8 de jan de 2015

Planetas errantes são maioria e podem ter vida


planetas errantes


A Via Láctea, nossa querida galáxia, contém algo em torno de 200 a 400 bilhões de estrelas. E os astrônomos estão descobrindo agora que um grande número delas são como o nosso sol: tem planetas orbitando em torno delas. Durante décadas, foi consenso entre os estudiosos de astronomia que estes seriam planetas alienígenas – planetas que voam em torno de uma estrela mãe.

Mas isso mudou

Pesquisas recentes sugerem que planetas voando livres ao redor do espaço interestelar, sem estar ligados a quaisquer estrelas, superam o número de estrelas em nossa galáxia em uma escala de 100.000 para 1. Mesmo se todas as estrelas da Via Láctea tiverem muitos planetas orbitando em torno delas, como acontece em nosso sistema solar, ainda haveria 12.500 planetas livres para cada planeta em uma órbita.

“Planetas errantes”

Os cientistas têm descoberto cada vez mais planetas extrassolares, ou seja, aqueles planetas que moram fora do nosso sistema solar. Para você ter uma ideia, já há 974 planetas que conhecemos até agora, orbitando ao redor de 744 estrelas. Entre esses muitos planetas extrassolares, estão alguns errantes. Um planeta errante é definido como um corpo com massa planetária que não orbita ao redor de uma estrela. Existem apenas quatro candidatos específicos para esse título que nós conhecemos, mas os cientistas foram capazes de deduzir que deve haver muitos mais perdidos na imensidão no universo.

Cadê eles?


Planetas errantes são difíceis de se observar porque os nossos métodos atuais de detecção de planetas extrassolares se apoiam nos efeitos que os planetas têm sobre sua estrela-mãe. Funciona mais ou menos assim: quando um determinado planeta passa pela órbita de uma estrela, ele provoca uma atração gravitacional que pode ser observada com um telescópio. Então se um planeta não tem uma estrela-mãe… Bom, ficamos meio cegos. A não ser pelo fato de que planetas errantes produzem uma pequena quantidade de radiação infravermelha, o que nos permitiu detectar os poucos que conhecemos até agora. Os cientistas costumavam pensar que todos os planetas errantes eram formados durante uma típica criação de um sistema solar, e na sequência eram ejetados para o espaço, orbitando no centro da galáxia, como se fossem estrelas.

Isso explicaria, por exemplo, os bilhões de planetas que estão lá fora. Mas as observações recentes sugerem que planetas errantes poderiam ser formados independentemente de uma estrela. Estrelas se formam a partir de enormes nuvens de poeira, mas se um pequeno aglomerado de poeira se quebra, ele irá formar o que os cientistas chamam de “globulete”. Esses globuletes ainda são muito grandes, apesar do nome. Eles são 50 vezes mais largos que a distância entre Netuno e o sol, mas ainda assim não são suficientemente grandes para produzir uma estrela. Em vez disso, a poeira vai condensar e formar um planeta, destinado a vagar sozinho através da galáxia. Voilá! Temos um planeta errante.

Poderia haver vida em um planeta errante?
Possivelmente.

De acordo com astrobiologistas, esses planetas podem ter oceanos subterrâneos a uma temperatura adequada para dar suporte à vida. Tal como na Terra, a vida poderia evoluir em volta de fontes hidrotermais, em um ecossistema que não exige a luz solar. Existe também a possibilidade de que um planeta errante passar muito mais perto da Terra do que os planetas em torno de outra estrela. Assim, um planeta errante poderia ser a nossa primeira visita extrassolar.
Fonte: Hypescience.com

Idade das estrelas é calculada pela sua rotação

Idade das estrelas é calculada pela sua rotação

Duração do dia estelar indica idade da estrela com grande precisão. [Imagem: Michael Bachofner/Harvard-Smithsonian CfA]

Idade das estrelas


Astrônomos conseguiram demonstrar que é possível calcular de forma precisa a idade de uma estrela pela velocidade com que ela gira. Estabelecer a idade das estrelas é uma questão central na astronomia - assim como datar os fósseis é crucial para o estudo da evolução. As estrelas desaceleram com o tempo, mas até recentemente havia poucos dados para permitir cálculos exatos. Pela primeira vez, uma equipe de pesquisadores mediu a velocidade de rotação de estrelas que têm mais de um bilhão de anos - e os resultados corresponderam às idades que eles haviam previsto.

A descoberta resolve um desafio de longa data, permitindo que astrônomos estimem a idade de uma estrela com uma margem de erro de 10%. Este método aplica-se a "estrelas frias" - sóis de tamanho semelhante ao nosso ou menores. Elas são as estrelas mais comuns na nossa galáxia e vivem muito tempo. "Elas agem como postes de luz, iluminando até mesmo as partes mais antigas da nossa galáxia", diz o pesquisador Soren Meibom, do Centro Smithsonian de Astrofísica da Universidade de Harvard. Estrelas frias também são o astro central para a grande maioria dos planetas semelhantes à Terra descobertos até agora.

Girocronologia

A maioria das propriedades de uma estrela como o nosso sol - tamanho, massa, luminosidade e temperatura - mantêm-se as mesmas durante a maior parte de sua vida, o que torna muito complicado descobrir a idade de uma estrela. A ideia de fazer isto medindo a rotação da estrela foi proposta pela primeira vez na década de 1970 e foi apelidada de "girocronologia".  Uma estrela fria gira muito rápido quando é jovem, mas ela fica cada vez mais lenta quando envelhece", disse Meibom. Mas é difícil ver uma estrela girando.

Astrônomos usam manchas de sol, deslocando-se pela superfície, já que elas só reduzem seu brilho em menos de 1%.  Estrelas velhas são particularmente problemáticas porque elas têm menos manchas e estas são menores, mais difíceis de serem acompanhadas. A equipe de Meibom usou imagens do telescópio espacial Kepler, medindo as velocidades de rotação de 30 estrelas de um grupo específico de 2,5 bilhões de anos. Este grupo, conhecido como NGC 6819, preenche o que Meibom chama de uma "lacuna de quatro bilhões de anos" em nosso conhecimento da rotação estelar.


Rotação e idade


Antes da missão Kepler, só tínhamos dados de estrelas muito frias em grupos muito jovens, todos com menos de 0,6 bilhão de anos e girando bastante rapidamente (cerca de uma vez por semana). Em 2011, a equipe de Meibom usou imagens do Kepler para estudar um grupo de estrelas diferente, o NGC 6811, de um bilhão de anos. Suas estrelas frias giram cerca de uma vez a cada 10 dias. Mas, além dessas, a única estrela sobre a qual se sabia tanto a velocidade de rotação quanto a idade era nosso próprio sol - 4,6 bilhões de anos, com um período de rotação de 26 dias.

"A construção do relógio de estrelas frias estava em compasso de espera", disse Meibom. Agora, o relógio parece estar funcionando. As estrelas parecidas com o Sol no grupo recém-estudado se encaixam perfeitamente e satisfatoriamente nesta lacuna, girando aproximadamente a cada 18 dias. Esta é uma grande melhoria em relação a outros métodos para estimar a idade das estrelas, onde a margem de erro pode chegar a 100%.
Fonte: Inovação Tecnológica

Mais oito planetas na zona habitável!

Concepção artística de um planeta habitável fora do Sistema Solar
Usando dados do telescópio espacial Kepler, da Nasa, astrônomos americanos anunciaram a descoberta de nada menos que oito novos planetas de pequeno porte localizados na chamada zona habitável de suas estrelas. Trata-se da região do espaço onde a incidência de radiação seria favorável à preservação de água em estado líquido na superfície. Essa é a posição que a Terra ocupa em nosso Sistema Solar, o que faz supor que pelo menos alguns desses novos planetas possam ser de fato amigáveis à vida. O anúncio acaba de ser feito durante a reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS) e adensa a coleção de planetas descobertos pelo Kepler potencialmente similares à Terra. O resultado também marca um outro recorde para o satélite, que com as novas adições já ultrapassa a marca dos mil planetas encontrados. Não custa lembrar que o telescópio espacial fez essas descobertas todas apontado fixamente durante quatro anos para um cantinho do céu que equivale a míseros 0,25% do total da abóbada celeste, entre as constelações Cisne e Lira. 

(Em uma nova fase desde o ano passado, por conta de um defeito em seus giroscópios, o Kepler foi rebatizado K2 e agora investiga diferentes regiões do céu ao longo das constelações do zodíaco. Aguarde, portanto, outras descobertas empolgantes para o futuro.) Dos oito novos planetas, um deles, batizado Kepler-438b, tem tamanho apenas 12% maior que o da Terra. Em termos de porte, ele é tão parecido com o nosso mundo quanto o Kepler-186f, que, talvez você se lembre, inaugurou uma nova era na busca por exoplanetas no ano passado. Ele foi o primeiro planeta com dimensões similares às da Terra (seu diâmetro era apenas 11% maior) descoberto na zona habitável de outra estrela que não fosse o Sol.

A estrela-mãe do Kepler-438b é uma anã vermelha, astro menor e menos brilhante que o nosso Sol localizado a 470 anos-luz daqui. O planeta em questão completa uma volta em torno dela a cada 35 dias, e a radiação estelar que chega a ele é 40% maior do que a que banha a Terra. (Para efeito de comparação, Vênus, que virou um inferno escaldante por sua proximidade com o Sol, recebe o dobro da radiação incidente sobre nosso planeta.) Nesse sentido, o planeta mais interessante da nova leva é o Kepler-442b, a 1.100 anos-luz de distância. Ele tem um diâmetro cerca de 30% maior que o da Terra, de forma que já entra numa classificação diferente, como uma “superterra”. Ainda assim, um estudo apresentado ontem na reunião da AAS por Courtney Dressing, astrônoma do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, mostra que planetas até 50% maiores que a Terra tendem a ter uma composição de ferro e silicatos. Ou seja, são mundos rochosos, como o nosso, apesar do tamanho avantajado.

E o Kepler-442b em particular recebe de sua estrela-mãe, uma anã laranja um pouco menor do que o Sol, cerca de dois terços da radiação que a Terra ganha do Sol. Segundo os cálculos dos astrônomos liderados por Guillermo Torres, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, e por Douglas Caldwell, do Instituto SETI, com esse nível de radiação, ele tem 97% de chance de de fato estar na zona habitável de sua estrela. Só para comparar, o festejado Kepler-186f, do ano passado, recebe um terço da radiação solar que incide na Terra.

CANDIDATOS

Hoje os pesquisadores do satélite Kepler também apresentaram uma atualização dos resultados gerais obtidos pelo telescópio durante seus quatro anos de operação. Garimpando os dados, eles encontraram mais 554 candidatos a planeta, que vêm a se somar aos 4.183 candidatos da parcial anterior. É uma medida importante do tamanho do sucesso da missão, apesar de sua interrupção abrupta pela falha com os giroscópios. Estima-se que cerca de 90% dos “candidatos” sejam planetas de fato, mas para verificar isso os cientistas precisam usar técnicas de análise que confirmem a descoberta.

O Kepler detecta planetas ao observar pequenas reduções no brilho das estrelas conforme um mundo orbitando ao seu redor passa à frente dela, com relação ao satélite. Medindo o tamanho da redução de brilho, o tempo de duração e a periodicidade, é possível estimar o tamanho e a órbita do planeta. Mas diversos fenômenos, como manchas estelares ou a presença de outra estrela próximo, podem gerar falsos positivos. Daí a necessidade de uma segunda análise caso a caso após a primeira peneirada dos “candidatos”.

No caso dos oito novos planetas na zona habitável, a equipe de Torres e Caldwell usou um programa de computador chamado Blender, que introduz diversos falsos positivos nos dados e procede com uma análise estatística sobre as detecções. Com isso, conseguiram determinar com confiança superior a 99% de que são realmente para valer.
Fonte: Salvador Nogueira - Mensageiro Sideral

Para onde foram todas as estrelas?


Para onde foram todas as estrelas?


Buraco no espaço

Nesta intrigante imagem parecem faltar muitas estrelas. No entanto, o vazio negro não é na realidade um buraco, mas sim uma região do espaço cheia de gás e poeira, uma nuvem escura chamada LDN 483 (Lynds Dark Nebula, ou Nebulosa Escura de Lynds). A LDN 483 contém material poeirento em quantidade suficiente para bloquear por completo a radiação visível emitida pelas estrelas que se encontram no campo de fundo - ela situa-se a cerca de 700 anos-luz de distância, na constelação da Serpente. A natureza sem estrelas da LDN 483, e de outras nuvens do mesmo estilo, poderia sugerir que estes são locais onde as estrelas não nascem nem crescem mas, de fato, dá-se exatamente o oposto: as nebulosas escuras oferecem um meio extremamente fértil a uma eventual formação estelar.
Ou seja, ela é diferente do buraco no espaço descoberto pelo telescópio Herschel há alguns anos.



Útero de estrelas

Os astrônomos que estudam a formação estelar na LDN 483 descobriram algumas das estrelas bebês mais jovens já vistas "enterradas" no interior oculto da nebulosa - é como se fossem estrelas em gestação, ainda dentro do "útero", mas já completas. Nesta primeira fase do desenvolvimento estelar, a protoestrela é apenas uma bola de gás e poeira que se contrai sob a força da gravidade no interior da nuvem molecular que a envolve. A protoestrela está ainda muito fria - cerca de -250º Celsius - brilhando apenas nos comprimentos de onda longos do submilímetro. No entanto, tanto a temperatura como a pressão começam a aumentar no núcleo da jovem estrela. Este período mais inicial da formação estelar dura apenas alguns milhares de anos, um tempo bastante curto em termos astronômicos, tendo em conta que as estrelas vivem tipicamente durante milhões ou bilhões de anos.

Nas fases seguintes, ao longo de vários milhões de anos, a protoestrela irá tornar-se cada vez mais quente e densa. A sua emissão aumentará em termos de energia, passando gradualmente da radiação fria do infravermelho longínquo, ao infravermelho próximo e finalmente à radiação visível. A protoestrela muito tênue ter-se-á então transformado em uma estrela completamente luminosa, e começará a lançar luzes no meio da nebulosa escura. À medida que mais e mais estrelas forem emergindo das profundezas escuras da LDN 483, a nebulosa escura dispersar-se-á, perdendo a sua opacidade. As estrelas no campo de fundo que se encontram atualmente escondidas aparecerão - mas apenas após milhões de anos, e nessa altura serão ofuscadas pelas jovens estrelas brilhantes que acabaram de nascer na nuvem. Essa história pode ser aferida em aglomerados estelares mais maduros, como o Messier 7.
Fonte: Inovação Tecnológica

25 Anos do Hubble – Uma Revisita aos Pilares da Criação

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Para celebrar 25 anos de exploração do universo, de 1990 a 2015, desde a baixa órbita da Terra, as câmeras do Telescópio Espacial Hubble foram usadas para revisitarem sua imagem mais ic6onica. O resultado é essa visão mais nítida e ampla da região denominada de Pilares da Criação, e que foi imageada pela primeira vez pelo Hubble em 1995. As estrelas estão se formando nas profundezas dentro das estruturas em forma de torres. As colunas de gás frio e poeira com anos-luz de comprimento estão a cerca de 6500 anos-luz de distância da Terra na M16, a Nebulosa da Águia, localizada na direção da constelação da Serpens. Esculpidos e erodidos pela luz ultravioleta energética e pelos poderosos ventos do aglomerado de estrelas jovens e massivas da M16, os pilares cósmicos estão destinados a serem destruídos. Mas o ambiente turbulento de formação de estrelas dentro da M16 cujos detalhes espetaculares são capturados nessa imagem do Hubble feita na luz visível, é provavelmente, muito similar ao ambiente onde o nosso Sol se formou. Abaixo, uma comparação entre as duas imagens feitas com quase 20 anos de intervalo.
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