Especial Antimatéria: A destruição do Universo e as bananas

Especial Antimatéria: Destruição do Universo e as bananas

O experimento ALPHA, assim como o GBAR e o AEGIS, estão tentado descobrir se a antimatéria cai para cima ou para baixo. [Imagem: Chukman So]

Fatos sobre a antimatéria

Muitos acham que antimatéria é coisa de ficção científica, como na bomba de antimatéria de Anjos e Demônios ou no sistema de propulsão da nave estelar de Jornada nas Estrelas. Mas a antimatéria é um material bem real. Partículas de antimatéria são quase idênticas às suas equivalentes de matéria, exceto que possuem carga e rotação (spin) opostas. Quando a antimatéria se encontra com a matéria, ambas se aniquilam imediatamente em energia, emitindo um pulso de raios gama. É claro que ainda falta muito por saber, por exemplo, se a antimatéria pesa mais ou menos do que a matéria, ou mesmo se a antimatéria cai para baixo ou para cima. Talvez não sejam equivalentes ao que você vê na ficção, mas já existem canhões de antimatéria, garrafas para guardar antimatéria e já está sendo construído um desacelerador de partículas para estudar as antipartículas. Mas há muito outros fatos interessantes sobre a antimatéria. Neste especial, a ser publicado em cinco reportagens ao longo desta semana, destacaremos 10 desses fatos interessantes.

1. A antimatéria deveria ter aniquilado toda a matéria após o Big Bang

De acordo com a teoria, o Big Bang deve ter criado matéria e antimatéria em quantidades iguais, criando um Universo que, nos primeiros instantes, era líquido. Como ambas se aniquilam quando se encontram, não deixando nada para trás, exceto energia, se as teorias atuais estivessem completas, nada deveria existir. Mas nós existimos. E, tanto quanto os físicos podem dizer, é só porque, após a Grande Explosão, teria sido gerada uma partícula de matéria extra para cada bilhão de pares de matéria-antimatéria. Eles continuam trabalhando duro para tentar explicar essa assimetria entre matéria e antimatéria.

2. A antimatéria está mais perto de você do que você pensa

Pequenas quantidades de antimatéria chovem constantemente sobre a Terra sob a forma de raios cósmicos, partículas energéticas vindas do espaço. Estas partículas de antimatéria atingem nossa atmosfera a uma taxa que varia de menos de uma por metro quadrado, até mais de 100 por metro quadrado. Os físicos também têm visto indícios da produção de antimatéria acima das tempestades. Mas há outras fontes de antimatéria ainda mais próximas, algumas até dentro da sua casa. Por exemplo, as bananas produzem antimatéria, liberando um pósitron - o equivalente de antimatéria do elétron - aproximadamente a cada 75 minutos. Isto ocorre porque as bananas contêm uma pequena quantidade de potássio-40, um isótopo natural do potássio.

Conforme o potássio-40 decai, ele cospe um pósitron no processo. Nossos corpos também contêm potássio-40, o que significa você próprio pode estar emitindo pósitrons. A antimatéria se aniquila imediatamente em contato com a matéria, de modo que essas partículas de antimatéria têm um tempo de vida muito curto, não chegando a sair do seu corpo, que, tudo indica, lida muito bem com aniquilações de matéria e antimatéria em pequena escala.
Fonte: Inovação Tecnológica

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