11 de nov de 2015

GMRT Descobre rádio galáxia gigante a 9 bilhões de Anos-Luz de distância da Terra

gmrt_discover_691x562

Uma equipe de astrônomos trabalhando no National Centre for Radio Astrophysics (NCRA, TIFR), descobriram, usando o Giant Metrewave Radio Telescope (GMRT), uma galáxia extremamente rara de tamanho gigantesco. Essa galáxia, localizada a cerca de 9 bilhões de anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação de Cetus, emite poderosas ondas de rádio que têm uma extensão completa, de ponta a ponta de impressionantes 4 milhões de anos-luz. Essas galáxias com tamanhos em rádio, extremamente grande são propriamente chamadas de rádio galáxias gigantes.

Como galáxias com um tamanho óptico de centenas de milhares de anos-luz, produzem emissões de rádio, com alguns milhões de anos-luz de extensão? É dito que a presença de um buraco negro superlativo no centro de uma galáxia cria jatos de plasma quente de grande escala em direções diametralmente opostas, que eventualmente dão origem a grande lóbulos de onda de rádio. Enquanto que rádio galáxias com tamanho menor que um milhão de anos-luz são bem comuns, rádio galáxias gigantes, são extremamente raras, ainda mais em grandes distâncias cósmicas onde somente poucas têm sido descobertas. Essa galáxia recém descoberta conhecida cientificamente pelo nome J021659-044920, é o mais novo membro desse grupo de elite.

Sob algumas condições especiais, o buraco negro central pode parar de produzir jatos de ondas de rádio, e então os lobos brilhantes em rádio podem se apagar, dentro de poucos milhões de anos, devido à falta de reposição. O que faz a J021659-044920 especial é que ela tem sido registrada na sua fase de morte, onde o jatos de rádio parecem terem sido desligados e os lobos estão começando a se apagar. O apagamento dos lobos é causado pela perda de energia de duas maneiras: uma, pela emissão das ondas de rádio que se mostram como gigantescos lobos de rádio e, dois, pela transferência de energia para os fótons da radiação microondas cósmica de fundo através de um processo conhecido como um Espalhamento Comptom Inverso.

Esse último mecanismo levou a uma fraca emissão de raios-X, que é vista sendo emanada dos lobos de rádio dessa galáxia. Esses objetos de rádio, morrendo, são estudados da melhor forma, usando um rádio telescópio de baixa frequência como o GMRT. O GMRT, o maior rádio telescópio do mundo operando nas baixas frequências de rádio é um conjunto de 30 antenas com 45 metros de diâmetro, espalhadas por uma região de mais de 30 quilômetros ao redor de Kodad, perto da cidade de Narayangaon, na parte oeste da Índia. O GMRT foi construído e é operado pelo National Centre for Radio Astrophysics, do Tata Institute of Fundamental Research e tem sido operado desde 2002.

Para suas análises, a equipe combinou as observações feitas com o GMRT com observações prévias feitas com uma pequena frota de telescópios terrestres e espaciais de todas as partes do mundo, como o XMM-Newton Space Telescope em raios-X, o Telescópio Japonês Subaru, na luz óptica, o Telescópio Infravermelho do Reino Unido no infravermelho próximo, o Telescópio Espacial Spitzer da NASA no infravermelho médio, e o Jansky Very Large Array dos EUA nas faixas de ondas de rádio de alta frequência. Usando os dados de múltiplos observatórios de forma integrada, foi possível varrer todo o espectro eletromagnético, e assim eles foram capazes de realizar uma análise compreensiva e incrivelmente detalhada das condições físicas ao redor da galáxia. As propriedades do campo magnético na região entre as galáxias no universo distante podem ser entendidas com essas observações.
Fonte: SPACE TODAY

O planeta mais próximo ao sistema solar pode não existir

planeta proximo sistema solar nao existe

O Alpha Centauri bb é um planeta parecido com a Terra orbitando a estrela mais próxima do nosso sistema solar. Ou melhor, era. Agora, os pesquisadores não têm mais certeza de que ele existe. O Alpha Centauri bb simplesmente desapareceu, e um novo estudo sugere que ele sempre foi apenas um erro de dados.

DÚVIDAS
O planeta foi encontrado em 2012. De acordo com as estimativas dos cientistas, Alpha Centauri bb parecia ter uma massa semelhante à da Terra e orbitava sua estrela a uma distância semelhante à de Mercúrio em relação ao sol. O melhor de tudo era que estava a apenas 4,3 anos-luz de distância de nós, o que é muito mais próximo do que a maioria dos outros exoplanetas semelhantes à Terra. Um bom candidato para estudarmos mais profundamente, não?

Isso se realmente existir. Um ano depois de sua descoberta, um grupo separado de pesquisadores pôs em cheque sua veracidade, quando encontrou apenas uma fraca evidência de que o planeta era real. Recentemente, outra equipe, liderada por Vinesh Rajpaul da Universidade de Oxford, no Reino Unido, foi capaz de mostrar que os padrões sutis de luz causados por acontecimentos não planetários do sistema de estrelas – por exemplo, a atração de outras estrelas ou atividade na superfície da estrela – poderiam ser confundidos com um planeta. Assim, o Alpha Centauri bb pode não passar de um erro de interpretação nos dados.

SIMULAÇÃO
Rajpaul e seus colegas demonstraram isso criando uma simulação de uma estrela com nenhum planeta e, em seguida, observando-a aleatoriamente. Quando geramos dados sintéticos, um planeta apareceu, mesmo que não houvesse nenhum planeta. Xavier Dumusque, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, nos EUA, que liderou a equipe que descobriu Alpha Centauri bb, admitiu que Rajpaul têm um bom argumento.  É realmente um bom trabalho”, disse. “Nós não estamos 100% certos, mas provavelmente o planeta não está lá. A nova pesquisa será publicada no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

GRITO DE ALERTA
A pesquisa serve como alerta para os astrofísicos em busca de exoplanetas orbitando estrelas distantes. Planetas são geralmente detectados de duas formas: pela observação de uma diminuição no brilho de uma estrela, um sinal de que um planeta está orbitando na sua frente; ou pela percepção de uma “oscilação”, o que sugere que a estrela está sendo puxada em torno de um planeta em sua órbita. A percepção de oscilação, anteriormente conhecida como método de velocidade radial, é a técnica que foi utilizada para detectar Alpha Centauri bb. No passado, foi usada para identificar com segurança vários planetas maiores.

Mas planetas pequenos como a Terra dificultam muito mais a distinção de um sinal genuíno do ruído de fundo, especialmente se o sistema estelar não está sendo monitorado constantemente, como Alpha Centauri não estava. A boa notícia é que a maioria dos exoplanetas não está em risco deste tipo de erro, pois foram detectados por Kepler, um telescópio espacial que observa constantemente um pedaço de céu por anos. No entanto, isso demonstra que precisamos ser mais cuidadosos no futuro com planetas detectados por telescópios na Terra.
Fonte: ScienceAlert
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...