17 de dez de 2014

Sabia que o Sol não é a maior estrutura do Sistema Solar?

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Você já sabe que o universo é gigante, que a Via Láctea é apenas uma das muitas galáxias que existem por aí, mas que dentro dela há uma imensidão muitas vezes inconcebível. Por exemplo: Júpiter é tão grande que seu tamanho chega a ser mil vezes o tamanho da Terra. E, ainda que seja assim tão imenso, mil júpiteres caberiam dentro do Sol. Logo, podemos supor que o Sol é o maior elemento do Sistema Solar, certo? Errado!

Primeiro, voltemos ao Sol, uma estrela cujo interior é movimentado constantemente com gigantescas explosões nucleares, capaz de produzir uma pressão interna que transforma hidrogênio em hélio por meio de fusão nuclear. Há alguns astrônomos que se referem ao Sistema Solar como uma união do Sol, de Júpiter e de outros escombros, dando a entender que o planeta e a estrela gigantes são os maiores corpos do nosso Sistema Solar.

Uma questão de ponto de vista

Ainda que essa ideia pareça fazer sentido, a verdade é que o Sol não é, ainda, a maior coisa do Sistema Solar, assim como nada que esteja orbitando a estrela-mãe do Sistema Solar. O gigante em questão foi produzido pelo Sol e, ainda que seja maior do que o Sol em si, não é visível aqui da Terra. Já sabe de quem estamos falando? Então guarde esse nome: heliosfera. Essa megaestrutura tem início no interior do Sol, durante o processo frenético que transforma milhões de toneladas de hidrogênio em hélio a cada segundo. Essa energia toda acabou resultando na formação de um novo “corpo”, que foi expelido pela superfície solar e trouxe consigo um infinito de partículas carregadas, criando um campo magnético completamente novo e único. A heliosfera é, portanto, uma espécie de bolha que cobre quase o Sistema Solar inteiro. Essa bolha, logicamente, faz o Sol parecer pequeno.

O poder da heliosfera

Já se sabe que a superfície solar é uma constante explosão e que dela saem os materiais resultantes do calor interior da estrela gigante. Simplesmente não há como interromper esse processo explosivo. Não há, por exemplo, como acabar com a luz do sol, com as partículas magnéticas e com o campo magnético poderoso ao redor do astro. A heliosfera é, portanto, impossível de ser contida. Essas partículas carregadas de magnetismo são expelidas pelos incontáveis buracos que existem na superfície solar. Só para você ter ideia da grandeza da coisa, saiba que, em alguns episódios de explosão solar, cerca de um bilhão de toneladas de partículas magnéticas são atiradas para fora a milhares de quilômetros por hora. Essas manchas solares são responsáveis por explosões gigantescas de energia magnética, que é liberada para o universo.

Proteção e alcance

Felizmente, o campo magnético da Terra e a fina camada atmosférica que cobre o nosso planeta conseguem nos proteger dos efeitos mais perigosos dessas explosões solares. Essa energia magnética é tão grande que não apenas passa pela Terra como pode chegar até o gelado Plutão. São os chamados ventos solares. Aliás, o fim da heliosfera delimita o começo do chamado espaço interestelar, ou seja: é uma bolha muito, muito grande. Ainda assim, não se sabe exatamente em que ponto a bolha de calor começa a perder força e a terminar, mas sobre uma coisa não há dúvida: essa estrutura é, sem dúvida, a maior do Sistema Solar.
Fonte: Mega Curioso

Detecção de orgânicos reacende chances de vida no Planeta Vermelho

Furo feito pelo jipe-robô Curiosity em Marte
Imagem mostra o furo feito pelo jipe-robô Curiosity na superfície da rocha "Cumberland", onde também foram detectadas moléculas orgânicas que estão sendo analisadas. Crédito: NASA/JPL, Apolo11.com.

O gás metano foi detectado pela primeira vez em Marte em 2003 e posteriormente confirmado em 2009. Sua descoberta sugere a presença de algum mecanismo biológico ou geológico em atividade, mas os pesquisadores ainda não sabem exatamente a sua origem. A descoberta foi feita através do instrumento SAM (Sample Analysis at Mars) a bordo do jipe-robô Curiosity, que durante um período de 20 meses "cheirou" a atmosfera ao seu redor do local de prospecção. Durante dois meses desse período foram realizadas quatro medições, que detectaram o gás na proporção de 7 ppm (partes por milhão).
  
A nova detecção do metano foi apresentada recentemente na revista Science e de acordo com o cientista Christ Webster, ligado ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, a emissão do gás apresenta variações com picos de 10 vezes ou mais ao longo de 60 dias marcianos. Para o pesquisador e coautor do trabalho Sushil Atreya, da Universidade de Michigan, esse aumento temporário significa que deve haver alguma fonte relativamente localizada do gás, que pode estar sendo produzido por fontes biológicas e não biológicas, como a interação da água com as rochas.

Além da detecção de metano na atmosfera, o jipe-robô Curiosity também fez uma importante descoberta de material orgânico ao perfurar a rocha "Cumberland", já que essa foi a primeira vez que material orgânico foi encontrado na superfície do Planeta Vermelho. Para os estudiosos, esses materiais podem ter se formado em Marte ou transportados por meteoritos.

A importância da Detecção

O metano é formado por quatro átomos de hidrogênio ligados a um átomo de carbono e é o principal componente do gás natural existente na Terra. Grande parte dos organismos vivos libera o gás após a digestão dos nutrientes, o que torna a nova detecção particularmente importante aos astrobiólogos. No entanto o metano também pode ser formado a partir de processos geológicos, como por exemplo a oxidação do ferro. Tanto na Terra como em Marte o metano apresenta uma vida muito curta, uma vez que é destruído pela radiação solar em pouco tempo e exatamente por esse motivo ele é usado como indicador de vida, já que sua presença sugere que algum mecanismo biológico ou geológico está repondo a quantidade destruída. 

Os primeiros sinais da substância já haviam sido detectados no ano de 2003 através do telescópio infravermelho ITF (Infrared Telescope Facility) da Nasa e do telescópio W.M. Keck, ambos localizados na ilha de Mauna Kea, no Hawaii, através da assinatura do gás obtida com o uso de espectrômetros acoplados ao instrumento. Naquela ocasião, as observações mostraram a existência de três linhas espectrais de absorção, que juntas confirmam a presença das moléculas.
Em 2006, a pesquisadora Lisa Pratt, ligada à Universidade de Indiana, explicou que a origem geológica do metano existente na Terra é extremamente rara, o que tornaria mais plausível a origem biológica para o gás encontrado em Marte.

De acordo com Pratt, a existência de seres vivos que se alimentam de metano e que se acumulam próximos à fonte do gás trás uma nova e interessante perspectiva de estudos sobre a possibilidade de vida em Marte. No entanto, para confirmar a presença de micro-organismos nesses locais seria preciso perfurar vários metros abaixo do solo, o que está sendo feito agora.

Possibilidade de vida?

Com as perfurações feitas pelo jipe-robô Curiosity e a nova detecção de metano anunciada, os pesquisadores têm agora mais elementos para especulações,já que as moléculas orgânicas que contêm carbono e hidrogênio são os "blocos de construção da vida" como a conhecemos. Um dos métodos usados para testar se o metano marciano é produzido por elementos vivos seria através da contagem de isótopos. Os isótopos de um mesmo elemento têm propriedades químicas ligeiramente diferentes e os organismos vivos "preferem" usar isótopos mais leves. Assim, se o metano ou os orgânicos encontrado em Marte forem de origem biológica, as análises mostrarão relações distintas de hidrogênio e carbono.
Fonte: APOLO11.COM - http://www.apolo11.com/

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