Emissões de calor podem indicar se há ou não atmosfera em Proxima B

O exoplaneta está na zona habitável de sua estrela, onde pode existir água líquida, o que o torna uma esperança para nós, terráqueos
Ele é rochoso, está na zona habitável de sua estrela, onde pode existir água em estado líquido, e “só” 4,2 anos-luz (uma distância até curta, em termos cósmicos) o separam de nossa casa. Esse é o planeta Proxima B, um possível irmão para a Terra recém-descoberto orbitando a estrela Proxima Centauri, a mais próxima do Sol. E não para por aí: os pesquisadores Laura Kreidberg e Abraham Loeb, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, afirmaram ao Business Insider que o Telescópio Espacial James Webb da NASA seria capaz de detectar, por meio da medição de emissões infravermelhas, a existência ou não de uma atmosfera no planeta. O método é descrito em um artigo ainda em estágio de pré-publicação disponível no arxiv.org.

Várias das características conhecidas do exoplaneta foram calculadas com base em sua influência gravitacional sobre a estrela que orbita. Sua translação é muito rápida – um ano, por lá, equivalente a 11,2 dias terrestres –, e ele está tão próximo de sua anã vermelha que o brilho da estrela impede, na prática, uma foto que não seja ofuscada pela luz. Para contornar o problema, há uma verdadeira enciclopédia de truques físicos e matemáticos que os astrônomos usam para saber tanto sobre corpos celestes tão distantes. A presença de uma atmosfera, no caso, pode ser prevista por meio da análise da distribuição do calor no planeta.

Ao que tudo indica, Proxima B sofre do mesmo problema que a nossa Lua: ele gira em torno de sua estrela sempre com a mesma face virada para ela. Pense no lado escuro da Lua, só que em uma distópica versão terrestre: de um lado é sempre noite, do outro, sempre dia. Se não houver nenhuma estrutura gasosa em torno do planeta, não haverá nada que permita redistribuir o calor intenso que alcança a região constantemente iluminada para a outra metade, escura.

Ou seja, ficamos com um frio congelante em um lado e um verão digno do Saara no outro. Se, por outro lado, houver gás, ele ajudará a distribuir o calor de maneira mais uniforme, o que muda a “assinatura” de calor do planeta e ajuda a esquentar a região de noite eterna. Como o infravermelho reemitido por um planeta rochoso é diferente do que o emitido originalmente pela estrela, o quebra-cabeças está resolvido: seria possível captar, no mar de calor emitido pela estrela, qual pequena parcela vem do planeta.

“Quando observamos a Lua, vemos suas diferentes fases iluminadas pelo Sol. Se você imaginar o planeta girando em torno da estrela, nós veríamos fases diferentes do planeta”, afirmou Loeb ao Business Insider. “Atrás da estrela, veríamos o lado em que é dia. Na frente, o que é noite. Como ela dá uma volta na estrela a cada 11,2 dias, veríamos a temperatura mudar com o tempo. Tudo lindo, não fosse um pequeno problema: o James Webb ainda não saiu do chão, e só será lançado em 2018. O que significa que, mesmo que a ideia dê certo, não haveria como confirmar nada, pelo menos por algum tempo. Só nos resta aguardar.
Fonte: GALILEU

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