7 de mai de 2015

6 fatos incríveis e curiosos sobre os buracos negros

curiosidades sobre buraco negro
Você sabe tudo sobre os buracos negros? Algumas curiosidades poderão te surpreender!


Uma das coisas mais fascinantes e intrigantes que existem no Universo são os buracos negros. Por mais que a gente tente, pode ser difícil entender seus conceitos, afinal, sua física não faz parte da nossa realidade... e coisas tão colossais quanto os buracos negros podem ser um pouco inimagináveis para nós. Por isso, separamos alguns fatos curiosos sobre os buracos negros que irão provavelmente clarear um pouco o nosso entendimento sobre esses corpos extremos do Universo.

Confira!

1 - Poder gravitacional ao extremo
fatos sobre os buracos negros
Este é um fato básico sobre os buracos negros, que são corpos cuja gravidade é tão grande que ocorreu a dilatação do espaço-tempo, ou seja, o tempo pára em seu horizonte de eventos (proximidade do buraco negro). Para entender melhor, todo planeta, satélite, estrela, cometa, ou seja, todo corpo no espaço possui um poder gravitacional, e esse poder gravitacional é o que atrai objetos menores. Todo corpo também possui uma velocidade de escape, que é a velocidade mínima que deve ser atingida para que um objeto possa escapar desse poder gravitacional.

Aqui na Terra por exemplo, todas as vezes que um foguete é lançado para o espaço, ele deve ultrapassar a velocidade de escape, caso contrário, ele não vai conseguir sair daqui. A velocidade de escape do planeta Terra é de 11,2 quilômetros por segundo, ou cerca de 40.320 km/h. Os buracos negros, por sua vez, também têm gravidade, mas como sua massa é altamente comprimida e muito densa, sua velocidade de escape é tão absurda que acaba sendo maior do que a velocidade da luz, ou seja, NADA (até onde se sabe) pode escapar de um buraco negro, nem mesmo a luz.

2 - Tamanho sem limites, mas com uma regra
buraco negro hd
Um buraco negro pode ter qualquer tamanho. Seu tamanho e massa estão diretamente relacionados, ou seja, quanto maior for sua massa, maior espaço ele ocupa. O raio de Schwarzschild (o raio do horizonte de eventos de um buraco negro) e a massa são diretamente proporcionais um ao outro. Portanto, se um buraco negro pesa dez vezes mais do que o outro, o seu raio é dez vezes maior também. Por exemplo, um buraco negro com a massa igual a do nosso Sol teria um raio de 3 km, e um buraco negro típico, com cerca de 10 massa solares teria um raio de 30 km, e assim por diante.

3 - O buraco negro mais próximo
visitar buraco negro
O buraco negro mais próximo está localizado em um dos braços da Via Láctea, e fica a 1.600 anos-luz de distância, o que significa que se tivéssemos uma espaçonave que viajasse na velocidade da luz, levaria 1.600 anos para chegar até ele.

4 - Eles não podem sugar tudo no Universo
buraco negro sugando estrela
Não. Esse é um dos fatos mais interessantes sobre os buracos negros. Eles não podem sugar toda a matéria do Universo, porque cada buraco negro tem seu próprio horizonte de eventos, assim como o campo gravitacional de um planeta. Se a matéria não está no seu horizonte de eventos ela nunca será sugada por ele.

5 - O buraco negro central da Via Láctea
buraco negro brilhante colorido
No centro da nossa galáxia existe um buraco negro supermassivo, chamado de Sagittarius A*. Ele pesa cerca de 4 milhões de massas solares, mas felizmente não há razão para se preocupar. Esse buraco negro supermassivo está a mais de 30.000 anos-luz de distância.

6 - Eles podem evaporar... ?
radiação de buraco negro
Muitos físicos teóricos acreditam que os buracos negros podem simplesmente evaporar. Mas como assim?!! Bom, segundo Stephen Hawking, os buracos negros não são inteiramente negros, afinal, eles emitem radiação. A energia que produz essa radiação vem a partir da massa do buraco negro, e à medida que essa radiação é emitida, o buraco negro perde massa. Os buracos negros emitem mais radiação enquanto eles encolhem, e com isso, ela evaporaria mais rapidamente enquanto perde seu tamanho, como um efeito "bola de neve", mas ao contrário.
Fontes: Galeria Meteorito
Universetoday / Wikipedia /NASA


6 planetas tão surreais que fazem os filmes de ficção parecerem brincadeiras

Nem mesmo os maiores escritores de ficção conseguiriam imaginar planetas tão bizarros
planetas estranhos
George Lucas sonhou com planetas com dois sóis e cidades em nuvens; Gene Roddenberry inventou dezenas de mundos desérticos e curiosos. Mas os avanços científicos que estão em andamento recentemente nos mostram mundos incrivelmente surreais, dignos de filmes de ficção científica hollywoodianos. Pra falar a verdade, os planetas extrassolares que estão sendo descobertos são de fazer inveja à todo e qualquer roteirista lunático (no bom sentido).  Como seria a vida nesses exoplanetas? Se pudéssemos visitá-los, Star Wars e Star Trek iriam parecer brincadeira de criança. E foi justamente por isso que preparamos essa matéria especial. Confira os planetas que apesar de reais, deixam a melhor ficção científica com ar de filme preto e branco.

6 - Gliese 436 b é revestido de gelo em chamas
planeta de gelo e fogo
Sim, o gelo tem o poder de praticamente queimar a nossa pele, mas com certeza de uma maneira bem diferente da realidade de Gliese 436 b. Imagine um lugar completamente de gelo, ou melhor, um planeta que possui toda sua superfície de gelo. O detalhe é que a órbita desse planeta fica muito, muito próxima de sua estrela-mãe, por isso a sua temperatura média é de 420°C. Você deve estar se perguntando: "Mas como que o gelo pode suportar tanto calor sem derreter ou evaporar?". Bem, isso acontece porque Gliese 436 b tem a notável capacidade de desafiar tudo que conhecemos sobre a matéria.

A gravidade do planeta é tão poderosa que comprime todo o vapor d'água na atmosfera e aglutina o num estado sólido, formando uma camada espessa de gelo sobre todo o planeta, o que os cientistas chamam de "ice ten", ou "gelo dez". Imagine fazer um boneco de neve que pode resistir a quase 500°C , ou caminhar sobre o gelo com temperaturas altíssimas, quase 5 vezes acima do ponto de ebulição?! Seria difícil até recriar uma cena dessas em Hollywood...

5 - WASP-12 b está sendo devorado aos poucos
planeta está sendo devorado por sua estrela
WASP-12 b é o equivalente a uma mosca presa em uma teia. A atração gravitacional de sua estrela atraiu o planeta pra tão perto que WASP-12b não pode escapar, e agora sua estrela está prestes a devorá-la como uma aranha devota um inseto. Mas o fim desse planeta não será tão trágico quanto o que está acontecendo neste momento (ao menos para o nosso ponto de vista). A proximidade com a estrela tem aquecido a atmosfera, fazendo com que ela aumente drasticamente de tamanho. Isso significa que esse planeta está sendo deformado, enquanto a massa de sua estrela corrói o planeta WASP-12b em cerca de 6 bilhões de toneladas por segundo. Futuramente, esse planeta será completamente sugado pela estrela-mãe, e os astrônomos poderão observar os últimos estágios da vida de um planeta.

4 - HD 69830 c e seus incríveis céus noturnos
asteroides no céu
Em uma longa lista de planetas que passam por situações extremas, HD 69830 c é como um descanso nessa lista. Se pudéssemos ir até lá, o céu noturno seria simplesmente deslumbrante. HD 69830 c está na distância certa de sua estrela para que a água líquida exista em sua superfície, mas o que mais fascinaria seria o grande feixe de luz visível no céu, como uma estrela cadente permanente, que nunca iria acabar. Esse planeta tem um Cinturão de Asteroides em suas proximidades: 10 vezes mais próximo do que o Cinturão de Asteroides da Terra e 20 vezes mais massivo.

O resultado é uma luz com um brilho aproximadamente 1.00 vezes maior do que o brilho da Via Láctea nas nossas noites mais escuras. Lá em HD 69830 c, veríamos um rastro de luzes no céu como nunca poderíamos imaginar. E considerando a proximidade desse cinturão de asteroides com o planetas, veríamos grandes chuvas de meteoros, fazendo com que ele fosse o planeta mais procurado para observações noturnas do céu, pelo menos até onde conhecemos... Se existissem viagens inter-estelares, HD 69830 c seria, com certeza, o destino de muitos amantes do céu noturno.

3 - PSR B1257 + 12 b orbita um grande globo de luzes
planeta que orbita pulsar
Embora muito estranhos, todos os planetas dessa lista têm algo em comum: eles orbitam estrelas. Mas esse não é o caso de PSR B1257 + 12 b, afinal, esse incrível exoplaneta orbita um pulsar. Ele foi inclusive o primeiro planeta descoberto a orbitar um objeto desse tipo. Pra quem não conhece, o pulsar é como uma mistura de estrela com buraco negro. A estrela colapsa naturalmente contra si mesma, até que o acúmulo de pressão em seu núcleo se torne tão grande que ela explode em uma nova ou supernova. O que resta dessa explosão é um núcleo denso de apenas cerca de 10 quilômetros de diâmetro, chamado de estrela de nêutrons. Se essa estrela de nêutrons continua a ejetar radiação e luz, então podemos chamá-la de pulsar. Em suma, o PSR B1257 + 12 b orbita uma gigante bola radioativa de luzes intermitentes, e se estivéssemos na superfície desse planeta, teriamos a sensação de estar dentro de uma rave de música eletrônica o tempo todo, com os melhores jogos de luzes que você já viu!

2 - Titã e a possibilidade de voar em um mundo de combustíveis fósseis
planeta de petroleo
A lua de Saturno, Titã, é a única lua que conhecemos que possui uma atmosfera considerável. Na verdade, ela é tão espessa que até pouco tempo não se conhecia nada sobre sua superfície. Em Titã, não seria possível ver os anéis de Saturno no céu, pois os dias por lá são muito piores do que o dia mais chuvoso e nublado que você já viu na Terra. Mas existe algo interessante: a chuva em Titã não é de água, mas sim de combustíveis.

O tempo nublado em Titã é o resultado dos cryovolcanoes, que expelem água e amônia no lugar de magma. E as nuvens são compostas de metano líquido, o componente principal do gás natural. Na verdade, é ele que forma os rios e oceanos desse mundo. Os lagos polares possuem centenas de vezes mais petróleo e gás natural do que todas as reservas de petróleo e gás conhecidas na Terra. A lua inteira é o sonho de qualquer magnata do petróleo. E por falar em sonhos, nós poderíamos voar em Titã.

A gravidade de Titã é baixa, suficiente para que criarmos um conjunto de asas e começar a voar por lá. Seria possível bater asas e voar literalmente. Os cientistas acreditam, inclusive, que a vida já pode existir em Titã, e talvez, ela pode até ser baseada em metano líquido, ao contrário da vida terrestre que depende da água. De repente o filme Avatar parece bem menos absurdo...

1 - Gliese 581 c e sua paisagem infernal, com plantas pretas e um céu avermelhado
planeta vermelho
Do número limitado de planetas onde a humanidade poderia realmente ser capaz de viver, Gliese 581 c é o mais próximo. Mas não pense que isso significa que ele se parece com a Terra.  O planeta orbita uma anã vermelha, e seu céu teria sempre um tom vermelho sangue, e a luz vermelha não faria apenas você se sentir estranho: ela afetaria toda a vegetação, forçando as plantas a fazer a fotossíntese a partir do espectro infravermelho. A consequência tangível é que cada planta ficaria tão escura como breu. Isso sem contar que estaríamos presenciando um perpétuo crepúsculo, isso porque Gliese 581 c está tão próximo de sua estrela que ele não gira mais: um lado do planeta está sempre virado para a estrela, e o outro permanece na escuridão total.

O único lugar que seria possível sobreviver, até por conta da temperatura, seria na estreita faixa entre o dia e a noite. E com um lado do planeta sempre quente e outro sempre frio, você pode esperar alguns padrões climáticos estranhos, com ventanias incessantes surgindo do lado quente para o frio, todos os dias, sem parar, juntamente com chuvas torrenciais permanentes, pois não haveriam estações.  Será que algum filme de ficção já criou um planeta com céu vermelho, plantas pretas, ventanias incessantes e chuvas torrenciais? Ou um vilarejo de um certo planeta em que não se pode viajar, onde teríamos o calor infernal escaldante de um lado e a morte por congelamento do outro? Se um dia você assistir um filme cujo planeta tenha tais características, logo saberá que se trata de Gliese 581 c.
Fonte: Galeria Meteorito

A conspiração cósmica que permite a vida no universo

Simulação por computador de uma galáxia, com a matéria escura colorizada para torná-la visível
Simulação por computador de uma galáxia, com a matéria escura colorizada para torná-la visível

Semelhanças gravitacionais surpreendentes entre galáxias espirais e elípticas foram descobertas por uma equipe internacional de astrônomos da Universidade de Tecnologia de Swinburne, localizada na Austrália.

O que isso significa? Essa semelhança implica na influência de forças ocultas.
Na primeira pesquisa desse tipo, feita para capturar um grande número destas galáxias, os pesquisadores mapearam os movimentos de estrelas nas partes exteriores de galáxias elípticas usando o maior telescópio óptico do mundo, que fica no Observatório W.M. Keck, no Havaí (Estados Unidos). Ao combinar os resultados das observações, eles foram capazes de pesquisar um número maior de galáxias, o que, consequentemente, permitiu essa descoberta incrível. De acordo com o professor da Ducan Forbes, foi a sobreposição de tempos do telescópio que deu um novo ponto de vista para o estudo. A equipe, liderada por Michele Cappellari, da Universidade de Oxford, usou o poderoso DEIMOS (sigla em inglês para Imagiologia profunda e Espectrógrafo Multi-Objeto) para realizar uma grande pesquisa de galáxias próximas chamado SLUGGS, que definiu as velocidades de suas estrelas.

A influência de Newton

Os cientistas usaram a lei da gravidade de Newton para traduzir estas medições de velocidade para as quantidades de matéria distribuídas dentro das galáxias. Uma das descobertas científicas mais surpreendentes do século 20 foi que as galáxias espirais, como a nossa Via Láctea, giram muito mais rápido do que o esperado, e esse movimento é alimentado por uma força gravitacional extra de “matéria escura” invisível.

Essa conspiração cósmica é o que permite a vida no universo?

Desde esta descoberta, há 40 anos, nós aprendemos que esta substância misteriosa, que é provavelmente uma partícula elementar exótica, representa cerca de 85% da massa no universo conhecido, deixando apenas 15% para o material comum encontrado em nosso cotidiano.

Ou seja…

A matéria escura é central para a nossa compreensão de como as galáxias se formam e evoluem e é, em última análise, uma das razões para a existência de vida na Terra – ainda que a gente não saiba quase nada sobre isso. Segundo a Dra. Cappellari, uma das descobertas mais surpreendentes deste estudo foi que galáxias espirais mantêm uma velocidade de rotação notavelmente constante ao longo de seus discos. Isso significa que as estrelas e a matéria escura conspiram para se redistribuírem para produzir este efeito. Mas a “conspiração” não sai naturalmente a partir dos modelos – algum ajuste fino é necessário para explicar as observações. Por esta razão, alguns astrônomos sugeriram que, em vez de ser devido à matéria escura, pode ser devido à lei da gravidade de Newton se tornando progressivamente menos precisa a grandes distâncias.

Ainda em jogo

Notavelmente, décadas depois de ter sido proposta, esta teoria alternativa (sem matéria escura) ainda não pode ser conclusivamente excluída. As galáxias espirais constituem menos de metade da massa estelar no universo, que é dominada por galáxias elípticas e lenticulares. Estas têm configurações de estrelas diferentes e não possuem os discos achatados de gás que galáxias espirais têm. Até agora, tem sido tecnicamente difícil medir as massas de galáxias elípticas, descobrir a quantidade de matéria escura que elas têm e como essa matéria está distribuída.

Diferenças

Como as galáxias elípticas têm diferentes formas e histórias de formação em comparação às galáxias espirais, a conspiração recém-descoberta é ainda mais profunda e vai levar especialistas em matéria escura e formação de galáxias a pensar cuidadosamente sobre o que aconteceu no “setor escuro” do universo.
Fonte: Hypescience.com
[Phys]

Como seria viver em Mercúrio?

Como seria viver em Mercúrio?
Mercúrio é um planeta hostil para a vida, mas se tivéssemos a tecnologia para sobreviver no planeta mais próximo do Sol, como seria viver lá?

Com as suas flutuações extremas de temperatura, Mercúrio não é um planeta que permita ser colonizado por humanos. Até ao momento, apenas duas sondas visitaram Mercúrio. A primeira, a Mariner 10, realizou uma série de sobrevôos em 1974, mas apenas viu a metade iluminada do planeta. A MESSENGER da NASA, por outro lado, realizou sobrevôos e, em seguida, entrou na órbita de Mercúrio - em Março de 2013. As imagens da sonda permitiram aos cientistas mapear completamente o planeta pela primeira vez.

As fotos de Mercúrio mostram que o planeta tem gelo de água nos seus pólos, que ficam em escuridão permanente. A mineração deste gelo seria uma boa maneira de lá viver, mas a criação de bases nos pólos pode não ser uma boa idéia. As regiões polares iria dar-lhe um pouco de descanso da força do sol, mas essas zonas são muito frias uma vez que são permanentemente sombreadas. A melhor opção, provavelmente seria a criação de uma base não muito longe de uma das calotas de gelo, talvez na borda de uma cratera, e ter uma operação de mineração de água no pólo.

Ainda assim, lidar com as temperaturas extremas de Mercúrio provavelmente seria inevitável: As temperaturas do dia no planeta podem chegar a 430ºC, enquanto que as temperaturas noturnas podem cair para menos de -180ºC. No passado, os cientistas acreditavam que Mercúrio tinha um lado do planeta sempre voltado para o sol, porque levava a mesma quantidade de tempo para girar em torno do seu eixo, como levava a girar em torno da estrela. Mas agora sabemos que o dia de Mercúrio dura quase 59 dias da Terra e o seu movimento em torno do Sol dura cerca de 88 dias terrestres.

Curiosamente, o sol faz um caminho estranho através do céu do planeta ao longo do longo dia de Mercúrio, por causa da interação entre a taxa de rotação de Mercúrio e a sua órbita altamente elíptica em torno do sol. Assim, o Sol nasce no leste e move-se através do céu. Em seguida, faz uma pausa e move-se para trás um pouco. Em seguida, retoma o seu movimento em direção ao oeste e pôr do sol. De igual forma, o sol aparece 2,5 vezes maior no céu de Mercúrio do que no céu da Terra. E durante o dia, o céu de Mercúrio parece preto e não azul, porque o planeta praticamente não tem atmosfera para dispersar a luz do sol. A atmosfera, ou exosfera, é muito rarefeita. Isso faz com que nem as estrelas brilhem à noite.

Uma vez que a atmosfera em Mercúrio é praticamente inexistente, o planeta não tem qualquer clima. Por isso, se vivêssemos no planeta, não precisávamos de nos preocuparmos com tempestades devastadoras. E já que o planeta não tem corpos de água líquida ou vulcões ativos, também estaríamos a salvo de tsunamis e erupções. Mas Mercúrio não está desprovido de desastres naturais. A superfície está exposta ao impacto de detritos espaciais. De igual forma, também pode sofrer de tremores de terra devido a forças de compressão que estão a encolher o planeta (ao contrário da Terra, Mercúrio não tem atividade tectônica).

Mercúrio tem cerca de dois quintos do tamanho da Terra, e uma gravidade semelhante a Marte, ou cerca de 38% da gravidade da Terra. Isso significa que você poderia saltar três vezes mais alto em Mercúrio, e objetos pesados seriam mais fáceis de pegar. No entanto, tudo ainda teria a mesma massa e inércia, sendo que você podia ser derrubado se alguém jogasse um objeto pesado em você. Por mim, você também poderia esquecer as chamadas para casa pelo Skype, uma vez que os sinais enviados de Mercúrio demorariam pelo menos 5 minutos para conseguirem chegar ao nosso planeta, e vice-versa.
 [Space]

Atividade na Lua Encélado de Saturno Pode Ser Causada Por Uma Cortina de Erupções

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Uma nova pesquisa usando dados da missão Cassini da NASA sugere que a maior parte das erupções da lua de Saturno, Encélado, pode ser uma cortina difusa, ao invés de jatos discretos. Muitas feições que parecem ser jatos individuais de material entrando em erupção ao longo de todo o comprimento de fraturas proeminentes na região polar sul da lua, podem na verdade ser fantasmas criados pela ilusão de óptica, de acordo com esse novo estudo.


A pesquisa foi publicada na edição de 6 de Maio de 2015 da revista Nature.

“Nós acreditamos que a maioria das atividades observadas representam cortinas de erupções das fraturas conhecidas como listras de tigres, ao invés de serem gêiseres intermitentes ao longo delas”, disse Joseph Spitale, principal autor do estudo e um cientistas participante da missão Cassini no Planetary Science Institute, em Tucson, no Arizona. “Alguns jatos proeminentes provavelmente são o que eles parecem ser, mas a maior parte da atividade vista nas imagens pode ser explicada sem os jatos serem discretos”.

Analisando as imagens da Cassini das erupções em Encélado, Spitale e seus colegas notaram um brilho de fundo apagado presenta na maior parte das imagens. As feições de erupções mais brilhantes, que parecem como jatos discretos, parecem ser intermitentes, mas sobrepostas a esse brilho de fundo. Os pesquisadores modelaram as erupções em Encélado, como cortinas uniformes ao longo das fraturas de listra de tigre. Eles encontraram que o brilho fantasma aparece em locais onde o observador está olhando através de um vinco nessa cortina. Os vincos existem pois as fraturas na superfície de Encélado são mais onduladas do que linhas perfeitamente retas. Os pesquisadores acreditam que essa ilusão de óptica é responsável pela maior parte das feições que parecem ser jatos individuais.

“A direção de observação tem um papel importante em onde os jatos fantasmas aparecem”, disse Spitale. “Se você, por acaso, rotacionar a sua perspectiva ao redor do polo sul de Encélado, esses jatos irão aparecer e desaparecer. Os jatos fantasmas em imagens simuladas produzidos pelos cientistas se alinham muito bem com algumas das feições observadas nas imagens reais da Cassini que parecem ser colunas de discretas de jatos. A correspondência entre os dados simulados e os dados observados sugerem que muito da estrutura de jato discreto é uma ilusão, de acordo com os pesquisadores. Erupções em forma de cortina ocorrem na Terra, onde a rocha derretida, ou magma surge das fraturas profundas. Essas erupções, que normalmente criam cortinas espetaculares de fogo, são vistas em locais como o Havaí, a Islândia e a Ilha Galápagos.

“Nosso entendimento de Encélado continua a se desenvolver, e nós ainda esperamos surpresas ao longo do caminho”, disse Linda Spilker, cientista de projeto da Cassini no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena, na Califórnia, e que não está envolvida nesse estudo. “Esse pequeno mundo gelado está se tornando mais interessante, à medida que entendemos mais sobre seu oceano em subsuperfície e sobre a sua atividade geofísica. A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da NASA, ESA, e da Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena, na Califórnia gerencia a missão para o Sicence Mission Directorate da agência em Washington. O centro de operações de imageamento da Cassini fica baseado no Space Science Institute em Boulder no Colorado.

No Limite da Difração

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Você já quis olhar através da ocular de um grande telescópio no espaço? Se você pudesse, você teria uma visão nítida do que é a difração limitada. Com a sua visão não afetada pela turbulência atmosférica que estraga as observações feitas da Terra, a resolução angular da sua visão de difração limitada, seria determinada, somente pelo comprimento de onda da luz e pelo diâmetro da lente ou do espelho do telescópio, quanto maior o diâmetro, mais nítida a imagem. Como isso ainda é complicado de fazer, na Terra podemos tentar imitar essa sensação, usando, acoplado a grandes telescópios, o que se chama de Sistemas de Óptica Adaptativa. A foto acima mostra um desses sistemas em ação, mais especificamente o sistema MagAO. Esse sistema está acoplado ao telescópio de 6.5 metros de diâmetro chamado de Magellan Clay Telescope no Observatório de Las Campanas. Na foto podemos ver o astrônomo Laird Close observando o sistema estelar duplo de Alpha Centauri, diretamente na ocular do telescópio e desfrutando do efeito de visão com difração limitada, podendo observar a separação das estrelas presentes nesse sistema, sem precisar viajar para a órbita baixa da Terra, acima da atmosfera.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap150507.html

Como nascem e morrem as estrelas?


Nebulosas, estrelas, espaço Vetor


O processo de nascimento de uma estrela é mais ou menos padrão, o que muda mesmo é a maneira como ela morre. Estrelas pequenas ou médias, como o nosso Sol, terminam a vida esfriando lentamente, enquanto astros maiores podem acabar seus dias como assustadores buracos negros! Aqui você confere como são os ciclos de vida estelar mais comuns. O curioso é que esses ciclos são fundamentais para a construção do Universo. Nas várias etapas da vida de uma estrela, surgem diferentes elementos químicos, como hélio, carbono e ferro, todos frutos da fusão nuclear - a grande fonte de energia desses astros.

Vida de astro

Uma estrela como o Sol pode ter seu diâmetro aumentado cem vezes antes de começar a apagar

1. Em geral, uma estrela nasce numa região conhecida como berçário estelar. Os berçários espalhados pelo Cosmo têm nuvens moleculares gigantes. Formadas por gás e poeira, tais nuvens chegam a ocupar uma área equivalente à de todo o sistema solar! Com a ação da gravidade, os gases e a poeira se juntam e a nuvem molecular começa a perder suas partes mais densas

2. Aos poucos, um pedaço desprendido que ganha ainda mais densidade e calor passa a girar em torno de si até virar um tipo de disco. A estrela nasce pra valer quando a temperatura e a densidade no disco ficam tão altas que seus átomos de hidrogênio se fundem, virando hélio. É o início da fusão nuclear. Tudo isso leva dezenas de milhões de anos.

3. Com seu motor (a fusão nuclear) ligado, a estrela entra numa fase estável de "queima de combustível". Para estrelas pequenas ou médias, isso pode durar uns 10 bilhões de anos - é nesse estágio que o Sol está hoje. Já para astros maiores, a fase estável só dura milhões de anos. Quando o hidrogênio acaba, o combustível para a fusão passa a ser o hélio.

4. Quando predomina a fusão do hélio, a estrela ganha energia extra e se expande, virando uma gigante vermelha - ou supergigante vermelha se era um astro com pelo menos oito vezes a massa do Sol. Após o crescimento, o destino da estrela segue por dois rumos diferentes, dependendo do tamanho dela.

5a. Para uma estrela como o Sol, a fase gigante vermelha dura uns 2 bilhões de anos. Depois, o astro expulsa suas camadas externas, virando uma nebulosa planetária. No centro dela fica o "cadáver" do velho astro: uma estrela anã branca. Feita de carbono e oxigênio, ela termina seus dias esfriando por bilhões e bilhões de anos, mas sem se apagar totalmente.

5b. Destino mais catastrófico têm as estrelas com mais massa que o Sol. Nelas a fusão nuclear continua, e o hélio vai virando elementos cada vez mais pesados, até chegar ao ferro. O núcleo fica então tão denso que não consegue mais suportar o próprio peso e desaba, liberando tanta energia que a estrela se despedaça. É o fenômeno conhecido como supernova.

6a. A detonação de uma supernova pode criar uma estrela de nêutrons. Isso ocorre se o núcleo que entrou em colapso tiver menos do que três massas solares. Nesse caso, o que resta da supernova é uma crosta de ferro sólido, muito densa, debaixo da qual está uma "papa" formada por nêutrons, uma partícula atômica.

6b. Mas ainda dá para ter um fim pior... Se o núcleo que originou a supernova tiver mais que três massas solares, o destino da estrela é se contrair até virar um ponto de gravidade pura, sem nenhum diâmetro. É o temido buraco negro, que teoricamente é tão denso que nem a luz consegue escapar da sua gravidade


Quando o Sol se for
Quando virar uma anã branca, estágio final de sua vida como estrela, o Sol deve ficar com um diâmetro parecido com o da Terra; ou seja, com aproximadamente um centésimo do diâmetro que tem hoje. Apesar de encolher muito no tamanho, o Sol ainda irá preservar quase 60% de sua massa original.


Vermelha por quê?
Quando a estrela se expande, sua energia é distribuída por uma área maior e por isso o calor na superfície cai. Isso deixa a estrela com um tom mais avermelhado. Quando o Sol chegar lá, daqui a 4 bilhões ou 5 bilhões de anos, seu diâmetro aumentará cem vezes, o que dá para engolir a atual órbita da Terra!
Fonte: Mundo Estranho

Nós somos os únicos humanos no Universo, afirma Marcelo Gleiser

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Segundo o físico brasileiro Marcelo Gleiser, apesar de que o Universo esteja coberto de ingredientes e condições para a vida, nós somos os únicos seres humanos do Universo.

Renúncia de abertura 1: Apesar da possibilidade de haver mais de um universo, como indica o hipotético Multiverso, vamos humildemente submeter à nossa própria bolha de informações, a esfera de raio igual a distância que a luz tem viajado desde o início dos tempos há 13,8 bilhões de anos. Considerando a expansão do universo, este raio sobe para aproximadamente 46 bilhões de anos-luz.

Renúncia de abertura 2: A "Vida", por assim dizer, significa qualquer rede auto-sustentável de reação química capaz de metabolizar energia do ambiente e de reprodução seguindo a seleção natural darwinista. Então, podemos descartar máquinas espirituais mais avançadas do que nós ou bizarras moradias estelares inteligentes ou enxames de nanobots habitando buracos de minhoca. Monstros de espaguete voadores também estão nessa lista.
OK, com estes fora do caminho, podemos começar.
 Talvez o resultado mais marcante da ciência moderna é que as mesmas leis da física e da química aplicam em toda a vastidão do espaço e do tempo. Pense nisso: agora somos capazes de ver estrelas e galáxias bebés a bilhões de anos-luz de nós. Achamos que elas têm os mesmos elementos químicos (em proporções diferentes) e que evoluem de acordo com as mesmas leis dinâmicas como o nosso sol faz. As leis físicas e químicas são as mesmas em todos os lugares.
Também sabemos, e este é outro resultado marcante da astronomia moderna, que a maioria das estrelas vêm com uma corte de planetas. E planetas tendem a ter luas. Cada um destes tem o seu próprio mundo, com diferentes propriedades físicas e composição química. Há grandes e pequenos planetas rochosos e gasosos, com muitas luas ou com poucas ou com nenhuma; planetas podem girar com uma grande ou pequena inclinação (a Terra está 23,5 graus inclinada em relação à vertical; Urano está a uma incrível inclinação de 97,7 graus), e possuem atmosferas mais espessas ou mais grossas  com gases diferentes e assim por diante.
Em números redondos, só em nossa galáxia Via Láctea, deve haver na faixa de  1 trilhão de mundo, cada um como uma única entidade.
A isto, acrescentamos a existência de centenas de bilhões de outras galáxias dentro de nossa bolha cósmica e iremos para alguns trilhões de trilhões de mundos em nosso universo, mais ou menos um fator de 100. (Um comentário nerd: engraçado que isto está tão perto do número de Avogadro, o número de átomos em um grama de hidrogênio.)
Neste ponto, você pode dizer: "Bem, dentro desta variedade surpreendente, quase tudo é possível." Mas não é bem assim!
A unidade das leis da física e da química age como uma restrição muito poderosa no que pode e não pode existir. Mesmo que em ciência — enquanto as leis da física são satisfeitas — não podemos realmente descartar o que não pode existir, podemos usar as leis da física e química para inferir o que pode existir. Imagine, no caso,  que o "monstro de espaguete voador", um primo do polvo, se aventurou fora da lagoa a alguns bilhões de anos atrás no planeta Mumba e, depois de alguns milhões de anos, penas cresceram em seus tentáculos e ele levantou voo. Ou, se não penas, algum mecanismo de balonismo biológico fez com que surgisse ar quente em seu aparelho digestivo.
Então, o que podemos esperar encontrar uma vez que não podemos verificar a vasta coleção de mundos e procurar criaturas vivas? Ninguém realmente sabe a resposta desta pergunta, embora nós possamos fazer suposições:
1. A vida será baseada em carbono. Por que? Porque o carbono é o átomo mais simples, capaz de fabricar todos os tipos de ligações químicas, melhores que qualquer outro. Uma imitação pobre é o silício; sua bioquímica iria ser severamente limitada em comparação. a vida precisa de versatilidade para prosperar, isso é sua prerrogativa principal.
2. A vida precisa de água líquida. Sim, você pode encontrar bactérias congeladas no permafrost, mas elas não estão vivendo. Mesmo que a vida, em essência, seja um reator bioquímico, ela precisa de um solvente, num meio onde as reações possam se desdobrar. Amônia é às vezes proposta como uma possibilidade. Mas é um gás que fica líquido somente abaixo de -33˚C. Então, um planeta frio com atmosfera pesada poderia ter amônia líquida; Mas isso é demais. A Água, uma substância mágica que é transparente, sem cheiro, sem gosto, que se expande à medida que congela (uma propriedade-chave para a vida à base de água, em climas mais frios, uma vez que há água líquida sob o gelo),  é o principal ingrediente de nosso próprio.
Dadas essas duas restrições, a essência da vida deveria ser simples: carbono + água + outras coisas (e uma quantidade mínima de nitrogênio e hidrogênio). 
Cada planeta que pode conter vida terá a sua própria história. E então, a vida lá terá sua própria história, completamente contingente no  que se diz respeito à hospedagem de vida do planeta. Isto significa que a seleção natural age como uma pressão baseada na história de sobrevivência, cada conto nessa história é, evidentemente, diferente. 
Como consequência e apesar de sua essência comum de carbono e água, não haverá idênticas formas de vida em planetas diferentes; ou pelo menos as chances serão extremamente baixas. E quanto mais complexa a vida seja formada, menor as chances de que ela seja replicada em outros lugares.
Se existe o monstro de espaguete voador, ele vai existir apenas em um mundo, assim como nós existimos em apenas um mundo. Nós somos os únicos  humanos neste Universo. E se considerarmos o que aprendemos com a história da vida na terra, as chances são de que a vida inteligente seja extremamente raraEnquanto a inteligência é claramente um ativo na luta pela sobrevivência entre espécies diferentes (nossos colegas homens das cavernas espancavam até à morte todos os mastodontes, não é?), não é um propósito de evolução; a evolução não tem um propósito, nem um objetivo final.
Até que se torne inteligente, a vida é feliz em apenas replicar-se; com inteligência, vai ser infeliz apenas replicando-se.
Juntando tudo isso, percebemos que estamos de fato conectados ao resto do cosmos quimicamente e que partilhamos a mesma base para a vida como qualquer outra forma hipotética de vida lá fora. Ao mesmo tempo, somos únicos, assim como são todas as outras criaturas vivas neste planeta. A vida é essa força incrível que, de um código baseado em carbono e um ancestral genético comum, pode criar uma diversidade impressionante de maravilhas, e possivelmente outros, mundos.
Fonte: Mistérios do Universo. net

Astrônomos Estabelecem Novo Recorde Para a Medida de Distância de Galáxia no Universo Primordial

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Uma equipe internacional de astrônomos, liderada por cientistas da Universidade de Yale e da Universidade da Califórnia, levaram ao limite a fronteira cósmica no que diz respeito à exploração de galáxias, chegando até uma época em que o universo tinha somente 5% da sua idade atual que é de 13.8 bilhões de anos. A equipe descobriu uma galáxia excepcionalmente luminosa a mais de 13 bilhões de anos no passado e determinou a sua exata distância até a Terra usando uma combinação de dados obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble, e pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA, e pelo telescópio de 10 metros Keck I do Observatório W. M. Keck no Havaí. Essas observações confirmaram o que é a galáxia mais distante já medida, estabelecendo assim um novo recorde. A galáxia existia a muito tempo atrás, e aparenta ter somente 100 milhões de anos de vida.

A galáxia, EGS-zs8-1, foi originalmente identificada com base em suas cores particulares em imagens do Hubble e do Spitzer e é um dos objetos mais brilhantes e mais massivos do início do universo. “Ela já tinha crescido mais de 15% da massa que a nossa Via Láctea tem hoje”, disse Pascal Oesch, principal autor do estudo da Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut. “Mas ela só teve 670 milhões para fazer isso. O universo era muito jovem”. A nova medida de distância também permitiu aos astrônomos determinarem que a EGS-zs8-1 ainda estava formando estrelas muito rapidamente, cerca de 80 vezes mais rápido que a Via Láctea forma hoje (que tem uma taxa de formação equivalente a uma estrela por ano).
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São poucas as galáxias que atualmente têm suas distâncias medidas com precisão nesse universo bem jovem. “Cada confirmação, adiciona outra peça ao quebra-cabeça de como as primeiras gerações das galáxias se formaram no universo inicial”, disse Pieter van Dokkum de Yale, segundo autor do estudo. “Somente os telescópios mais sensíveis são poderosos o suficiente para alcançar essas grandes distâncias”. A descoberta só foi possível graças ao instrumento relativo novo, chamado de Multi-Object Spectrometer For Infra-Red Exploration, ou MOSFIRE, que trabalha acoplado ao telescópio Keck I, e que permite que os astrônomos estudem de maneira eficiente algumas galáxias ao mesmo tempo. Medindo galáxias nessas distâncias extremas e caracterizando suas propriedades é um dos principais objetivos dos astrônomos durante a próxima década. As observações viram a EGS-zs8-1 num tempo quando o universo estava passando por mudanças bem importantes: o hidrogênio entre as galáxias estava se transformando de um estado opaco para um estado transparente. “Aparentemente as jovens estrelas nessas galáxias iniciais como a EGS-zs8-1, eram os principais motores para essa transição, num processo chamado de reionização”, disse o co-autor do estudo, Rychard Bouwens, do Observatório de Leiden, em Leiden, na Holanda.
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Essas novas observações integradas do Hubble, Spitzer e Keck dão uma nova ideia sobre a natureza do universo infantil. Elas confirmam que as galáxias massivas já existiam no início da história do universo, mas duas propriedades físicas eram bem diferentes das galáxias observadas hoje. Os astrônomos agora têm uma forte evidência de que as cores peculiares das galáxias iniciais vistas nas imagens do Spitzer originaram de estrelas jovens, massivas e de rápida formação, que interagiram com o gás primordial nessas galáxias. As novas observações traçam as descobertas bem animadoras que o Telescópio Espacial James Webb da NASA será capaz de fazer quando ele for lançado em 2018. Em adição a isso, coloca no limite a fronteira cósmica, para épocas cósmicas ainda mais longínquas, o telescópio Webb, será capaz de dissecar a luz infravermelha da galáxia EGS-zs8-1 observada com o Telescópio Espacial Spitzer e fornecerá aos astrônomos ideias muito mais detalhadas sobre as propriedades do gás. “Nossas observações atuais indicam que será muito fácil medir distâncias precisas para essas distantes galáxias no futuro, usando o Telescópio James Webb”, disse Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia Santa Cruz. “O resultado das medidas que devem acontecer com o Webb fornecerá uma imagem muito mais completa da formação das galáxias no alvorecer cósmico”. Os resultados da equipe aparecerão na edição de 5 de Maio de 2015 da edição online da revista The Astrophysical Journal Letters.

SDO da NASA Registra Intensa Flare Solar de Classe X Em 5 de Maio de 2015

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O Solar Dynamics Observatory da NASA que observa o Sol constantemente, capturou essas imagens de uma significante flare solar – observada como um flash brilhante no limbo esquerdo do disco solar – que teve seu pico às 19:11, hora de Brasília, do dia 5 de Maio de 2015. Cada imagem mostra um diferente comprimento de onda da luz extrema ultravioleta que destaca uma diferente temperatura do material no Sol. Comparando as diferentes imagens, os cientistas podem entender melhor o movimento da matéria e da energia solar durante uma flare.

Da esquerda para a direita, os comprimentos de onda visíveis são: luz visível, 171 angstroms, 304 angstroms, 193 angstroms e 131 angstroms. Cada comprimento de onda foi colorizado. Flares solares são poderosas explosões de radiação. A radiação de uma flare não pode passar pela atmosfera da Terra para fisicamente afetar os humanos no solo, contudo – quando ela é intensa o suficiente – elas podem perturbar a atmosfera numa camada onde os sinais de GPS e os sinais de comunicação trafegam. Essa flare é classificada como uma flare de classe-X2.7. A classe-X denota as flares mais intensas, enquanto que o número fornece mais informação sobre a sua intensidade. Uma X2 é duas vezes mais intensa que uma X1, uma X3 é três vezes mais intensa, e assim por diante.

A Melhor Evidência Até Hoje Para a Existência Dos Buracos Negros


Existem muitas ideias estranhas na ciência. Mas a teoria dos buracos negros – os objetos tão massivos e compactos que nada, nem mesmo a luz pode escapar – com certeza encabeça a lista de muitas pessoas.
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Embora a evidência para esses objetos seja convincente, ela não é 100% conclusiva. Assim, no campo em se é céptico por natureza, alguns astrônomos ainda estão trabalhando para provar que os buracos negros não são apenas fruto da imaginação dos teóricos. Quando se trata de algo “tão extraordinário, temos que trabalhar pesado antes de estarmos dispostos a aceitar-los”, disse Ramesh Narayan do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. Essa é a dicotomia cuidadosamente equilibrada de idéias selvagens e a suspeita obstinada que permite que a ciência fique perambulando lentamente em direção à verdade. Agora, uma equipe de cientistas, incluindo Avery Broderick do Perimeter Institute for Theoretical Physics, do Canadá, Narayan, e outros, encontrou mais evidências sobre a existência desses elusivos objetos. A equipe espiou no coração da M87, uma galáxia elíptica que tem um buraco negro supermassivo com massa 6 bilhões de vezes maior que a massa do Sol. Ali, os astrônomos viram evidências indiretas para o horizonte de eventos do monstro: o ponto sem retorno, que delimita o próprio buraco negro.

A equipe usou três rádio telescópios na Califórnia, no Arizona e no Havaí para fazer as observações, que fazem parte de um projeto ainda em desenvolvimento de um Telescópio de Horizonte de Eventos. O objetivo foi distinguir se esse objeto realmente tem um horizonte de evento, que é característico de somente um buraco negro, ou se ele na verdade tem uma superfície. À medida que o material flui para dentro de qualquer objeto massivo, ele é aquecido e emite correntes de fótons de alta energia. Assim, o gás ao redor do objeto massivo deve ser extremamente brilhante. Mas existirá uma diferença notável no brilho dependendo se o objeto tem uma superfície ou um horizonte de eventos.

“Se existir uma superfície, então o material que cai, irá respingar na superfície”, disse o co-autor do estudo John Kormendy, da Universidade do Texas em Austin. E esse respingo fará com que o material brilhe mais quente e mais intensamente. Mas se não existir uma superfície – como no caso de um horizonte de eventos – então da nossa perspectiva, o material eventualmente desaparecerá e consequentemente não poderá manter seu brilho. Assim, um objeto com um horizonte de eventos deve aparecer mais escuro do que um objeto de mesma massa com uma superfície.

Com essa premissa, os próximos passos são relativamente diretos, mas longe de serem simples. Primeiro, a equipe mediu a quantidade de material que cai na direção do buraco negro supermassivo da M87. Em segundo lugar, a equipe calculou o brilho esperado para um objeto com uma superfície. Esse número forneceu como resultado algo aproximadamente 100 bilhões de vezes mais brilhante que o Sol. Em terceiro lugar, a equipe checou para ver se suas observações se ajustavam ao brilho esperado. Se sim, então o objeto tinha uma superfície, caso as observações não confirmassem as previsões muito provavelmente o objeto tinha um horizonte de eventos.

A equipe descobriu então que o objeto aparecia mais escuro do que se esperava (no mínimo com uma ordem de grandeza em magnitude) para um objeto com uma superfície. “Assim, nós concluímos que o material está caindo através de um horizonte de eventos e está brilhando menos intensamente se ele estivesse se chocando com uma superfície”, disse Kormendy. Embora muito poucos astrônomos duvidem da existência dos buracos negros, esse resultado adiciona mais uma peça ao grande quebra-cabeça de evidências que sugerem que os buracos negros realmente existam na natureza. Estudos prévios, realizados observando buracos negros de massa estelar e o próprio buraco negro supermassivo da Via Láctea, o Sgr A*, também não encontraram evidências de uma superfície.

O novo resultado encontrado na M87, expande a lista de superfícies que não foram detectadas em buracos negros supermassivos para além da nossa galáxia. Essa pode não ser a evidência fina, a própria equipe faz uma crítica. “Eu serei o primeiro a concordar que essa não é uma prova definitiva”, disse Narayan.

“Esse é o tipo de coisa que se prova ser verdadeira, provando-se que a ideia oposta não é verdadeira. Nós estamos provando que não existe uma superfície, assim nós estamos dizendo que deve ser um horizonte de eventos. Essa afirmação lógica não é 100% segura”. A próxima peça desse quebra-cabeça virá uma vez que o projeto do Telescópio de Horizonte de Eventos esteja concluído. Nos próximos anos, o telescópio irá incluir antenas que se espalham do Polo Sul para o Polo Norte, essencialmente criando um único telescópio do tamanho da Terra, que irá conseguir cortar através do gás e da poeira que escondem esses buracos negros supermassivos e aí sim fazer uma imagem da silhueta de um horizonte de eventos.

Dois Exoplanetas Classificados Como Super-Terras São Descobertos Ao Redor da Estrela Próxima HD7924

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Uma equipe de astrônomos usando três telescópios em Terra nos EUA descobriram dois exoplanetas classificados como super-Terras ao redor de uma estrela próxima conhecida como HD 7924. A HD 7924 é uma estrela anã do tipo-K de magnitude 7, com um raio de cerca de 78% o raio do Sol. Essa estrela está localizada na constelação da Cassiopeia a aproximadamente 54 anos-luz de distância da Terra. Os astrônomos já sabiam que existia no mínimo um exoplaneta orbitando essa estrela: eles descobriram o HD 7924b – uma super-Terra com massa 9.2 vezes maior que a massa da Terra e com um período orbital de 5.4 dias – em 2009.

Mas agora, novas observações feitas com o Automated Planet Finder Telescope no Observatório Lick, na Califórnia, o W.M. Keck em Maunakea no Havaí e o Automatic Photometric Telescope no Observatório Fairborn no Arizona, têm mostrado que existem no mínimo três exoplanetas orbitando a estrela HD 7924. Esses exoplanetas adicionais, o HD 7924c e d – possuem massas de 7.9 e 6.4 vezes a massa da Terra e possuem um período orbital de 15.3 e 24.5 dias.
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Os astrônomos os descobriram detectando uma variação do brilho da estrela HD 7924 à medida que o planeta a orbitava e puxava a sua estrela gravitacionalmente. O Automated Planet Finder (APF) e o Observatório Keck, traçaram as órbitas dos planetas por muitos anos usando a técnica Dopler. O Automatic Photometric Telescope fez medidas cruciais do brilho da estrela HD 7924 para garantir assim a validade das descobertas planetárias. “A nova instalação do APF oferece uma maneira de se acelerar a pesquisa por exoplanetas. Os planetas podem ser descobertos e suas órbitas podem ser traçadas mais rapidamente, pois, o APF é uma instalação dedicada que roboticamente pesquisa por planetas para cada noite clara”, disse Lauren Weiss da Universidade da Califórnia, Berkeley uma das participantes da equipe.

“Nós inicialmente usamos o APF como um telescópio normal, mantendo-o ativo toda a noite e pesquisando estrela a estrela. Mas a ideia de deixar um computador controlando o instrumento, foi muito boa, principalmente depois de meses sem dormir direito. Assim, nós escrevemos um software para nos substituir como se fosse um robô”, disse Benjamin Fulton, o líder da equipe da Universidade do Havaí. Em honra às doações  de Gloria e Ken Levy que ajudaram a facilitar a construção do espectrógrafo no APF e apoiaram Lauren Weiss, os astrônomos nomearam informalmente o sistema da estrela HD 7924, de Sistema Planetário Levy.
Fonte: http://www.sci-news.com/

A Peculiar Assimetria da Galáxia NGC 949

The peculiar asymmetry of NGC 949
A imagem acima representa a visão mais clara até hoje da galáxia conhecida como NGC 949, que localiza-se a mais de 30 milhões de anos-luz de distância na constelação do Triangulum. A galáxia tem uma forma incomum, que a deixa mais obscura devido à sua inclinação. Do nosso ponto de vista, é difícil discernir exatamente que tipo de galáxia a NGC 949 é, mas ela é certamente uma galáxia de disco de algum tipo, mais provavelmente uma galáxia espiral. A NGC 949 foi descoberta pela primeira vez pelo Sir William Herschel, no dia 21 de Setembro de 1786, usando um telescópio refletor de 18.7 polegadas.

A galáxia foi um dos cerca de 300 objetos catalogados por Herschel como nebulosas, durante a sua intensa e sistemática pesquisa do céu profundo, os resultados desse catálogo eventualmente formaram o chamado New General Catalogue, ou NGC. Feita pela Advanced Camera for Surveys (ACS) do Telescópio Espacial Hubble, essa nova imagem mostra detalhes extraordinários. Esses detalhes permitem que nós possamos ver o estranho alinhamento assimétrico nas linhas de poeira escura que serpenteia a galáxia. A metade superior direita da galáxia aparece consideravelmente mais marmorizada com poeira nessa imagem, uma observação curiosa explicada pelas estrelas que tendem a se localizar em pontos favoráveis em direção ao centro da galáxia, e a poeira que que prefere quase que invariavelmente residir ao longo do plano galáctico.

Quando uma galáxia é inclinada como a NGC 949 é, algumas regiões – nesse caso a parte superior direita – são voltadas para nós e a luz das estrelas que nós observamos nessas regiões viajam através de uma camada maior de poeira. Isso faz com que a luz apareça avermelhada – o resultado do mesmo processo que dá à luz do Sol uma tonalidade avermelhada perto do horizonte – ou até mesmo desapareça totalmente, fazendo com que a poeira apareça mais proeminente nesse lado da galáxia.

Na parte inclinada para longe de nós, a luz das estrelas tem que passar por menos poeira até chegar aos nossos olhos, assim, ela parece mais brilhante e a poeira é menos proeminente. Se fosse possível ver a NGC 949 do lado oposto, o alinhamento aparente da poeira seria reverso. A vantagem científica desse efeito foi recentemente apresentada de maneira estilosa no chamado mosaico M31 PHAT, que permitiu aos astrônomos produzirem um mapa tridimensional parcial da M31, quatro vezes mais claro do que se havia tentado anteriormente.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1518a/

As Anomalias Gravitacionais de Mercúrio

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O que localiza-se abaixo da superfície de Mercúrio? A sonda MESSENGER que orbitou o planeta nos últimos quatro anos, transmitiu dados para a Terra com ondas de rádio de uma energia bem específica. A gravidade do planeta, contudo, muda levemente essa energia quando medida na Terra, que permitiu a reconstrução do mapa de gravidade com uma precisão sem precedentes. Na imagem acima, as anomalias gravitacionais são mostradas em cores falsas, sobrepostas numa imagem que ressalta a natureza repleta de crateras da superfície do planeta. As tonalidades avermelhadas indicam áreas de gravidade levemente mais elevada, que por sua vez, indica áreas que devem ter uma matéria mais densa sob a superfície. A área central, é a Bacia Caloris, uma imensa feição de impacto que mede cerca de 1500 quilômetros de diâmetro. Na semana passada, depois de completar a sua missão, e esgotar seu combustível, a sonda MESSENGER se chocou de propósito com a superfície de Mercúrio.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap150505.html

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