27 de mai de 2015

Galáxias Apagadas São Descobertas Escondidas No Aglomerado de Virgo

LSB

Uma pesquisa recente usando o Telescópio Canadá-França-Havaí, descobriu centenas de novas galáxias no Aglomerado de Virgo, o grande aglomerado de galáxias mais próximo de nós. A maior parte dos objetos identificados, são galáxias anãs extremamente apagadas, objetos centenas de milhares de vezes menos massivos do que a nossa galáxia, e que estão entre as galáxias mais apagadas conhecidas no universo. O Aglomerado de Virgo parece ser o lar de muito mais sistemas apagados do que o Grupo Local de galáxias, onde vive a Via Láctea, sugerindo que a formação das galáxias em pequenas escalas pode ser algo mais complicado do que se pensava anteriormente, e que o nosso Grupo Local pode não ser um canto típico do universo.

A descoberta foi anunciada pela equipe Next Generation Virgo Cluster Survey e está baseada nos dados coletados, durante 6 anos, com a Megacam, uma câmera de 340 megapixels, operando no Telescópio Canadá-França-Havaí e capaz de observar de uma única vez, um campo de visão de um grau quadrado no céu, ou o equivalente a 4 Luas Cheias. Aproveitando as vantagens do vasto ângulo de visão da MegaCam, a equipe do NGVS foi capaz de observar o Aglomerado de Virgo de forma completa, cobrindo uma área do céu equivalente a mais de 400 Luas Cheias, com uma profundidade e com uma resolução que significantemente excede as pesquisas anteriormente existentes sobre o aglomerado. O mosaico resultante, tem cerca de 40 bilhões de pixels, e é o mais profundo e vasto campo contíguo já observado com tanto detalhe.

Para explorar o completo poder dos dados, Laura Ferrarese, Lauren McArthur, e Patrick Cote do National Research Council of Canada, desenvolveram uma técnica de análise de dados sofisticada que permitiu com que eles descobrissem muitas vezes mais galáxias do que se conhecia anteriormente, incluindo alguns dos objetos mais apagado e difusos conhecidos. Virgo é o grande aglomerado de galáxias mais próximo de nós, localizado a aproximadamente 50 milhões de anos-luz de distância. Enquanto que a Via Láctea forma parte de um grupo relativamente pequeno de galáxias, conhecido como Grupo Local, espalhado por poucos milhões de anos-luz, Virgo contém dezenas de galáxias brilhantes e milhares de galáxias apagadas.

No Grupo Local, as teorias atuais de formação de galáxias sugerem que deveriam existir centenas ou milhares de galáxias anãs, mas pouco mais de 100 foram detectadas. Aglomerados como o de Virgo, eram conhecidos por serem campos mais ricos para se caçar as galáxias anãs, mas somente recentemente o NGVS tornou possível firmar as restrições nesses números. Para entender as implicações dessas novas descobertas, Jonathan Grossauer e James Taylor da Universidade de Waterloo rodaram simulações computacionais de aglomerados como Virgo, para ver quantas concentrações de matéria escura eles deveriam conter atualmente.

Comparando os números e as massas dos aglomerados de matéria escura com a população de galáxias descobertas pelo NGVS, eles encontraram um padrão bem simples, onde a razão de massa estelar com relação à matéria escura muda vagarosamente das menores para as maiores galáxias. Parece quem em Virgo, possa existir uma simples relação entre a massa da matéria escura e o brilho galáctico, válido para um fator acima de 1000000 massas estelares.

Esse não é caso para o Grupo Local: os aglomerados de matéria escura de pouca massa que foram ocupados pelas galáxias em Virgo, não parecem ser capaz de formar galáxias no Grupo Local. Assim, por que os dois ambientes são diferentes? Um estudo subsequente com simulações de mais alta resolução feitas pelo NGVS irá explorar como as galáxias estão espacialmente distribuídas através do aglomerado, para buscar mais pistas sobre a misteriosa formação das galáxias anãs.
Fonte: SPACE TODAY

Cicatriz de 600 mil quilômetros toma conta do disco solar

Gigantesco filamento solar

Nos últimos dias, um gigantesco filamento de plasma está tomando conta da face visível do Sol. A feição é gigantesca e caso se rompa poderá ejetar bilhões de toneladas de massa coronal em direção à Terra. Embora os filamentos solares sejam uma paisagem típica da cromosfera solar, sempre que eles atingem tamanhos gigantes e se voltam para a Terra as preocupações aumentam, pois caso se rompam podem provocar violentas tempestades geomagnéticas aqui na Terra. Nesta imagem, registrada na manhã de quarta-feira através do Observatório Solar Apolo11 vemos uma enorme feição desse tipo, apontada em direção à Terra. A trilha tem cerca de 600 mil quilômetros de extensão e em algumas localidades pode ultrapassar 100 mil quilômetros de altura.

O que é um Filamento
Um filamento solar é uma espécie de trilha de plasma que se forma na região da cromosfera e que se mantêm contida pela ação dos intensos campos magnéticos que envolvem o gás.
Normalmente, os filamentos solares são pequenos e ocupam entre 50 mil e 100 mil km de extensão, mas em algumas ocasiões podem crescer muito e formar longas estradas. A espessura varia pouco, quase sempre ao redor de 1000 km de largura, mas podem se erguer a mais de 120 mil km de altura, formando gigantescas cordilheiras de gás incandescente. As labaredas vistas no limbo do Sol nada mais são que os filamentos vistos contra o fundo negro do espaço. Quando isso acontece passam a se chamar proeminências.

Rompimento
O rompimento de um filamento pode ocorrer por diversos motivos, entre eles alguma instabilidade no campo magnético que o envolve ou então quando a pressão do gás aprisionado se torna tão elevada que o campo magnético não consegue mais contê-lo.
Quando isso acontece, o gás que estava aprisionado se expande abruptamente em direção ao espaço. 
 
Consequências
Se o filamento é pequeno, após a ruptura o gás retorna à superfície do Sol atraído pela intensa gravidade e magnetismo. Caso o filamento seja muito denso ou longo, como neste caso, o gás é arremessado tão violentamente que pode escapar do domínio solar e viajar para muito longe e chegar aos diversos planetas do sistema.

Aqui na Terra
Caso atinjam o nosso planeta, as partículas ejetadas pelo rompimento do filamento podem provocar as chamadas tempestades geomagnéticas, que em sua forma mais branda podem ser vistas na forma das auroras polares.
Quando as tempestades são muito intensas podem causar danos bastante sérios em linhas de transmissão de energia, equipamentos a bordo de satélites e panes em sistemas de comunicação e orientação.
Fonte: APOLO11.COM - http://www.apolo11.com/

Astrônomos registram imenso lago de lava na região patera Loki em Io

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Os cientistas, analisando as imagens de alta resolução obtidas pelo Large Binocular Telescope Observatory no Arizona, descobriram um enorme lago de lava em Io, o quinto satélite de Júpiter e o terceiro maior deles. Io é levemente maior que a nossa Lua, mas é o corpo mais geologicamente ativo do nosso Sistema Solar. Centenas de áreas vulcânicas pontuam a superfície, que é na sua maioria coberta com enxofre e dióxido de enxofre. A maior dessas feições vulcânicas, denominada de Loki, em homenagem ao deus nórdico muitas vezes associado com o fogo e com o caos, é uma depressão vulcânica chamada de patera, onde o crosta de lava mais densa solidificando no topo de um lago de lava, episodicamente afunda no lago, fazendo com que surja uma emissão térmica que regularmente é observada da Terra.

Loki, tem somente 200 km de diâmetro, e até então era muito pequena para ser observada por telescópios baseados na superfície da Terra. Agora, graças ao Large Binocular Telescope Interferoemter (LBTI), um grupo de astrônomos foi capaz de observar a região de Loki Patera em detalhes pela primeira vez, desde a Terra. Nós temos observado emissões brilhantes – sempre como uma mancha não resolvida – surgindo em diferentes locais em Loki Patera, durante anos.

Novas imagens feitas pelo LBTI têm mostrado pela primeira vez que essas emissões nascem simultaneamente de diferentes locais em Loki Patera”, disse o Prof. Imke de Pater, da Universidade da Califórnia, Berkeley. Isso sugere fortemente que a feição em forma de ferradura é muito provavelmente um lago de lava ativo como se tinha como hipótese no passado. Um dos membros da equipe, o Dr. Chick Woodward, da Universidade de Minnesota adicionou: “estudando a atividade vulcânica dinâmica em Io, que está constantemente remoldando a superfície do satélite, representa pistas para a estrutura interior desse satélite”.

“Isso ajuda a pavimentar o caminha para futuras missões da NASA como a Io Observer. A órbita altamente elíptica de Io perto de Júpiter sofre constantemente com as marés que estressam o satélite, como uma laranja exprimida, onde o suco pode escapar por meio de fraturas na pela da laranja”.

Galáxia de explosão de estrelas M94

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Crédito de imagem e direitos autorais: Leonardo Orazi

O que faria o centro da M94 ser tão brilhante? A galáxia espiral M94 tem um anel de estrelas recém formadas ao redor de seu núcleo, dando a ela não só uma aparência pouco comum, mas também um forte brilho no seu interior. A hipótese que domina essa explicação diz respeito a um alongado nó de estrelas conhecido como barra que rotacional na M94 e tem gerado uma explosão de formação de estrelas no seu anel mais interno. Recentes observações têm revelado que o anel externo, mais apagado, não é fechado e é relativamente complexo. A M94 mostrada nessa imagem se espalha por cerca de 300000 anos-luz de diâmetro, localiza-se a cerca de 15 milhões de anos de distância e pode ser vista através de pequenos telescópios apontados na direção da constelação Cães de Caça, ou Canes Venatici.

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