29 de abr de 2015

Como seria viver nas luas de Úrano

Como seria viver nas luas de Úrano
Úrano seria um difícil de habitar, mas as suas luas contam uma história diferente. Saiba como seria viver em Titânia e Miranda, as duas maiores luas de Urano.

Ao todo, Úrano tem 27 luas conhecidas, e os seus cinco maiores satélites são muitas vezes consideradas grandes luas. Se quiséssemos estabelecer bases permanentes em satélites de Úrano, Titânia e Miranda seriam os alvos principais. Titânia apresenta a gravidade mais forte (quase 4% da Terra), e Miranda tem uma superfície madura para a exploração. Uma vez que a Voyager 2 foi a única nave espacial a visitar o sistema de Úrano, ainda não sabemos muito sobre as luas do planeta.

Quando a Voyager 2 passou por lá, em 1986, era inverno e escuro em todo o hemisfério norte de todas as luas, por isso, só se podia ver uma parte dos seus hemisférios sul. Assim, verificou-se que o hemisfério sul de Titânia tem inúmeras crateras e acidentes geográficos tectónicos, incluindo canyons e falhas, alguns dos quais poderiam ser locais interessantes para visitar.  A maior cratera tem cerca de 326 km de diâmetro, e o seu maior canyon estende-se por 1.500 km, desde o seu equador quase até ao seu pólo sul. Por outro lado, a superfície de Miranda é extremamente variada e confusa, assemelhando-se a um puzzle que não foi feito corretamente. Ela também tem planícies com crateras que são cruzadas por enormes canyons e falhas.

Alguns dos penhascos de Miranda são cerca de 12 vezes mais profundos do que o Grand Canyon. Por causa da baixa gravidade de Miranda (menos de 1% da Terra), uma pedra que caísse do topo do penhasco levaria cerca de 10 minutos para chegar ao fundo. Estas falhas poderiam proporcionar grande diversão aos aventureiros. Todas as luas de Úrano são desprovidas de meteorologia, de cores do céu e de pressão à superfície uma vez que as atmosferas não existem. Elas também são muito frias: a temperatura média de Titânia, por exemplo, é de cerca de menos 203 graus Celsius. Além do frio mortal, não se sabe ainda que tipo de perigos poderíamos encontrar nessas luas.

Poderiam haver lunemotos (tremores de terra nas luas), bem como criovulcanismo que poderia agitar o chão. A intensa radiação de partículas carregadas produzidas pela magnetosfera de Úrano também poderia representar um problema, especialmente se você vivesse no lado das luas de costas para o planeta (o mesmo lado de Titânia e Miranda está sempre voltado para Úrano).

Titânia leva quase nove dias terrestres para girar sobre o seu eixo, enquanto Miranda leva cerca de 1,4 dias. Se você vivesse no equador destas luas, você poderia experimentar um ciclo dia-noite "normal", mas o mesmo não é verdade para os pólos. Ao contrário de outros planetas do sistema solar, Úrano tem uma inclinação axial de cerca de 98 graus. Isto significa que durante os 84 anos terrestre que o planeta demora a dar uma volta ao sol, os pólos de Úrano e as suas luas passam por 42 anos de luz solar, seguido por 42 anos de escuridão total. Se você olhasse para o sol em Titânia ou Miranda, ele iria parecer um pequeno disco e não um ponto de luz.

E se você estivesse no lado das luas que estão de frente para Úrano, o planeta seria enorme - teria cerca de 41 vezes o tamanho da nossa lua em Miranda, e cerca de metade desse tamanho a partir de Titânia. Você também poderia ver as outras grandes luas de Úrano a partir da superfície de Titânia e Miranda. E se você quisesse enviar um e-mail com uma foto de Úrano ou das suas luas para os seus amigos e familiares que vivessem na Terra, teria que ser através de sinal de rádio que levaria, em média, cerca de 2,5 horas até chegar ao nosso planeta.
Fontes: Ciência Online.net


Universo pode acabar em um "vazio" escuro?


Modelo padrão da cosmologia

A cosmologia passou por uma mudança de paradigma em 1998, quando pesquisadores anunciaram que a taxa de expansão do Universo estaria se acelerando. Hoje já há dúvidas sobre a velocidade de aceleração dessa expansão do Universo, mas o fato é que a ideia de um tipo de energia desconhecida - chamada de energia escura - constante ao longo do espaço-tempo, funcionando então como uma constante cosmológica, tornou-se o modelo padrão da cosmologia. Agora, astrofísicos acreditam ter encontrado uma descrição melhor para o que está acontecendo, o que pode incluir a transferência de energia entre a energia escura e a matéria escura.

Valentina Salvatelli e Najla Said, da Universidade de Roma, na Itália, usaram dados de uma série de pesquisas astronômicas, incluindo o SDSS (Sloan Digital Sky Survey), que recentemente divulgou o primeiro mapa da matéria escura, para testar diferentes modelos de energia escura. E os dados não se encaixaram muito bem dentro da teoria. "Há muito mais dados disponíveis agora do que em 1998, e parece que o modelo padrão já não é suficiente para descrever todos os dados. Nós acreditamos ter encontrado um modelo melhor da energia escura," afirmam elas.

Destino do Universo

De fato, os dados mais recentes estão mostrando que o modelo cosmológico padrão não consegue explicar uma variedade de eventos, em especial o crescimento da estrutura cósmica, das galáxias e dos aglomerados de galáxias, que parecem ser mais lentos do que aceito anteriormente. Um dos exemplos mais contundentes desse descasamento entre teoria e dados observacionais foi anunciado há poucos dias, quando a equipe de Peter Milne, da Universidade do Arizona, mostrou que as supernovas Ia, usadas justamente para medir a expansão do Universo, não são sempre iguais como se supunha.

Pela interpretação da equipe italiana, os dados mostram que estaria havendo uma transferência de energia da matéria escura para a energia escura - é como se a energia escura estivesse lentamente "sugando" a matéria escura, fazendo-a desaparecer. Com a diminuição da quantidade de matéria escura, o crescimento da estrutura do cosmos estaria então diminuindo de ritmo. E, com uma quantidade de matéria escura cada vez menor, ao longo de bilhões de anos as galáxias deverão lentamente se esfacelar - a hipótese de uma matéria escura foi levantada justamente para explicar a gravidade que mantém as galáxias coesas, que se esfacelariam se dependessem unicamente da gravidade das estrelas e planetas e outros corpos celestes.

"Este estudo é sobre as propriedades fundamentais do espaço-tempo. Em uma escala cósmica, estamos falando sobre o nosso Universo e seu destino. Se a energia escura está crescendo e a matéria escura está evaporando, vamos acabar com um grande e chato Universo vazio, com quase nada nele," disse o professor David Wands, que coordenou o estudo.
Fonte: Inovação Tecnológica

Por quanto tempo o planeta Terra permanecerá habitável? Menos do que você imagina

planeta terra condições habitabilidade

De acordo com astrobiólogos da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, as condições de habitabilidade da Terra estão garantidas por mais cerca de 1,75 bilhão de anos. Mas isso não é tanto assim como você imagina. As descobertas, que foram publicadas este mês na revista Astrobiology, revelam o “prazo de validade” para a vida no planeta Terra com base em diversas variáveis, incluindo a distância do nosso planeta até o Sol e a variação de temperatura em que é possível ainda haver água líquida por aqui.  A equipe de pesquisa observou as estrelas em busca de inspiração. Usando planetas recentemente descobertos fora do nosso sistema solar (os chamados exoplanetas) como exemplos, os cientistas investigaram o potencial desses mundos para abrigar vida.

A pesquisa foi conduzida por Andrew Rushby. “Para fazer essas estimativas, nós usamos o conceito de ‘zona habitável’, que é calculado por meio da distância de um planeta da sua estrela em que as temperaturas ainda são propícias para haver água líquida na superfície. Usamos modelos de evolução estelar para estimar o final da vida útil habitável do planeta, determinando quando ele deixará de estar nessa zona habitável. Nós estimamos que a Terra deixará de ser habitável daqui a um período entre 1,75 e 3,25 bilhões de anos. Após este momento, a Terra entrará na ‘zona quente’ do sol, onde as temperaturas serão tão elevadas que os mares se evaporariam. Nós veríamos um evento de extinção catastrófico e terminal para todas as formas de vida”, completa Rushby.

De acordo com o pesquisador, porém, as condições do ambiente para seres humanos e outras formas de vida complexas se tornarão impossíveis muito mais cedo, por conta das mudanças climáticas antropogênicas. “Os seres humanos estariam em apuros mesmo com um pequeno aumento na temperatura da Terra. Perto do final, apenas micróbios muito resistentes seriam capazes de suportar o calor”, disse.

A evolução da vida complexa no planeta Terra

Se olharmos para trás, percebemos que já havia vida celular na Terra há muito tempo. Tivemos insetos há 400 milhões de anos, os dinossauros surgiram 300 milhões de anos atrás, enquanto as plantas e as flores são de 130 milhões de anos atrás. Os humanos anatomicamente modernos apareceram apenas nos últimos 200 mil anos”, lembra. “Daí você consegue ver que é preciso muito tempo para a vida inteligente se desenvolver”, comenta Rushby. Ele afirma que a quantidade de tempo habitável de um planeta é muito importante porque nos conta sobre o potencial do local para a evolução da vida complexa – o que exige um longo período de condições de habitabilidade. “Isso nos permite investigar o potencial que outros planetas possuem para hospedar vida, além de compreender o estágio em que a vida pode já estar em outro lugar na galáxia”.

“É claro que uma grande parte da evolução é uma questão de sorte – e isso não é concreto –, mas sabemos que espécies complexas e inteligentes como os seres humanos não poderiam surgir depois de apenas alguns milhões de anos do surgimento de qualquer vida em um determinado planeta, porque levamos 75% de todo o tempo de vida habitável deste planeta para evoluirmos até este ponto. Acreditamos que, provavelmente, esta história está se repetindo em outro lugar neste momento”. Quase mil planetas fora do nosso sistema solar já foram identificados pelos astrônomos. A equipe de pesquisa analisou alguns deles como exemplos e estudou a natureza evolutiva de sua habitabilidade ao longo do tempo, tanto astronômico quanto geológico.

“Curiosamente, não haviam muitas outras previsões baseadas nas zonas habitáveis disponíveis, razão pela qual decidimos trabalhar no desenvolvimento de um método específico para isso. Outros cientistas usaram modelos complexos para fazer estimativas apenas para a Terra, mas estes não são adequados para se analisar a situação de outros planetas”, relata. Os cientistas compararam o planeta  Terra a oito planetas que estão atualmente em sua fase habitável, incluindo Marte. Eles descobriram que os planetas que orbitam estrelas de menor massa tendem a ter zona habitável mais longas.

“Um dos planetas no qual aplicamos nosso modelo foi o Kepler 22b, que tem uma vida útil habitável de 4,3 a 6,1 bilhões de anos. Ainda mais surpreendente é o Gliese 58d, cuja vida útil habitável está entre 42,4 e 54,7 bilhões de anos. Ou seja, este planeta ainda estará quente e agradável para acolher vida durante um espaço de tempo mais de 10 vezes maior do que a idade do nosso sistema solar”, explica Rushby. Até o momento, porém, nenhum verdadeiro planeta análogo à Terra foi detectado. “Mas é possível que haja um planeta habitável e parecido com a Terra dentro de um raio de 10 anos-luz de nós, o que é muito próximo em termos astronômicos. Entretanto, chegar lá levaria centenas de milhares de anos com a nossa tecnologia atual”.

“Se realmente precisássemos nos mudar para outro planeta, Marte provavelmente seria a nossa melhor aposta. O planete está muito perto daqui e permanecerá na zona habitável até o final da vida útil do sol – ou seja, até daqui a seis bilhões de anos”, conclui.
Fontes: Hypescience.com

A Lua já deu uma meia volta no passado? A sua face oculta já esteve visísivem a partir da Terra?



A face oculta da Lua vista pela Apollo 16
A face oculta da Lua vista pela Apollo 16. Era esta era a face visível há 3,9 bilhões de anos?

Há pouco mais de 3,9 bilhões de anos, a Lua poderá ter realizado a sua derradeira “meia-volta” quando um asteróide fez que a Lua alternasse a face visível que nos é familiar. O lado oculto da Lua nunca se mostra visível para nós aqui na Terra, porque a Lua roda em torno de seu eixo em velocidade sincrônica: uma vez para cada órbita que completa em torno da Terra. Mas uma análise das crateras de impacto mostra que o lado oculto da Lua talvez já tenha apontado em nossa direção. A idéia do ‘giro lunar’ não é totalmente nova. Em 1975 pesquisadores nos EUA propuseram que se um asteróide de tamanho significativo se chocasse contra nosso satélite o resultado da colisão poderia gerar uma oscilação para frente e para trás como um pêndulo, antes de se fixar novamente na rotação sincrônica, com uma face voltada fixamente para a Terra. Até agora, contudo, não haviam evidências para suportar essa teoria.

Mark Wieczorek e Matthieu Le Feuvre do Instituto de Paris para a Física Terrestre da França estudaram a idade relativa e a distribuição de 46 crateras conhecidas, formadas por impactos do grande bombardeamento tardio no Sistema Solar.

Se as crateras estão no ‘lado errado’ então a Lua sofreu uma ‘meia-volta’?

De acordo com simulações computacionais, o hemisfério a oeste da Lua visto da Terra, deveria ter cerca de 30% mais crateras que o hemisfério a leste. Isto é porque o hemisfério oeste tem sempre a sua face na direção da órbita da Lua, o que o torna mais favorável a impactos, pela mesma razão que um maior número de gotas de chuva atinge o vidro da frente de um carro em movimento do que o vidro de trás. No entanto, quando Wieczorek e Le Feuvre compararam as idades relativas das crateras, usando os dados da seqüência na qual o material ejetado foi depositado na superfície e também pelo número de crateras superpostas entre si. Assim, eles descobriram que o ocorrido era justamente o oposto da realidade. Embora as mais jovens das bacias de impacto estivesses concentradas no hemisfério oeste, como esperado, as crateras mais antigas estavam na sua maioria concentrada no hemisfério leste. Isto sugere que a face leste foi mais bombardeada que a face oeste.

Mas, onde estão as evidências da ‘meia-volta-lunar’?

Wieczorek afirma que há 6 grandes bacias de impacto podem justificar sua tese. A mais relevante é a bacia Smythii que se situa no equador lunar “onde um o choque poderia ter maior facilidade de ter causado um giro na Lua que um impacto nos pólos lunares”. Considerando essas possibilidades, os especialistas estimaram que o evento ocorreu há 3,9 bilhões de anos. Assim, a ‘meia-volta-lunar’ poderia ser justificada por um grande impacto de um objeto que pôs a Lua em movimento. Tal impacto teria perturbado bastante a velocidade de rotação do nosso satélite, que durante milhares de anos poderia ter lentamente mudado a área vista da Terra. Eventualmente, ficaria na posição atual, com a estabilização do movimento sincrônico Terra X Lua. Os cientistas foram incisivos em suas conclusões, conforme escreveram no ABSTRACT do artigo publicado na revista Science:

A Lua atualmente está bloqueada em uma ressonância orbital com rotação sincrônica. Como conseqüências do bloqueio da rotação lunar, mais impactos deveriam acontecer na face lunar que está à frente do movimento (0° N, 90° W) que na face oposta (antiápex) ao movimento lunar (0° N, 90° E). Várias dos maiores impactos de objetos na Lua poderiam ter temporariamente desbloqueado temporariamente a rotação lunar, cessando a rotação sincrônica, permitindo que após o restabelecimento do estado estacionário a Lua ter sido deixada tanto na sua posição original como em outra, até 180º da posição inicial. Nós mostramos que existe uma probabilidade inferior a 2% de que a as crateras mais antigas de impacto seriam aleatoriamente distribuídas pela superfície lunar. Além disso, as bacias de impacto estão preferencialmente localizadas na região antiápex do movimento lunar e esta configuração específica tem menos de 0,3% de probabilidade de ter ocorrido meramente ao acaso. Postulamos que o “lado visível” atual da Lua foi de fato o “lado oculto” quando as bacias de impacto mais antigas surgiram. A bacia de Smythii é um exemplo de cratera com o tamanho requerido e características que explicam a tese da reorientação de 180º.

Smythii Basin: uma das crateras de grande porte suspeitas que sustenta a tese da 'meiavolta' lunar.

Smythii Basin: uma das crateras de grande porte suspeitas que sustentam a tese da 'meiavolta' lunar.

Assim, as amostras de rocha recolhidas pelo programa Apollo, a partir de crateras formadas por uma grande colisão, sugerem que a Lua mudou de face visível há pouco mais de 3,9 bilhões de anos, afirma Wieczorek. Estudos a partir das imagens coletadas pelas sondas asiáticas Chandrayaan-1 ou Kaguya, as quais estiveram em órbita da Lua nos últimos dois anos, associadas às novas imagens que a nova sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) irá fornecer nos próximos 2 anos, poderão revelar mais crateras para reforçar a idéia da “meia-volta-lunar”.

Vamos repensar a ‘ciência das crateras’?

“Parece plausível que a Lua estava originalmente orientada da direção oposta a que vemos hoje”, comentou Katherine Joy, geologista lunar da University College London na Inglaterra. Assim, esta descoberta também “trás conseqüências importantes para o entendimento dos registros de crateras como um todo dentro do Sistema Solar interior… os cálculos das idades das crateras podem ter um novo grau de ambigüidade”. Esta é a primeira evidência real que uma reviravolta lunar pode ter ocorrido”, comentou o geofísico planetário Jay Melosh da Universidade do Arizona em Tucson. Melosh foi o primeiro cientista que aventou a hipótese do ‘giro lunar’ em 1975. Além disso, esta descoberta também trás as possibilidades que outros satélites no Sistema Solar sofreram eventos similares ao da Lua, completa Melosh. “As luas de Júpiter e Saturno podem estar em uma posição fixa agora, mas elas também podem ter passado por processos de reversão em algum momento no passado”.
Fonte: Eternos Aprendizes - http://eternosaprendizes.com

Nêmesis - Fato e Ficção

Durante muitas décadas o enigma das Extinções em Massa — fenômenos que assolaram periodicamente o passado geológico terrestre, ceifando, num intervalo de tempo relativamente curto, a maior parte da fauna e da flora então existentes - intrigou várias gerações de cientistas e leigos. Há poucos anos, paleontólogos e geólogos sentiram-se forçados a recorrer a uma hipótese de caráter astrofísico para tentar desvendar o mistério: o Modelo da Estrela Companheira. Esta estrela foi prontamente batizada de Nêmesis, a Estrela da Morte. O primeiro indício da existência de uma relação entre o mecanismo das extinções em massa e a astrofísica se deu com a descoberta de que um meteorito gigante ou cometa, com vários quilômetros de diâmetro, atingiu a Terra há 65.000.000 de anos, justamente na época em que os dinossauros se extinguiram.

O impacto de um astro dessas dimensões com o nosso mundo seria capaz de arremessar uma vasta quantidade de poeira até as camadas mais altas da atmosfera. O material permaneceria flutuando nessa região por vários meses, impedindo que os raios solares atingissem a superfície, e produzindo assim uma noite planetária de quase um ano de duração. Devido à ausência de luz solar e à queda brusca da temperatura abaixo do ponto de congelamento da água, as plantas clorofiladas morreriam. Sem os vegetais, pereceriam primeiro os animais herbívoros, e depois os carnívoros que desses se nutriam.

Uma catástrofe desta ordem de magnitude parece tema de domínio exclusivo da FC, mas a colisão devastadora foi realmente constatado através da descoberta, em vários pontos do planeta, de material de origem extraterrestre, caracterizado principalmente por uma superabundância em irídio e outros elementos pesados. Esse material extraterrestre foi submetido a uma onda de choque - somente explicável admitindo-se a ocorrência de um impacto violentíssimo - exatamente na camada geológica que define a fronteira entre o Cretáceo (último período da Era Mesozóica, na qual os dinossauros eram as formas terrestres dominantes) e a Era Cenozóica (onde os mamíferos se disseminaram).

Compilando os registros geológicos das extinções em ambientes marinhos, dois paleontólogos da Universidade de Chicago, D. Raup e J. Sepkoski, confirmaram a hipótese de que as extinções em massa não eram fenômenos isolados, mas eventos periódicos que atuariam sobre a vida terrestre a cada 26.000.000 de anos. O último período de extinção em massa teria ocorrido há 13.000.000 de anos. Uma análise matemática criteriosa indica que a probabilidade da existência dessa concordância sem um efeito real que a motivasse é da ordem de um milésimo. Descobriu-se mais tarde que pelo menos dois outros processos de extinção em massa vinculam-se a camadas geológicas ricas em irídio. Essa descoberta corroborou os cálculos e as conclusões de Raup e Sepkoski.

O Modelo da Estrela Companheira

O Modelo da Estrela Companheira foi elaborado como uma hipótese plausível, capaz de explicar a periodicidade dos processos de extinção em massa presentes nos registros geológicos. Tal modelo postula que o Sol teria uma companheira, que orbitaria o centro de massa do sistema com um período de 26.000.000 de anos. No afélio (ponto mais distante de sua órbita), esse astro estaria a cerca de 2,8 anos-luz dos Sol. Possuindo uma órbita bastante excêntrica - excentricidade entre 0,6 e 0,9 - ela estaria consideravelmente mais próxima no periélio (ponto de maior proximidade). Nessas ocasiões, a estrela companheira perturbaria as áreas mais densas da nuvem cometária que envolve o nosso sistema, enviando uma chuva de bilhões de cometas em direção ao sistema solar interior, região geralmente mantida a salvo desses corpos graças à influência gravitacional benigna de Júpiter e Saturno.

Durante essa chuva cometária, calcula-se que cerca de doze cometas atingiriam a Terra. Os dinossauros devem ter sofrido perdas terríveis com vários desses impactos, até serem fulminados por um de grandes proporções ao final do Cretáceo. O fato de estar tão próxima e ainda não ter sido detectada indica que a estrela companheira hipotética teria uma luminosidade inferior à 7ª magnitude e menos de 0,3 Massas Solares (Mð). Para produzir as perturbações gravitacionais responsáveis pela chuva cometária, a companheira deveria ter uma massa mínima de 0,05 Mð. Se possuir massa entre 0,1 e 0,3 Mð será uma estrela da Seqüência Principal (fase de equilíbrio, na qual as estrelas normais passam a maior parte de suas vidas): uma anã vermelha, o tipo de estrela mais comum da Via Láctea.

O cognome de Nêmesis, atribuído a um astro responsável por chuvas cometárias que explicariam o mecanismo das extinções em massa do passado, é sugestivo e pertinente. Na mitologia grega, Nêmesis era a filha de Zeus, que personificava a justiça, premiando ou castigando os humanos pelas ações que praticavam; sob os romanos, tornou-se uma divindade importante, punidora dos culpados e deusa da vingança. Nêmesis também é o título de um romance de FC do Isaac Asimov. Bem afinado com as teorias astrofísicas recentes, o Bom Doutor aproveitou a oportunidade e saiu do marasmo de suas séries habituais e intermináveis e escreveu uma obra independente de seus trabalhos anteriores. A Nêmesis do autor não é de fato companheira do Sol.

Trata-se de uma anã vermelha que está de passagem pela vizinhança solar e se encontra presentemente a dois anos-luz do nosso sistema. Uma das colônias humanas do nosso sistema decide migrar para essa estrela, a fim de lá construir uma nova sociedade. Em termos científicos, o maior furo da história é a existência de um planeta habitável em torno da anã vermelha. A justificativa fornecida no editorial Idéias (IAM nº 14) não é convincente, uma vez que a ecosfera (região em torno de uma estrela onde podem existir planetas habitáveis) de uma anã vermelha é demasiadamente limitada e localizada tão próximo à atmosfera estelar que sujeitaria as formas biológicas de um mundo orbitante hipotético a explosões freqüentes da fotosfera da estrela-mãe.

Como a órbita de uma provável companheira só seria estável durante cerca de 1.000.000.000 de anos, a hipótese de captura gravitacional da anã vermelha pelo Sol parece bastante implausível. O modelo mais aceito é o que propõe que Nêmesis estivesse muito mais próxima no passado remoto, tendo se afastado gradativamente com o decorrer das eras. No futuro, será possível testar o modelo acima pelo estudo dos registros das crateras de impacto nos planetas e satélites do Sistema Solar. Esses registros trarão informações quanto à intensidade e periodicidade das chuvas cometárias passadas. Bem próximo a nós, a Lua foi submetida no passado a um bombardeio cósmico de proporções gigantescas. Testemunho atual do fenômeno são as numerosas crateras de impacto no lado oculto do satélite, produzidas pela colisão de objetos de grandes dimensões com a superfície lunar.

O final da Era do Grande Bombardeio Lunar, há cerca de 3.900.000.000 de anos, talvez tenha sido um efeito secundário do afastamento da companheira, de uma órbita circular próxima para uma outra, muito mais excêntrica. Também é interessante notar que a primeira evidência de vida terrestre provém de um período geológico imediatamente posterior ao final desse bombardeio. Uma hipótese rival ao modelo da estrela companheira, que advoga que o mecanismo das extinções em massa seria disparado pela passagem do Sistema Solar através do plano galáctico, foi descartada quando se constatou a não coincidência entre essas passagens e os processos de extinção. Atualmente o Sol está atravessando o plano galáctico, apesar de estarmos justamente entre dois períodos de extinção em massa.

Periodicidade e Extinção ao Longo de uma Chuva Cometária

O modelo das chuvas cometárias implica em impactos múltiplos. Um estudo das idades das crateras na superfície emersa da Terra indica que existe uma distribuição de impactos ao longo das eras geológicas com uma periodicidade de 28.000.000 de anos, concordando, dentro da margem de erro, com a freqüência e a fase dos períodos de extinção em massa.

Outras previsões associadas a esse modelo seriam:

1) Todos os processos de extinção em massa estariam relacionados a chuvas cometárias;
2) deve haver deposição de irídio nas camadas geológicas respectivas (o irídio e outros elementos pesados seriam alguns dos constituintes do núcleo rochoso de um cometa. Na Terra, esses elementos se encontram em geral imersos no núcleo de níquel-ferro do planeta; distantes, portanto, da superfície); e
3) tais processos seriam desencadeados não por um impacto simples, mas por colisões múltiplas.

Uma conseqüência importante do modelo das chuvas cometárias é que não se espera que a maioria das espécies pereça simultaneamente, durante uma chuva. Algumas seriam destruídas por um primeiro impacto; outras seriam poupadas, apenas para serem aniquiladas pelo impacto seguinte. A insistência dos paleontólogos em afirmar que as extinções não teriam sido tão abruptas assim, mas se teriam distribuído no decorrer de centenas de milhares de anos, não está mais em desacordo com o modelo de extinção devida a impactos com corpos extraterrestres de grandes dimensões. Afinal, uma chuva típica duraria cerca de 1.000.000 de anos. Nessa fase haveria aproximadamente dez impactos de grandes proporções, com um intervalo médio entre eles superior a 50.000 anos.

O astrofísico e autor de FC David Brin, em seu conto "The Crystal Spheres" (1984), submete a humanidade a uma autêntica guerra de dois séculos de duração contra uma chuva cometária de extrema intensidade, embora não provocada por perturbações devidas a uma estrela companheira. A história foi publicada na Analog e conquistou o Prêmio Hugo 1985. Vamos torcer para que a IAM nos brinde logo com ela. A principal implicação biológica do modelo das chuvas cometárias seria que os processos evolutivos baseados na competição entre espécies somente teriam lugar nos períodos de relativa calmaria, situados entre duas chuvas sucessivas. A cada 26.000.000 de anos, o mecanismo de chuvas cometárias provocaria desastres de proporções planetárias ao longo de centenas de milhares de anos.

Ao final de um período, grande parte das espécies teriam sido extintas. Um mecanismo deste tipo evitaria a estagnação do processo evolucionário, através da destruição periódica das espécies dominantes menos flexíveis e adaptáveis e da conseqüente abertura dos nichos ecológicos por elas ocupados. Sem catástrofes dessa natureza, os dinossauros provavelmente não teriam desaparecido, abrindo caminho para os mamíferos. Em última análise, a humanidade não existiria. Sob esse aspecto, talvez devêssemos batizar Nêmesis de A Estrela da Vida.

Implicações Astrofísicas

A existência desta companheira hipotética responderia algumas questões até hoje não explicadas. O Grande Bombardeio Lunar foi o resultado de uma chuva cometária constante, provocada por Nêmesis, então em órbita circular? Esse bombardeio evitou que a vida terrestre surgisse, ou apenas obliterou os registros geológicos, tornando impossível a descoberta de vestígios de formas de vida mais primitivas que as atualmente conhecidas pela ciência? As chuvas de cometas teriam um papel na geologia terrestre, desencadeando erupções vulcânicas e terremotos? Estas indagações deverão ser respondidas por estudos posteriores.

Contudo, já se conhece relativamente bem os parâmetros dessa companheira hipotética. Ela estaria hoje no afélio, a uma distância entre 2,5 e 2,8 anos-luz; sua massa é superior a 0,05 Mð e inferior a 0,3 Mð, sendo muito provavelmente uma anã vermelha. Sua velocidade radial e movimento próprio são virtualmente nulos, uma vez que jamais foi anteriormente identificada em programas para detecção de estrelas próximas. Infelizmente, os astrônomos não sabem em que direção apontar seus aparelhos. Atualmente, as perturbações gravitacionais oriundas dessa estrela devem ser menores que as produzidas por Alpha-Centauri, o sistema estelar já identificado mais próximo do nosso. Existe um grupo de pesquisa na Universidade de Berkeley, liderado pelo astrofísico Richard A. Müller, desenvolvendo um trabalho para tentar detectar a companheira do Sol entre as anãs vermelhas da vizinhança solar.

Se a companheira não for encontrada entre as estrelas vermelhas, deveremos supor que se trata de uma anã marrom, uma estrela de brilho muito fraco e 0,07 Mð, emitindo quase que exclusivamente em infravermelho. Os melhores candidatos seriam os objetos brilhantes do catálogo gerado pelo satélite IRAS (Infra-Red Astrophysical Survey). Os sistemas de detecção do IRAS não têm, entretanto, resolução angular suficiente para permitir o cálculo da distância exata da estrela companheira. Talvez, seja necessário realizar o trabalho a partir de observatórios terrestres, ou aguardar o ainda incerto reparo do telescópio espacial Hubble para solucionar o problema.
Fonte: http://members.tripod.com
 

As 10 melhores formas de destruir a Terra


Destruir a Terra é mais difícil do que você pode imaginar. 
As 10 melhores formas de destruir a Terra
Você já viu  filmes de ação onde o vilão ameaça destruir a Terra. Você já ouviu pessoas afirmando que a próxima guerra nuclear aniquilará a Terra ou que o desmatamento das florestas irá provocar o aquecimento global a ponto de acabar com o mundo. Isso é tudo mentira. A Terra foi construída para durar muito tempo. É uma bola de ferro de 4500 milhões de anos que já resistiu aos mais devastadores impactos de asteróides, passou por diversas eras glaciais, e ainda continua a orbitando o Sol alegremente. Então, nosso primeiro conselho para você, caro candidato a destruir a Terra: Não será uma tarefa fácil, mas aqui vão 10 modos para fazê-lo.

10. Falhanço de toda a existência
Falhanço de toda a existência
O que você vai precisar: Nada.

Método: Nenhum método. Basta sentar-se e esperar um acaso estatístico onde todos os 200 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 00 de átomos que compõem o planeta Terra, de repente, deixem de existir. Nota: Não é preciso dizer que as chances de tal acontecimento suceder são pequenas, tão pequenas que praticamente nem devem ser consideradas, mas é um evento teoricamente possível segundo a mecânica quântica, onde átomos aparecem e reaparecem do nada.

9. Devorada pela matéria estranha (strangelets)
Devorada pela matéria estranha (strangelets)
O que você vai precisar: um strangelet estável

Método: Invadir o Grande Colisor de Hádrons (LHC) e usar o RHIC para criar e manter um strangelet estável. Um strangelet é uma partícula de matéria estranha, uma variação dos quarks (uma das partículas fundamentais do universo). Ao entrar em contato com uma partícula normal, o strangelet transforma a partícula de matéria normal numa partícula de matéria estranha, criando mais e mais strangelets à medida que eles tocam na matéria normal. O resultado é um efeito cascata: todo o planeta seria transformado em matéria estranha, cujas partículas são tão densas que o planeta colapsaria sobre si mesmo. Esse parece ser um método bastante interessante de destruir a Terra, mas saiba que manter um strangelet estável é uma proeza muito grande. 

8. Sugada por um mini buraco negro
Sugada por um mini buraco negro
O que você vai precisar: um buraco negro microscópico. Note que os buracos negros não são eternos, eles evaporam devido à radiação Hawking. 

Para um buraco negro médio, isso leva uma quantidade inimaginável de tempo, mas para buracos negros microscópicos, que podem ser criados em laboratórios, a evaporação acontece quase instantaneamente, já que o tempo de evaporação é dependente da massa do objeto. Assim, o seu buraco negro microscópico deve ter uma determinada massa, aproximadamente igual à massa do Monte Everest. Criar um buraco negro microscópico é complicado, já que é preciso uma quantidade razoável de neutrões, mas é possível.

Método: basta colocar o buraco negro na superfície da Terra e esperar. Os buracos negros têm uma densidade tão alta que passam através da matéria, tal como uma pedra através do ar. O buraco negro vai despencar através do solo, comendo tudo em seu caminho até ao centro da Terra e percorrerá o mesmo caminho de volta, como um pêndulo. Eventualmente, ele ficará no núcleo, tendo absorvido matéria suficiente para retardá-lo. Então você só precisa esperar, enquanto ele lentamente consome toda a matéria da Terra. O resultado seria um ponto – uma singularidade – de tamanho quase zero, que irá orbitar o Sol normalmente. Altamente improvável. Mas não impossível.

7. Rebentada pela reação matéria/antimatéria
Explodida pela reação matéria/antimatéria

O que você vai precisar: 2.500.000.000.000 toneladas de antimatéria. A antimatéria (o oposto da matéria) é a substância mais explosiva possível (liberta uma colossal quantidade de energia ao entrar em contato com a matéria normal) – e pode ser produzida em pequenas quantidades usando qualquer grande acelerador de partículas, mas isso vai levar um tempo considerável para produzir as quantidades necessárias.

Método: Detonar uma bomba de antimatéria que explodirá a Terra. O quão difícil é isso? Você precisará de 224.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 joules de energia. O Sol leva quase uma semana para emitir tanta energia. Liberar tanta energia requer a aniquilação completa de cerca de 2.500.000.000.000 de toneladas de antimatéria. Depois de ter gerado a sua antimatéria, provavelmente no espaço, basta apenas lançá-la em direção à Terra. A libertação de energia resultante (obedecendo à famosa equação massa-energia de Einstein, E=mc^2) deve ser suficiente para dividir a Terra em mil pedaços. A explosão transformará o planeta numa nova cintura de asteroides em torno do Sol.

6. Destruída pela detonação de energia do vácuo
Destruída pela detonação de energia do vácuo

O que você vai precisar: uma lâmpada.

Método: Este é divertido. Teorias científicas contemporâneas dizem que o que nós podemos ver no vácuo absoluto são grandes quantidades de partículas e antipartículas constantemente a surgir e a aniquilarem-se umas às outras. Elas sugerem também que o volume do espaço fechado por uma lâmpada contém energia de vácuo suficiente para ferver todos os oceanos do mundo. Portanto, a energia do vácuo pode vir a ser a fonte de energia mais abundante de todas. Tudo o que você precisa fazer é descobrir como extrair essa energia e utilizá-la em algum tipo de usina – isto pode ser feito facilmente sem despertar muita suspeita – em seguida, permitir pacientemente que a reação aconteça. A libertação de energia resultante poderia facilmente ser suficiente para aniquilar todo o planeta Terra e, provavelmente, o Sol também.

5. Sugada por um buraco negro gigante
Sugada por um buraco negro gigante

O que você vai precisar: um buraco negro e motores de foguetes extremamente poderosos. O buraco negro mais próximo ao nosso planeta está a 1.600 anos-luz da Terra na direção de Sagitário, orbitando V4641.

Método: Depois de localizar o seu buraco negro, você precisa pegá-lo e juntá-lo à Terra. Esta é provavelmente a parte mais demorada do plano. Existem dois métodos, mover a Terra ou mover o buraco negro. Muito difícil em ambas situações, mas definitivamente possível.

4. Meticulosamente e sistematicamente desconstruída
Meticulosamente e sistematicamente desconstruída
O que você vai precisar: Um colossal mecanismo para ‘desenterrar’ a Terra.

Método:  Basicamente, o que vamos fazer aqui é desenterrar a Terra, uma fatia de cada vez. Sim. Todas as seis sextilhões de toneladas do planeta. Para isso vamos precisar de um enorme mecanismo electromagnético que será colocado no espaço e extrairá pouco a pouco partes do planeta Terra e lançá-los-á aleatoriamente no espaço. Métodos alternativos incluem o carregamento do material extraído em grandes naves espaciais ou levá-lo através de um elevador espacial. Todos esses métodos, no entanto, exigem uma quantidade titânica de energia para serem possíveis.

3. Pulverizada por um impacto gigantesco
Pulverizada por um impacto gigantesco

 que você vai precisar:  uma pedra grande e pesada, do tamanho de.. Marte!

Método: Essencialmente, qualquer coisa pode ser destruída se você bater com força suficiente. O conceito é simples: encontrar um asteróide muito, muito grande, ou um planeta, e acelerá-lo até uma velocidade estonteante colocando-o na mira da Terra. O resultado: uma colisão absolutamente espetacular, resultando na pulverização do planeta. Assumindo que a velocidade mínima do impacto deve ser de 11 quilómetros por segundo, a rocha teria que ter cerca de 60% da massa da Terra. Marte pesa cerca de 11% da massa da Terra. Mas se acelerarmos o objeto a uma velocidade muito maior que 11 km/s, a massa que o objeto deve ter para destruir o planeta passa a ser menor.

2. Devorada por máquinas von Neumann
Devorada por máquinas von Neumann
 que você vai precisar: uma única máquina de von Neumann.

Método: Uma máquina de von Neumann é qualquer dispositivo que é capaz de criar uma cópia exata de si mesmo dada a matéria-prima necessária. Basta libertá-la sob a crosta da Terra e deixar que ela faça o trabalho de reprodução. O objetivo das máquinas é único: absorver o ferro, magnésio, alumínio e silício: os principais elementos encontrados sob a crosta terrestre, para criar mais e mais cópias de si mesmas, até toda a matéria-prima cessar. O planeta Terra seria transformado num enxame de máquinas von Neumann.

1. Lançada ao Sol
Lançada ao Sol
O que você vai precisar: equipamentos para mover a Terra.

Método: Arremesse a Terra em direção ao Sol. Isso não é nada fácil para o nosso nível tecnológico atual, mas pode ser possível um dia. Não é difícil imaginar o que aconteceria com nosso planeta: um pequeno glóbulo de ferro vaporizado a afundar-se lentamente no coração do Sol.
Fontes: Ciência Online

Como seria viver no planeta anão Ceres?

O cinturão de asteróides é uma região entre Marte e Júpiter, onde fica a maioria dos asteróides do sistema solar e o planeta anão Ceres. Como seria viver lá?
Como seria viver no planeta anão Ceres?
Nos últimos anos, objetos do cinturão de asteróides ganharam muita atenção como potenciais locais de operações de mineração futuras com o objetivo de colher água para missões espaciais de longa distância (a água pode ser dividida em hidrogénio e oxigénio para produzir combustível). Um recurso potencial é Ceres - o maior objeto no cinturão de asteróides, que inclui até um terço da massa da cintura. Anteriormente visto como um asteróide, Ceres é agora classificado como um "planeta anão", estando um passo abaixo de ser um planeta de pleno direito. Ele pode conter mais água gelada na sua subsuperfície do que toda a água doce da Terra, e a sua alta gravidade, em comparação com outros objetos do cinturão, torna-a um dos locais mais adequados para uma base permanente no cinturão de asteróides.

Mas o ser humano provavelmente não iria começar a extrair inicialmente em Ceres, porque é muito longe. Do ponto de vista da mineração enquanto recurso, muitos outros objetos estão mais próximos da Terra. A sonda Dawn da NASA deverá ser a primeira nave espacial a visitar Ceres quando chegar à órbita do planeta anão em março deste ano. A sonda já enviou algumas imagens incríveis de Ceres. A superfície de Ceres é em grande parte um mistério - as imagens de telescópios terrestres e espaciais mostram que tem uma mistura de manchas claras e escuras, não sendo ainda claro o que representam essas manchas. O Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia, descobriu que vapor de água é ejetado para o espaço a partir de Ceres, possivelmente a partir de gêiseres vulcânicos de gelo ou pedaços de gelo sobre a superfície do planeta anão.

No entanto, estes jatos de vapor seriam demasiado fracos para representar qualquer perigo para alguém que estivesse perto deles. Eles são tão ténues que provavelmente até seriam de difícil visibilidade. Embora Ceres seja o maior objeto no cinturão de asteróides, a sua gravidade é ainda menos de 3 por cento da gravidade da Terra. No entanto, Ceres é um dos poucos asteróides onde você provavelmente poderia andar. E atravessar a sua superfície não levaria muito tempo. Ceres tem o diâmetro do Texas e a superfície da Índia. Não está claro, no entanto, que tipo de efeitos para a saúde iriam surgir de viver com essa gravidade por um período prolongado de tempo. A baixa gravidade da Ceres também significa que praticamente não tem atmosfera. Assim, os possíveis habitantes não veriam as cores do céu nem teriam estados meteorológicos.

Em vez disso, o céu seria preto claro, embora você provavelmente não fosse capaz de ver muitos outros asteróides no céu porque os objetos no cinturão estão geralmente a cerca de um milhão de quilómetros de distância uns dos outros. Enquanto vivesse em Ceres, você estaria sujeito a mudanças extremas de temperatura. A temperatura do dia é normalmente de cerca de menos 73 graus Celsius, e a temperatura da noite é de menos 143 graus Celsius. Relativamente às estações, ao longo do ano de Ceres (que dura 4,6 anos terrestres), você não veria muitas mudanças sazonais de temperatura por causa da baixa inclinação axial do objeto (que é de apenas 3 por cento).

Ceres fica quase três vezes mais longe do Sol, que a Terra é. No meio das 9 horas de duração do dia de Ceres, o sol seria apenas cerca de 15 por cento tão brilhante quanto na Terra e teria apenas um terço do tamanho. E o amanhecer não seria muito especial - leva apenas 45 segundos para Ceres ficar em pleno sol. Se enviasse uma mensagem para a Terra demoraria entre 15 e 30 minutos a chegar, dependendo de quão perto da Terra estiver Ceres.
Fontes: Ciência Online.net

Saiba fatos e curiosidades sobre Marte, o Planeta Vermelho


Este artigo trás fatos e curiosidades sobre os planetas do Sistema Solar — em que você já pôde conhecer mais sobre Júpiter, Saturno, Netuno, Urano, Mercúrio e Vênus —, hoje vamos lhe apresentar mais informações e características sobre Marte, o famoso Planeta Vermelho, que é o quarto a partir do Sol.  Marte ganhou esse título, pois a sua cor avermelhada se deve ao óxido de ferro presente em seu solo: tanto na terra quanto nas rochas que cobrem toda a sua superfície. Devido também à sua cor é que Marte ganhou esse nome após os romanos acharem seu tom “sangrento” e, por isso, o batizaram com o nome do seu deus da guerra.

Composição e estrutura


Para conhecer melhor sobre Marte, vamos descrever qual é a composição do planeta em todos os seus aspectos. Segundo o Space.com, no que diz respeito à atmosfera, ela é formada (em volume) por: 95,32% de dióxido de carbono, 2,7% de nitrogênio, 1,6%, argônio 0,13% de oxigênio, 0,08% de monóxido de carbono, pequenas quantidades de água, óxido de nitrogênio, neon, hidrogênio deutério e oxigênio, criptônio e xenônio. Em se tratando de campo magnético, uma curiosidade: 

Marte não tem um total, mas há certas áreas de sua crosta que podem ser, pelo menos, dez vezes mais fortemente magnetizadas que qualquer medida na Terra, sendo resquícios de um campo magnético global antigo. Sobre a composição de sua estrutura sólida, Marte provavelmente tem um núcleo composto por ferro, níquel e enxofre. Já o seu manto, os cientistas acreditam que seja similar ao da Terra em que é principalmente composto de peridotito, uma rocha que é composta principalmente por silício, oxigênio, ferro e magnésio. E, por fim, a crosta é composta em grande parte por basalto vulcânico.

Geologia e clima


Por ter uma atmosfera mais “fina”, ou seja, bem menos densa do que dos outros planetas, é impossível existir água na forma líquida na superfície de Marte. Portanto, por lá, tudo é bastante seco como um deserto. É em Marte também que está localizada a montanha mais alta do Sistema Solar, o Monte Olimpo, que tem aproximadamente 27 quilômetros de altura e 600 quilômetros de diâmetro, sendo cerca de três vezes mais alta que o Monte Everest. 

O Monte Olimpo, na verdade, era um vulcão, que foi criado por erupções de lava que fluíram para longas distâncias antes de se solidificar. O Planeta Vermelho também abriga o sistema de cânions mais longo e profundo do Sistema Solar: o Valles Marineris. A área ganhou esse nome depois que a sonda Mariner 9 a descobriu em 1971, situando-se no equador do planeta, a leste do planalto de Tharsis.

Com mais de quatro mil quilômetros de extensão, a região do Valles Marineris alcança ainda duzentos quilômetros de largura e sete quilômetros de profundidade, sendo o maior sistema de cânions conhecido, superando ainda todos os cânions da Terra — exceto em relação ao profundo vale submarino de 16 mil quilômetros na região meso-atlântica. Além dessas formações geológicas, Marte tem ainda canais, vales e ravinas que sugerem que a água em estado líquido pode ter corrido por toda a superfície do planeta em algum momento de sua existência. 

No que diz respeito à sua temperatura, Marte é muito mais fria do que a Terra devido em grande parte a sua maior distância do Sol. A temperatura média por lá é de cerca de -60°C negativos, podendo cair ainda mais perto dos polos durante o inverno, mas chegando a 20°C nas suas regiões equatoriais.

Atmosfera e órbita


Conforme citamos acima, a atmosfera de Marte é considerada “fina”, pois o planeta perdeu sua magnetosfera há quatro bilhões de anos. Por essa razão, o vento solar diminuiu a densidade atmosférica, removendo átomos da camada exterior. Para fins de comparação, a atmosfera marciana é cem vezes menos densa do que a da Terra, mas ainda assim suporta mudanças do tempo, nuvens e ventos. Outra curiosidade sobre o comportamento climático do Planeta Vermelho é que ele possui as maiores tempestades de areia do Sistema Solar e podem durar meses. 

Grandes bolsões de ar quente fluem em direção a regiões mais frias, gerando os ventos, que levantam mais poeira do chão, que por sua vez aquece a atmosfera, aumentando os ventos e levantando mais poeira em um ciclo quase que contínuo. A órbita de Marte em torno do Sol é oval e mais alongada do que o de qualquer dos outros planetas maiores.


Futuras missões


Além das explorações com as sondas e os famosos robôs exploratórios Opportunity e Curiosity, algumas missões para o Planeta Vermelho estão sendo planejadas, sendo que o projeto Mars One é o mais famoso. Você pode conferir vários aspectos sobre esse projeto de uma empresa holandesa em um dos vários artigos aqui do Mega Curioso.

Mais curiosidades

  • A gravidade na superfície de Marte é de cerca de 37% a gravidade encontrada na Terra. Isto significa que em Marte você poderia, em teoria, saltar três vezes mais alto do que você poderia na Terra;
  • Apenas 16 das 39 missões a Marte foram bem sucedidas. Em 2016, a Exobiology, projeto exploratório da Europa, irá ao planeta em busca de sinais de vida e para estudar a superfície e o terreno do planeta, além de mapear potenciais riscos ambientais para futuras missões tripuladas a Marte;
  • Você sabia que vestígios de Marte foram encontrados na Terra? Acredita-se que quantidades vestigiais da atmosfera marciana estavam dentro de meteoritos que o planeta lançou. Estes meteoritos teriam orbitado o Sistema Solar por milhões de anos antes de finalmente entrar na atmosfera da Terra e atingir o nosso solo. O estudo deste material permitiu aos cientistas descobrir mais sobre Marte antes de lançar missões espaciais;
  • Com exceção da Terra, Marte é o planeta mais hospitaleiro para a vida. Como dissemos acima, uma série de missões espaciais estão sendo planejadas para a próxima década a fim de aumentar ainda mais a nossa compreensão sobre o planeta, além de saber qual o seu potencial para a vida extraterrestre e se pode ser um planeta viável para uma colônia terráquea.
Fonte(s)
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