20 de jul de 2015

7 descobertas impressionantes sobre Plutão


Na última terça-feira a sonda New Horizons passou a 766 mil quilômetros de Plutão, o mais próximo que uma sonda da NASA já esteve do planeta. Com a aproximação foi possível observar melhor a superfície do planeta e aprender mais coisas sobre ele. Confira algumas das principais descobertas sobre Plutão obtidas com a ajuda do equipamento, que usa o processador do primeiro PlayStation:


1. Plutão tem montanhas de geloA imagem mais nítida já capturada do planeta permitiu que os cientistas observassem que há diversas montanhas de gelo com altura de mais de 3 quilômetros. A foto mostrou também uma mancha mais clara em formato de coração. Os pesquisadores da NASA acreditam que as montanhas são feitas de gelo de água, com base na composição do restante do sistema solar. A superfície de Plutão também é extremamente gelada, medindo por volta de -387 graus Fahrenheit (cerca de -232ºC). É essa temperatura que permite a formação de superfícies de gelo tão altas.

2. O planeta não se parece em nada com qualquer outra coisa no sistema solar
Plutão é único. Os cientistas que trabalham com a New Horizons não conseguiram comparar as características de aparência geral e superfície do planeta com nada encontrado no sistema solar. Antes, a ideia era de que que ele se parecesse com a lua Triton de Netuno, mas a aproximação acomprovou que a comparação não é correta. Triton não tem esse tipo de terreno acidentado", afirmou um dos responsáveis pela missão. "Ela tem uma grande quantidade de materiais estranhos, mas não se parece em nada com isso. Há algo muito diferente sobre geologia plutoniana".

3. É maior do que se acreditava
Dados da nave espacial mostram que Plutão é maior do que o estimado, se classificando como o maior objeto conhecido no Cinturão de Kuiper - cinturão de asteroides maciços que circunda o sistema solar. Uma medição a partir da New Horizons mostra que o planeta mede aproximadamente 1473 milhas (cerca de 2.370 km) de diâmetro.

4. Plutão tem poucas crateras
Antes de chegar a Plutão, muitos pesquisadores esperavam encontrar um mundo repleto de crateras. No entanto, a superfície é muito mais suave - e, portanto, mais jovem - do que o previsto. A estimativa é de que as montanhas de gelo do planeta tenham apenas 100 milhões de anos, algo considerado pouco diante dos 4,5 bilhões de anos do sistema solar. É possível que o planeta anão abrigue um oceano subterrâneo ou até mesmo vulcões de gelo, o que poderia ajudar a suavizar a superfície. No entanto, os pesquisadores afirmam que ainda não há informações suficientes para determinar isso.

5. Pode nevar em Plutão
Os cientistas sabiam há algum tempo que Plutão tem uma atmosfera rica em nitrogênio, mas descobriram que pode realmente nevar nitrogênio na superfície do planeta anão. O diretor de ciências planetárias da NASA Jim Green explicou que a formação em forma de coração é provavelmente feita de nitrogênio, metano, monóxido de carbono ou algum outro tipo de neve que cai na superfície.

6. Ele (provavelmente) não tem outras luas
Os responsáveis pela missão esperavam encontrar pelo menos mais uma lua orbitando Plutão, mas a sonda não encontrou nenhum indício de outras além das cinco já catalogadas: Caronte, Nix, Hidra, Cérbero e Estinge.

7. A maior lua de Plutão ainda pode ser geologicamente ativa
Caronte, a maior lua do planeta, parece ser jovem. Imagens de alta resolução do satélite mostram uma superfície suave, o que indica que ele pode ter sido geologicamente ativo há pouco tempo. Nas fotos é possível ainda observar uma grande depressão que mede entre 6 e 9 quilômetros
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Fonte: Olhar Digital

Especial Antimatéria: Desaceleradores e quedas para cima

Especial Antimatéria: Desaceleradores e quedas para cima

Este é um desacelerador de partículas para estudar a antimatéria, chamado ELENA, sigla em inglês para anel de antiprótons de extra-baixa energia.[Imagem: Mikkel D. Lund/Wikipédia]


5. Antimatéria pode cair para cima

Partículas de matéria e antimatéria têm a mesma massa, mas diferem em propriedades como carga elétrica e rotação. O Modelo Padrão da física prevê que a gravidade deve ter o mesmo efeito sobre a matéria e a antimatéria. No entanto, isto ainda está para ser comprovado, ou seja, ainda não se sabe exatamente se a antimatéria cai para cima ou para baixo - a rigor, também não se sabe exatamente se a antimatéria pesa mais ou menos do que a matéria. Ocorre que observar o efeito da gravidade sobre a antimatéria não é tão fácil quanto olhar uma maçã caindo da macieira.

Os experimentos precisam manter a antimatéria em uma armadilha ou retardá-la, resfriando-a a temperaturas um pouco acima do zero absoluto. E, como a gravidade é a mais fraca das forças fundamentais, os físicos precisam usar partículas neutras de antimatéria nesses experimentos para evitar interferências pela mais poderosa força elétrica. Até o momento, nenhum experimento conseguiu dar a palavra final nessa situação.

6. Antimatéria é estudada em desaceleradores de antipartículas

Você já ouviu falar dos aceleradores de partículas, mas sabia que também existem desaceleradores de partículas? O CERN possui uma máquina chamada Desacelerador de Antiprótons, um anel de armazenamento que pode capturar e diminuir a velocidade de antiprótons para estudar suas propriedades e comportamento. Nos aceleradores de partículas circulares, como o LHC, as partículas recebem um "empurrão" de energia cada vez que completam uma volta. Os desaceleradores trabalham no sentido inverso; em vez de um impulso de energia, a cada volta as partículas recebem um "resfriamento" para diminuir suas velocidades. O CERN está construindo um novo desacelerador, chamado ELENA - Extra Low Energy Antiproton Ring - anel de antiprótons de extra baixa energia, que deverá facilitar o aprisionamento dos antiprótons entre 10 e 100 vezes. Com mais antimatéria aprisionada, será mais fácil estudá-la.
Fonte: Inovação Tecnológica
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