12 de jun de 2015

Jovem de 15 anos descobre planeta a 1000 anos-luz


Um jovem britânico de apenas 15 anos identificou um novo planeta a orbitar uma estrela a cerca de 1.000 anos-luz da nossa galáxia. A descoberta aconteceu no âmbito de uma semana de estágio que este "astrónomo" jovem, Tom Wagg, passou na Universidade de Keele, em Inglaterra.Embora o "achado" date de 2013, só agora foi possível confirmar que o objeto detetado por Tom Wagg, hoje com 17 anos, é, de facto, um planeta.  Estou muito entusiasmado por ter descoberto um novo planeta e impressionado por saber que somos capazes de os encontrar a uma distância tão grande", confessa o jovem num comunicado divulgado, esta semana, pela Universidade de Keele.
 
Tom Wagg identificou o planeta, que ainda não foi batizado e, que, por enquanto, é designado como WASP-142b, enquanto analisava dados recolhidos no âmbito do projeto "WASP" (sigla em inglês para "Wide Angle Search for Planets"), que monitoriza os céus noturnos, acompanhando milhões de estrelas.  Este é o 142.º planeta localizado fora do Sistema Solar já descoberto no âmbito da iniciativa, situando-se na constelação de Hidra, no hemisfério sul.   Embora, até ao momento, astrónomos de todo o mundo tenham encontrado mais de 1.000 exoplanetas, Tom Wagg (à direita) é o mais jovem a conseguir esta proeza.
 
"O 'software' WASP é impressionante e permitiu-me analisar milhares de diferentes estrelas e procurar as que têm planetas", conta o britânico, acrescentando que o planeta tem, aproximadamente, o mesmo tamanho que Júpiter, completando, porém, a órbita em torno da sua estrela em apenas dois dias.  O corpo celeste faz parte do grupo de uma espécie de "Júpiteres quentes" que, ao contrário dos planetas do nosso Sistema Solar, têm órbitas muito reduzidas e não deverá, acreditam os cientistas, ser o único planeta a orbitar aquela estrela.
Fontes: Ciência Online

A superficie zoada de Plutão

Novas imagens colhidas pela sonda New Horizons mostram uma rotação completa de Plutão, com a maior quantidade de detalhes já vista até hoje. E o que eles estão vendo é um mundo complexo, em que terrenos escuros e claros se combinam e produzem uma superfície muito heterogênea. Por quê? Mistéééério.
Imagens de Plutão captadas pela New Horizons entre 29 de maio e 2 de junho
Imagens de Plutão captadas pela New Horizons entre 29 de maio e 2 de junho (Crédito: Nasa)

Podemos ver também que cada face de Plutão é diferente e que o hemisfério norte apresenta terrenos substancialmente escuros, embora tanto as unidades de terreno mais escura e mais clara estejam ligeiramente ao sul do, ou no, equador. Por que isso é assim é um mistério”, diz Alan Stern, o sempre empolgado cientista-chefe da missão. Ah, e os pesquisadores continuam jurando de pé junto que Plutão é aproximadamente esférico e que esse formato irregular é resultado do processo de “deconvolução” que eles aplicam às imagens para extrair o máximo de detalhes delas — afinal, embora essa seja a reta final de uma longa viagem, a sonda ainda está a pouco menos de 40 milhões de quilômetros de seu sobrevoo histórico de Plutão, marcado para 14 de julho.

Os cientistas da Nasa continuam desconfiados de que o planeta anão tem uma calota polar de algum tipo — só não sabem do que é feita. Dê uma olhada no vídeo acima para ver a rotação de Plutão em movimento, enquanto a lua Caronte gira ao seu redor. Ambos se mantêm com a mesma face voltada um para o outro, com período de 6,4 dias terrestres. (Ah, e a imagem foi centralizada em Plutão, mas já comentamos por aqui que na verdade tanto Plutão como Caronte giram em torno de um centro de gravidade comum, formando o que poderia ser definido como um “planeta anão duplo”.) As imagens recém-divulgadas foram colhidas entre o fim de maio e o começo de junho. E prepare-se porque, na semana que vem, a coisa vai começar a esquentar. A Nasa está planejando atualizações semanais da missão.
Fonte: Salvador Nogueira - Mensageiro Sideral
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