ENTENDA O BIG BANG

A origem do universo é um mistério a todos, desde os filósofos gregos até hoje a noção de origem do universo ainda permanece obscura. Como biólogo, creio que a busca da origem desse pequeno ponto que dá origem ao universo é questão chave para a física. Se a ciência conseguir oferecer teorias que busquem explicar o que deu origem a esse pequeno ponto inicial a questão religiosa sofrera o maior impacto de sua existência. E isso já está ocorrendo. A ciência tem teorias para as principais perguntas do mundo, mas como biólogo, ainda não vi uma que explicasse este pequeno ponto inicial, de onde veio, ou como surgiu. Como surgiram as leis básicas da física. Não se sabe a origem deste primeiro ponto de matéria. Especula-se que antes do surgimento, o Universo seria formado por gases radioativos e matérias tênues, bem dispersas. Com o passar do tempo esses elementos se concentraram e criaram buracos negros fazendo com que o espaço e tempo trocassem de papeis. Até que em um momento ocorreu uma reversão deste processo, dando origem a uma explosão. A teoria ecpirótica diz que o Universo esta contido em branas. Estas branas ficam afastadas umas das outras e podem se chocar. Nos intervalos entre choques, estas branas se expandem e se atraem. Durante este retorno, ocorre á inflação do universo, e sua aceleração, assim o Universo que conhecemos pode fazer parte de um Multiverso que vem se ajustando ao longo do tempo.

Antes do Universo surgir as galáxias e todos os componentes do Universo estavam concentrados em um único ponto. Aquele pontinho quente de densidade infinita que explodiu e surgiu o Universo iniciando sua expansão há aproximadamente 13,7 bilhões de anos nosso universo surgiu. De acordo com Eisntein, se acelerarmos uma massa a uma velocidade estrondosamente alta, ela comportará como energia. E isso é dado pela fórmula E=m.a² (E=energia, m=massa e a² = velocidade da luz ao quadrado). Inversamente, percebemos que se uma quantidade de matéria sofrendo uma gravidade enorme começar a desacelerar a energia aplicada nesta explosão se converterá em matéria. A mesma matéria que compõe o universo.

Esse é o princípio básico da teoria Big Bang, onde um milionésimo de segundo após a sua explosão, a energia começou a desacelerar e converter-se a matéria, um décimo de milésimo de segundo começaram a se formar as primeiras partículas, e alguns minutos depois as primeiras partículas sub-atômicas e estruturas mais estáveis como os átomos e lítio, deutério e hidrogênio já começam a surgir. Depois que o Universo se inflacionou, a velocidade de expansão começou a diminuir gradativamente, até se tornar uma constante. Ao mesmo tempo que esses átomos de hidrogênio se afastavam do ponto inicial da explosão, se atraiam mutuamente. Durante essa expansão as nuvens de gases ficaram pairando pelo universo e se tornando densas.  O peso e a pressão exercida sobre si mesmo ou o choque entre duas nuvens gigantescas levou os átomos a se unirem e formar os primeiros corpos, fenômeno chamado Starbursts.

Corpos como estrelas brilham devida a fusão do hidrogênio em hélio. Cada 4 hidrogênios fundidos ocorre a formação do Hélio. Essa reação libera luz e calor, é o combustível que faz as estrelas brilharem. É interessante notar que quando os átomos de Hélio se fundem o elemento criado é o Carbono, fundamental para a vida. Estudos mostram que durante milhares de anos as forças naturais que conhecemos hoje e que chamamos de constantes, eram diferentes em épocas remotas e ainda permanecem em iguais em outros pontos do universo.

Estas forças naturais por terem sido diferentes do que são hoje, impediam o surgimento da própria vida. Em uma reportagem da Scientific American, estudiosos mostraram que uma variação na Constante de estrutura fina poderia causar transtornos na constituição do universo que conhecemos hoje. A constante da estrutura fina é dada pela fórmula:
α=e²/2 ε0hc
Se a constante da estrutura fina fosse menor, a densidade da matéria atômica também seria menor e as ligações entre elas seriam mais frágeis diante de temperaturas menores. Se a estrutura fina fosse maior, os núcleos atômicos muito pequenos não existiriam devido a repulsão elétrica entre os prótons e nêutrons. Possivelmente em alguns outros lugares do Universo esta constante seja diferente, mas o que importa em nosso caso é que durante os últimos 6 bilhões a energia escura começou a tomar conta do universo e acelerar a sua expansão fazendo com que a constante de estrutura fina se mantivesse na mesma medida. Essa variação da constante no universo também fornece dados fundamentais impossibilitando a existência de vida inteligente em outro planeta.
FONTE: Scientific American

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