6 de jan de 2015

Cientistas se reúnem para debater novas evidências sobre a matéria escura

matéria escura

A matéria escura é um assunto que ainda vai gerar muito debate entre os cientistas. Sabe-se que a existência dela é real, apesar de os astrônomos ainda não saberem com absoluta certeza de que ela é formada. No entanto, é sabido que ela existe pela sua interação com a matéria luminosa (as galáxias e todos os seus componentes) e pela força gravitacional que ela exerce. Recentemente, alguns astrônomos observaram que ela pode consistir em grandes pedaços de matéria que podem ser de quaisquer tamanhos, desde a dimensão de uma maçã até a de um asteroide.

Em outra observação de 2013, os astrônomos recalcularam a massa da matéria escura e a velocidade com a qual o sistema solar orbita em torno de si mesmo, chegando a resultados mais aproximados. Eles constataram que o valor da massa desse tipo de matéria em todo o universo é até 20% maior do que se pensava. Em um novo debate, um grupo de cientistas renomados internacionalmente se reuniu em uma pequena cidade italiana para discutir sobre uma imagem que pode mudar para sempre a forma como os astrofísicos estudam a matéria escura, segundo o que foi publicado no artigo de Jeff Stone, do International Business Times.

Os temas do debate

Essa reunião dos cientistas foi a Planck de 2014, que aconteceu no início de dezembro do ano passado, e gira em torno de uma imagem que reproduz o que o universo parecia quando tinha 380 mil anos de idade — um momento em que a temperatura de grande parte do espaço exterior era mais quente que o Sol. De acordo com o que foi divulgado no International Business Times, dados da imagem capturada pelo satélite Planck, da Agência Espacial Europeia, provocaram um novo debate sobre o que exatamente forma a matéria escura. Enquanto ainda está compreendida em apenas um nível muito básico, ela é amplamente definida como matéria do espaço que cria uma força gravitacional em todo o universo, conforme citamos anteriormente.

Sobre o satélite Planck, ele foi lançado em maio de 2009 no espaço. Com a mais alta precisão, até o momento, ele mede os restos da radiação que preencheu o universo logo após o Big Bang. As imagens coletadas por ele foram apresentadas aos astrofísicos na reunião Planck 2014 em Ferrara, na Itália, com um vislumbre do passado usando receptores de rádio para capturar os restos de radiação de micro-ondas que sobraram da gigantesca explosão do Big Bang. O estudo dessa radiação é atualmente um campo de pesquisa muito ativo em cosmologia, pois fornece fortes restrições nos modelos atuais.

Os resultados do satélite Planck, até o momento, indicam que a 13,8 bilhões de anos o universo é composto de 4,9% de matéria atômica, 26,6 % da matéria escura não atômica e 68,5% da amplamente definida, porém ainda menos compreendida, energia escura. Segundo o International Business Times, os achados da Planck 2014 não confirmam o que forma a matéria escura, mas sim o que não a forma.
 Fontes: Mega Curioso

Sonda MESSENGER pronta para última tournée de Mercúrio

A primeira sonda a orbitar Mercúrio está quase sem combustível. Depois de quase quatro anos em órbita e de descobrir água gelada, compostos orgânicos e o núcleo de ferro do planeta, a MESSENGER da NASA vai fazer um último impulso propulsor no dia 21 de Janeiro. Os engenheiros esperam que a queima de 120 segundos dê à nave espacial uma subida de 80 quilómetros e que a mantenha aí até Março. Mas antes disso, à medida que a MESSENGER passa num ponto mais próximo do planeta, vai aquecer tanto que a solda que segura alguns instrumentos pode derreter.

O para-sol da MESSENGER foi desenhado para resistir a temperaturas de 350º C. O problema, diz o engenheiro da missão Dan O'Shaughnessy, é que o planeta irradia calor de volta aos instrumentos que se escondem por trás da sombra. A solda derrete quando as regiões à sombra aquecem até 185º C, o que acontecerá quando a altitude da MESSENGER descer abaixo dos 26 km. "Quando desenhámos o veículo sabíamos, claro, a temperatura de fusão [da solda], mas não antecipávamos operar durante tanto tempo e a estas baixas altitudes," comenta O'Shaughnessy.

Durante esse tempo, a nave vai obter uma vista sem precedentes da superfície craterada de Mercúrio, capturando dados sobre o seu campo gravítico, conteúdos das crateras e composição da superfície.A gravidade irregular do planeta faz com que o local da eventual queda da MESSENGER seja difícil de determinar. Mas provavelmente vai colidir com a superfície no lado escuro, onde ficará fora de vista até 2024, quando a missão BepiColombo da ESA chegar ao planeta.

O'Shaughnessy diz que a equipa ponderou pedir a ajuda de uma sonda solar, como a SDO (Solar Dynamics Observatory) ou a SOHO (Solar and Heliospheric Observatory), para ouvir a assinatura de rádio do momento da morte da MESSENGER. Para marcar o final da missão, a equipa da MESSENGER está a levar a cabo um concurso público para dar o nome a cinco crateras de Mercúrio, com base em qualquer artista, compositor ou escritor famoso há mais de 50 anos e falecido há mais de três. Pode participar no concurso até dia 15 de Janeiro.
Fonte: Astronomia OnLine - Portugal

A estrela que está em rota de colisão com a Terra

Two white dwarf stars orbiting each other every 5 minutes.

Há uma chance de 90% de uma estrela se aproximar da Terra no próximo meio milhão de anos. Conhecida como Hipparcos 85.605 (HIP 85605), ela está atualmente a 16 anos-luz de distância de nós, e poderia chegar tão perto quanto 0,13 anos-luz de distância. Coryn Bailer-Jones, do Instituto Max Planck de Astronomia (Alemanha), modelou os movimentos passados e futuros de 50.000 estrelas usando dados do satélite Hipparcos da Agência Espacial Europeia, que analisou o céu na década de 1990. Ele encontrou 14 estrelas a 3,26 anos-luz (que é um parsec) de nós. Quatro passarão a 1,6 anos-luz (0,5 parsec) do sol no futuro.  Destas quatro, o encontro mais próximo parece ser o de HIP 85605, que é uma estrela K (uma anã laranja) ou uma estrela M (uma anã vermelha), que fica na constelação de Hércules.

A estrela tem uma probabilidade de 90% de ficar entre 0,13 e 0,65 anos-luz (0,04 a 0,20 parsec) de nós, entre 240 mil a 470 mil anos a partir de agora. O próximo mais próximo seria Gliese 710 (GL 710), uma estrela anã K7 a cerca de 63 anos-luz de distância de nós, na constelação de Ofiúco. Ela tem 90% de chances de ficar de 0,32 a 1,44 anos-luz (0,10 a 0,44 parsec) de nós em cerca de 1,3 milhões de anos. Enquanto HIP 85605 e GL 710 não representam um perigo de colisão direta com a Terra, suas forças gravitacionais poderiam “empurrar” cometas para fora da Nuvem de Oort em direção a nosso sistema solar exterior.

“Acho que podemos prever com segurança que as órbitas de cometas serão de fato interrompidas pelos encontros mais próximos”, disse Bailer-Jones. E será que alguma dessas estrelas vai trazer consigo exoplanetas para perto da Terra? Provavelmente, mas eles não vão ficar perto o suficiente para que possamos visitá-los. De acordo com Bailer-Jones, eles teriam velocidade rápida conforme passassem pelo sol, o que tornaria chegar a esses planetas tão difícil quanto viajar para sistemas de estrelas mais distantes.

Por fim, os dados desse estudo vêm de simulações com alguns “dados questionáveis”, de modo que as estimativas podem estar um pouco erradas. “A pesquisa é limitada a estrelas para as quais temos distâncias e velocidades precisas; isso, por sua vez, nos limita a estrelas atualmente dentro de algumas dezenas de anos-luz do sol”, explica Bailer-Jones.
Fonte:HypeScience.com

Uma pele de raposa, um unicórnio e uma árvore de natal



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O que essas coisas têm em comum: um cone, a pele de uma raposa, e uma árvore de natal? Resposta, todos eles ocorrem na constelação do Unicórnio (Monoceros). Registrada como uma região de formação de estrelas e catalogada como NGC 2264, o complexo de gás e poeira cósmica, está localizado a cerca de 2700 anos-luz de distância e mistura a emissão avermelhada das nebulosas, excitadas pela luz energética das estrelas recém nascidas com nuvens escura de poeira interestelar. Onde, outrora nuvens de poeira escuras localizadas próximas de estrelas quentes e jovens, também refletem a luz dessas estrelas, formando uma nebulosa de reflexão azul. A imagem acima, se espalha, por uma região com diâmetro aproximadamente igual ao da Lua Cheia, cobrindo cerca de 30 anos-luz na distância estimada da NGC 2264. Os personagens cósmicos presentes nessa imagem incluem a Nebulosa da Pele da Raposa, que localiza-se na parte inferior direita da imagem, a estrela variável e brilhante S Mon pode ser visível logo acima da Pele da Raposa, e a Nebulosa do Cone aparece na parte esquerda da imagem. Devido à distribuição das estrelas do NGC 2264, ele também é conhecido como Aglomerado Estelar da Árvore de Natal. A forma triangular de árvore, traçada pelas estrelas aparece aqui com o seu ápice na Nebulosa do Cone na parte esquerda, com sua base mais larga perto da S Mon na parte direita da imagem.

Misterioso objeto aparece perto do Buraco Negro da Via Láctea

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Um misterioso objeto no centro da galáxia tem intrigado a mente dos astrônomos, e um novo pedaço da informação veio a tona para tentar resolver esse que é um dos maiores mistérios da astronomia atual. Numa outra reviravolta na saga de proporções astronômicas, os pesquisadores dizem agora que uma nuvem de gás, chamada de G1 realizou uma órbita bem próxima do buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea a 13 anos atrás. O objeto poderia ser uma de uma série de nuvens de gás, a segunda das quais pode em breve se tornar um lanche para o buraco negro. O objeto G1, pode ser visto em conjuntos de dados observacionais de 2004. Um objeto conhecido como G2 tem estado nos noticiários por mais de um ano, desde que os astrônomos do Instituto Max Planck para Física Extraterrestre na Alemanha, hipotetizaram que esse objeto era uma nuvem de gás.

Se isso for verdade, o objeto deve ter perdido parte de seu material para o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, conhecido como Sagittarius A*, ou Sgr A*. Esse gigantesco buraco negro, não se alimenta com frequência, assim o evento, poderia ser uma rara chance para os astrônomos observarem um buraco negro se alimentando de material a sua volta. Enquanto que os cientistas no Max Planck defendem que o G2 é uma nuvem de gás, um grupo de pesquisadores na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, liderado pela astrofísica Andrea Ghez, argumenta que o G2 é rovavelmente uma estrela circundada por uma camada de poeira e gás. No meio de 2014, o G2 fez sua maior aproximação do buraco negro, e não se rompeu. Ghez e seu grupo argumentaram que isso foi um golpe definitivo para a teoria da nuvem de gás – com a clara evidência de que o G2, é sim, um objeto sólido.


Mas os pesquisadores do Max Planck Institute contra-atacaram com uma explicação para como o G2 poderia ter passado intacto a essa aproximação, mesmo sendo uma nuvem de gás. Sua teoria incorpora a ideia de que o G2 foi uma vez, parte de uma nuvem de gás maior que subsequentemente se partiu em nuvens menores e que todos os pedaços seguem uma mesma trajetória, como pérolas numa corrente. Esse tipo de fenômeno já foi observado no universo antes. Se outras nuvens de gás puderem ser identificadas seguindo a mesma trajetória da G2, isso, indicaria fortemente que o objeto G2 é uma nuvem de gás e não uma estrela.

No estudo mais recente, o grupo do Max Planck fornece um modelo computacional que recria a trajetória do objeto G1. De acordo com essa pesquisa, o G1 segue uma trajetória aproximadamente idêntica ao G2. O modelo parte de algumas premissas sobre o movimento do G1 – por exemplo, que ele desacelera perto da aproximação máxima do buraco negro. “O bom ajuste do modelo com os dados nos dão a ideia, bem plausível, de que o G1 e o G2 são parte de uma mesma corrente de gás,” diz Stefan Gillenssen, co-autor da pesquisa.
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