Explosões de supernovas do tipo II são assimétricas

núcleo de uma supernova Tipo II
Novas observações da remanescente de Supernova (SN) 1987A, feitas com o Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR) estão confirmando previsões feitas no Instituto de Tecnologia da Califórnia de que eventos de supernova desse tipo, chamados de supernovas Tipo II, são inerentemente assimétricos, um fenômeno que tinha sido difícil de ser provado até agora. A remanescente de supernova SN 1987A, está localizada a aproximadamente 166000 anos-luz de distância da Terra. A luz da explosão que criou a remanescente atingiu o nosso planeta em 1987. Enquanto observava a remanescente, o NuSTAR recentemente detectou a assinatura única de energia do titânio-44, uma versão radioativa do titânio que é produzido durante os estágios iniciais das supernovas do Tipo II.

“O titânio-44 é produzido no coração da explosão, assim ele traça a forma do motor que dirigiu o esfacelamento da estrela”, disse a Dra. Fiona Harrison do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, uma co-autora do estudo publicado na revista Science. Ela adicionou: “O tiânio-44 é instável. Quando ele decai ele se transforma em cálcio, então ele emite raios-gamma numa energia específica que o NuSTAR pode detectar. Em 2014, os cientistas criaram um detalhado mapa da distribuição do titânio-44 em outra remanescente de supernova, a Cassiopeia A, e também encontraram evidência de uma explosão assimétrica, apesar de não ser tão extensa como a 1987A.

Juntos, esses resultados sugerem que a assimetria é algo muito natural das supernovas do Tipo II. Novos dados do NuSTAR revelaram que o titânio-44 da SN 1987A está se movendo para longe de nós com uma velocidade de 2.6 milhões de quilômetros por hora. Isso indica que a ejeção do material ocorre numa direção, enquanto que o núcleo compacto da supernova, chamado de estrela de nêutrons, parece ter sido chutado na direção oposta. Essas explosões são dirigidas pela formação de um objeto compacto, o núcleo remanescente de uma estrela, e isso parece estar conectado com a explosão do núcleo em uma direção, e a ejeção de material em outra”, disse o principal autor do trabalho, o Prof. Steve Boggs, da Universidade da Califórnia em Berkeley.

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