16 de set de 2015

Buracos Negros Estelares


Uma visão de artista de um sistema binário composto por uma estrela de pequena massa e um objecto compacto. O material da estrela companheira é atraído pelo intenso campo gravítico do objecto compacto e forma em torno deste um disco de acreção.Crédito e Copyright: Robert Hynes.

Os Buracos Negros são objectos misteriosos, ainda pouco conhecidos, cuja existência não está definitivamente comprovada. Por isso, se quisermos ser rigorosos, deveríamos sempre denominá-los “candidatos” a buracos negros. Por serem regiões do espaço-tempo com um intenso campo gravítico, constituem um dos melhores exemplos da aplicabilidade e importância da Teoria da Relatividade Geral. Apesar de misteriosos, os buracos negros são as entidades mais simples do nosso Universo. Eles podem ser completamente caracterizados por apenas 3 parâmetros: carga, massa e momento angular. Isso significa que os buracos negros no centro das galáxias e os buracos negros estelares possuem apenas uma diferença fundamental: a massa.

Os Buracos Negros Estelares podem surgir na fase final do ciclo de vida de estrelas de grande massa, com massas superiores a cerca de 8 vezes a massa do Sol (8 MSol). Essas estrelas têm um ciclo de vida curto (alguns milhões de anos), quando comparado com o de estrelas de pequena massa, como por exemplo a nossa estrela (o Sol já existe há pelo menos 4,5 mil milhões de anos e está na metade do seu ciclo de vida). A fase final da vida de uma estrela de grande massa é na forma de uma explosão de supernova. O que resta da estrela progenitora poderá ser, uma estrela de neutrões ou um buraco negro, dependendo da massa do corpo remanescente. Conhecemos hoje mais de 2 dezenas de fortes candidatos a buracos negros estelares na nossa própria galáxia. A sua proximidade faz com que estes objectos sejam verdadeiros laboratórios de estudo.
Fonte: Portal do Astronomo

Astrónomos perscrutam o "SACO AMNIÓTICO" de uma estrela em formação

Impressão de artista do sistema HD 100546. Um planeta ainda no processo de formação pode estar a reforçar uma transferência de material da região exterior do disco protoplanetário, rica em gás, para as regiões mais interiores.
Crédito: David Cabezas Jimeno (SEA).

Astrónomos conseguiram ver através do "saco amniótico" de uma estrela ainda em formação para observar pela primeira vez a região mais interna de um sistema solar emergente. Num artigo científico publicado ontem na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, uma equipa internacional de astrónomos descreve descobertas surpreendentes nas suas observações da estrela mãe, HD 100546. O autor principal, Dr. Ignacio Mendigutía, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirma: "ninguém jamais foi capaz de sondar tão perto de uma estrela ainda em formação e que também tem pelo menos um planeta tão próximo".

"Fomos capazes de detetar pela primeira vez a emissão da região mais interna do disco de gás que rodeia a estrela central. Inesperadamente, esta emissão é semelhante à das estrelas jovens e 'estéreis' que não mostram quaisquer sinais de formação planetária ativa."Para observar este sistema distante, os astrónomos usaram o VLTI (Very Large Telescope Interferometer) no Chile. O VLTI combina o poder de observação de quatro telescópios (cada um com 8,2 m) e pode produzir imagens tão nítidas quanto um único telescópio com 130 metros de abertura. O professor Rene Oudmaijer, coautor do estudo, também da mesma universidade, comenta: "Considerando a grande distância que nos separa da estrela (325 anos-luz), o desafio foi parecido a tentar observar algo do tamanho de uma cabeça de alfinete a 100 km de distância."
Outra impressão de artista do sistema HD 100546, desta vez visto de mais longe. A inserção mostra a primeira imagem, com um planeta ainda no processo de formação e que poderá estar a transferir material do disco exterior para o disco interior.
Crédito: David Cabrezas Jimeno (SEA)

HD 100546 é uma estrela jovem (com apenas um milésimo da idade do Sol) rodeada por uma estrutura de gás e poeira em forma de disco, chamada "disco protoplanetário", no qual os planetas se podem formar. Estes discos são comuns em torno de estrelas jovens, mas o de HD 100546 é muito peculiar: se a estrela fosse colocada no centro do nosso Sistema Solar, a parte externa do disco estendia-se até cerca de dez vezes a órbita de Plutão. O Dr. Mendigutía explica: "Ainda mais interessante, o disco exibe uma lacuna desprovida de material. A abertura é muito grande, cerca de dez vezes o tamanho do espaço que separa o Sol da Terra. O disco interno de gás pode sobreviver por alguns anos antes de ficar preso na estrela central, por isso deve estar a ser reabastecido de alguma forma".

"Sugerimos que a influência gravitacional do planeta ainda em formação - ou possivelmente planetas - na lacuna pode estar a reforçar a transferência de material a partir da parte externa do disco, rica em gás, para as regiões interiores. Sistemas como HD 100546, que são conhecidos por terem tanto um planeta como uma abertura no disco protoplanetário, são extremamente raros. O único outro exemplo já descoberto é um sistema em que a abertura no disco está dez vezes mais distante da estrela central do que a abertura no sistema de HD 100546. "Com as nossas observações do disco interno de gás no sistema HD 100546, estamos começando a entender os primeiros momentos de estrelas que hospedam planetas numa escala comparável à do nosso Sistema Solar," conclui Oudmaijer.
Fonte: Astronomia Online

Encélado: Lua de Saturno pode ter oceano global

Encélado: Lua de Saturno pode ter oceano global

Ilustração artística da constituição que os pesquisadores atribuem à lua com base nos dados da sonda Cassini - as camadas não estão em escala. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

OCEANO LUNAR
Dados coletados pela sonda espacial Cassini, que vem estudando Saturno e suas luas há mais de uma década, revelaram que a menor lua do sistema, chamada Encélado, pode ter um oceano subsuperficial em toda a sua extensão. No ano passado, um grupo de astrofísicos italianos já havia levantado essa hipótese. A partir dos dados da sonda Cassini que eles analisaram, contudo, a conclusão era que o oceano de subsuperfície estaria concentrado em uma porção do hemisfério sul de Encélado. Agora, a própria equipe da NASA responsável pela Cassini analisou dados mais amplos e concluiu que o oceano pode se estender por toda a lua, sob a crosta de gelo que a recobre. Segundo a análise, o leve sacolejar de Encélado conforme ela orbita Saturno só pode ser explicado se houver uma camada líquida por baixo de sua camada externa de gelo - daí a conclusão de que deve haver lá um oceano global. Esse oceano poderia também explicar o fino spray de vapor de água, partículas de gelo e moléculas orgânicas simples que os instrumentos da sonda Cassini detectaram próximo ao polo sul de Encélado.


CÁLCULOS OCEÂNICOS
O estudo envolveu a análise de sete anos de dados e imagens, mapeando a posição de crateras e outras formações na superfície de Encélado ao longo de centenas de imagens diferentes, o que permitiu medir alterações na rotação da lua com grande precisão. "Este é um problema difícil, que exige anos de observações e cálculos envolvendo uma grande variedade de disciplinas, mas estamos confiantes que finalmente fizemos tudo corretamente," disse Peter Thomas, membro da equipe. Os astrofísicos acreditam que também Ganimedes, a maior lua de Júpiter, tenha um oceano subterrâneo.
Fonte: Inovação Tecnólogica



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...