10 de mar de 2015

Cientistas vão tentar recriar Big Bang e 'ninguém sabe onde isso vai dar'




Sistema Solar, Modelo, Astronomia, EspaçoA busca pelos segredos do universo ganhará o que muitos acreditam que seja seu maior capítulo a partir das próximas semanas. Em Genebra, o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) irá religar o maior acelerador de partículas do mundo e, desta vez, com uma potência duas vezes superior àquela que foi utilizada para descobrir o Bóson de Higgs - a partícula elementar que dá massa a todas as outras -, um dos maiores feitos da história da física. Para os especialistas, ao apertar o botão para voltar a dar energia ao acelerador, o que estará sendo feito é abrir uma nova fronteira para a ciência. O acelerador, conhecido como LHC, custou US$ 8 bilhões e levou mais de 20 anos para ser projetado e construído. Hoje, o túnel de 27 km que fica situado cerca de 30 andares por baixo da cidade de Genebra e parte do território da França é considerado como um dos exemplos da cooperação internacional. Ao fazer prótons circular pelo túnel a uma velocidade recorde, os cientistas promoveram choques para simular o que teria sido os instantes que se seguiram ao Big Bang. Quatro aparelhos foram estabelecidos para detectar as imagens desses choques, com até 40 milhões de fotos. A meta era a de tentar identificar a origem do universo, uma das campanhas mais ambiciosas da ciência. Apesar de confirmar a teoria de Higgs e de revelar dezenas de outras novas informações sobre a origem da matéria, o projeto frustrou alguns cientistas por não trazer outras novidades para o mundo da ciência.


A opção em 2012, portanto, foi a de usar uma pausa já planejada, suspender os trabalhos e desligar o acelerador. A pausa seria usada para manutenção e para incrementar ainda mais a potência do que já era o maior experimento da física. Agora, as colisões de prótons vão ocorrer em uma energia de 13 trilhões de eletrovolts, algo jamais visto na ciência. A data ainda não está fixada, mas seria entre o fim deste mês e abril. O Estado visitou a sede do Cern, em Genebra, apenas para constatar a impaciência dos cientistas para voltar a trabalhar na análise dos choques. Para muitos, uma nova física pode surgir a partir dessas próximas semanas e durante os três anos em que o acelerador vai funcionar na velocidade projetada.

"No fundo, ninguém sabe o que esperar. Apenas sabemos que será um momento histórico", declarou o diretor do Cern, Rolf Heuer. "O mais incrível é que estamos abrindo uma nova fronteira e que ninguém sabe dizer onde vai dar. Uma das esperanças é de que as descobertas ajudem a montar um quebra-cabeça que muitos consideram sem uma solução: a revelação da natureza da matéria negra. Cálculos baseados em interações gravitacionais entre galáxias sugerem que há cinco vezes mais matéria negra no universo que matéria comum, o que forma parte das coisas que podem ser vistas. O problema é que essa matéria negra até hoje não foi detectada diretamente nem ninguém conseguiu identificar suas características.

Ao repetir o momento posterior ao Big Bang, a meta é justamente a de criar condições para que se possa identificar essa matéria negra. Para conseguir isso, as partículas vão percorrer os túneis do acelerador a uma velocidade superior à da luz. Ao colidirem, elas vão criar uma energia recorde.

Cautela
Frédérick Bordry, responsável no Cern pelo acelerador, deixou claro que o mundo não deve esperar resultados no curto prazo. "Não vamos nos arriscar", disse. "Este ano será usado para preparar a máquina e a meta é de que ela esteja em plena produção de resultados em 2016 e 2017."
Fonte: EmResumo

Nave Rosetta envia foto de sua própria sombra sobre o cometa 67P

sombra_rosetta_01

A nave Rosetta enviou uma imagem de sua própria sombra sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que foi captada por um de seus instrumentos no último dia 14 fevereiro, quando esteve a somente 6 quilômetros de distância. A foto, com resolução de 11 centímetros por pixel, cobre uma superfície de 228 x 228 metros do cometa, e foi tirada pelo instrumento Osiris de duas câmeras, incorporado na Rosetta, cuja sombra ocupa aproximadamente uma área de 100 metros quadrados, informou nesta terça-feira o Instituto Max Planck. A nave esteve mais perto do cometa no dia 14 de fevereiro.

O "encontro" ocorreu na região de Imhotep, situada no maior dos dois lóbulos do cometa. Atualmente, a Rosetta está a cerca de 80 quilômetros de distância. A foto mostra os contrastes do terreno do cometa. Algumas partes são de superfícies abruptas e fraturadas. Em outras, o terreno é liso e coberto de pó. Há áreas com cantos arredondados e tamanhos variáveis. Durante o voo, a Rosetta só não passou perto de um cometa. Por um breve espaço de tempo, o sol, a nave e o cometa estiveram quase perfeitamente alinhados. As imagens tomadas desse ponto de vista têm um grande valor científico", afirmou Holger Sierks, principal investigador da Osiris, missão do Instituto Max Planck para a investigação do Sistema Solar, com sede em Munique, na Alemanha.

Por não haver sombras sobre o cometa além da própria Rosetta, é possível distinguir as propriedades de reflexão da superfície, explicou o pesquisador. Esse tipo de imagem é chave para o estudo do tamanho dos grãos do solo", acrescentou Sierks, explicando que na foto a sombra da Rosetta tem uma forma retangular um pouco difusa, com tamanho muito maior ao real. Na imagem, a sombra mede cerca de 100 metros quadrados, quando na realidade, a nave tem um tamanho de 64 metros quadrados.
Fonte: TERRA

Dawn é a primeira sonda a orbitar um planeta anão

Ceres é aqui visto pela sonda Dawn da NASA no dia 1 de março, poucos dias antes da missão ter alcançado órbita em redor do planeta anão. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA


A Dawn da NASA tornou-se na primeira missão a alcançar uma órbita em torno de um planeta anão. A sonda estava aproximadamente a 61.000 quilómetros de Ceres quando foi capturada pela gravidade do planeta anão às 12:39 de sexta-feira (hora portuguesa). Os controladores da missão no JPL (Jet Propulsion Laboratory) da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia, receberam o sinal da sonda às 13:36 (hora portuguesa) que indicava que estava de boa saúde, confirmando que havia entrado em órbita como planeado. Desde a sua descoberta em 1801, Ceres foi conhecido como planeta, depois como asteroide e mais tarde como planeta anão," afirma Marc Rayman, engenheiro-chefe da Dawn e diretor da missão no JPL.

"Agora, depois de uma viagem de 4,9 mil milhões de quilómetros e 7 anos e meio, a Dawn apelida Ceres de casa. Além de ser a primeira sonda a visitar um planeta anão, a Dawn tem também a distinção de ser a primeira missão a orbitar dois alvos extraterrestres. De 2011 a 2012, a sonda explorou o asteroide gigante Vesta, fornecendo novas informações e milhares de imagens desse mundo distante. Ceres e Vesta são os dois moradores mais maciços da cintura principal de asteroides do nosso Sistema Solar, entre Marte e Júpiter. As imagens mais recentes enviadas pela sonda, obtidas no passado dia 1 de março, mostram Ceres como um crescente, principalmente à sombra porque a trajetória da sonda colocou-a num dos lados de Ceres oposto ao Sol e aí ficará até meados de abril.

Quando a Dawn emergir do lado escuro de Ceres, enviará imagens cada vez mais detalhadas à medida que espirala para órbitas cada vez mais pequenas em redor do planeta anão. Nós estamos animados," afirma Chris Russell, investigador principal da missão Dawn e da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). "Temos muito para fazer durante o próximo ano e meio e temos um plano robusto para obter os nossos objetivos científicos. Este marco histórico surge apenas quatro meses antes de outro encontro planetário bastante antecipado - no dia 14 de julho, a sonda New Horizons da NASA vai passar pelo sistema de Plutão, dando aos cientistas o primeiro olhar de perto desse planeta anão distante e das suas cinco luas conhecidas.
Fonte: Astronomia Online


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...