9 de mar de 2015

Ninguém sabe do que 95% do universo é feito

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Ao observar galáxias distantes e supernovas, além da temperatura do Universo, os astrônomos chegaram à conclusão que nosso Universo é, na maior parte, plano, a energia total dele é zero, e está em expansão acelerada causada por um bizarro fenômeno, a energia escura. E esta aceleração está aumentando, e vencendo a gravidade. É como jogar uma bola para o alto e ver ela se afastar a uma velocidade cada vez maior, apesar de ser atraída pela gravidade.

Do que é feito o universo?


Um artigo recente na conceituada revista científica Science, o astrofísico da Universidade de Princeton, David Spergel, conta como o modelo cosmológico padrão, ou seja, a teoria que descreve o Universo, usa apenas seis parâmetros. Estes seis parâmetros combinados, formam um modelo que prevê que 95% do nosso Universo é feito de matéria escura e energia escura, deixando os 5% restantes para tudo que a gente consegue ver e detectar. A matéria escura é uma descoberta mais antiga, os astrônomos conseguiram demonstrar que o balé das galáxias do aglomerado Coma só poderia ser explicado se houvesse mais matéria por ali, matéria que não conseguimos detectar. E mais, teria que ser uma matéria não bariônica, ou seja, não composta do mesmo material que faz os átomos normais. Mas o que é esta matéria escura? Ninguém sabe, ainda.

Atualmente, uma série de experimentos está sendo feita para detectar tanto a matéria escura quanto a energia escura, e tem até mesmo alguns cientistas alegando que encontraram partículas de matéria escura, só que até agora estas descobertas são muito controversas. As esperanças dos cientistas estão no LHC, que pode descobrir evidências a favor de alguma teoria de supersimetria, que poderia explica a matéria escura. E a energia escura? Explicar a mesma e o porquê da expansão do Universo estar acelerando é outro problema hercúleo. Novos telescópios estão sendo projetados e devem ficar prontos na próxima década, e serão usados para mapear a estrutura do Universo, mapeando a distribuição da matéria nos últimos 10 bilhões de anos.

Parâmetros para descrever o universo

  • Idade do universo,
  • Densidade dos átomos,
  • Densidade da matéria,
  • Amplitude das flutuações iniciais,
  • Dependência destas flutuações à escala,
  • Época que se formaram as primeiras estrelas,


  • Mas talvez apenas fazer observações não seja suficiente. Talvez seja necessário uma nova teoria da gravidade, tão profunda quanto a Teoria da Relatividade, uma que talvez inclua dimensões extras, para uma nova cosmologia. Uma cosmologia que talvez não precise de matéria escura nem energia escura para explicar o Universo com a mesma simplicidade e elegância da teoria atual.
    Fonte: Hypescience.com
    [PhysOrg, ScienceMag]

    Cientistas confirmam mudanças no campo magnético da Terra

    Campo magnetcio da Terra
    O gráfico mostra a intensidade do campo magnético da Terra como registrado pelo satélite europeu SWARM. As áreas vermelhas representam locais onde o campo magnético é mais forte, enquanto as áreas azuis retratam diminuição na intensidade. Crédito: ESA/DTU Space, Apolo11.com.


    Baseado em dados da constelação de satélites Swarm, cientistas da agência espacial europeia confirmaram que mudanças importantes no campo magnético da Terra estão acontencente, entre elas o possível enfraquecimento da Anomalia Magnética que atua sobre o Brasil. Medições feitas nos últimos seis meses confirmam uma tendência de enfraquecimento global, com quedas mais significativas no hemisfério ocidental do planeta, embora um aumento na intensidade tenha sido observado acima do oceano Índico desde janeiro de 2013. Além das medições de intensidade, os dados coletados também confirmam os estudos recentes que revelam o deslocamento do polo norte magnético em direção à Sibéria. Todas as anomalias verificadas foram detectadas a partir das linhas de força provenientes do núcleo da Terra, correspondente a 90% do total coletado. De acordo com a ESA, os outros 10% serão analisados neste ano e foram originados no manto, crosta, oceanos e magnetosfera terrestre.

    Anomalia Magnética do Atlântico Sul
    Um dos gráficos que mais chama a atenção é aquele observado no topo do artigo, onde se nota um enfraquecimento natural mais pronunciado nas linhas de fluxo magnético acima de toda a América do Sul, mas ligeiramente mais pronunciado no Sudeste e Centro-Oeste Brasileiros. Esta região de enfraquecimento é conhecido pelos pesquisadores como Anomalia Magnética do Atlântico Sul, ou AMAS. Essa anomalia ocorre devido à uma espécie de depressão ou achatamento nas linhas no campo magnético da Terra acima desta região e tem como causa o desalinhamento entre o centro do campo magnético e o centro geográfico do planeta, deslocados entre si por cerca de 460 km no sentido sul-norte.

    Esta anomalia foi descoberta em 1958 e sofre alterações ao longo do tempo, principalmente devido ao deslocamento dos polos magnéticos aliada ao enfraquecimento do campo de modo global. Devido ao campo magnético ser mais fraco, partículas oriundas do cinturão de Van Allen se aproximam mais da alta atmosfera desta região, fazendo com que os níveis de radiação cósmica em grandes altitudes sejam mais altos nesta zona. Embora os efeitos na superfície sejam praticamente desprezíveis, a AMAS afeta fortemente satélites e outras espaçonaves que orbitam algumas centenas de quilômetros de altitude.  Satélites que cruzam periodicamente a AMAS ficam expostos durante vários minutos à fortes doses de radiações e necessitam de proteção especial. A Estação Espacial Internacional, por exemplo, é dotada de um escudo especialmente desenvolvido para bloquear as radiações.

    Estudos
    De acordo com Rune Floberghagen, gerente da ESA para a missão Swarm, os dados registrados pelos satélites deverão proporcionar uma nova visão sobre muitos processos naturais que ocorrem em nosso planeta, desde aqueles que tem origem nas profundezas da Terra até os eventos desencadeadas pela atividade solar. Além disso, no entender do pesquisador, as informações obtidas deverão trazer uma melhor compreensão dos motivos que estão causando o enfraquecimento do campo magnético terrestre e as possíveis consequências que isso terá no futuro.
    Fonte: Apolo11.com - http://www.apolo11.com/



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