Como o universo vai acabar?

Se ele nasceu de uma grande explosão,é provável que se retraia até tudo voltar a ser como antes do Big Bang.

Quando o assunto é o destino final do cosmo, todas as cartas ainda estão na mesa. O mero fato de que ele se encontra numa fase de expansão acelerada hoje não implica necessariamente que o universo vá se espalhar para sempre, tornando a matéria e a energia mais e mais rarefeitas até que não existam mais estruturas reconhecíveis daqui a trilhões de anos. Há alternativas, e várias delas têm a energia escura como sua estrela principal.

"Se a energia escura estiver associada a algum campo instável, após seu decaimento a fase de aceleração se encerra. Isso poderia levar a uma expansão desacelerada infinita", diz Laerte Sodré Júnior. Por outro lado, a energia escura poderia assumir efeito contrário depois que sua capacidade de distender o universo se encerrasse, ficando novamente sujeito à ação "normal" da gravidade. "É como jogar uma bola para o alto. Se a energia inicial não for forte o suficiente, ela sobe por algum tempo e depois volta para baixo", compara Mário Novello.

Os cientistas já têm até nome para esse fenômeno hipotético: Big Crunch (Grande Contração), o contrário do Big Bang, que levaria a matéria e a energia do universo a se concentrarem novamente num ponto minúsculo, extremamente denso e quente, como nos primórdios do espaço-tempo que conhecemos hoje. A partir daí, haveria um novo ciclo de expansão e contração. "A energia escura desempenharia um papel fundamental nisso: ela esvaziaria a energia e matéria produzidas no ‘bang’, espalhando-as de modo muito rarefeito, e preparia o universo para um novo ciclo", diz Paul Steinhardt, um dos defensores do modelo de Universo cíclico e eterno.

Dessa forma, o que o nosso universo é hoje teria sido influenciado pelos eventos do universo anterior que o gerou, possivelmente eliminando o paradoxo presente na idéia de que tudo o que existe foi criado no momento do Big Bang, sem ter vindo de lugar algum antes. Ainda resta, contudo, muito chão pela frente para que observações e experimentos sejam capazes de confirmar ou refutar o modelo do Big Crunch.
Créditos: Reinaldo José Lopes




LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postagens mais visitadas deste blog

Galéria de Imagens - Os 8 planetas de nosso Sistema Solar

Tipos de Estrelas

Nova Classificação do Sistema Solar

Os satélites naturais do Sistema Solar

Johannes Kepler

Veja os 10 maiores mistérios das estrelas

Isaac Newton

Como surgiu o primeiro átomo?