31 de mar de 2015

Cassini retorna ao reino das luas congeladas de Saturno

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Uma visão dupla da lua congelada Reia de Saturno marcou o retorno da sonda Cassini da NASA ao reino dos satélite congelados do planeta. Isso acontece aproximadamente dois anos depois da sonda ter realizado uma órbita bem acima dos polos do planeta. Essa órbita limitou a habilidade da missão de encontrar as luas, além dos voos regulares de Titã. A órbita da Cassini permanecerá aproximadamente equatorial pelo resto de 2015 durante o qual a sonda irá fazer quatro encontros com Titã, dois com Dione e três com a lua dos gêiseres, Encélado.

As duas visões de Reia foram feitas com cerca de uma hora e meia de diferença no dia 9 de Fevereiro de 2015, quando a Cassini estava a cerca de 50000 a 80000 quilômetros de distância da lua. A sonda Cassini começou oficialmente seu novo conjunto de órbitas equatoriais em 16 de Março de 2015. As visões mostram uma expandida variação de cores que são sensíveis aos olhos humanos com o objetivo de destacar as sutis variações de cores existentes na superfície de Reia. Em cor natural, a superfície da lua é bem uniforme. A imagem da direita representa a imagem de mais alta resolução colorida de Reia lançada até o momento.

A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da NASA, ESA e da Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, gerencia a missão para o Science Mission Directorate da agência em Washington. O JPL é uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena. O centro de operações de imageamento da Cassini fica baseado no Space Science Institute em Boulder, no Colorado.

Exoplaneta 'Criados' por quatro estrelas-mãe


O crescimento de planetas em sistemas com mais de uma estrela tem sido um desafio. Apesar dos planetas no nosso Sistema Solar circularem apenas uma estrela, o nosso Sol, outros planetas mais distantes, os chamados exoplanetas, podem existir em sistemas com duas ou mais estrelas. Os pesquisadores querem saber mais sobre a complexa influência de múltiplas estrelas nos planetas e para isso apresentaram recentemente dois estudos, um planeta encontrado num sistema com três estrelas e outro planeta num sistema com quatro estrelas. As descobertas foram feitas usando instrumentos acoplados em telescópios no Observatório de Palomar em San Diego, o sistema de óptica adaptativa Robo-AO desenvolvido pela Inter-University Center for Astronomy and Astrophysics na Índia e pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, e o sistema de óptica adaptativa PALM-3000, parcialmente financiado pela NASA e desenvolvido pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena na Califórnia, e pelo Caltech. Essa é somente a segunda vez que um planeta foi identificado num sistema estelar quádruplo. Embora o planeta já fosse conhecido antes, pensava-se que ele pertencia a um sistema com três estrelas e não quatro. O primeiro exoplaneta ao redor de um sistema quádruplo, o KIC 4862625, foi descoberto em 2013 pelos cientistas cidadãos usando os dados públicos da missão Kepler da NASA.

A última descoberta sugere que os planetas em sistemas estelares quádruplos podem ser menos raros do que se pensava até então. De fato, a pesquisa recente tem mostrado que esse tipo de sistema estelar, que normalmente é constituído de dois pares de estrelas gêmeas circulando uma a outra em grandes distâncias, é mais comum do que se acreditava anteriormente. Cerca de 4% das estrelas parecidas com o Sol estão em sistemas quádruplos, o que é mais do que se estimava anteriormente pois as técnicas de observação estão em constante melhora”, disse Andrei Tokovinin do Observatório Inter-Americano de Cerro Tololo no Chile. O recém descoberto sistema planetário no sistema de quatro estrelas, é chamado de 30 Ari, e está localizado a cerca de 136 anos-luz de distância na direção da constelação de Áries. O planeta gasoso do sistema é enorme, com uma massa 10 vezes maior que a massa de Júpiter, e orbita sua estrela primária a cada 335 dias.

A estrela primária tem um parceiro próximo, que o planeta não orbita. Esse par, por sua vez, é trancado numa órbita de longa distância com outro par de estrelas a cerca de 1670 Unidades Astronômicas de distância (uma unidade astronômica é a distância entre a Terra e o Sol). Os astrônomos acreditam que seja altamente improvável que esse planeta, ou qualquer lua que o circule possa sustentar a vida. Se fosse possível ver o céu desse mundo, as quatro estrelas pareceriam como um pequeno Sol e duas estrelas bem brilhantes que seriam visíveis à luz do dia. Uma dessas estrelas, se vistas com um grande telescópio, seria revelada como um sistema binário, ou duas estrelas orbitando uma a outra.

Em anos recentes, dezenas de planetas com duas ou mais estrelas têm sido descobertos, incluindo aqueles com pôr-do-Sol semelhante ao de Tatooine do filme Guerra nas Estrelas. Encontrar planetas com múltiplas estrelas não é muito surpreendente, considerando que estrelas binárias são mais comuns na galáxia do que as estrelas simples. “Os sistemas estelares podem ocorrer de formas muito variadas. Podem ser estrelas simples, binárias, triplas, quádruplas e até mesmo sistemas quíntuplos”, disse Lewis Roberts do JPL, principalmente autor do artigo que relata essa nova descoberta na revista Astronomical Journal. “É surpreendente a maneira como a natureza coloca essas coisas juntas”.

Roberts e seus colegas querem entender os efeitos que as múltiplas estrelas podem ter no desenvolvimento de jovens planetas. As evidências sugerem que companheiras estelares podem influenciar o destino dos planetas mudando suas órbitas e até mesmo fazendo com que alguns possam se tornar mais massivos. Por exemplo, os Júpiteres Quentes, planetas que possuem uma massa parecida com a massa de Júpiter e que têm um órbita bem próxima da sua estrela, com um período de poucos dias, podem ser gentilmente colocados mais próximos da estrela primária pela força gravitacional da companheira estelar.

No novo estudo, os pesquisadores descrevem usando o sistema automático Robo-AO no Observatório Palomar para vasculhar o céu, pesquisando centenas de estrelas a cada noite por sinais de companheiras estelares. Eles encontraram duas candidatas abrigando exoplanetas, o sistema de quatro estrelas 30 Ari, e um sistema estelar triplo chamado de HD 2638. As descobertas foram confirmadas usando a maior resolução do instrumento PALM-3000, também no Observatório Palomar. O novo planeta com um trio de estrelas é um Júpiter Quente que circula sua estrela primária bem próximo, completando uma volta completa a cada 3 dias. Os cientistas já sabiam que essa estrela primária era trancada numa dança gravitacional com outra estrela, a cerca de 0.7 anos-luz de distância, ou cerca de 44000 unidades astronômicas.

Essa é uma distância relativamente grande para um par de estrelas companheiras. A última descoberta é de uma terceira estrela no sistema, que orbita a estrela primária a uma distância de 28 unidades astronômicas, perto o suficiente para ter influenciado o Júpiter Quente a ter se desenvolvido e à sua órbita final. “Esse resultado fortalece a conexão entre os sistemas estelares múltiplos e os planetas massivos”, diz Roberts.

No caso do Ari 30, a descoberta trouxe o ganho de se conhecer que o números de estrelas conhecidas, não era de 3 e sim de 4. A quarta estrela localiza-se a uma distância de 23 unidades astronômicas do planeta. Enquanto essa companheira estelar e seu planeta são mais próximos entre si do que aqueles no sistema HD 2638, a estrela recém descoberta não parece ter impactado a órbita do planeta. A razão exata ainda é incerta, assim a equipe está planejando observações futuras para se poder entender a órbita da estrela e de sua complicada dinâmica familiar. O JPL é gerenciado para a NASA pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena.
Fonte: NASA

As 12 coisas mais legais descobertas no espaço em 2014

Várias descobertas espaciais incríveis foram feitas este ano. Soubemos da existência de ainda mais planetas, incluindo o primeiro parecido com a Terra em uma zona habitável de uma estrela. Astrônomos descobriram o que poderia ser um buraco negro triplo, estrelas na iminência de se fundir em uma gigante e uma estrela feita de diamante. Mas algumas das coisas mais emocionantes foram encontradas bem no nosso próprio sistema solar. Estas descobertas incluem os primeiros anéis já vistos em torno de um asteróide, nuvens de vapor de água jogadas para fora do planeta anão Ceres, um asteróide em desintegração e o que parece ser um novo planeta anão a bilhões de quilômetros de distância. Ah, e pousamos em um cometa pela primeira vez. Aqui estão algumas das mais fantásticas descobertas astronômicas do ano que nos lembram de que o espaço é um lugar verdadeiramente incrível:


12. Terra II
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 Em abril, os astrônomos descobriram o primeiro planeta do tamanho da Terra na zona habitável de uma estrela, uma região onde a água líquida pode existir. O planeta é chamado de Kepler-186f e tem 1,1 vezes o tamanho da Terra. O objetivo é encontrar um outro planeta exatamente como a Terra, e este – embora seja mais como um primo do que um gêmeo – está próximo disso.

11. Estrela de diamante

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 Em junho, os astrônomos revelaram que esta recém-descoberta estrela é uma anã branca tão fria (para uma estrela, já que ela ainda tem uma temperatura de quase 3.000 graus) que seus átomos de carbono se cristalizaram em um diamante e ela nem sequer brilha direito mais. Ela também orbita um pulsar (à esquerda na ilustração), uma estrela giratória densa como um núcleo atômico.

10. A formação de uma gigante

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 Esta ilustração descreve o MY Camelopardalis, um sistema de duas jovens estrelas que orbitam-se tão de perto que estão se tocando. Elas irão eventualmente se fundir em uma única estrela 60 vezes mais pesada do que o sol. Os astrônomos acreditam que a maioria das estrelas extremamente massivas se formam desta forma. A descoberta, publicada em dezembro, pode ser o primeiro exemplo conhecido de um cenário como esse.

9. Visitante em marte

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 Este é o cometa Siding Spring passando por Marte em outubro. O cometa se aventurou a 140 mil km do planeta, o mais próximo que alguém já viu um cometa chegar de um planeta sem bater nele. Uma trilha de detritos caiu sobre a atmosfera marciana, gerando uma chuva de meteoros. Os meteoros criaram íons na atmosfera, que foram detectados por várias naves espaciais em órbita em torno do planeta vermelho.

8. A sobrevivente

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 Na metade do ano, os astrônomos estavam ansiosos para assistir a uma bola misteriosa de gás chamada G2 ser engolida pelo buraco negro supermassivo no centro da galáxia. Mas a bola, o objeto de laranja nesta ilustração, escapou da digestão. Para explicar a sua sobrevivência surpreendente, astrônomos propuseram que ele na verdade é uma estrela. Outros discordam, e ainda dizem que é uma bola de gás.

7. Anéis em um asteroide

Artist’s impression close-up of the rings around Chariklo
 Anéis não são mais apenas para planetas como Saturno. Em março, os astrônomos anunciaram que um objeto parecido com um asteroide tem um sistema de anéis, visto nesta arte. O objeto de 247 quilômetros, chamado Chariklo, orbita entre Saturno e Urano. Seus anéis são densos e cheios de gelo, tornando-os relativamente brilhantes, como uma versão em miniatura de Saturno.

6. Buracos negros irmãos

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 Acredita-se que quase todas as grandes galáxias têm um buraco negro supermassivo no centro. Mas os astrônomos descreveram este ano outra galáxia que parecia ter três buracos negros. Outras observações levantam dúvidas sobre o trio, no entanto, o que sugere que dois dos buracos negros são apenas um.


5. Água sendo borrifada no espaço


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 Em janeiro, o observatório espacial Herschel descobriu jatos de água saindo de Ceres, o maior objeto no cinturão de asteroides. Os cientistas pensam que jatos de vapor de água brotam quando Ceres se aproxima do sol – talvez devido a sublimação do gelo da superfície. Ceres é imaginado como uma rocha, coberto de gelo tão espesso que teria mais água doce do que a Terra.

4. Irmão caçula no sistema solar

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 Em março, os astrônomos anunciaram que encontraram o que é provavelmente o planeta anão com a órbita mais distante conhecida, variando entre 11 bilhões e 67 bilhões de quilômetros de distância do sol. O nome oficial do objeto é 2012 VP113, mas ele tem sido apelidado de “VP” ou “Biden”, em homenagem ao vice-presidente estadunidense. O único outro objeto com uma órbita semelhante é conhecido como Sedna, descoberto mais de 10 anos atrás.

3. Sistema planetário em formação

ALMA image of the protoplanetary disc around HL Tauri
 O telescópio ALMA, no Chile, capturou esta pequena imagem de um sistema planetário. Uma estrela forma-se a partir de uma nuvem de gás e poeira, que achata conforme ela gira. Partículas de poeira eventualmente se juntam para formar os planetas, que podem esculpir anéis e lacunas no disco. Esta imagem, lançada em novembro, mostra o mais detalhado sistema planetário jovem registrado, revelando uma estrutura que anteriormente só havia sido retratada em desenhos.

2. Gigante em pedaços

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 Pela primeira vez, os astrônomos viram um asteroide se desfazendo em até 10 pedaços. O telescópio espacial Hubble capturou estas imagens do P/2013 R3 desmoronando ao longo de vários meses, de outubro de 2013 a janeiro de 2014.


1. Pequeno demais para nós dois


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 Em setembro, os cientistas anunciaram que encontraram um buraco negro que parece grande demais para sua galáxia, uma anã ultracompacta chamada M60-UCD1. O buraco negro pesa 21 milhões de vezes a massa do sol, mais de cinco vezes o buraco negro na Via Láctea, enquanto sua galáxia hospedeira tem meros um seiscentésimo do diâmetro da Via Láctea.
Fontes: HypeScience.com
 [Wired]

Cientistas não confirmam planeta rochoso em Alpha Centauro

Alpha Centauro BB

Em 2012, uma equipe de astrônomos europeus anunciou a existência de um novo planeta a apenas 4.3 anos-luz da Terra, mas até agora não foram encontradas evidências concretas da sua existência. Afinal, o que está acontecendo em Alpha Centauro? Vista a olho nu, a estrela Alpha da constelação do Centauro é apenas um ponto brilhante no céu, mas observada através de telescópio, mesmo de pequeno porte, é possível observar mais uma estrela próxima. Juntas, formam um sistema estelar binário onde Alpha Centauro A e Alpha Centauro B orbitam uma ao redor da outra a cada 80 anos. 
 
No entanto, se observarmos através de telescópios poderosos veremos que esse sistema possui ainda mais uma estrela - Alpha Centauro C - que leva cerca de 1 milhão de anos para orbitar as outras duas. Em 2012, após cinco anos de pesquisa, uma equipe de cientistas ligados a diversas instituições europeias, em especial ao Observatório de Genebra, anunciou a possibilidade de que um planeta poderia estar orbitando a estrela Alpha Centauro B. 

A afirmação estava baseada nas medições de velocidade radial da estrela, uma técnica usada pelos astrofísicos que analisa a forma como a força gravitacional de um planeta faz oscilar a estrela a ele qual orbita. Em outras palavras, estudando o "puxão" que o planeta dá em sua estrela. Naquela ocasião, os astrônomos fizeram 495 observações e concluíram que as oscilações observadas em Alpha Centauro B estavam sendo provocadas por um planeta rochoso, batizado de Alpha Centauro Bb. 

O problema é que as medições feitas na ocasião não eram conclusivas e diversos institutos passaram a observar a luz emitida por Alpha Centauro B, na esperança de que a passagem do suposto planeta na frente do disco estelar fizesse diminuir a quantidade de fótons captados pelos instrumentos, o que confirmaria a presença de um objeto em sua orbita. Durante 2013 e 2014, a equipe do cientista Brice-Oliver Demory, da Universidade de Cambridge, observou sistematicamente a estrela Alpha Centauro B e o resultado não foi nada animador. 

Segundo Demory, os dados coletados em 2013 mostraram possíveis sinais de um trânsito planetário, mas pareceu durar mais tempo do que o esperado. Além disso, a validade estatística do sinal desapareceu quando combinado com os dados de 2014. Para Demory, isso não significa que Bb não esteja lá, mas que possa ser impossível de vê-lo da Terra. Isso nos deixa com um quebra-cabeça a ser resolvido, pois não temos certeza sobre o que causou o possível trânsito registrado em 2013", explicou Demory, que também descartou a hipótese de interferência óptica provocada por Alpha Centauro A.

No entender dos pesquisadores, a única explicação que resta é que há de fato um planeta no sistema, provavelmente similar à Terra e com um ano não superior a 20,4 dias, mas que ainda não foi possível de ser observado ou detectado de forma inequívoca, uma espécie de planeta-x, mas de outro Sistema Solar. 
Fonte: Apolo11.com - http://www.apolo11.com

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