24 de jul de 2015

Astrônomo amador descobre estrela raríssima

sistema estrelar raro

Com a ajuda de astrônomos amadores, uma equipe internacional de pesquisadores acabou de descobrir um sistema estelar binário único. Este é o primeiro sistema conhecido onde uma estrela eclipsa completamente a outra, o que faz com que seja um tipo de sistema de duas estrelas conhecido como uma variável cataclísmica, onde uma estrela anã branca superdensa está roubando gás da sua estrela companheira, em um processo de canibalização estrelar. O sistema também poderia ser um importante laboratório para estudar explosões de supernovas ultrabrilhantes, que são um instrumento vital para medir a expansão do universo.


Quem e onde
O sistema, chamado Gaia14aae, está localizado a cerca de 730 anos-luz de distância na constelação de Draco. Ele foi descoberto pelo satélite Gaia da Agência Espacial Europeia em agosto de 2014, quando, de repente, tornou-se cinco vezes mais brilhante ao longo de um único dia. O grupo de astrônomos liderados pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, analisou as informações e determinou que a súbita explosão aconteceu devido ao fato de que a anã branca – que é tão densa que uma colher de chá de seu material pesaria tanto quanto um elefante – estava devorando sua maior companheira. Observações complementares do sistema, feitas pelo Centro de Astrofísica Backyard (CAB), uma colaboração de astrônomos amadores e profissionais, descobriram que o sistema é um binário raro, onde uma estrela passa diretamente em frente da outra, bloqueando-a completamente quando vista da Terra.

As duas estrelas estão firmemente se orbitando. Portanto, um eclipse total ocorre aproximadamente a cada 50 minutos. De acordo com o Dr. Heather Campbell, do Instituto de Astronomia de Cambridge, que liderou a observação de Gaia14aae, é muito raro ver um sistema binário alinhado desta maneira. O mais curioso deste posicionamento é que, por causa dele, podemos medir o sistema com grande precisão e descobrir do que ele é feito e como evoluiu.


Fonte de conhecimento
Usando a espectroscopia do telescópio Herschel William, que fica nas Ilhas Canárias, Campbell e seus colegas descobriram que Gaia14aae contém grandes quantidades de hélio, mas nenhuma de hidrogênio, o que é altamente incomum pois o hidrogênio é o elemento mais comum no universo. A falta de hidrogênio, então, lhes permitiu classificar Gaia14aae como um tipo muito raro de sistema conhecido como AM Canum Venaticorum, um tipo de sistema variável onde ambas as estrelas perderam todo o seu hidrogênio. Este é o primeiro sistema AM Canum Venaticorum conhecido onde uma estrela eclipsa totalmente a outra.
Fonte: [phys]

Novo planeta atiça a imaginação dos cientistas. E agora?

Kepler 452b
Concepção artística mostra como pode ser a aparência do exoplaneta Kepler 452b. Créditos: NASA, Universidade de Porto Rico, Apolo11.com.
A descoberta de mais um planeta similar à Terra elevou para 31 o número de exoplanetas potencialmente habitáveis, mas a distância descomunal até esses mundos não permite qualquer conclusão definitiva. Por enquanto. A Nasa anunciou quinta-feira uma das notícias mais esperadas pela comunidade científica e revelou que a 1400 anos-luz de distância existe um sistema solar muito parecido com o nosso, com um planeta quase similar à Terra orbitando uma estrela igual ao Sol. A agência revelou ainda que além da descoberta, outros onze objetos poderão fazer parte deste seleto grupo, o que elevará para 42 o número de corpos extrassolares que têm ou tiveram possibilidade de serem potencialmente habitados.

O novo planeta, batizado de Kepler 452-b se encontra na região visual da constelação do Cisne e de acordo com estudos feitos a partir de dados coletados pelo telescópio espacial Kepler, orbita uma estrela do tipo G - igual ao nosso Sol, embora mais velha - apenas 5% mais distante que do que a Terra orbita o Sol. Kepler 452-b é 60% maior que a Terra e sua massa e composição ainda não foram definidas, mas sabe-se que planetas similares a ele são provavelmente rochosos. O novo planeta leva 385 dias para orbitar a estrela-mãe, período de translação muito parecido com o da Terra. 

Com todas essas similaridades, mas principalmente devido ao planeta se encontrar dentro da zona habitável da estrela - região onde a provável temperatura permite a existência de água líquida - o novo sistema já pode ser considerado um quase irmão gêmeo do nosso, enquanto Kepler 452-b seria uma espécie de primo-irmão. Antes de Kepler 452-b, o objeto extrassolar mais parecido com a Terra era Kepler 186f, 10% menor que a Terra e localizado a "apenas" 500 anos-luz de distância. No entanto, sua estrela mãe é muito mais fria que o nosso Sol e seu período de rotação é de apenas 130 dias. Neste caso, Kepler 186f seria um primo de segundo grau da Terra.
Catalogo de exoplanetas
Mosaico feito em julho de 2015 apresenta os planetas extrassolares conhecidos e que se encontram dentro da zona habitável de suas estrelas. Créditos: NASA, Universidade de Porto Rico, Apolo11.com.

E Agora?A descoberta do novo exoplaneta é um marco na busca por planetas similares à Terra e confirma a importância do telescópio espacial Kepler neste tipo de pesquisa. Sozinho, entre outros feitos, o telescópio já catalogou 1235 candidatos a planeta e 170 possíveis sistemas multiplanetários, com dois ou mais candidatos orbitando a mesma estrela. Embora os avanços sejam realmente significativos e nosso conhecimento sobre possíveis mundos habitados tenha se expandido muito nos últimos anos, as distâncias envolvidas não permitem - até o momento - uma exploração direta desses mundos, sendo que a única forma de pesquisa-los é através da luz emitida por suas estrelas.

No entanto, a contagem e classificação desses exoplanetas são o passo primordial para seus estudos, pois uma vez que se saiba onde procurar, mais fácil será sonda-los através de radiotelescópios, talvez a única forma científica que temos atualmente para detectar sinais exteriores que possam revelar algum padrão inteligente. Juntos, a prospecção de novos mundos e análise de possíveis sinais de rádio emitidos por eles, talvez sejam a chave para a detecção de formas de vida extraterrestre inteligente e não será surpresa alguma se um anúncio desse tipo acontecer nos próximos anos.
Fonte: APOLO11.COM - http://www.apolo11.com/
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