

Quem viver, verá!

Fonte: APOLO11.COM - http://www.apolo11.com/

New Horizons acorda para encontro com Plutão

Impressão de artista da sonda New Horizons à medida que se aproxima de Plutão e de três luas no Verão de 2015. Crédito: JHUAPL/SwRI

Depois de uma viagem de quase nove anos e 4,8 mil milhões de quilómetros - a maior distância que qualquer missão espacial já teve que percorrer para atingir o seu objectivo principal - a sonda New Horizons da NASA saiu do modo de hibernação no Sábado passado, rumo ao muito aguardado encontro com o sistema de Plutão em 2015. Os operadores do Laboratório de Física Aplicada (APL) da Universidade Johns Hopkins em Laurel, no estado americano de Maryland, confirmaram às 09:53 p.m. EST de Sábado (02:53 já de Domingo, hora de Portugal) que a New Horizons, operando em comandos de computador pré-programados, tinha mudado do modo de hibernação para o modo "activo".

À velocidade da luz, o sinal de rádio da New Horizons - actualmente a mais de 4,6 mil milhões de quilómetros da Terra e a apenas pouco mais de 260 milhões de quilómetros de Plutão - precisou de quatro horas e 26 minutos para chegar à estação da Deep Space Network da NASA em Canberra, Austrália. Este é um evento marcante que assinala o final da travessia de um vasto oceano de espaço pela New Horizons, até à fronteira do nosso Sistema Solar, e o início do objectivo principal da missão: a exploração de Plutão e das suas luas em 2015," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons e do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado, EUA.

Desde o lançamento a 19 de Janeiro de 2006, a New Horizons passou 1873 dias - cerca de dois-terços do seu tempo de voo - em estado de hibernação. Os seus 18 períodos separados de hibernação, entre meados de 2007 e o final de 2014, variaram entre 36 e 202 dias de duração. A equipa usou a hibernação para evitar o desgaste dos componentes da sonda espacial e para reduzir o risco de falhas no sistema. Tecnicamente, o acordar foi rotineiro, uma vez que é um procedimento que já tínhamos feito muitas vezes antes," afirma Glen Fountain, gestor do projecto New Horizons no APL. "No entanto, simbolicamente, é muito importante. Significa o começo das nossas operações de pré-encontro."

A sequência de despertar tinha sido programada no computador de bordo da New Horizons em Agosto, e começou na sonda às 3 p.m. EST (20 horas em Portugal) de dia 6 de Dezembro. Cerca de 90 minutos depois, a New Horizons começou a transmitir dados para a Terra sobre a sua condição, incluindo a indicação que tinha mudado para o modo "activo".

Durante o modo de hibernação, a maior parte da New Horizons estava desligada. O computador de voo monitorava a saúde do sistema e transmitia semanalmente um tom de estado de volta à Terra. As sequências de bordo enviadas previamente pelos controladores da missão acordavam a New Horizons duas ou três vezes por ano a fim de verificar os sistemas críticos, calibrar instrumentos, recolher alguns dados científicos, ensaiar as actividades do encontro com Plutão e realizar correcções de percurso. A New Horizons foi pioneira em hibernações rotineiras durante o voo para a NASA. Além de reduzir o desgaste dos componentes da sonda, o modo de hibernação também reduziu os custos de operação e libertou o rastreamento e recursos de comunicação da Deep Space Network para outras missões.

A equipa da New Horizons vai passar as próximas semanas a verificar a sonda, certificando-se de que os sistemas e instrumentos científicos estão a operar correctamente. Vão também continuar a construir e a testar as sequências de comandos informáticos que guiarão a New Horizons no seu voo até e durante o seu reconhecimento do sistema plutoniano. Com uma carga científica de sete instrumentos que inclui espectrómetros de imagem infravermelhos e ultravioletas, uma câmara compacta a cores, uma câmara telescópica de alta-resolução, dois poderosos espectrómetros de partículas e um detector de poeira espacial, a New Horizons começará a observar o sistema de Plutão em Janeiro de 2015.

A maior aproximação da New Horizons a Plutão terá lugar no dia 14 de Julho, mas até lá serão esperados ainda muitos destaques científicos, incluindo, em meados de Maio, imagens do sistema de Plutão superiores em qualidade à que o poderoso Hubble consegue proporcionar.

"A New Horizons está numa jornada até uma nova classe de planetas que nunca observámos de perto, num lugar onde nunca estivemos antes," comenta Hal Weaver, cientista do projecto New Horizons do APL. "Durante décadas pensámos que Plutão era este pequeno corpo estranho na periferia planetária; agora sabemos que é realmente uma porta de entrada para uma região inteira de novos mundos na Cintura de Kuiper, e a New Horizons vai fornecer o primeiro olhar detalhado desta região."
Fonte: Astronomia Online - Portugal



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...