DAWN captura imagens de CERES com resolução superior à do HUBBLE

Esta animação do planeta anão Ceres foi construída a partir de imagens capturadas pela sonda Dawn no dia 25 de janeiro, a cerca de 237.000 quilómetros. Crédito: NASA/JPL

A sonda Dawn da NASA capturou as melhores imagens, até agora, do planeta anão Ceres. Foram obtidas a 237.000 quilómetros de Ceres no dia 25 de Janeiro e representam um novo marco para uma sonda que em breve tornar-se-á no primeiro objeto feito pelo Homem a visitar um planeta anão. "Sabemos muito pouco sobre o nosso vasto Sistema Solar, mas graças a missões económicas como a Dawn, esses mistérios estão a ser resolvidos," afirma Jim Green, diretor da Divisão de Ciência Planetária na sede da NASA em Washington. Com 43 pixéis de largura, as novas imagens têm mais 30% da resolução das imagens obtidas pelo Telescópio Hubble em 2003 e 2004 a uma distância superior a 240 milhões de quilómetros.

A resolução é maior porque a Dawn está a viajar até Ceres, enquanto o Hubble permanece fixo em órbita da Terra. As novas fotos da Dawn surgem após as imagens iniciais de navegação, capturadas dia 13, revelarem uma mancha branca no planeta anão e a sugestão de crateras. As imagens obtidas pelo Hubble também vislumbraram uma mancha branca, mas a sua natureza ainda é desconhecida. Provavelmente nunca ouviu falar do 'planeta' Ceres," afirma Robert Mase, gestor do projeto Dawn no JPL (Jet Propulsion Laboratory) da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Estamos ansiosos por descobrir mais sobre Ceres e por partilhar os nossos achados com o mundo."

À medida que a sonda viaja até Ceres, a sua câmara capturará imagens ainda melhores. No dia 6 de Março, a Dawn entrará em órbita de Ceres para obter imagens detalhadas e medir variações de luz refletida por Ceres, o que deverá revelar a composição da superfície do planeta anão. "Já conseguimos ver áreas e detalhes em Ceres que não tínhamos visto antes. Por exemplo, existem várias características escuras no hemisfério sul que podem ser crateras dentro de uma região mais escura em geral," explica Carol Raymond, vice-investigadora principal da missão Dawn no JPL. "Os dados desta missão vão revolucionar a nossa compreensão deste corpo único. Ceres mostra características interessantes que estão a aguçar o nosso apetite pela exploração que está por vir."

Ceres, o maior corpo entre Marte e Júpiter na cintura de asteroides, tem um diâmetro de aproximadamente 950 quilómetros. Alguns cientistas acreditam que o planeta anão já abrigou no passado um oceano subsuperficial e que água líquida possa ainda esconder-se sob o seu manto de gelo. Originalmente descrito como um planeta, Ceres foi posteriormente classificado como um asteroide e, em seguida, reclassificado como um planeta anão em 2006. O mundo misterioso foi descoberto em 1801 pelo astrónomo Giuseppe Piazzi, que deu o nome ao objeto em honra da deusa romana da agricultura, do cultivo de cereais, da fertilidade e das relações maternais.

"Provavelmente não sabia que a palavra 'cereal' vem do nome Ceres. E talvez já tenha estabelecido relação com o planeta anão hoje durante o pequeno-almoço," comenta Marc Rayman, do JPL e diretor e engenheiro-chefe da missão Dawn. Alimentada por um sistema de propulsão único, a Dawn também orbitou e explorou Vesta, o segundo corpo mais maciço da cintura de asteroides. Entre 2011 e 2012, a Dawn enviou mais de 30.000 imagens, 18 milhões de medições de luz e outros dados científicos do asteroide grande e impressionante. Vesta tem um diâmetro de cerca de 525 quilómetros. "Com a ajuda da Dawn e de outras missões, estamos continuamente a melhorar o nosso conhecimento do início do Sistema Solar e da formação dos planetas," conclui Chris Russell, investigador principal da missão Dawn e da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
Fonte: Astronomia OnLine - Portugal

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