30 de dez de 2015

Ceres: imagens a partir da órbita mais baixa da Dawn



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A sonda Dawn da NASA, está no curso da sua órbita final e mais baixa ao redor do planeta anão Ceres, e já enviou as primeiras imagens deste ponto de vista privilegiado. As novas imagens mostram detalhes de uma superfície repleta de crateras e fraturas. Uma versão tridimensional dessas imagens também está disponível. A Dawn, fez essas imagens do hemisfério sul de Ceres, no dia 10 de Dezembro de 2015, a uma altitude aproximada de 385 km, que é o ponto mais baixo da sua órbita. A Dawn permanecerá nessa altitude pelo resto da missão e indefinidamente. A resolução das novas imagens é de cerca de 35 metros por pixel.

Entre as magníficas imagens está uma cadeia de crateras, chamada de Gerber Catena, localizada a oeste de uma grande cratera, a Cratera Urvara. Vales são feições comuns em grandes corpos planetários, e são causados pela contração, pela tensão gerada nos impactos e pelo carregamento da crosta por grandes montanhas – o Monte Olympus em Marte é um exemplo disso. O faturamento observado em Ceres indica que processos similares podem estar ocorrendo ali, apesar de seu tamanho. Ceres tem um diâmetro médio de 940 quilômetros. Muitos dos vales e das ranhuras em Ceres, foram, provavelmente formadas como o resultado de impactos, mas uma parte parece ser tectônica, refletindo a tensão interna que quebra a crosta.
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“Por que elas são tão proeminentes é algo que ainda não está totalmente entendido, mas elas estão muito provavelmente relacionadas com a estrutura crustal complexa de Ceres”, disse Paul Schenk, um membro da equipe de ciência da sonda Dawn no Lunar and Planetary Institute em Houston. As imagens foram feitas como parte de um teste realizado com a câmera de backup da sonda Dawn. A câmera primária, que é essencialmente idêntica, começou sua campanha de imageamento de Ceres desde a órbita baixa no dia 16 de Dezembro de 2015. Ambas as câmeras estão funcionando bem.
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Os outros instrumentos da sonda Dawn, também começaram seu intenso período de observações esse mês. O Visible and Infrared Mapping Spectrometer, ajudará a identificar os minerais, observando como os vários comprimentos de onda da luz são refletidos na superfície de Ceres. O Gamma Ray and Neutron Detector também está ativo. Medindo as energias e o número de raios gamma e nêutrons, dois componentes da radiação nuclear, ele ajudará os cientistas a determinarem as abundâncias de certos elementos em Ceres. Mais cedo no mês de Dezembro, os cientistas revelaram que o material brilhante encontrado em algumas crateras de Ceres, como Occator, é consistente com sal – e propuseram que um tipo de sulfato de magnésio, chamado de hexaidrita, pode estar presente.

 Um grupo diferente de cientistas da Dawn, descobriram que Ceres também contém compostos argilosos ricos em amônia. Pelo fato da amônia ser abundante no Sistema Solar externo, essa descoberta sugere que Ceres pode ter se formado nas vizinhanças de Netuno e migrado para a sua posição, ou formado num local com material que migrou do Sistema Solar externo. À medida que fizermos imagens de alta resolução de Ceres, nós continuaremos a examinar nossas hipóteses e descobrir mais surpresas sobre esse mundo misterioso”, disse Chris Russell, principal pesquisador da missão Dawn, baseado na Universidade da Califórnia, Los Angeles.
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A Dawn é a primeira missão a visitar um planeta anão, e a primeira missão fora do sistema Terra-Lua a orbitar dois corpos distintos no Sistema Solar. Ela orbitou o protoplaneta Vesta por 14 meses de 2011 a 2012, e chegou em Ceres no dia 6 de Março de 2015. A missão da sonda Dawn é gerenciada pelo Laboratório de Propulsão a Jato para o Science Mission Directorate da NASA em Washington. A Dawn é um projeto do Discovery Program, gerenciado pelo Marshall Space Flight Center em Huntsville, no Alabama. A UCLA é responsável pela missão científica geral da Dawn. A empresa Orbital ATK Inc., em Dulles, Virginia, desenhou e construiu a sonda. O German Aerospace Center, o Max Planck Insitute for Solar System Research, a Italian Space Agency, e o Italian National Astrophysical Institute, são parceiros internacionais na equipe da missão. Para uma lista completa dos participantes da missão.
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Uma nebulosa planetária dividida

Uma nebulosa planetária dividida

Esta nuvem de gás, observada pelo instrumento ESO Faint Object Spectrograph and Camera (EFOSC2) instalado no Observatório de La Silla do ESO, pode ser encontrada bem aninhada na constelação do Centauro no céu do hemisfério sul. A nuvem de gás — chamada NGC 3699 — é uma nebulosa planetária, que se distingue por ter uma aparência irregular com manchas e uma linha escura, que a separa grosso modo ao meio. Estes objetos, que apesar do nome nada têm a ver com planetas, formam-se durante as fases finais da evolução de estrelas do tipo do Sol. O nome “nebulosa planetária” vem da época da sua descoberta por William Herschel quando, através dos telescópios existentes na época, se viam como objetos redondos parecidos a planetas.

No final das suas vidas, as estrelas do tipo solar gastam o depósito de hidrogênio situado no seu centro, o que faz parar as reações nucleares. Este aspecto dá origem à contração do núcleo da estrela sob ação da força da gravidade e aquecimento subsequente, enquanto as camadas exteriores mais frias se expandem imenso — a superfície do Sol, por exemplo, irá muito provavelmente chegar à órbita da Terra quando o Sol atingir esta fase da sua evolução.
Ventos estelares excepcionalmente fortes empurram as camadas exteriores gasosas para o espaço, deixando eventualmente a descoberto o núcleo da estrela, que começa a emitir radiação ultravioleta, ionizando o gás expelido e dando origem ao brilho etéreo da nebulosa e criando vistas bonitas e variadas, como é o caso do objeto desta imagem.

Fonte:ESO

Orionte - Exposição de 212 Horas

Crédito: Stanislav Volskiy, Anotação: Judy Schmidt

A constelação de Orionte é muito mais do que três estrelas em fila. É uma direção no espaço rica em nebulosas impressionantes. Para melhor apreciar esta região bem conhecida do céu, ao longo de muitas noites limpas em 2013 e 2014 captou-se uma exposição extremamente longa. Após 212 horas de exposição e um ano adicional de processamento, emergiu esta composição de 1400 imagens que abrange mais de 40 vezes o diâmetro angular da Lua. Dos detalhes mais interessantes tornados visíveis, um que chama particularmente a atenção é o Loop de Barnard, o brilhante filamento circular avermelhado no meio da imagem. A Nebulosa Roseta NÃO é a grande nebulosa vermelha perto do topo - essa é a nebulosa maior, mas menos conhecida, Lambda Orionis. A Nebulosa Roseta É a nebulosa branca e vermelha perto do canto superior esquerdo. A estrela brilhante e alaranjada mesmo acima do centro da imagem é Betelgeuse. A estrela brilhante e azulada em baixo e à direita é Rigel. Outras nebulosas famosas: a Nebulosa Cabeça de Bruxa, a Nebulosa da Chama, a Nebulosa Pele de Raposa e, se souber exatamente para onde olhar, a comparativamente minúscula Nebulosa Pequena Cabeça de Cavalo. No que toca àquelas três famosas estrelas que atravessam a cintura de Orionte, o Caçador - nesta fotografia podem ser difíceis de localizar, mas um olhar perspicaz vai encontrá-las logo abaixo e à direita do centro da imagem. Encontra-se aqui uma versão da fotografia com anotações.
Fonte: NASA
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