11 de dez de 2014

NASA desmente russos e afasta risco de colisão de asteroide

Orbita do asteroide 2014 UR116


gráfico mostra a orbita do asteroide que mostra o objeto cruzando o caminho da Terra, Marte e Vênus. Créditos: Apolo11.com.


De acordo com os dois maiores centros de cálculos orbitais, a informação de que o gigantesco asteroide 2014 UR116 poderia atingir a Terra não tem qualquer fundamento. Segundo os órgãos, isso é um boato alarmista e sem propósito divulgado pela imprensa russa. 2014 UR116 foi descoberto em 27 de outubro de 2014 por um dos telescópios robóticos da rede Master, Mobile Astronomical System of the Telescope Robots, mantido pela Universidade de Ural, na Rússia. (Ler nota abaixo)

A partir do momento em que foi descoberto, o objeto teve o eixo maior de sua orbita calculado em cerca de 311 milhões de km, com distância mínima de aproximação solar de 83 milhões de km. Estima-se que a rocha tenha cerca de 400 metros de comprimento e por cruzar as orbitas de Vênus, Terra e Marte durante sua trajetória, diversos jornais sensacionalistas passaram a especular sobre a possibilidade de impacto, alguns afirmando taxativamente que 2014 UR116 atingiria a Europa nos próximos quatro anos. 

"Algumas reportagens recentes sugerem que o asteroide representa uma grande ameaça ao nosso planeta, mas isso não é verdade", disse um porta voz JPL, Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa. "Isso não passa de especulação e de má fé. O fato de um objeto se aproximar da Terra não quer dizer que vai se chocar contra o planeta".

De fato, cálculos feitos pelo MPC, (Minnor Planet Center, ou Centro de Planetas Menores), mostram que pelos próximos 150 anos não há qualquer chance de UR116 atingir a Terra. Algumas simulações feita pelo Apolo11.com confirmam isso e mostram que além da Terra, não há qualquer risco de impacto contra Marte ou Vênus nos próximos 120 anos.

No entanto, para períodos maiores a precisão começa a ficar deteriorada e será preciso aguardar os cálculos do MPC e do Solar System Dynamics, da Nasa, que conseguem realizar modelagens orbitais de período mais longo.  O período de translação de 2014 UR116 é de 9164 dias e em 21 de outubro de 2014 se aproximou a 12.8 milhões de km do nosso planeta.

Nota - De acordo com o astrônomo Cristovão Jacques, este asteroide teve sua órbita linkada com observações feitas em 2008. Hoje o crédito é do observatório de Mt Lemmon, nos EUA.

Fonte: Apolo11.com - http://www.apolo11.com/

Adeus Big Bang, olá buracos negros? Outra teoria para a criação do universo

Artist's conception of the event horizon of a black hole. Credit: Victor de Schwanberg/Science Photo Library

 A famosa teoria do Big Bang precisa de uma revisão? Um grupo de físicos teóricos sugerem que o nascimento do universo pode ter acontecido depois do colapso de uma estrela em 4D, formando um buraco-negro e ejetando matéria. Antes de tudo, vamos fazer um breve prefácio aqui dizendo que ninguém tem certeza do que originou o universo. Obviamente, os seres humanos não existiam quando ele começou a existir. A teoria mais aceita e vigente é de que o universo se formou a partir de um ponto de singularidade infinitamente denso, mas quem sabe o que havia antes disso?

Então, quais são as limitações da teoria do Big Bang? A singularidade é um deles. Ainda, é muito difícil saber o porquê de ter sido produzido um universo que tem quase uma temperatura uniforme e padrão para todos os seus locais, pois a idade dele (13,8 bilhões de anos) não deu tempo suficiente para estabelecer um equilíbrio térmico. Muitos cosmólogos dizem que o universo talvez esteja se expandido mais rápido que a velocidade da luz para que isso acontecesse, mas Niayesh Afshordi, astrofísico do Instituto Perímetro de Física Teórica, no Canadá, e co-autor do estudo, diz que até essa teoria tem problemas.

O que os físicos propõem é:

  • O modelo construído tem um universo em 3D flutuando em uma membrana em um outro universo 4D;
  • Então, se o universo em 4D tiver estrelas em 4 dimensões, essas poderiam ter o mesmo ciclo das estrelas tridimensionais. As mais massivas explodiriam, formando uma supernova e, posteriormente, um buraco negro;
  • O buraco negros tetradimensionais teriam um “horizonte de eventos” assim como os tridimensionais. O horizonte de eventos é a fronteira entre o interior e o exterior de um buraco negro. Há várias teorias que supõem o que acontece dentro de um buraco negro, embora isso nunca tenha sido observado;
  • Em um universo em 3D, o horizonte de eventos aparenta ser uma superfície em 2D. Então, em um universo em 4D, o horizonte de eventos seria uma superfície em 3D, formando um objeto que os físicos chamaram de hiperesfera;
  • Basicamente, o que o modelo diz é que quando uma estrela em 4D morre, resulta em uma membrana ao redor de um horizonte de eventos, ambos em 3D, que se expandem.

  • Porém, a teoria também tem suas limitações, o modelo não explica o porquê do universo ter uma temperatura uniforme.  Enquanto isso, o telescópio Planck, da Agência Espacial Europeia, mapeou pequenas variações de temperaturas em radiações cósmicas de fundo, que é tida como formada nos primórdios do universo. O novo modelo difere das radiações cósmicas em uma taxa de 4%, então os pesquisadores estão tratando de refiná-lo. Entretanto, eles ainda acham que o modelo vale a pena. O Planck mostra que a expansão está acontecendo, mas não mostra o porquê disso. O estudo poderiam ajudar a mostrar como a expansão é acionada pelo universo através de uma realidade tetradimensional”, os pesquisadores alegaram.
    Fonte: Ciência e Astronomia. com

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