27 de jul de 2015

Vento de pulsar é tão forte que faz um buraco no disco de sua estrela companheira

pulsar buraco disco estelar

Um pulsar em movimento rápido parece ter feito um buraco no disco de gás em torno da sua estrela companheira, lançando um fragmento desse disco a uma velocidade de cerca de 6,43 milhões de quilômetros por hora. O Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, está seguindo este objeto cósmico, que parece estar ganhando agilidade enquanto se move.


O arranjo bizarro da dupla
O sistema PSR B1259-63 / LS 2883 (ou apenas B1259) contém dois elementos: uma estrela com cerca de 30 vezes a massa do sol e um pulsar, uma estrela de nêutrons ultradensa que é resultado da explosão de supernova de uma estrela ainda mais massiva. O pulsar emite pulsos regulares à medida que gira 20 vezes por segundo, e se move em uma órbita altamente elíptica em torno da sua estrela companheira. A combinação da sua rotação rápida e campo magnético intenso gerou um forte vento de partículas de alta energia, que está se afastando do pulsar perto da velocidade da luz.

Sua enorme estrela companheira, enquanto isso, gira em volta de um disco de gás. À medida que o pulsar faz sua maior aproximação a cada 41 meses, ele passa por este disco. Estes dois objetos estão em um arranjo cósmico incomum e deram-nos a oportunidade de testemunhar algo especial”, disse George Pavlov da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, principal autor do estudo. “À medida que o pulsar moveu-se através do disco, parece que ‘socou’ um monte de material para fora”.


Vida curta ao disco?
Mesmo que o aglomerado seja bastante grande, abrangendo uma centena de vezes o tamanho do nosso sistema solar, também é muito fino. O material tem massa equivalente a toda a água nos oceanos da Terra. “Depois que o material estelar foi nocauteado, o vento do pulsar parece ter acelerado, quase como se tivesse um foguete anexado”, disse o coautor da pesquisa Oleg Kargaltsev, da Universidade George Washington, nos EUA. Os astrônomos observaram B1259, que está localizado a cerca de 7.500 anos-luz da Terra, três vezes usando o Chandra entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2014.

As observações mostram o material do disco se afastando de B1259 a uma velocidade média de cerca de 7% a da velocidade da luz. Os dados também indicam que o aglomerado foi acelerado a 15% da velocidade da luz entre a segunda e a terceira observações. Isso só mostra o quão poderoso o vento que sopra de um pulsar pode ser”, disse outro coautor do estudo, Jeremy Hare, também da Universidade George Washington. “É tão forte que poderia estripar o disco inteiro em torno da sua estrela companheira ao longo do tempo”.
Fonte: Hypescience.com

Estrela super-rápida que quase foi expelida da galáxia atrapalha busca por estrelas antigas


estrela veloz super-rápida


Um novo estudo do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam (Alemanha) mediu a velocidade de uma amostra de 100 estrelas RR Lyrae, que os cientistas pensavam que residiam no bojo galáctico, o grupo central de estrelas da Via Láctea. A equipe ficou surpresa quando descobriu que uma destas estrelas tem uma velocidade espacial de cerca de 500 km/s, mais de cinco vezes a velocidade prevista das estrelas normais no bojo.


A estrela intrusa

Como as RR Lyrae pulsam e produzem aproximadamente a mesma luminosidade, os cientistas, liderados por Andrea Kunder, puderam usar física básica para medir a distância exata da estrela estranha e reconstruir sua órbita ao longo dos últimos bilhões de anos. Os resultados foram impressionantes: ela é na verdade uma intrusa no bojo, vinda do halo (a “periferia”) da galáxia.  “Esta estrela com o nome de MACHO 176.18833.411 tem a maior velocidade de qualquer estrela RR Lyrae no bojo galáctico conhecida até agora, e está viajando a 482 km/s, logo abaixo da velocidade de escape da galáxia”, disse Kunder. Estrelas de tal alta velocidade são raras no bojo. Os pesquisadores descobriram que este exemplar intruso, embora situado agora dentro dessa região, na verdade não se limita a ela, e sim se move em uma órbita elíptica como outras estrelas do halo da Via Láctea.


Do bojo ou do halo?

A região central de estrelas chamada de “bojo galáctico” se assemelha aproximadamente a um amendoim, com um comprimento de 10.000 anos-luz, e é composta de estrelas velhas, poeira e gás. Nos últimos anos, os astrônomos passaram a suspeitar que o local abriga as estrelas mais antigas da galáxia. Uma busca por tais objetos está em pleno andamento. Andrea Kunder e sua equipe, no entanto, demonstraram que algumas estrelas velhas no bojo da Via Láctea não podem ser membros verdadeiros da região, o que complica a pesquisa. Intrusas do halo galáctico passam pelo bojo e podem ser confundidas com as estrelas dali. A descoberta recente da bizarra estrela veloz quase certamente não é única. RR Lyrae são estrelas variáveis que podem ser usadas como velas padrão para medir distâncias galácticas. A primeira que mostrou o padrão característico de uma RR Lyrae foi encontrada na constelação de Lyra, dando o nome para toda a população. Até agora, cerca de 38.000 dessas estrelas foram identificadas a partir de levantamentos fotométricos.
Fonte: Phys

Sonda detecta possível atmosfera sobre pontos brilhantes de Ceres

Pontos brilhante em Ceres

Ao que tudo indica, aqueles estranhos pontos brilhantes observados nas crateras do planeta anão Ceres não são feições estáticas, mas a fonte de uma possível atmosfera criada pela sublimação de algum material ainda não identificado. Desde que a onda Dawn chegou a Ceres, em fevereiro de 2015, uma série de perguntas passou a rondar a cabeça dos cientistas planetários e do público - leigo ou não - interessado nos mistérios do Sistema Solar. Entre os inúmeros questionamentos, talvez o mais popular seja sobre os intrigantes pontos brilhantes encontrados no fundo de algumas crateras. Até agora ninguém sabe ao certo do que se tratam, mas o mistério pode estar chegando ao fim.

De acordo com o principal investigador da missão, Christopher Russell, ligado à Universidade da Califórnia, os famosos pontos brilhantes da cratera "Occator" parecem estar sublimando material no espaço, criando uma espécie de atmosfera localizada dentro das paredes do buraco, de 92 quilômetros de diâmetro. "Se você olhar em um ângulo bem específico verá o que parece ser neblina, que vai e volta de modo bem regular", disse Russell. Segundo o cientista, isso reflete uma possível sublimação que estaria gerando a atmosfera no interior da cratera, mas que não vai além do seu limite.  Esta nova informação parece reforçar ainda mais o argumento dos pesquisadores que argumentam que os pontos brilhantes de Ceres são compostos de gelo, em vez de algum tipo de sal.

Além da possível sublimação (passagem instantânea do estado sólido para o gasoso), os dados da nave Dawn revelaram que Ceres tem 962 km de diâmetro, 12 km a menos do que se pensava o que torna Ceres 4% mais denso. Baseados na densidade de Ceres, os cientistas sabem que o planeta anão contém grande quantidade de água, a maioria sob a forma de gelo. No entanto, alguns pesquisadores acreditam que a água líquida pode existir em lugares abaixo da superfície. "É possível que os sistemas de água associados com Ceres possam abrigar algum tipo de vida, por isso é importante passar algum tempo sondando sua superfície e estudar quais as implicações astrobiológicos", disse Russel.

Especial Antimatéria: Antimatéria no espaço e nas naves espaciais

Especial Antimatéria: Antimatéria no espaço e na naves espaciais


Uma equipe de físicos brasileiros participa do projeto AMS, também conhecido como "LHC do espaço".[Imagem: NASA]

9. Antimatéria que deveria ter-nos impedidos de existir pode estar à espreita no espaço

Uma das maneiras pelas quais os físicos estão tentando resolver o problema da assimetria matéria-antimatéria é procurando pela antimatéria deixada pelo Big Bang. O Espectrômetro Magnético Alfa - ou AMS - é um detector de partículas montado na Estação Espacial Internacional que está procurando por estas partículas. O AMS contém campos magnéticos que curvam a trajetória das partículas cósmicas para separar a matéria da antimatéria. Seus detectores avaliam e identificam as partículas à medida que elas o atravessam. As colisões de raios cósmicos produzem pósitrons e antiprótons o tempo todo, mas a probabilidade de criar um átomo de anti-hélio é extremamente baixa por causa da enorme quantidade de energia necessária para isso. Isto significa que, se o AMS conseguir observar mesmo que um único núcleo de anti-hélio, isto seria um forte indício da existência de uma grande quantidade de antimatéria em algum lugar no Universo. O AMS continua fazendo seu trabalho, 24 horas por dias, 7 dias por semana.

10. Como impulsionar naves espaciais com antimatéria

Apenas um punhado de antimatéria pode produzir uma quantidade enorme de energia, tornando-se um combustível ideal para naves espaciais interestelares. A criação de motores para naves espaciais alimentados por antimatéria é teoricamente possível; a principal limitação está em produzir antimatéria suficiente para fazer isso acontecer. Atualmente, não existe tecnologia disponível para produzir ou coletar antimatéria no volume necessário para alimentar uma espaçonave. Como você viu em outra reportagem desta série, toda a antimatéria produzida pelo homem até hoje não daria para aquecer uma xícara de chá. No entanto, um pequeno número de pesquisadores tem realizado estudos de simulação de propulsão e de armazenamento de antimatéria, incluindo Ronan Keane e Wei-Ming Zhang (Universidade Estadual de Kent) e Marc Weber (Universidade do Estado de Washington). Um dia, se pudermos descobrir uma maneira de criar ou coletar grandes quantidades de antimatéria, estes estudos poderão ajudar a tornar realidade as viagens interestelares propelidas por antimatéria, deixando para a história os foguetes químicos e livrando-se da necessidade de estar próximos às estrelas para alimentar painéis solares.
Fonte: Inovação Tecnologica
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