6 planetas tão surreais que fazem os filmes de ficção parecerem brincadeiras

Nem mesmo os maiores escritores de ficção conseguiriam imaginar planetas tão bizarros
planetas estranhos
George Lucas sonhou com planetas com dois sóis e cidades em nuvens; Gene Roddenberry inventou dezenas de mundos desérticos e curiosos. Mas os avanços científicos que estão em andamento recentemente nos mostram mundos incrivelmente surreais, dignos de filmes de ficção científica hollywoodianos. Pra falar a verdade, os planetas extrassolares que estão sendo descobertos são de fazer inveja à todo e qualquer roteirista lunático (no bom sentido).  Como seria a vida nesses exoplanetas? Se pudéssemos visitá-los, Star Wars e Star Trek iriam parecer brincadeira de criança. E foi justamente por isso que preparamos essa matéria especial. Confira os planetas que apesar de reais, deixam a melhor ficção científica com ar de filme preto e branco.

6 - Gliese 436 b é revestido de gelo em chamas
planeta de gelo e fogo
Sim, o gelo tem o poder de praticamente queimar a nossa pele, mas com certeza de uma maneira bem diferente da realidade de Gliese 436 b. Imagine um lugar completamente de gelo, ou melhor, um planeta que possui toda sua superfície de gelo. O detalhe é que a órbita desse planeta fica muito, muito próxima de sua estrela-mãe, por isso a sua temperatura média é de 420°C. Você deve estar se perguntando: "Mas como que o gelo pode suportar tanto calor sem derreter ou evaporar?". Bem, isso acontece porque Gliese 436 b tem a notável capacidade de desafiar tudo que conhecemos sobre a matéria.

A gravidade do planeta é tão poderosa que comprime todo o vapor d'água na atmosfera e aglutina o num estado sólido, formando uma camada espessa de gelo sobre todo o planeta, o que os cientistas chamam de "ice ten", ou "gelo dez". Imagine fazer um boneco de neve que pode resistir a quase 500°C , ou caminhar sobre o gelo com temperaturas altíssimas, quase 5 vezes acima do ponto de ebulição?! Seria difícil até recriar uma cena dessas em Hollywood...

5 - WASP-12 b está sendo devorado aos poucos
planeta está sendo devorado por sua estrela
WASP-12 b é o equivalente a uma mosca presa em uma teia. A atração gravitacional de sua estrela atraiu o planeta pra tão perto que WASP-12b não pode escapar, e agora sua estrela está prestes a devorá-la como uma aranha devota um inseto. Mas o fim desse planeta não será tão trágico quanto o que está acontecendo neste momento (ao menos para o nosso ponto de vista). A proximidade com a estrela tem aquecido a atmosfera, fazendo com que ela aumente drasticamente de tamanho. Isso significa que esse planeta está sendo deformado, enquanto a massa de sua estrela corrói o planeta WASP-12b em cerca de 6 bilhões de toneladas por segundo. Futuramente, esse planeta será completamente sugado pela estrela-mãe, e os astrônomos poderão observar os últimos estágios da vida de um planeta.

4 - HD 69830 c e seus incríveis céus noturnos
asteroides no céu
Em uma longa lista de planetas que passam por situações extremas, HD 69830 c é como um descanso nessa lista. Se pudéssemos ir até lá, o céu noturno seria simplesmente deslumbrante. HD 69830 c está na distância certa de sua estrela para que a água líquida exista em sua superfície, mas o que mais fascinaria seria o grande feixe de luz visível no céu, como uma estrela cadente permanente, que nunca iria acabar. Esse planeta tem um Cinturão de Asteroides em suas proximidades: 10 vezes mais próximo do que o Cinturão de Asteroides da Terra e 20 vezes mais massivo.

O resultado é uma luz com um brilho aproximadamente 1.00 vezes maior do que o brilho da Via Láctea nas nossas noites mais escuras. Lá em HD 69830 c, veríamos um rastro de luzes no céu como nunca poderíamos imaginar. E considerando a proximidade desse cinturão de asteroides com o planetas, veríamos grandes chuvas de meteoros, fazendo com que ele fosse o planeta mais procurado para observações noturnas do céu, pelo menos até onde conhecemos... Se existissem viagens inter-estelares, HD 69830 c seria, com certeza, o destino de muitos amantes do céu noturno.

3 - PSR B1257 + 12 b orbita um grande globo de luzes
planeta que orbita pulsar
Embora muito estranhos, todos os planetas dessa lista têm algo em comum: eles orbitam estrelas. Mas esse não é o caso de PSR B1257 + 12 b, afinal, esse incrível exoplaneta orbita um pulsar. Ele foi inclusive o primeiro planeta descoberto a orbitar um objeto desse tipo. Pra quem não conhece, o pulsar é como uma mistura de estrela com buraco negro. A estrela colapsa naturalmente contra si mesma, até que o acúmulo de pressão em seu núcleo se torne tão grande que ela explode em uma nova ou supernova. O que resta dessa explosão é um núcleo denso de apenas cerca de 10 quilômetros de diâmetro, chamado de estrela de nêutrons. Se essa estrela de nêutrons continua a ejetar radiação e luz, então podemos chamá-la de pulsar. Em suma, o PSR B1257 + 12 b orbita uma gigante bola radioativa de luzes intermitentes, e se estivéssemos na superfície desse planeta, teriamos a sensação de estar dentro de uma rave de música eletrônica o tempo todo, com os melhores jogos de luzes que você já viu!

2 - Titã e a possibilidade de voar em um mundo de combustíveis fósseis
planeta de petroleo
A lua de Saturno, Titã, é a única lua que conhecemos que possui uma atmosfera considerável. Na verdade, ela é tão espessa que até pouco tempo não se conhecia nada sobre sua superfície. Em Titã, não seria possível ver os anéis de Saturno no céu, pois os dias por lá são muito piores do que o dia mais chuvoso e nublado que você já viu na Terra. Mas existe algo interessante: a chuva em Titã não é de água, mas sim de combustíveis.

O tempo nublado em Titã é o resultado dos cryovolcanoes, que expelem água e amônia no lugar de magma. E as nuvens são compostas de metano líquido, o componente principal do gás natural. Na verdade, é ele que forma os rios e oceanos desse mundo. Os lagos polares possuem centenas de vezes mais petróleo e gás natural do que todas as reservas de petróleo e gás conhecidas na Terra. A lua inteira é o sonho de qualquer magnata do petróleo. E por falar em sonhos, nós poderíamos voar em Titã.

A gravidade de Titã é baixa, suficiente para que criarmos um conjunto de asas e começar a voar por lá. Seria possível bater asas e voar literalmente. Os cientistas acreditam, inclusive, que a vida já pode existir em Titã, e talvez, ela pode até ser baseada em metano líquido, ao contrário da vida terrestre que depende da água. De repente o filme Avatar parece bem menos absurdo...

1 - Gliese 581 c e sua paisagem infernal, com plantas pretas e um céu avermelhado
planeta vermelho
Do número limitado de planetas onde a humanidade poderia realmente ser capaz de viver, Gliese 581 c é o mais próximo. Mas não pense que isso significa que ele se parece com a Terra.  O planeta orbita uma anã vermelha, e seu céu teria sempre um tom vermelho sangue, e a luz vermelha não faria apenas você se sentir estranho: ela afetaria toda a vegetação, forçando as plantas a fazer a fotossíntese a partir do espectro infravermelho. A consequência tangível é que cada planta ficaria tão escura como breu. Isso sem contar que estaríamos presenciando um perpétuo crepúsculo, isso porque Gliese 581 c está tão próximo de sua estrela que ele não gira mais: um lado do planeta está sempre virado para a estrela, e o outro permanece na escuridão total.

O único lugar que seria possível sobreviver, até por conta da temperatura, seria na estreita faixa entre o dia e a noite. E com um lado do planeta sempre quente e outro sempre frio, você pode esperar alguns padrões climáticos estranhos, com ventanias incessantes surgindo do lado quente para o frio, todos os dias, sem parar, juntamente com chuvas torrenciais permanentes, pois não haveriam estações.  Será que algum filme de ficção já criou um planeta com céu vermelho, plantas pretas, ventanias incessantes e chuvas torrenciais? Ou um vilarejo de um certo planeta em que não se pode viajar, onde teríamos o calor infernal escaldante de um lado e a morte por congelamento do outro? Se um dia você assistir um filme cujo planeta tenha tais características, logo saberá que se trata de Gliese 581 c.
Fonte: Galeria Meteorito

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