19 de out de 2015

Explosões de uma estrela recém nascida

http://www.eso.org/public/images/potw1541a/
Objeto Herbig-Haro (HH) 212 capturado pelo dispositivo Infrared Spectrometer And Array Camera (ISAAC). Crédito: ESO/M. McCaughrean

Um par de jatos com simetria quase perfeita está sendo lançado pelo objeto Herbig-Haro (HH) 212, que se vê na imagem acima obtida pelo instrumento (já desativado) do ESO, o Infrared Spectrometer And Array Camera (ISAAC).  Este objeto situa-se na constelação de Orion, numa região molecular densa de formação estelar, não muito longe da famosa Nebulosa da Cabeça de Cavalo. Em regiões como esta, as nuvens de gás e poeira colapsam sob a ação da gravidade, rodando cada vez mais depressa e tornando-se cada vez mais quentes até que uma estrela jovem se acende no coração da nuvem. O material em rotação que resta ainda em torno da protoestrela recém nascida junta-se dando origem a um disco de acreção que, sob as condições certas, evolui para formar o material base à criação de planetas, asteroides e cometas.

Embora este processo ainda não esteja completamente compreendido, é comum a protoestrela e o seu disco de acreção, que se vê aqui de perfil, serem a causa dos jatos. A estrela no centro do objeto Herbig-Haro HH 212 é na realidade muito jovem, com apenas alguns milhares de anos de idade. Os seus jatos são notavelmente simétricos, com vários nodos a aparecer a intervalos relativamente estáveis. Esta estabilidade sugere que a pulsação do jato varia de forma regular, e numa escala de tempo curta — talvez até tão curta como 30 anos! Mais longe do centro, enormes arcos de choque espalham-se pelo espaço interestelar, causados pelo gás ejetado a colidir com o gás e poeira do meio interestelar a velocidades de várias centenas de quilômetros por segundo.


NGC 4639 - Espiral elegante esconde um monstro faminto

Elegant spiral hides a hungry monster

A NGC 4639 é um belo exemplo de um tipo de galáxia conhecida como espiral barrada. Ela está localizada a mais de 70 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação de Virgo e é uma das cerca de 1500 galáxias que fazem parte do Aglomerado de Galáxias de Virgo. Nessa imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble das agências NASA e ESA, pode-se ver claramente a barra cortando o centro brilhante e arredondado da galáxia. Barras são encontradas em cerca de dois terços das galáxias espirais, e acredita-se sejam parte de uma fase natural da evolução das mesmas. Os braços espirais das galáxias são pontuados com regiões brilhantes de formação de estrelas ativas. Cada uma dessa pequenas joias, têm na verdade centenas de anos-luz de diâmetro e contêm centenas ou milhares de novas estrelas em formação.

Mas a NGC 4639 também guarda um segredo no seu núcleo – um buraco negro massivo que está consumindo o gás ao redor. Isso é conhecido como um núcleo galáctico ativo, ou um AGN, e é revelado por feições características no espectro de luz da galáxia e pelos raios-X produzidos perto do buraco negro à medida que o gás quente cai em sua direção. Acredita-se que a maior parte das galáxias contêm um buraco negro no seu centro. A NGC 4639 é de fato um exemplo de um AGN bem fraco, demonstrando que os AGNs existem numa grande variedade de atividade, desde galáxias como a NGC 4639 até quasares distantes, onde a galáxia mãe é quase que completamente dominada pela emissões do AGN.
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