13 de jul de 2015

Buraco negro é tão grande que os astrônomos não sabem explicar como ele é possível


buraco negro gigante confunde teoria

Até onde os cientistas sabem, todas as galáxias têm um buraco negro supermassivo em seus núcleos que compõem, no máximo, 0,5% da sua massa total. Portanto, quando eles descobriram uma galáxia chamada CID-947 com um buraco negro que compõe 10% de sua massa… Confusão. Este buraco negro supermassivo de 11,7 bilhões de anos de idade parece ter crescido muito mais rápido do que a sua galáxia hospedeira. Formando-se dois bilhões de anos após o Big Bang, está entre os maiores buracos negros já encontrados, com uma massa de cerca de sete bilhões de vezes a do sol.

“É um buraco negro gigantesco dentro de uma galáxia de tamanho normal, muito superior ao tamanho esperado para buracos negros em galáxias”, disse o principal autor do estudo, Benny Trakhtenbrot, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça. A descoberta, publicada na revista Science, foi feita usando o novo instrumento MOSFIRE do Observatório Keck, no Havaí. A equipe internacional por trás deste projeto inclui astrônomos da Universidade de Yale, da Universidade Harvard e da Universidade do Havaí, nos EUA, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, do Instituto Max-Planck, na Alemanha, do INAF Osservatorio Astronomico di Roma, na Itália e da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Muitas dúvidas
Para o buraco negro ter o tamanho que tem, ele teria que ter crescido primeiro, e a galáxia na qual se encontra teria atravessado o seu período de crescimento máximo mais tarde. Além disso, a galáxia ainda está formando estrelas e continua a crescer, o que desafia totalmente as teorias sobre a evolução desses objetos. A radiação emitida pela expansão do buraco negro deveria dificultar a criação de novas estrelas na galáxia.

Hipóteses
Pode ser que a galáxia seja uma precursora de outras massivas e extremas vistas no universo, mas o seu crescimento bizarro ainda derruba teorias existentes sobre sua evolução. A descoberta pode apoiar a teoria de que os buracos negros cresceram incrivelmente rápido no início do universo, quando o cosmos era menor e mais denso, e hoje operam de forma diferente.
Fontes: Hypescience.com
[IFLS]

Plutão começa entrar em foco!

A sonda não-tripulada New Horizons voltou a colher dados científicos, e agora já é possível ver Plutão com uma definição bem maior do que nas imagens que precederam o tilt com o computador de bordo no dia 4. Ela está neste momento a 6,7 milhões de km de seu alvo, e a aproximação máxima acontece na próxima terça-feira (14). Aperte os cintos, porque é aqui que a coisa começa a ficar interessante.
Haja coração, amigo! Plutão já tem o seu, na última imagem da New Horizons! (Crédito: Nasa)
A imagem acima foi colhida no dia 7 — a primeira depois da pane — e revela a mesma face de Plutão que estará novamente visível para a sonda daqui a seis dias, quando ela fizer seu sobrevoo do planeta anão, a 12.500 km de distância da superf.
Haja coração, amigo! Plutão já tem o seu, na última imagem da New Horizons! (Crédito: Nasa)
“Da próxima vez que vermos essa parte de Plutão, durante a aproximação máxima, uma porção dessa região será visualizada com resolução cerca de 500 vezes melhor do que a que temos hoje”, disse, em nota, Jeff Moore, do Centro Ames de Pesquisa, da Nasa. “Será incrível. A agência espacial americana também explicou detalhadamente o problema que ocorreu com a sonda no dia 4. O computador principal de bordo foi instruído a compactar os dados colhidos até agora, a fim de liberar espaço na memória para a aquisição das observações durante o encontro. Ao mesmo tempo, a equipe de solo estava transmitindo a sequência completa de comandos — para onde a sonda deve apontar, e com que instrumento, e a que momento — durante os próximos dias, até a conclusão do sobrevoo. O processador fez o melhor que pôde para lidar com as duas tarefas simultâneas, mas — como acontece com computadores domésticos — travou.

Quando isso acontece, a sonda perdeu contato com a Terra, reinicializou os sistemas e entrou em modo de segurança, desta vez operando a partir do computador reserva. Os engenheiros rapidamente diagnosticaram o problema, conseguiram trazer as operações de volta para o computador principal e realizar as tarefas de compactação e de transmissão de comandos. Nenhum procedimento semelhante será realizado daqui para frente, de forma que os técnicos estão confiantes de que o drama não irá se repetir.

Como garantia adicional, a sonda está desde já no chamado “modo encontro”. Nessa modalidade de operação, se der um tilt nela, em vez de entrar em modo de segurança, ela simplesmente reinicializa e prossegue com a execução dos comandos para as observações científicas. Mas, claro, todo mundo — inclusive o Mensageiro Sideral — estará apreensivo durante todo o dia 14, até a sonda concluir a sequência de comandos e ligar de volta para casa, dizendo “correu tudo bem”. Um planeta anão, cinco luas e muitos mistérios nos aguardam no sistema de Plutão. Falta pouco agora.
Fonte:   Salvador Nogueira - Mensageiro Sideral

Contando estrelas com o Gaia

Mapa de densidade estelar da Via Láctea. Crédito: ESA/Gaia; reconhecimento: Edmund Serpell

Esta imagem, com base em dados do satélite Gaia da ESA, não é uma representação comum dos céus. Embora a imagem retrate o esboço da nossa Galáxia, a Via Láctea, e das suas vizinhas, as Nuvens de Magalhães, foi obtida de uma forma bastante invulgar. À medida que o Gaia varre o céu para medir posições e velocidades de mil milhões de estrelas com uma precisão sem precedentes, para algumas estrelas também determina a sua velocidade através do sensor da câmara. Esta informação é usada em tempo real pelo sistema de controlo de atitude e órbita a fim de garantir que a orientação do satélite é mantida com a precisão desejada.

Estas estatísticas de velocidade são frequentemente enviadas para a Terra, juntamente com os dados científicos. Incluem o número total de estrelas, usadas no circuito de controlo de atitude, que são detetadas a cada segundo em cada um dos campos de visão do Gaia. Foi este último conjunto de dados - basicamente uma indicação da densidade de estrelas pelo céu - o usado para produzir esta visualização invulgar da esfera celeste. As regiões mais brilhantes indicam concentrações mais altas de estrelas, enquanto as regiões mais escuras correspondem a áreas do céu onde são observadas menos estrelas.

O plano da Via Láctea, onde a maioria das estrelas da Galáxia residem é, evidentemente, a secção mais brilhante da imagem, estendendo-se na horizontal e especialmente brilhante no centro. As regiões mais escuras em toda esta vasta faixa de estrelas, conhecida como Plano Galáctico, correspondem a nuvens interestelares e densas de gás e poeira que absorvem luz estelar ao longo da linha de visão. O Plano Galáctico é a projeção, sobre o céu, do disco Galáctico, uma estrutura achatada com um diâmetro de aproximadamente 100.000 anos-luz e uma altura vertical de apenas 1000 anos-luz.

Para lá do plano, apenas são visíveis alguns objetos, principalmente a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, duas galáxias anãs que orbitam a Via Láctea e que se destacam na parte inferior da imagem. Alguns enxames globulares - grandes aglomerados com até milhões de estrelas mantidas juntas pela sua gravidade mútua - polvilham também os arredores do Plano Galáctico. Os enxames globulares, a população mais antiga de estrelas da Galáxia, situam-se principalmente num halo esférico que se estende até 100.000 anos-luz do centro da Via Láctea.

O enxame globular NGC 104 é facilmente visível na imagem, à esquerda imediata da Pequena Nuvem de Magalhães. Outros aglomerados fechados destacam-se na versão legendada da imagem. Curiosamente, a maioria das estrelas brilhantes, visíveis a olho nu e que formam as constelações do céu, não estão contabilizadas na imagem porque são demasiado brilhantes para serem usadas pelo sistema de controlo do Gaia. Da mesma forma, a Galáxia de Andrómeda - o maior vizinho galáctico da Via Láctea - também não se destaca na imagem.

Contraintuitivamente, apesar do Gaia transportar uma câmara de milhares de milhões de pixéis, não é uma missão destinada a obter imagens do céu: está a fazer o maior e mais preciso mapa 3D da nossa Galáxia, fornecendo uma ferramenta crucial para o estudo da formação e evolução da Via Láctea. 
Fonte: Astronomia Online                    
 


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