13 de fev de 2015

Estrela que explodiu floresce como uma flor cosmica

As observações do remanescente de supernova G299.2-2.9 pelo Chandra revelam informações importantes sobre este objeto. Crédito: NASA/CXC/U. Texas


Tendo em conta que os campos de destroços de estrelas que explodiram, conhecidos como remanescentes de supernovas, são muito quentes, energéticos e brilham intensamente em raios-X, o Observatório Chandra da NASA tem provado ser uma ferramenta valiosa no seu estudo. O remanescente de supernova chamado G299.2-2.9 (ou G299) está localizado dentro da nossa Via Láctea, mas a imagem do Chandra é uma reminiscência de uma bonita flor cá na Terra. G299 foi deixado por uma classe particular de supernovas chamada Tipo Ia. Os astrónomos pensam que a supernova de Tipo Ia é uma explosão termonuclear - envolvendo a fusão de elementos e a libertação de grandes quantidades de energia - de uma anã branca num órbita íntima com uma estrela companheira.

Se a parceira da anã branca for uma estrela normal, parecida com o Sol, a anã branca pode tornar-se instável e explodir quando atrair o material da sua companheira. Alternativamente, se a anã branca estiver em órbita com outra anã branca, as duas podem fundir-se e desencadear uma explosão. Independentemente do mecanismo de desencadeamento, há muito que se sabe que as supernovas do Tipo Ia são uniformes no que toca ao seu brilho extremo, geralmente ultrapassando o brilho da galáxia onde se encontram. Tal é importante porque os cientistas usam estes objetos como "marcos quilométricos" cósmicos, o que lhes permite medir com precisão as distâncias de galáxias a milhares de milhões de anos-luz e determinar a taxa de expansão do Universo.

Os modelos teóricos tradicionais das supernovas de Tipo Ia geralmente preveem que estas explosões são simétricas, criando uma esfera quase perfeita à medida que expandem. Estes modelos têm sido apoiados por resultados que mostram que os remanescentes de supernovas do Tipo Ia são mais simétricos que os remanescentes de supernovas que envolvem o colapso de estrelas maciças. No entanto, os astrónomos estão descobrindo que algumas explosões de supernova do Tipo Ia podem não ser tão simétricas como se pensava. G299 pode ser um exemplo desse tipo "invulgar" de supernova do Tipo Ia. Usando uma observação longa do Chandra, os investigadores descobriram que a concha de detritos da estrela que explodiu está expandindo-se de forma diferente em várias direções.

Nesta nova imagem do Chandra, o vermelho, verde e azul representam raios-X de baixa, média e alta energia, respetivamente, detetados pelo telescópio. Os raios-X de energia média incluem a emissão do ferro e os raios-X altamente energéticos incluem a emissão de silício e enxofre. Os dados de raios-X foram combinados com dados infravermelhos do levantamento terrestre 2MASS que mostra as estrelas no campo de visão.

Ao realizar uma análise detalhada dos raios-X, os investigadores encontraram vários exemplos claros de assimetrias em G299. Por exemplo, a razão entre as quantidades de ferro e silício na parte do remanescente mesmo acima do centro é maior que na região do remanescente mesmo por baixo do centro. Esta diferença pode ser vista na cor mais esverdeada da secção superior em comparação com a cor mais azulada da secção inferior. Além disso, existe uma porção fortemente alongada no remanescente que estende para a direita. Nesta região, a relação ferro-silício é similar à encontrada na região sul do remanescente.

Os padrões observados nos dados do Chandra sugerem que esta supernova do Tipo Ia pode ter sido produzida por uma explosão muito desequilibrada. Também pode ser que o remanescente está a expandir-se para um ambiente onde o meio que encontra é irregular. Independentemente da explicação definitiva, as observações de G299 e de outros objetos como este estão a mostrar aos astrónomos quão variadas estas flores cósmicas podem ser. O artigo que descreve estes resultados foi publicado na edição de 1 de Setembro de 2014 da revista The Astrophysical Journal e está disponível online.
Fonte: Astronomia Online - Portugal

Big Bang: o que existia antes da maior explosão de todos os tempos?

Será que algum dia saberemos o que aconteceu antes do Big Bang? Esta não é uma questão apenas filosófica: há alguns aspectos que podem vir a ser cientificamente testados.
Big Bang
Por muito tempo o homem achou que o Universo – por definição, tudo que tem existência física – era de idade infinita, ou com uma idade que poderia ser medida em gerações humanas, como contado por muitas mitologias. Porém, graças aos estudos da taxa de expansão do Universo, sabemos que há cerca de 13,8 bilhões de anos tudo que podemos observar veio de uma expansão a partir de um ponto menor que um átomo, o Big Bang. O modelo do Big Bang é a melhor explicação que temos para a aparência do cosmos atual, mas ele tem suas limitações – como o fato de que não responde a algumas perguntas fundamentais, como “o que veio antes do Big Bang?” (se é que veio alguma coisa). Mas antes de tentar entender as possíveis respostas, é preciso primeiro entender a pergunta.

Inflação do big bang

O Universo pode ser definido como tudo o que existe em um sentido físico, mas nós podemos observar apenas uma parte dele. Olhando ao redor vemos galáxias por todos os lados, e elas todas se parecem umas com as outras, não há uma direção especial no espaço… Isso significa que o Universo não tem “bordas” (ou um centro). Se fossemos movidos instantaneamente para uma galáxia distante, veríamos um cosmos semelhante ao que vemos da Terra, com um raio efetivo de 46 bilhões de anos-luz. Não podemos ver além desse raio, não importa onde estejamos posicionados. Por vários motivos os cosmologista acreditam que o Universo sofreu um processo de inflação em seus primórdios – uma expansão rápida logo após o Big Bang.

Com a expansão, veio o resfriamento, e, passados cerca de 380.000 anos do Big Bang, o Universo ficou transparente, e a luz daquela época pode ser percebida hoje como a radiação cósmica de fundo (CMB, na sigla em inglês de Cosmic Microwave Background). Essa radiação foi examinada por meio de telescópios espaciais como o COBE, WMAP e, mais recentemente, o Planck, e cientistas perceberam que ela é bastante suave, mas não totalmente uniforme: contém irregularidades que eram minúsculas e ficaram imensas com a inflação, e se tornaram as sementes para os objetos em larga escala, como galáxias e grupos de galáxias vistos hoje.

Existem várias versões possíveis para a inflação, mas o ponto essencial é que as flutuações aleatórias de temperatura e densidade produzidas pelo Big Bang foram suavizadas pela expansão rápida, como um balão murcho e enrugado se torna um objeto liso quando inflado. Mas a inflação teria acontecido tão rápido que o Universo passou a ter regiões desconectadas – universos paralelos – que podem até mesmo ter leis físicas diferentes. A inflação produziria muitas ondas gravitacionais – flutuações na estrutura do espaço e tempo – que por sua vez deixariam as marcas na radiação cósmica de fundo. As ondas gravitais no início do Universo teriam agitado o espaço-tempo, criando um ambiente que distorceu a emissão de luz.

Universos de bolso

Entretanto, nada disso nos informa o que veio antes do Big Bang. Em muitos modelos inflacionários, bem como em teorias do Big Bang mais antigas, este é o único Universo que existe, ou, pelo menos, o único que podemos observar. Uma exceção é o modelo conhecido como inflação eterna. Nele, o Universo Observável é parte de um “Universo de bolso”, uma bolha em uma enorme espuma de inflação. Na nossa bolha particular, a inflação começou e parou, mas em outros universos desconectados do nosso a inflação pode ter propriedades diferentes.

A inflação eterna esvaziou as regiões fora das bolhas, eliminando toda a matéria ali – não há estrelas, galáxias ou qualquer coisa reconhecível. Se a inflação eterna está correta, o Big Bang é a origem do nosso universo-bolha, mas não de todo o Universo, que pode ter uma origem muito anterior. Se algum dia tivermos evidências dos multiversos, elas serão indiretas, mesmo com a confirmação da inflação feita pelo telescópio Planck e outros. Em outras palavras, a inflação eterna pode responder sobre o que precedeu o Big Bang, mas ainda vai deixar a questão da origem última fora de alcance.

Ciclos de trilhões de anos

Muitos cosmologistas consideram o modelo inflacionário como o pior modelo que temos. As propriedades gerais da inflação são interessantes, graças à sua utilidade para resolver problemas difíceis em cosmologia, mas certos detalhes são complicados. O que causou a inflação? Como ela começou e quando terminou? Se a inflação eterna está correta, quantos universos-bolha podem existir com propriedades semelhantes às do nosso? Houve um “Big Bang Maior” que originou o multiverso? E, finalmente (o que diferencia a ciência da filosofia), podemos testar estas hipóteses?

Existe uma alternativa ao modelo inflacionário, que evita estas questões, e responde o que havia antes do Big Bang. Se o modelo de universo cíclico de Paul Steinhardt e Neil Turok estiver certo, o Universo reside dentro de um vazio em uma dimensão maior. Junto do nosso universo há um universo paralelo que não podemos observar diretamente, mas que está conectado com o nosso pela gravidade. O Big Bang não seria o início, mas um momento em que duas “branas” (termo que deriva de “membranas”) colidiram. O Universo no modelo cíclico está entre períodos em que as branas estão se afastando, com expansão acelerada, e novos Big Bangs estariam em períodos em as branas colidem novamente. Como cada ciclo levaria trilhões de anos para se completar, o universo seria infinitamente velho, evitando os problemas filosóficos dos modelos inflacionários.

Embora o universo cíclico não seja popular entre os cosmologistas, ele pelo menos poderia ser descartado pela observação: se a “assinatura gravitacional” da inflação for encontrada, o modelo cíclico já era… mas o modelo cíclico, por sua vez, não está completo – ele não explica quanta energia escura há no universo, por exemplo. E atualmente não há evidência física que o diferencie dos modelos inflacionários. Se você acha que todas estas opções são espantosas, pode ter certeza de que os cientistas pensam o mesmo. Como o universo observável está em expansão acelerada, sem sinal de que vá entrar em colapso mesmo no futuro mais distante, por que haveria um cosmos com um início mas sem um fim semelhante?

Se a inflação ou o Big Bang apaga as informações sobre o que veio antes (se é que algo veio), será que não estamos discutindo quantos anjos poderiam dançar Gangnam Style na cabeça de um alfinete? Mesmo se a inflação eterna ou o modelo cíclico forem corretos, eles colocam a questão da origem de tudo no campo do que não pode ser testado. Em dez ou cem anos, as questões e métodos que usamos para responder estas questões provavelmente terão evoluído. Por enquanto, ainda não está claro como podemos saber o que precedeu o Big Bang.
Fonte: BBC

O universo é um lugar tão grande que é fácil ficar perplexo, com as medições que os astrônomos fazem.

1974990_937115226301562_7091457700471184854_n
O tamanho da UY Scuti, que possivelmente, pode ser classificada como uma das maiores estrelas que temos observado até o momento, é certamente é desconcertante. Muito surpreendente não? UY Scuti é classificada como uma ” estrela hiper gigante” que é a classificação que vem depois” supergigante “e regular gigante “. Com todo esse tamanho ela possivelmente pode ser classificada como uma das maiores estrelas conhecidas, mas não é a estrela de maior massa. A Massa de UY Scuti é apenas 30 vezes maior que a do nosso Sol, o que a coloca longe do topo das estrelas mais massivas lista. E no topo das estrelas mais massivas esta a estrela R136a1, que ter cerca de 265 vezes a massa do Sol, mas com apenas 30 vezes o raio do sol.

Massa e tamanho físico (volume) nem sempre se correlacionam para estrelas, ainda mais quando o caso são as estrelas gigantes. Assim, enquanto UY Scuti só é cerca de 30 vezes mais massiva do que o Sol, ela tem um raio que chega próximo de ser de 1.700 vezes maior do que o raio do sol. Esta estrela pertence a uma classe de estrelas que variam em brilho porque variam seu tamanho, de modo que este número também é suscetível de mudar ao longo do tempo. A margem de erro nesta medida é de cerca de 192 raios solares. Esta incerteza é por isso que eu usei “, possivelmente uma das maiores estrelas” na minha descrição da UY Scuti. Se ao caso a margem de erro for menor que 192 raios solares, existem alguns outros candidatos que poderiam bater UY Scuti.

O tamanho aproximado da estrela é de cerca de 750 milhões de quilômetros, ou quase oito unidades astronômicas, (onde uma unidade astronômica é a distância entre a Terra e o sol). Esta estrela é grande o suficiente para se estender para além Júpiter. A complicação com estrelas é que elas têm bordas difusas. A maioria das estrelas não têm uma superfície rígida, onde as extremidades de gás e onde o vácuo começa, que teria servido como uma linha divisória mais fácil para marcar o fim da estrela.

Para UY Scuti, a fotosfera pode se estende para além da órbita de Júpiter, isto significa que a luz produzida no centro da estrela não iria ser capaz de fluir livremente a partir da estrela, até que ela esteja além de Júpiter. Além disso, haveria uma difusa atmosfera quente que alargaria ainda mais para fora do nosso sistema solar, e uma grande quantidade de gás e poeira que se perderia a partir da estrela ao longo dos anos. A nebulosa de gás dispersa da estrela se estende até 400 unidades astronômicas, o que é 10 vezes mais longe do que Plutão.

10 fatos surpreendentes sobre buracos negros. A #1 é inacreditável

Se você fizer parte do grupo de cientistas que pensa que os buracos negros realmente existem, então você crê que ele é uma grande quantidade de matéria espremida em uma pequena área com uma enorme força gravitacional para o seu tamanho. De acordo com a teoria vigente, muitos buracos negros se formam a partir de estrelas moribundas gigantes que entram em colapso. E isso é quase tudo que sabemos sobre esses objetos extremamente misteriosos, que nos surpreendem a todo momento. Veja 10 maneiras pelas quais eles nos intrigam:

10. Nossos antepassados podem ter visto o buraco negro da Via Láctea
buracos negros 10 Cerca de dois milhões de anos atrás, o buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia explodiu em um brilho radiante. Naquela época, o homem estava apenas começando a andar ereto. Nossos ancestrais teriam visto uma luz do tamanho da lua no céu do sul. O buraco negro, Sagitário A*, está calmo agora. Mas, naquela época, acreditava-se que ele era um núcleo galáctico ativo (NGA), o centro compacto de produção de energia de uma galáxia que supera grandemente o resto. Se um NGA puxa grandes quantidades de matéria, dois jatos brilhantes de partículas de alta energia são lançados. Astrônomos inventaram essa teoria em 2010 após avistar duas bolhas de Fermi acima e abaixo da nossa galáxia. Os cientistas acreditam que os jatos de NGA poderiam ter produzido aquelas bolhas entre um e três milhões de anos atrás. O show de luzes do buraco teria durado alguns milhares de anos para os nossos antepassados.

9. Fontes ultraluminosas e buracos negros
buracos negros 9
Durante décadas, muitos cientistas acreditavam que as fontes de raios-X extremamente brilhantes, conhecidas como fontes ultraluminosas ULX, eram causadas por buracos negros comendo estrelas ou outras matérias. Quando a imensa gravidade de um buraco negro atrai o gás de uma estrela vizinha, o gás desce em espiral para formar um disco de acreção em torno do buraco negro. O gás é aquecido a temperaturas extremamente altas e libera luz brilhante de raios-X em todas as direções. Quanto maior o buraco negro se alimentando, maior o brilho. Essa era a teoria, até observarmos uma fonte ULX que pulsava na galáxia vizinha M82, emitindo um feixe de raios-X que passava pela Terra a cada 1,37 segundo como um farol. O problema é que os buracos negros não pulsam. Pulsares pulsam. Pulsar é uma estrela de nêutrons (o remanescente de uma estrela morrendo que não é grande o suficiente para se tornar um buraco negro) que emite luz de raios-X a partir de seus polos magnéticos como um farol. Mas o pulsar na galáxia M82 é 100 vezes mais brilhante do que a sua massa devia permitir, de acordo com uma teoria da física chamada de “limite de Eddington”. Esse pulsar não deveria ser uma fonte ULX. Agora, os astrônomos precisam reexaminar outras fontes ULX para ver se elas pulsam. Tudo que sabemos com certeza é que não podemos mais assumir que toda fonte ULX é um buraco negro.

8. Comilança sem limites

buracos negros 8 Até recentemente, os cientistas pensavam que o tamanho de um buraco negro determinava a velocidade máxima em que ele poderia se alimentar e produzir luz (o limite de Eddington). Então descobriram P13, um buraco negro na galáxia NGC7793 que gira em torno de uma estrela supergigante canibalizando-a. P13 engole a estrela 10 vezes mais rápido do que os astrônomos acreditavam ser possível. Ele é provavelmente 15 vezes menor do que o nosso sol, mas um milhão de vezes mais brilhante. Além disso, tem a capacidade de devorar sua estrela companheira em menos de um milhão de anos, o que é muito rápido no tempo cósmico. Como o pulsar M82, P13 é uma fonte de raios-X ultraluminosa que viola absurdamente o limite de Eddington. Os astrônomos agora acham que pode não haver um limite de quanto um buraco negro pode comer.

7. Buracos negros supermassivos podem ser mais numerosos do que pensávamos

Artist’s concept of supermassive black hole within M60-UCD1 Buracos negros existem em uma variedade de tamanhos, de primordial (que pode ser tão pequeno como um átomo) a supermassivo (com massas maiores do que um milhão de sóis). Pode até haver um tamanho extragrande raro chamado de ultramassivo. Ao mesmo tempo, pensávamos que só galáxias grandes tinham buracos negros. Mas, no início de 2014, astrônomos revelaram que mais de 100 pequenas galáxias anãs parecem ter buracos negros em seus centros. Comparado a coleção de 200 a 400 bilhões de estrelas da nossa Via Láctea, uma galáxia anã tem apenas algumas bilhões de estrelas e muito menos massa. Em setembro de 2014, os astrônomos anunciaram um buraco negro supermassivo em uma galáxia anã ultracompacta chamada M60-UCD1, a galáxia mais densa conhecida atualmente. Se você vivesse em M60-UCD1, veria pelo menos um milhão de estrelas no céu noturno, em oposição às 4.000 estrelas que vemos a partir da Terra a olho nu. E, enquanto o buraco negro central da Via Láctea tem uma massa de quatro milhões de sóis, isso é menos de 0,01% da massa total da nossa galáxia. Em comparação, o buraco negro central de M60-UCD1 é um monstro, com uma massa de 21 milhões de sóis. Baseado nesses achados, alguns cientistas acreditam que muitas galáxias anãs ultracompactas podem ser os restos de galáxias maiores dilaceradas quando colidiram com outras galáxias. Pode haver tantos buracos negros supermassivos nos centros das galáxias anãs ultracompactas quanto existem em galáxias maiores.

6. Buracos negros no início do universo comiam mais rápido

buracos negros 6
Cientistas não entendiam muito bem como um buraco negro poderia começar a vida com um número estimado de 10 massas solares e em seguida crescer rapidamente para mais de um bilhão de massas solares logo após o Big Bang. Em condições normais, o gás puxado em direção a um buraco negro espirala para baixo e forma um disco de acreção. Algum gás escorre para dentro do objeto, mas vários processos retardam o crescimento do buraco. Assim, a teoria é que o universo primitivo continha correntes de gás frio muito mais densas do que as que existem hoje. Um buraco negro jovem teria se movido rapidamente, mudando continuamente de direção e se alimentando dos gases ao seu redor. Estas mudanças de direção rápidas podem ter deixado o buraco comer material diretamente destas correntes densas. À medida que o buraco negro crescia, ele comia ainda mais rápido. Em cosmicamente rápidos 10 milhões de anos, o buraco negro teria crescido de 10 massas solares para 10.000 massas solares. Depois, essa taxa de crescimento teria diminuído.

5. Buracos negros podem impedir a formação de estrelas

buracos negros 5 Em galáxias maduras, os pesquisadores descobriram que buracos negros podem parar o desenvolvimento de estrelas expelindo partículas que emitem ondas de rádio. Viajando perto da velocidade da luz, estes jatos aquecidos evitam que o gás quente na galáxia esfrie e se condense em novas estrelas. Os cientistas não sabem por que buracos negros centrais nestas galáxias mais velhas começam a emitir essas partículas. No entanto, pode ser que, em galáxias jovens com a massa da Via Láctea espremida em uma área relativamente pequena, as próprias estrelas sejam responsáveis por evitar o nascimento de novas. Galáxias densas assim são geralmente resultado da fusão de duas galáxias ricas em gás que colidiram, e esse evento emite gás frio para o centro compacto resultante da fusão, o que encerra a formação de futuras estrelas.

4. O olho de Sauron pode mostrar quanto os buracos negros pesam

buracos negros 4
 Os astrônomos pensam que os buracos negros supermassivos nos centros das galáxias têm 40% mais massa do que originalmente foi teorizado. Isso pode ajudar a explicar por que o limite de Eddington não funciona com alguns objetos. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores utilizaram a galáxia NGC 4151, cujo núcleo ativo é chamado de “Olho de Sauron” porque parece seu homônimo do Senhor dos Anéis. Uma técnica anterior havia estimado a distância da Terra ao buraco negro central de NGC 4151 entre 13 a 95 milhões de anos-luz. Cientistas decidiram usar os telescópios Keck no Havaí e matemática simples para chegar a um resultado com quase 90% de precisão. O buraco negro da NGC 4151 é ativo, alimentando-se de gás nas proximidades e produzindo luz de raios-X. Esta radiação ultravioleta, em seguida, aquece um anel de poeira que orbita o buraco negro. Observando a atividade do buraco por 30 dias, os pesquisadores calcularam a distância entre ele e o anel de poeira. Isso foi utilizado para formar a base de um triângulo isósceles. Depois de medir o ângulo no céu a partir do anel de poeira, os pesquisadores usaram geometria simples para calcular a distância do Olho de Sauron como aproximadamente 62 milhões de anos-luz. Isso agora dá-lhes a capacidade de medir a massa do buraco negro supermassivo com maior precisão.

3. Buracos negros e a turbulência gravitacional
buracos negros 3
Até recentemente, a maioria dos pesquisadores acreditava que o espaço-tempo não poderia ser turbulento. Mas três cientistas transformaram essa crença quando decidiram analisar se a gravidade poderia comportar-se como um fluido. Sob as condições corretas, os fluidos são turbulentos. Os pesquisadores usaram buracos negros que giram rápido para provar esse conceito no seu estudo. O espaço-tempo é menos viscoso em torno de buracos negros rápidos, o que aumenta a possibilidade de turbulência. “Ao longo dos últimos anos, passamos de uma séria dúvida sobre se a gravidade poderia ser turbulenta para uma alta confiança de que pode”, disse o pesquisador Luis Lehner. Em pouco tempo, isso pode ir de uma constatação teórica a uma observável. Novos instrumentos em breve terão a capacidade de detectar ondas gravitacionais, ondulações no espaço-tempo que se comportam como ondas no oceano quando um barco navega por ele. No espaço, fluido gravitacional pode repercutir em grandes eventos cósmicos, como quando dois buracos negros colidem.

2. O centro de um mistério galáctico

buracos negros 2 Alguns astrônomos acreditam que um mistério de assassinato no espaço está transformando pulsares em pequenos buracos negros. Com tantas estrelas em nossa galáxia, pelo menos 50 mortas deveriam ser pulsares. Mas os astrônomos só encontraram um pulsar no centro da Via Láctea até agora. Há várias explicações possíveis, mas uma das mais intrigantes envolve matéria escura. Como os buracos negros, a matéria escura é invisível e só pode ser detectada pela interação de sua atração gravitacional com outros objetos no espaço. Cientistas propuseram que a gravidade de um pulsar pode atrair certas partículas de matéria escura, fazendo com que ela inche o pulsar até que ele perfura o tecido do espaço-tempo e desaparece. Algumas partículas de matéria escura combinam matéria e antimatéria. Essas partículas iriam destruir uma a outra em contato. Assim, os pesquisadores acreditam que só partículas de matéria escura assimétricas (que são ou matéria ou antimatéria mas não ambas) podem acumular-se no núcleo de um pulsar. Como há uma maior concentração de matéria escura no centro galáctico, isso pode explicar por que os pulsares estão em falta apenas no centro da nossa Via Láctea.

1. Nosso universo pode ter sido gerado de um buraco negro 4D

buracos negros 1 Um grande problema com a teoria do Big Bang é que o nosso universo cientificamente previsível se origina de uma singularidade, um ponto infinitamente denso que não é regido pelas mesmas regras da física. Bem por isso, físicos não entendem direito singularidades. Eles não podem explicar o que provocou o Big Bang. Alguns acreditam que é improvável que um começo tão caótico produziria um universo com uma temperatura tão uniforme. Então, três pesquisadores do Instituto Perimeter propuseram uma nova teoria que eles insistem ser matematicamente testável. Eles argumentam que o nosso universo foi violentamente ejetado a partir da morte de uma estrela supernova 4D cujas camadas internas se colapsaram em um buraco negro. No nosso universo, um buraco negro 3D tem um horizonte de evento 2D, o limite ao redor da sua boca que representa o ponto de não retorno para qualquer coisa que cai dentro. Em um universo com quatro dimensões espaciais, um buraco negro 4D teria um horizonte de eventos 3D. O nosso universo, o material ejetado da supernova, formaria uma membrana 3D em todo o horizonte de eventos. O crescimento dessa membrana é o que percebemos como a expansão cósmica. Nosso universo 3D teria herdado a uniformidade do universo mãe 4D. Os pesquisadores ainda estão refinando seu modelo, mas insistem que a teoria não é absurda – só resistimos a ela porque não entendemos um universo 4D. Nosso pensamento é limitado por um mundo que pode representar apenas a ponta de realidade.
Fonte: Hypescience.com
[Listverse]
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...